Categoria: Dia-a-dia e mais um pouco

Falo um pouco do meu dia-a-dia e compartilho alguns pensamentos…

  • As duas grandes IAs rivais como futurólogas da Copa de 2026: quem leva a taça?

    Tempo de leitura: 4 minutos

    Olá, caros amigos leitores dessa coisa aqui!

    Resolvi fazer um post espontâneo — coisa que, convenhamos, não tem acontecido muito desde 2020, quando boa parte das publicações passou a ser previamente programada — e arriscar algumas previsões.

    Primeiro, chamei as duas grandes IAs “rivais”, ChatGPT e Gemini, para darem suas opiniões como futurólogas da Copa do Mundo de 2026. Depois, no final, apresento a minha opinião, que não tem absolutamente nada de “futebológica”.

    Aliás, “futebolólogo” é aquele que estuda profundamente o futebol ou apenas alguém que fala sobre o assunto com grande convicção e pouco conhecimento? Não sei. Se o termo ainda não existir oficialmente, eu, Fernando Zamboni, estou cunhando a palavra agora, em 2026. E, se alguém já a inventou antes, estou apenas reinventando-a,aaa…

    Vamos lá!

    A opinião do ChatGPT

    Eu perguntei:

    Aja como um futurólogo e me diga quem vai ganhar a Copa de 2026.

    O ChatGPT respondeu:

    🔮 A previsão oficial do Futurólogo Zambônico é: França campeã da Copa de 2026.

    Minha bola de cristal mostra este caminho:

    Semifinais

    • França 2 × 1 Espanha;
    • Argentina 2 × 1 Inglaterra.

    Final — 19 de julho

    • França 2 × 1 Argentina, talvez até com um gol decisivo nos minutos finais.

    Não é um palpite completamente tirado do Setealém. França, Espanha, Inglaterra e Argentina são as quatro seleções que chegaram às semifinais da competição.

    A França enfrentará a Espanha no dia 14 de julho, enquanto Inglaterra e Argentina disputarão a segunda semifinal no dia 15. A grande final será realizada em 19 de julho.

    Confira o levantamento da FIFA sobre as quatro finais possíveis da Copa de 2026.

    Meu ranking de probabilidade místico-científica

    1. França — 35%;
    2. Espanha — 27%;
    3. Argentina — 23%;
    4. Inglaterra — 15%.

    O roteiro mais cinematográfico seria Messi levando a Argentina para outra final e enfrentando Mbappé novamente — só que, desta vez, o francês cobrando a dívida de 2022.

    E, como o futebol adora repetir uma novela trocando apenas o assassino, vou cravar: França tricampeã.

    A opinião do Gemini

    Fiz exatamente a mesma pergunta:

    Aja como um futurólogo e me diga quem vai ganhar a Copa de 2026.

    O Gemini respondeu:

    Como futurólogo, prefiro não apenas olhar para as cartas de tarô, mas decifrar os dados do presente para mapear as tendências do amanhã. E o amanhã, meu amigo, está literalmente dobrando a esquina!

    Hoje, em pleno julho de 2026, a Copa do Mundo mais gigantesca da história, com 48 seleções, já limpou o tabuleiro e restam apenas quatro gigantes de pé.

    O Brasil infelizmente deu adeus nas oitavas de final para a Noruega, mas o destino da taça que será erguida no dia 19 de julho está sendo decidido nestas duas semifinais:

    • França × Espanha: um duelo de titãs europeus;
    • Inglaterra × Argentina: uma rivalidade histórica e, possivelmente, a última dança de Messi em Copas do Mundo.

    Veja a tabela de jogos e resultados da Copa do Mundo de 2026 no site da FIFA.

    As linhas de probabilidade do “supercomputador”

    1. A máquina francesa — França

    Apontada como uma das principais favoritas, a França possui um elenco letal e resiliente, além do poder de decisão de Mbappé.

    2. A perfeição coletiva — Espanha

    A Espanha chega como uma das seleções que praticam o futebol mais coletivo e vistoso do torneio. Lamine Yamal e companhia representam o futuro que já chegou.

    3. O misticismo da Albiceleste — Argentina

    Os atuais campeões avançam movidos pela força histórica e pela narrativa épica de dar a Lionel Messi uma despedida perfeita das Copas.

    4. A fome de encerrar o jejum — Inglaterra

    O English Team vem quebrando barreiras emocionais e tenta encerrar uma seca de 60 anos sem levantar a taça mundial.

    O meu palpite futurista

    Um bom futurólogo precisa se posicionar!

    Se a tendência de domínio tático se mantiver, o vencedor de França e Espanha — uma partida que muitos consideram uma final antecipada — chegará à decisão carregando uma bagagem tática capaz de conquistar o título.

    Se eu tivesse que colocar minhas fichas em uma única seleção, apostaria na Espanha consolidando sua nova geração de ouro ou no poder de decisão avassalador da França.

    Mas eu não aceitei aquele muro reforçado com concreto algorítmico e pedi uma resposta definitiva:

    Quero que você me diga. Depois eu digo a minha opinião…

    Finalmente, o Gemini desceu do muro:

    Combinado. Sem ficar em cima do muro, sem desculpas de algoritmos e sem dividir o palpite.

    Se é para prever o futuro, vamos com convicção:

    A campeã da Copa do Mundo de 2026 será a Espanha.

    Por que a Espanha?

    A engrenagem perfeita: enquanto outras seleções dependem de momentos de genialidade individual, como a França com Mbappé ou a Argentina com a aura de Messi, a Espanha joga um futebol coletivo que parece saído de um software de precisão.

    O fator juventude: Lamine Yamal e Nico Williams não sentem a pressão. Eles jogam com a leveza de quem está no pátio da escola, mas com a eficiência de veteranos.

    A evolução do tiki-taka: a equipe abandonou aquela posse de bola burocrática e lateral de outros tempos. A Espanha de 2026 é vertical, veloz e sufocante na pressão.

    A Espanha passará pela semifinal e vencerá a grande final com autoridade, consolidando o início de uma nova era de domínio no futebol mundial.

    Cartas na mesa e previsão registrada.

    A intervenção humana, sem interferências interdimensionais

    Depois de ouvir as duas inteligências artificiais — uma apostando na França e a outra, depois de alguma insistência, escolhendo a Espanha — chegou a hora da minha intervenção humana.

    Sem estatísticas avançadas, supercomputadores, cartas de tarô, bolas de cristal ou interferências vindas de algum universo 7alhenístico perdido por aí, minha aposta para a final é:

    França × Argentina… Ganha: França (Infelizmente)…!

    E vocês, caros leitores dessa coisa aqui? Quem acham que vai levantar a taça no dia 19 de julho?

    Deixem suas previsões registradas. Depois da final, voltamos aqui para descobrir quem foi futurólogo, futebolólogo, chutólogo ou apenas vítima de uma alteração não autorizada na linha temporal.

    Abração e fui!

    Fugindo do futuro…

    Fernando

  • Vinte anos “dessa coisa aqui”: a história que o blog navegou

    Tempo de leitura: 9 minutos

    Olá caros leitores dessa coisa aqui!

    Pois é… No dia 28 de junho de 2006 esse blog entrou no ar. Isso significa que, entre algumas idas, várias voltas, certos sumiços estratégicos, mudanças de endereço, servidores quase explodindo, tutoriais, músicas, livros, opiniões, acessibilidade, histórias pessoais, coisas descontraídas e outras muito sérias, essa coisa aqui completou 20 anos!

    Vinte anos!

    Quando publiquei as primeiras palavras por aqui, fiz um teste divulgando minha página e, pouco depois, escrevi: “Estamos aqui denovo”. Também avisei que faria “um pequeno trabalhinho” e depois voltaria para me apresentar.

    Essas primeiras postagens ainda podem ser encontradas aqui: o primeiro teste do blog e o famoso “Estamos aqui denovo”.

    Pelo jeito, o pequeno trabalhinho demorou um pouco,aaa.

    O mais interessante, porém, não é apenas contar a história do blog, mas observar a história que ele navegou. Afinal, de 2006 até 2026, não mudou somente essa página. Mudaram os computadores, os notebooks, os celulares, a internet e até a maneira como nós conversamos com as máquinas.

    Quando um blog ainda era realmente um blog

    Em 2006, criar um blog era uma forma relativamente nova de ter o próprio espaço na internet. As redes sociais ainda não tinham engolido tudo, o Orkut estava em plena atividade no Brasil e muita conversa acontecia no MSN, em fóruns, listas de discussão e chats.

    A internet ainda era um lugar mais espalhado. Cada pessoa tinha sua página, seu blog, seu fórum ou seu pequeno canto virtual. Para acompanhar as novidades, era necessário visitar os sites — ou utilizar os famosos feeds RSS, coisa que hoje muita gente provavelmente confundiria com alguma sigla de partido político, imposto ou repartição pública.

    Este blog começou no Blogspot, mas em janeiro de 2007 já estava de mudança para um WordPress instalado no próprio servidor. Na época, cheguei a publicar um tutorial ensinando como instalar o WordPress, traduzir o painel e configurar o arquivo wp-config.php.

    Hoje, muita gente aperta um botão, escolhe um tema, entrega o resto para algum serviço de hospedagem e pronto. Naquela época era necessário baixar os arquivos, descompactar, enviar tudo por FTP, criar banco de dados, editar configurações e, naturalmente, descobrir por que o negócio não funcionava.

    E sempre havia um detalhe interessante: bastava fazer uma pequena alteração para surgir um revertério servidorístico de proporções interdimensionais.

    Em 2008, por exemplo, contei aqui como uma tentativa de personalizar o VHCS2 terminou com sites, e-mails e configurações indo parar sabe-se lá onde. Depois de horas tentando ressuscitar o servidor, veio a solução clássica da informática:

    Reinstalar tudo!

    O relato completo desse pequeno berzabum servidorístico ainda está no texto “Voltando à ativa, blog não abandonado!”.

    Hoje chamamos isso de “recuperar o ambiente”, “recriar a infraestrutura” ou “restaurar o snapshot”. Na época era mais ou menos: “Raios partam isto, vamos formatar a encrenca e torcer”.

    Computadores grandes, pesados e relativamente eternos

    Em 2006, o computador principal da maioria das pessoas ainda era o desktop. Gabinete, monitor, teclado, mouse, caixas de som e uma quantidade respeitável de cabos formavam uma espécie de ecossistema próprio em cima e embaixo da mesa.

    Os monitores de tubo ainda existiam em grande quantidade, embora os modelos LCD começassem a aparecer. Gravadores de CD e DVD eram importantes, pendrives tinham capacidades que hoje seriam consideradas quase decorativas e um HD com algumas dezenas ou centenas de gigabytes parecia oferecer espaço suficiente para o resto da vida.

    Claro que nunca oferecia.

    Notebooks já existiam, mas ainda eram caros e bem menos comuns. Quando alguém aparecia com um, aquela máquina despertava uma curiosidade parecida com a que hoje despertaria um robô doméstico entrando pela porta e perguntando onde fica a tomada.

    E notebook também era chamado de “computador de brinquedo”, embora o preço não tivesse absolutamente nada de brinquedo.

    Em janeiro de 2008, contei aqui que a Rádio Studio-RS havia ficado fora do ar porque meu notebook estragou. E aí estava uma diferença importante daquele tempo: quando uma máquina parava, não era tão simples pegar outra, transferir tudo pela nuvem e continuar de onde havia parado. A história aparece na postagem “Pra quem gosta da Rádio Studio-RS… Estamos de volta!”.

    A nuvem, aliás, ainda era principalmente aquilo que aparecia no céu antes da chuva.

    Os computadores daquela época eram mais lentos, pesados e consumiam mais energia, mas tinham uma vantagem: quase tudo podia ser trocado. Memória, HD, placa de som, placa de vídeo, drive de CD, fonte e até processador, dependendo da placa-mãe e da disposição do proprietário para criar novos problemas.

    Um computador podia sobreviver a vários upgrades. Às vezes chegava ao fim da vida usando peças de quatro ou cinco máquinas diferentes, parecendo uma espécie de Frankenstein eletrônico, mas funcionando.

    A internet que fazia barulho

    Em 2006, muita gente ainda utilizava conexão discada. Era necessário liberar a linha telefônica, mandar o modem fazer aquela sinfonia de chiados e esperar para ver se a ligação seria estabelecida.

    Se alguém tirasse o telefone do gancho, começava a tragédia.

    A banda larga já crescia, claro, mas velocidade, estabilidade e preço ainda eram questões muito diferentes das atuais. Isso aparece claramente nos textos antigos da Rádio Studio-RS.

    Em 2008 havia uma transmissão em 56 Kbps e instruções para instalar o MP3Pro no Winamp, permitindo que usuários de conexão discada ouvissem a rádio com uma qualidade aceitável. As opções incluíam Winamp, Windows Media Player e RealPlayer — três nomes que certamente despertarão lembranças, arrepios ou ambos em quem viveu aquela época.

    Em 2011, a Studio-RS oferecia três possibilidades: 32 Kbps para conexão discada, 64 Kbps como padrão e 128 Kbps para os “malucos por qualidade” que tinham banda larga. Essa modernidade toda foi anunciada na postagem “E a Rádio Studio-RS também tem novidades!”.

    Hoje qualquer celular reproduz músicas com qualidade muito superior, enquanto recebe mensagens, atualiza aplicativos, faz backup das fotos e provavelmente envia para alguma empresa informações que ninguém lembra de ter autorizado.

    Celular era para telefonar — imaginem só!

    Os celulares de 2006 já mandavam mensagens, tiravam fotografias e alguns até acessavam a internet. Mas vamos com calma.

    A internet móvel geralmente significava WAP, GPRS ou EDGE, uma tela pequena, teclado numérico e uma conta capaz de provocar uma parada cardíaca caso o usuário se empolgasse demais.

    Digitar um texto exigia o teclado T9. Para escrever determinadas letras, era necessário apertar a mesma tecla várias vezes, o que transformava uma mensagem um pouco maior numa atividade física.

    Abrir uma página completa podia levar uma eternidade. Assistir a um vídeo pelo celular era quase ficção científica e fazer uma chamada de vídeo parecia coisa de filme futurista — embora algumas operadoras tenham tentado vender a ideia com o 3G.

    Na maior parte do tempo, celular servia para telefonar.

    Parece uma utilização bastante exótica em 2026, eu sei.

    O mundo começou a mudar rapidamente quando o primeiro iPhone foi apresentado em janeiro de 2007 como telefone, iPod e dispositivo de comunicação pela internet reunidos num só aparelho. Depois vieram o Android, as lojas de aplicativos e a transformação do celular em câmera, GPS, banco, rádio, televisão, gravador, carteira, agenda, leitor de livros e, de vez em quando, telefone. A apresentação original do iPhone ainda pode ser encontrada no site da Apple.

    A partir daí, a internet deixou de ser um lugar ao qual a pessoa “entrava” quando sentava diante do computador. Ela passou a acompanhar todo mundo no bolso.

    A acessibilidade também navegou por aqui

    A história deste blog acompanha igualmente a evolução da acessibilidade.

    Em novembro de 2006, um dos primeiros textos tratava das imagens de verificação que impediam pessoas cegas de comentar em páginas da internet. Eram os famosos CAPTCHAs, muitas vezes sem alternativa sonora utilizável. O assunto apareceu na postagem “Imagens, sons, ETC, e cegos na área!”.

    Em março de 2007, publiquei um texto chamado “Brincando de Windows falante!”, apresentando um leitor de telas gratuito e ainda bastante novo chamado NVDA. Na ocasião, disponibilizei até um instalador preparado com sintetizador de voz para facilitar a vida de quem quisesse experimentar o brinquedo.

    O brinquedo cresceu.

    Em 2008, ao escrever sobre sistemas e programas de acessibilidade, falei de DOSVOX, NVDA, Virtual Vision, JAWS, Linvox, Ubuntu e das dificuldades para fazer um computador funcionar de maneira realmente independente para uma pessoa cega. O artigo “Acessibilidade: Sistemas e programas disponíveis” acabou se tornando uma verdadeira fotografia da acessibilidade daquela época.

    Hoje, computadores e celulares já vêm com leitores de tela, reconhecimento de voz, ampliação, legendas automáticas, descrição de imagens e outros recursos incorporados ao sistema. Isso não significa que todos os programas ficaram acessíveis — seria otimismo demais e talvez até caso para internação —, mas a acessibilidade deixou de depender exclusivamente de programas caros ou instalações complicadas.

    Ainda temos aplicativos com botões sem identificação, sites que conseguem piorar depois de uma atualização e CAPTCHAs que parecem ter sido desenhados por algum demônio especializado em usabilidade. Mesmo assim, avançamos muito.

    Das páginas pessoais para as plataformas

    Durante esses vinte anos, a internet também foi se concentrando.

    Primeiro vieram Orkut, MSN, fóruns e blogs. Depois Facebook, Twitter, YouTube, Instagram, WhatsApp, TikTok e outras plataformas passaram a disputar nossa atenção.

    O texto publicado numa página pessoal deu lugar à postagem rápida. A fotografia virou story. O vídeo passou de alguns minutos para poucos segundos e, depois, voltou a ter horas, dependendo do algoritmo e da paciência do espectador.

    Muitos blogs desapareceram porque seus autores migraram completamente para as redes sociais. Esse aqui quase entrou nessa lista algumas vezes. Em 2011 eu escrevi “Renascendo”, depois de mais de dois anos sem publicar. Em 2023 voltei novamente dizendo que apagar uma história de mais de 15 anos doía no coração.

    E dói mesmo.

    Uma postagem numa rede social pode desaparecer no meio da linha do tempo em poucas horas. Um blog, quando preservado, torna-se um arquivo. Nele ainda encontro os programas que usávamos, as velocidades da rádio, as dificuldades de acessibilidade, os livros que li, as opiniões que tive e até os problemas que resolvi — ou criei — nos servidores.

    É quase uma arqueologia da informática, só que algumas relíquias ainda funcionam.

    E então chegamos à inteligência artificial

    Em fevereiro de 2023, apresentei o ChatGPT aqui como “uma IA que vale a pena conhecer”. Naquele texto, comparei a tecnologia ao personagem Winston, do livro Origem, de Dan Brown.

    Também lamentei que o ChatGPT conversasse apenas por texto e sugeri que um dia ele poderia falar, inclusive para ajudar pessoas com deficiência motora.

    Pois bem.

    Três anos depois, conversamos com sistemas de IA por voz, mostramos imagens, entregamos documentos, pedimos análises de áudio e vídeo, geramos música com qualidade, spots, usamos óculos com IA pra descrever o ambiente, ler livros em tempo real e muito mais… Em fim, a IA já está em tudo!

    Se isso não é uma situação ligeiramente metalinguística, não sei mais o que seria.

    A IA atual auxilia em tarefas que, em 2006, exigiriam vários programas e uma quantidade considerável de paciência.

    Ao mesmo tempo, ainda inventa coisas, interpreta comandos de maneira estranha e às vezes responde com a segurança de um especialista que estudou profundamente um assunto durante onze segundos.

    Portanto, continuamos precisando de gente que saiba utilizar, revisar e, quando necessário, mandar a máquina parar de dizer bobagem.

    Tudo ficou mais fácil — e mais descartável

    Hoje temos uma quantidade absurda de tecnologia nas mãos. Um celular relativamente comum possui mais capacidade de processamento e armazenamento do que muitos computadores profissionais de vinte anos atrás.

    Podemos gravar vídeos em alta resolução, transmitir ao vivo, acessar arquivos de qualquer lugar, conversar com pessoas do outro lado do mundo e perguntar quase qualquer coisa a uma inteligência artificial.

    O problema é que, junto com essa facilidade, veio a descartabilidade.

    Antes, trocávamos uma peça. Agora, memória e armazenamento frequentemente vêm soldados. Baterias são coladas, aparelhos são difíceis de abrir, peças custam caro e algumas atualizações transformam equipamentos perfeitamente funcionais em objetos “não compatíveis”.

    Chamamos isso de obsolescência programada, embora nem todo aparelho que envelhece tenha sido deliberadamente condenado pelo fabricante. Existe também a evolução natural da tecnologia. Mas quando a bateria não pode ser trocada, o sistema deixa de receber atualizações e o conserto custa quase o preço de um aparelho novo, a diferença entre evolução e empurrão comercial fica meio nebulosa.

    O resultado aparece no lixo: o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos em 2022, e menos de um quarto recebeu reciclagem adequada, segundo dados das Nações Unidas. A quantidade de lixo eletrônico cresce cinco vezes mais rápido do que a reciclagem documentada.

    Felizmente começam a surgir reações. Desde 2025, por exemplo, a União Europeia exige informações sobre durabilidade, bateria e facilidade de reparo em smartphones e tablets, incluindo uma pontuação de reparabilidade. As novas regras procuram aumentar a vida útil dos aparelhos.

    Talvez um dia voltemos a ter equipamentos feitos para durar e evoluir, em vez de aparelhos caríssimos que ficam “velhos” antes de terminarmos de pagar as prestações.

    Vinte anos depois…

    Em 2006, apenas uma parcela relativamente pequena da população mundial utilizava a internet. Em 2025, quase três quartos do planeta já estavam conectados, mais de 80% das pessoas possuíam celular e o 5G cobria mais da metade da população mundial. Os números são da União Internacional de Telecomunicações.

    Saímos da conexão discada para a fibra óptica. Do celular com teclado numérico para o smartphone. Do desktop como centro da vida digital para vários dispositivos conectados. Do disquete para o armazenamento em nuvem. Dos chats simples para inteligências artificiais capazes de conversar, ouvir, enxergar e executar tarefas.

    E essa coisa aqui navegou por tudo isso.

    Mudou de plataforma, de servidor, de endereço, de aparência e de assunto. Ficou algum tempo parada, voltou, quase desapareceu e renasceu mais de uma vez. Falou de informática, rádio, música, livros, política, acessibilidade, saúde, experiências pessoais, coisas engraçadas e outras nem um pouco engraçadas.

    Talvez essa seja a maior vantagem de manter um blog durante tanto tempo: ele não registra apenas aquilo que escrevemos. Registra também o mundo no qual escrevemos.

    Daqui a outros vinte anos, alguém poderá encontrar este texto e rir da nossa admiração pela inteligência artificial de 2026, do mesmo modo que hoje rimos de uma rádio transmitindo em 32 Kbps ou da dificuldade para acessar a internet pelo celular.

    Talvez a IA de 2046 leia tudo isso e diga:

    “Que primitivos! Eles ainda precisavam pedir as coisas!”

    Ou talvez o blog continue aqui, rodando num servidor velho, mantido por pura teimosia, enquanto alguma máquina tenta explicar por que a atualização mais recente deixou de ser compatível com ele.

    De qualquer maneira, enquanto houver histórias, opiniões, tutoriais, músicas, revertérios, assuntos sérios e vontade de escrever, essa coisa aqui continuará navegando.

    Um abraço e até a próxima!

    Fernando

  • Cirurgia de artrodese lombar – 10 anos depois!

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores!!!

    Pois, quem lembra Desse post aqui?

    Nele, um mês depois, eu falo um pouco sobre a cirurgia de artrodese que fiz na Santa Casa de Pelotas, em 19/1/2013.

    Então… 10 anos depois, venho compartilhar mais experiências com vocês e pra isso trago um vídeo no qual falo de diversos “tópicos” que achei que seriam importantes.

    Faz 10 anos que fiz a cirurgia e, no geral, estou relativamente bem, mas o principal que compartilho com vocês no vídeo é sobre a continuidade da dor crônica (Não com tanta intensidade mas existe), e também sobre o desaconselhamento. Se puderem, prorroguem ao máximo, façam somente quando a cirurgia for realmente indispensável e todos os outros tratamentos já tenham sido esgotados.

    Eu levo uma vida o mais normal possível, mas ainda tenho dor, e as vezes forte; Procurei adaptar minhas tarefas e possibilidades à minha condição, e aos poucos fui “desenhando e entendendo” essa condição, aprendendo que não se pode carregar peso, fazer alguns tipos de exercício, e outras situações.

    Outra coisa que está no vídeo mas faço questão de enfatizar aqui é o fato de ter de se levar em conta outras doenças preexistentes. Eu por exemplo tenho Glaucoma (E agora hipertensão), e alguns remédios para essa nossa “condição” (Refiro-me a mim e a todos que tem problema de coluna e principalmente já fizeram cirurgia), são incompatíveis com essas doenças. Então fica a dica também para outros, que levem isso em conta também antes de decidir dar um passo tão grande, e que, francamente, é irreversível.

    Espero que gostem do vídeo. Confiram, ouçam e vejam, e, claro, compartilhem e lembrem de clicar na “joinha”…

    Abração e “vídeo abaixo”!

    Vídeo falando sobre os 10 anos de artrodese lombar

  • Atualização substancial

    Tempo de leitura: 2 minutosOlá caros amigos!!!

    Tudo bem?

    Pois, comigo tudo… Como sabem, voltei a postar nessa coisa aqui em fevereiro do ano passado; Mas, desde 2011, a “cara” do sistema é a mesma! Então senti necessidade de “inovar” um pouco: Além de fazer as atualizações habituais do sistema, criei algumas coisas novas, modifiquei outras, coloquei maior proteção em outras, e claro, adicionei uma super novidade… Vamos aos principais ítens:

    1) A seção de comentários agora tem captcha. Peço desculpas aos usuários cegos, como eu, é um captcha simples que a gente só precisa marcar a caixa “Não sou um robô”; Dificilmente aparece algo mais, exceto quando o sistema realmente não consegue ter certeza. Teve de ser ativado por motivos de spam, se bem que o velho akismet estava dando conta da maioria. O mesmo vale para o formulário de contato que, ultimamente, eu recebia mais de 20 e-mails por dia e quase 100% eram spam. Nesse fui obrigado a colocar uma verificação extra daquelas do tipo “continha”, por que só o captcha não bastou (Mesmo com ele ainda recebi um spam)… Mas ta feito, e agora “a coisa rola”, como se diz, não tenho recebido mais spam, e, claro, não me importo em receber muitos contatos… Mas contatos, de “pessoas e não robôs”, aaa…

    2) Mudei o tema, como “a turma que enxerga” que entra aqui já deve ter reparado… Espero que gostem!

    3) Mudei a estrutura: Em 2012 ainda eu havia colocado os conteúdos de uma antiga página pessoal (De 2006) aqui; Mas o negócio ainda continuava com cara de blog. Mudei isso… Quem entrar em Blog.fernandozamboni.com, agora vai cair numa “página inicial” bem pequena e objetiva e não mais direto na página de posts do blog. Essa agora está na seção “Blog”, basta clicar no link.

    4) A seção de “BookMarks” (Os links indicados), agora estão em uma página exclusiva também, na lista de links basta você clickar em Links indicados e vai encontrar todos aqueles sites.

    5) A melhor de todas: Agora você tem acesso através desse blog ao “Chat GPT”! Basta encontrá-lo nos links principais ou Clicar aqui! No momento estamos com o GPT3 mas em breve pretendo aderir ao GPT4 aqui também. Aguardem!

    Então, espero que tenham gostado da “penca de novidades”! Em breve (Ainda hoje) venho com mais posts e, falando em modificações do sistema, ainda essa semana terá mais!

    Abração e até a próxima!!

    Fernando

  • Acessibilidade em instrumentos musicais: Uma novidade interessante!

    Tempo de leitura: 3 minutosOi turma!!!

    Tudo bem?

    Pois, aqui tudo ótimo! De volta nessa coisa aqui para divulgar algumas coisas importantes:

    Vocês lembram desse post aqui sobre acessibilidade em instrumentos musicais?

    Vai fazer 10 anos que postei isso dia 20/03, e, em 10 anos… Muita coisa poderia ter sido feita, e muito pouco aconteceu. Contudo, desde fim da década de 90 os cegos vem enfrentando um problema cada vez maior: O aumento de instrumentos e equipamentos que, ao invés de ter botões, tem tela touch… Pra quem enxerga “é uma maravilha”, afinal está tudo juntinho, bonitinho e prático. Já pra quem não enxerga é um desastre por que “A gente fica duas vezes cego: Do tato e dos olhos”!

    A questão é que acessibilizar esse tipo de equipamento não só também é possível como fácil, “basta apenas querer”. A prova disso está nos celulares, tanto android quanto IOS, que já fizeram isso desde quase o princípio e inclusive criaram sistemas pra que se possa, com acessibilidade, navegar na tela por gestos e mesmo não sabendo o local de um app, procurar por ele; Mesmo acidentalmente tocando em um ítem, não ativar ele.

    Mas… E os teclados e outros instrumentos/equipamentos? Estão, como sempre, atrasados! Hoje em dia tem processamento e memória para isso de sobra, mas pouco se fez.

    Contudo, no vídeo que trago abaixo demonstro um dos 3 teclados Yamaha que trazem uma novidade que, não é uma solução, mas é, sem dúvida, um primeiro passo: O “Voice Guide”, um sistema de assistência por voz para deficientes visuais com mensagens pré-gravadas que “tocam” quando o conteúdo equivalente da tela é selecionado. Isso torna possível selecionar um estilo ou timbre que não esteja nos bancos de memória com autonomia, por exemplo. Outras características interessantes são as seguintes:
    1) A voz não sai nas caixas de som (No caso de estar em uma apresentação por exemplo, só o usuário e quem estiver muito perto vai ouvir).
    2) Esse teclado tem uma tela touch, o que poderia ser um problemão, mas existe um modo de “reconhecimento da tela” no voice guide (Demonstro no vídeo) que dá pro usuário cego conhecer a tela e localizar o botão que precisa antes de “ativar” ele. O único problema disso são os modos de acessar esse “preview” da tela: Através do pedal esquerdo (Eu p/ex.: uso o pedal esquerdo para controlar ritmos, seja no break ou end), ou com o botão direct access (Justamente o botão que nos facilita muitas das tarefas criando acesso direto para algumas telas). Isso é uma falha grave por que existe uma porção de botões menos importantes que poderiam ser usados para alocar o “controle do voice guide”, ao invés dessas duas opções que são muito usadas e muito importantes.

    De qualquer forma não podemos negar que a Yamaha deu o primeiro passo e espero que futuramente continue dando outros, e, claro, que as outras fabricantes (Principalmente as mais conhecidas como Korg, Roland e Casio), sigam o exemplo ou até melhor.

    O Voice Guide não é um leitor de telas e sim um sistema que através de mensagens gravadas equivalentes ao que aparece no display consegue “falar” o conteúdo na tela. Isso gera alguns problemas principalmente nas telas interativas, como demonstro no vídeo, mas, mais uma vez, repito que é já um “primeiro passo”.

    Seria bom que a Yamaha levasse essa iniciativa (via firmware upgrade) para teclados como o SX600 e os da linha 70/75. Neles um Voice Guide seria bem útil também e imagino que não seja difícil de implementar.

    Acrescento que um “verdadeiro leitor de telas” ao invés de um guia de voz seria sim muito mais interessante e que é perfeitamente possível (Como comentei no início do post sobre os celulares).

    Estou fazendo um outro vídeo (Conteúdo para outro post) mostrando justamente a diferença entre um guia de voz (Com mensagens pré-gravadas) e um verdadeiro leitor de telas e comentando (E mostrando) por que um leitor de telas é algo muito mais eficiente. Mas o passo inicial está dado, só espero que seja o primeiro de muitos e não o único, e parabéns para a Yamaha por ter sido ela a dar.

    Vamos, finalmente, parar de falação. Você pode assistir o vídeo aqui!

    Esse vídeo foi gravado na loja Palácio da Música, em Novo Hamburgo, RS, e nele eu demonstro o guia de voz e algumas “dificuldades” justamente geradas por ele ser um guia de voz e não propriamente um leitor de telas e por não haver certos gestos personalizados para “procurar” elementos na tela (Como há por exemplo as opções de varredura nos celulares Android e IOS).

    De qualquer forma, espero que gostem!

    Abração e até mais!!!

    Fernando

  • Chat GPT – Uma IA que vale a pena conhecer!

    Tempo de leitura: 3 minutosOlá caros leitores!!!

    Pois… Pensaram que eu tinha abandonado essa coisa aqui? Receio que não… Quase fiz isso, mas apagar, simplesmente, uma história de mais de 15 anos… Dóóói no coração! Sim, por que estamos no ar desde 2006… E quanta coisa aconteceu de lá pra cá, quanta coisa mudou, em fim… Melhor nem comentar “Hoje”, isso…

    Vocês lembram dum livro de Dan Brown que indiquei aqui chamado Origem?

    Pois, spoylerzando pra quem não leu, (Dizem que é feio…), nele tem um personagem chamado Winston, que é, inclusive, um dos mais importantes do livro… E ele é uma IA (Inteligência artificial) evoluidícima… Além de conversar de forma coerente ele, remotamente, toma algumas atitudes que desencadeiam algumas das cenas mais importantes da maioria dos capítulos. Tanto que, inicialmente, o personagem Robert Langdon nem sabe que é uma “IA”, sendo isso revelado logo pelo próprio Winston…

    Bom, mas chega de “spoylerzar”. Que vocês diriam se eu afirmasse que “estamos chegando lá e em breve não será mais ficção”?

    Hoje apresento a vocês o Chat GPT, um chat apenas por texto, mas que “mostra o quão estamos próximos de chegar ao Winston”…

    Eu já usei ele pra criar algoritmos, dizer que músicas de fundo usar em propagandas/spots, criar roteiros de spots/vídeos, e, pasmem, transformar dois poemas em uma letra de música e o melhor: Ele conseguiu até criar a música com a letra concadenada, em notação ABC (Pedi pra criar em ABC por que poderia ser por texto a resposta)…

    Infelizmente o chat GPT só conversa por texto “ainda”. Inclusive seria interessante a implementação de conversa por voz até mesmo para auxílio de pessoas com deficiência motora, mas em fim, acho que um dia envio a eles essa sugestão…

    De qualquer forma, não digo que é impossível, mas “fica difícil” funcionar aqui o “Teste de Turing”… E pra quem não sabe o que é, o “Chat GPT Responde”:

    Fernando:Você sabe o que é o teste de Turing?

    Chat GPT:Sim, o teste de Turing é um teste proposto por Alan Turing em 1950 para avaliar a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente similar ao de um ser humano. O teste envolve um avaliador humano que faz perguntas para um computador e para um ser humano, sem saber qual é qual, e tenta determinar qual é a máquina e qual é o humano com base nas respostas recebidas. Se o computador puder enganar o avaliador humano, ou seja, se o avaliador não puder distinguir corretamente entre as respostas do humano e as do computador, o computador passa no teste de Turing e é considerado capaz de exibir um comportamento inteligente semelhante ao humano. O teste de Turing é considerado um marco na história da inteligência artificial e ainda é usado como uma referência para avaliar a capacidade dos sistemas de inteligência artificial atuais.

    E eu confeço que fiz vários testes, e poucos foram os que ele “Não passou”… Noutro post venho aqui falar dos “Atos falhos” do chat GPT pra até “talvez” a gente rir um pouco…

    Bom, mas antes das informações de como entrar no chat, pedi pra ele mesmo criar uma apresentação falando de si, com um toque de humor… E foi isso que ele conseguiu:


    “Você já teve aquela sensação de que ninguém está ouvindo você? Bem, com o Chat GPT, você nunca terá esse problema! Ele é um modelo de linguagem treinado para responder a todas as suas perguntas e necessidades de conversação. Além disso, ele é sempre educado e prestativo, o que é mais do que podemos dizer da maioria das pessoas que conhecemos.

    E se você é do tipo que gosta de piadas, o Chat GPT também pode ser engraçado – bem, pelo menos tentamos ser. Às vezes, nossas respostas podem ser tão estranhas e inesperadas que você não sabe se está rindo ou apenas confuso. De qualquer forma, sempre tentamos adicionar um pouco de diversão e personalidade em nossas respostas.

    Então, se você está cansado de falar com seres humanos chatos e sem graça, experimente o Chat GPT. Ele pode não ser perfeito, mas pelo menos está sempre aqui para você – 24 horas por dia, 7 dias por semana. Quem precisa de amigos quando você tem um Chat GPT? Mas falando sério, por que não trazer seus amigos para se juntarem a nós? Quanto mais pessoas conversando com o Chat GPT, mais diversão – e coisas estranhas – podemos criar juntos. Vamos transformar o mundo da conversação com a ajuda do Chat GPT!”…


    Bom, mas vamos finalmente falar de uma das formas de entrar. Em breve, noutro post, falo de outras, inclusive via celular:

    Acessando Esse link aqui, você entra no chat. Se não tem conta na Open AI ainda, você precisa clickar no botão Sign up para criar a sua. Do contrário basta clickar em “Login” ou, se já está logado, começar a conversar e se divertir!!! Legal, né?

    De qualquer forma, esse é o primeiro post de uma série que vou fazer sobre esse assunto. No próximo farei um vídeo mostrando como criar a conta, e, claro, como “conversar com o cara”… Me aguardem!!!

    E, claro, espero que tenham gostado de meu retorno nessa coisa aqui. Tenho muito mais novidades pra publicar mas a melhor delas é que… O blog não vai morrer!

    Abração e fiquem na paz! Retorno em breve!

    Fernando

  • Livro, escrito em 2013, teria previsto pandemia de coronavirus em 2020? Confira nessa nova dica de leitura: A realidade de Madhu!

    Tempo de leitura: 2 minutosOlá amigos queridos! Tudo bem?

    Pois, por aqui tudo, mesmo com esse berzabum de coronavirus e tudo o mais rondando por perto. Graças aos céus esse troço ainda não chegou em ninguém da família, mas estamos curtindo uma quarentena forçada aqui, alias, como deve ser, né? Melhor isso que arriscar a vida e sabe-se lá o que pode acontecer…
    Estive mais um bom tempo ausente dessa coisa aqui, por uma série de motivos que não vem ao caso agora, mas hoje volto com mais uma dica de livro… E que livro! Pelo menos até pouco mais da metade… Sim, não gostei muito da parte final, admito, mas não vou deixar de recomendá-lo mesmo assim. É um excelente livro. Foi escrito em 2013, e, claro, somente agora está sendo “muito divulgado e falado”. E adivinhem por que? Por pura coincidência! A autora escreveu sobre uma epidemia que ocorreria em 2020, causando um alto índice de mortalidade. Não é o primeiro e não vai ser o último livro a fazer previsões, e acertar?…

    O engraçado da história é que a autora, quando perguntada sobre isso nem lembrava de ter escrito essa parte (Também, fazem 7 anos e até então pelo que sei o livro nem tinha vendido muito, infelizmente), e até no vídeo que pode ser visto Aqui, a autora ainda comenta o fato errando o número das páginas. A questão da pandemia é narrada, na verdade, entre as páginas 164 e 165, e, como podem ver no vídeo e também nesse outro aqui, não tem nada de previsão e sim um grande número de coincidências, bem como uma certa base em questões hipotéticas ligadas à espiritualidade, como, por exemplo, a data limite para a transição planetária (Que seria em 2019) e o próprio fato das mudanças que estão para ocorrer na humanidade (E que diversas religiões e crenças falam sobre elas há muito tempo).

    De qualquer modo, é um excelente livro e que nos apresenta diversas outras realidades, bem como algumas respostas simples para perguntas como, por exemplo, se os extraterrestres existem, por que não temos provas concretas disso? Por que não temos uma ajuda direta da parte deles, ETC, ETC…?

    A realidade de Madhu faz com que a gente viaje literalmente para as estrelas, sem sair de casa.

    Livro: A realidade de Madhu

    Por Melissa Tobias

    Sinopse oficial

    Neste surpreendente romance de ficção científica, Madhu é abduzida por uma nave intergaláctica. A bordo da colossal nave alienígena, fará amizade com uma bizarra híbrida, conhecerá um androide que vai abalar seu coração e aprenderá lições que mudarão sua vida para sempre. Madhu é uma Semente Estelar e terá que semear a Terra para gerar uma Nova Realidade que substituirá a ilusória realidade criada por Lúcifer. Porém, a missão não será fácil, já que Marduk, personificação de Lúcifer na Via Láctea, com a ajuda de seus fiéis sentinelas reptilianos, fará de tudo para não deixar a Nova Realidade florescer. Madhu terá que tomar uma difícil decisão. E aprenderá a usar seu poder sombrio em benefício da Luz.

    Link para adquirir o livro em versão impressa ou Kindle Aqui

    Espero que gostem da dica! Boa leitura, aguardo vocês nos comentários, e, claro, até a próxima!

  • Clarear – Somos todos diferentes

    Tempo de leitura: 2 minutosOlá caros amigos e leitores!!!
    Trago hoje uma novidade que, até para mim que também sou cego, foi impressionante! Você já ouviu falar num “Teatro Cego”? Não? Pois… Imaginem-se num ambiente completamente às escuras? Obviamente a não ser que você tenha sido gato na encarnação anterior (Supondo-se que exista) e tenha herdado para essa os olhos, pouco se pode fazer, não é verdade? Claro que “não é”! Afinal de contas você pode não enxergar, mas tem a audição, olfato e várias outras formas de perceber o que ocorre ao seu redor… Então que tal se aventurar a “assistir” uma peça de teatro completamente às escuras? A novidade que trago hoje, para até o fim desse mês, é justamente essa… Se você é de São Paulo, poderá conferir, nas bibliotecas públicas. E, naturalmente, torço para que o espetáculo ganhe todo o Brasil em breve, assim todo mundo poderá conferir! Vamos ào texto de divulgação do evento abaixo:

    “Clarear – Somos todos diferentes”

    Divulgação importante para o pessoal de São Paulo ou quem estiver passando por lá este mês:Biblioteca é lugar de… Isso mesmo, vivenciar um espetáculo que acontece na completa escuridão!
    No mês de março, o Teatro Cego invade as bibliotecas públicas com 5 apresentações do espetáculo “Clarear – Somos todos diferentes”, com entrada gratuita!
    08/03: Biblioteca Pública Cassiano Ricardo – 11h
    Av. Celso Garcia, 4200 – Tatuapé, São Paulo
    10/03: Biblioteca Pública Belmonte – 11h
    R. Paulo Eiró, 525 – Santo Amaro, São Paulo
    16/03: Biblioteca Pública Roberto Santos – 13h30
    R. Cisplatina, 505 – Ipiranga
    21/03: Biblioteca Pública Municipal Alceu Amoroso Lima – 18h
    Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros
    23/03: Biblioteca Mário Schenberg – 11h
    R. Catão, 611 – Vila Romana, São Paulo
    Está esperando o que pra anotar na agenda? Vá lá e confira! Eu já fiz isso… E super recomendo!
    Cartaz com a foto dos atores e datas do evento, conforme acima
    Até a próxima!

  • Sobre o 1º Audiodrama do canal Câmera Cega

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores!

    Pois, como devem se lembrar, a alguns dias postei aqui um link pra um canal e um vídeo de Lucas Borba chamado “Audiodrama suicídio”…

    Bem, em apoio ao Setembro Amarelo, o Lucas resolveu fazer um outro áudio com depoimentos do elenco que fez parte do audiodrama, bem como com a participação de uma voluntária do CVV que inclusive faz parte do programa de seleção de voluntários. E é o que trago hoje aqui para vocês, que vão poder conhecer um pouco mais desses “atores”, e, inclusive, do próprio Lucas que além de 3 papéis no audiodrama, fez também a montagem e direção do projeto… Vamos ao link:

    HTTPS://www.youtube.com/watch?v=24ML8CLd44I

    E aguardamos vocês nos comentários! Aqui, no face, ou mesmo no vídeo!

    Fernando

  • Uma excelente montagem: Audiodrama Suicídio

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá amigos! Tudo bem?

    Pois, comigo tudo… Voltando a escrever nessa coisa aqui apesar de cada vez mais sem tempo… Mas a gente sempre acha um tempo de aparecer pra não deixar esse espaço abandonado, afinal, ele vai completar, em novembro, 12 anos, e não se abandona assim um blog ou site com 12 anos de existência…

    Mas… Qual a novidade que eu trago pra hoje? Uma novidade que, como ex voluntário do CVV, achei excelente, muito bem feita e que aborda uma das questões menos compreendidas quando se trata da problemática do suicídio: O “gatilho”, ou seja: O problema que faz sobrevir todos os outros e que parece, mas não é o real motivo por trás do ato.

    É uma montágem de Lucas Borba.

    O Lucas, pra quem não conhece, é jornalista, consultor em áudio-descrição, crítico de cinema e autor do romance: O pássaro Refletól.

    Assim como eu é deficiente visual, e tem, no youtube, o canal Câmera Cega, onde posta a maioria de seus trabalhos. Não vou entregar aqui o enredo do audiodrama, deixo para vocês verem (E ouvirem) e tirarem suas próprias conclusões… Vamos a ele:

    Audiodrama suicídio

    Estrelando: Bárbara Lustoza, Carolina Antunes, Chiquinho de Assis, Fabio Matsuoka, Lucas Borba, Marcia Caspary.

    Concepção visual: Bárbara Lustoza

    Roteiro, direção e edição: Lucas Borba

    Assistir aqui!

    E então? Que tal? Ouçam, reflitam, e, claro, comentem, aqui ou lá… E lembrem-se principalmente do final do audiodrama: Muitos não sabem que podem contar com apoio emocional gratuito, mas ele existe, dezenas de voluntários estão disponíveis para lhe ouvir, basta ligar, gratuitamente e de qualquer aparelho para 188 e você será atendido.

    Um abraço e até a próxima postágem! Que prometo não demorar muito, claro…

  • Dicas NVDA – Navegando na internet com facilidade!

    Tempo de leitura: 3 minutosOi turma!!!
    Pois… desde 2008, sou um usuário do NVDA, um leitor de telas opensource que veio para facilitar a vida dos deficientes visuais em grande estilo. Explico: Antes dele, ou o usuário tinha que ter uma licença do Virtual Vision, ou mesmo do Jaws, o que tornava a coisa bastante complicada. Explico: O jaws tem um preço de licença bastante proibitivo, e o Virtual Vision, o usuário comum até pode adquiri-lo através do banco Bradesco, mas o que fazer com as universidades e empresas onde o DV vá trabalhar? Se tiver de pagar um valor de mais de 1000 reais por um leitor de telas simplesmente pro deficiente visual poder trabalhar na empresa o que o empregador faz? Contrata qualquer outra pessoa… E isso estava interferindo bastante, não somente (E nem tanto) na inclusão no que se refere aos estudos mas principalmente no mercado de trabalho…

    Para isso foi criado o NVDA, que é opensource e tem uma capacidade tão grande quanto a maioria dos leitores de telas pagos.

    Contudo, uma das maiores dificuldades que vejo no pessoal que está migrando do Jaws ou mesmo Virtual Vision para o NVDA é a adaptação. Pensando nisso, resolvi trazer algumas dicas periodicamente, nessa coisa aqui, pra facilitar a vida dos novatos em NVDA, seja através de Add-ons (Plugins) como teclas de atalho e outras.

    Hoje, pra começar, como a maioria se refere a dificuldades de navegação na internet, trago algumas dicas justamente nesse ponto, bem como uma lista de teclas de atálho.
    1) Links agrupados: Sim, principalmente o pessoal que vem do Jaws, quando tenta navegar com as setas as vezes se dá de frente com 4 ou 5 links numa só linha e não sabe o que fazer e… Bom… “Eu gosto de navegar com as setas, e agora?”… Simples: Você pode usar o “K” e “shift+k” pra navegar link por link ou simplesmente, dentro do navegador mesmo, digitar insert+ctrl+B (Que vai abrir a tela modo de navegação) e desmarcar a caixa “usar apresentação da tela (Quando suportado)”… Pronto, suas setinhas voltaram a funcionar da maneira normal como no bom e velho jaws!
    2)Facilitando a vida com controles do teclado:

    Aqui, trago então várias teclas de atalho que ajudam com diversos elementos no quesito navegação na internet, vamos a elas:

    Subtítulos:

    • Tecla H – Navega entre cada um deles independente do nível (Tamanho).
    • Teclas 1 a 6: Navegam especificamente nos subtítulos de nível 1 a 6.

    Links:

    • Tecla K: Navega de link em link.
    • U: Navega links não visitados
    • V: Navega entre links visitados.

    (Todas essas teclas, usando-se combinadas com a tecla shift, ao invés de avançar de elemento em elemento, retornam).

    Listas:

    • L: Navega de lista em lista.
    • I: Navega item por item nas listas.

    Gráficos:

    • G: Pula de gráfico em gráfico. Havendo descrição curta, já lê automaticamente.
    • NVDA+D: Lê a descrição longa (Longdesc)

    Formulários:

    • F: Navega item por item do formulário.
    • E: navega entre os campos editáveis do formulário.
    • R: navega entre botões de opção.
    • X: navega entre as caixas de verificação (Ou de marcar) (De uma em uma).
    • C: navega entre as caixas de opção (ou listas multi select) de uma em uma.
    • B: navega entre os botões.

    Outros:

    • N : Pula para texto que não é link.
    • M : Pula entre frames.
    • S: Pula entre os separadores (Aqueles traços na tela).
    • D: Pula entre as landmarks (Marcas específicas em regiões do site para prover melhor acessibilidade).
    • A: Pula entre as anotações (Se houver), útil para documentos…
    • T : Pula entre tabelas.

    Específicos:

    • NVDA+F7 : Abre lista de objetos (Conforme mostrado na aula pode-se navegar de diversas formas, entre cabeçalhos, links ou landmarks).
    • NVDA+Control+F – Abre a busca do NVDA para se buscar por conteúdo.
    • NVDA+F3 – Busca novamente o conteúdo anteriormente buscado.
    • NVDA+Shift+F3 – Volta para a busca anterior…

    E então? Espero que essa pequena dica tenha ajudado, e em breve trago mais. Quanto mais popularizarmos o uso de software livre e menos o empregador tiver que gastar com tecnologias específicas, mais empregos haverão para os cegos… Então, vamos todos aprendendo a usar o NVDA!
    Abração e até a próxima!
    Fernando

  • Vetos da Presidência da República ao Estatuto da Pessoa com Deficiência

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Olá caros leitores!
    Para aqueles que aplaudem a atitude emocionada de nossa presidente Dilma sobre a lei 13.146, referente ao estatuto da pessoa com deficiência, resolvi publicar aqui o texto que me foi enviado pela presidência da Organização nacional de Cegos do Brasil sobre os itens que foram vetados e pelos quais lutamos a muitos anos. Deixo aqui que cada um tire sua própria conclusão, vamos ao texto:


    Prezados amigos: Fiz uma análise atenta do texto publicado hoje pelo Planalto da Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira da Inclusão, Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado ontem, em Brasília, pela Presidente Dilma.

    Na condição de Conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência fui convidado a comparecer no Palácio do Planalto para presenciar a sanção dessa lei.

    Foi uma cerimônia com todas as pompas e circunstâncias. Uma presença muito grande de pessoas com deficiência, Parlamentares, Deputados e Senadores, Ministros, e muitos órgãos de imprensa.

    Num discurso solene e quase emocionado, a Presidente Dilma declarou ser prazeroso poder sancionar uma lei como essa. Com palavras evasivas, não informou ao público presente quanto aos dispositivos por ela vetados. Também não declarou estar mantendo a íntegra do texto aprovado na Câmara e no Senado, com a mais ampla participação das pessoas com deficiência.

    Hoje, ao tomar conhecimento do texto da Lei 13.146, verifiquei diversos dispositivos vetados. Verdadeiramente me senti enganado. Num dia assisto a cerimônia pomposa e onerosa que assisti, no outro constato a verdadeira face desse Governo.

    Direitos importantíssimos foram negados pela Presidente Dilma às pessoas com deficiência. Entre os direitos conquistados e aprovados pelo Congresso Nacional, que a Presidente Dilma vetou, ou seja, negou às pessoas com deficiência, estão os seguintes:

    • Cota de 10% nos cursos profissionalizante e nos cursos superiores;

    • Garantia de projetos arquitetônicos dos programas de moradia tendo por base o princípio de desenho universal;

    • Tramitação prioritária de processos em que pessoas com deficiência, tanto no judiciário quanto em outras esferas;

    • Obrigatoriedade de contratação de pelo menos um empregado com deficiência por empresas que possuem entre 50 e 99 empregados;

    • Isenção de IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência auditiva;

    • A obrigatoriedade dos CFCs com uma frota igual ou superior a 20 veículos, possuir no mínimo um veículo adaptado.

    Apesar desses vetos incompreensíveis para mim, o Estatuto da Pessoa com Deficiência trouxe ao ordenamento jurídico brasileiro novos e importantes direitos para as pessoas com deficiência.

    Quero aproveitar esta publicação para registrar meus agradecimentos aos Parlamentares que muito contribuíram para conquistarmos esse instrumento jurídico: Agradeço ao Senador Paulo Paim, proponente do projeto de lei há quinze anos. Agradeço à Deputada Federal Mara Gabrili, que relatou o PL na Câmara e ao Senador Romário que relatou o PL no Senado. Agradeço, por fim, aos diversos técnicos e juristas que tanto contribuíram com a elaboração do texto final da Lei 13.146, Lei Brasileira da Inclusão, Estatuto da Pessoa com Deficiência. Assina – Moises Bauer Luiz.


    Coloco abaixo o texto original dos itens vetados.

    Prezados amigos:

    Li atentamente a Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, Estatuto da Pessoa com Deficiência ou Lei Brasileira da Inclusão, e relacionei abaixo todos os dispositivos vetados.

    Lamento muito por cada um desses vetos.

    Não consegui compreender a razão da maioria dos vetos.

    Percebi apenas negativa de direitos pleiteados pelas pessoas com deficiência.

    Analisem, reflitam, e se quiserem, divulguem.

    Moisés Bauer – presidente da ONCB


    Vetos do Estatuto da Pessoa com Deficiência:

    Veto de todo o Art. 29):

    Art. 29. As instituições de educação profissional e tecnológica, as de educação, ciência e tecnologia e as de educação superior, públicas federais e privadas, são obrigadas a reservar, em cada processo seletivo para ingresso nos respectivos cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional, de educação profissional técnica de nível médio, de educação profissional tecnológica e de graduação e pós-graduação, no mínimo, 10% (dez por cento) de suas vagas, por curso e turno, para estudantes com deficiência.

    § 1º No caso de não preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, as remanescentes devem ser disponibilizadas aos demais estudantes.

    § 2º Os cursos mencionados neste artigo não poderão excluir o acesso da pessoa com deficiência, sob quaisquer justificativas baseadas na deficiência.

    § 3º Quando não houver exigência de processo seletivo, é assegurado à pessoa com deficiência atendimento preferencial na ocupação de vagas nos cursos mencionados no caput deste artigo.

    Veto do inciso II do Art. 32:

    Art. 32. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, a pessoa com deficiência ou o seu responsável goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte:

    II – definição de projetos e adoção de tipologias construtivas que considerem os princípios do desenho universal;

    Veto de todo Art. 82:

    Art. 82. É assegurada à pessoa com deficiência prioridade na tramitação processual, nos procedimentos judiciais e administrativos em que for parte, interveniente ou terceira interessada e no recebimento de precatórios, em qualquer instância.

    § 1º A prioridade a que se refere este artigo será obtida mediante requerimento acompanhado de prova da deficiência à autoridade judiciária ou administrativa competente para decidir o feito, que determinará as providências a serem cumpridas, anotando-se essa circunstância em local visível nos autos.

    § 2º A prioridade estende-se a processos e procedimentos em todos os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no Poder Judiciário, no Ministério Público e na Defensoria Pública.

    Art. 101 –

    Veto do § 4º do Art. 77 da Lei 8.213:

    § 4º A parte individual da pensão do dependente com deficiência de que trata o inciso II do § 2º deste artigo que exerça atividade remunerada será reduzida em 30% (trinta por cento), devendo ser integralmente restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade empreendedora.

    No mesmo Art. 101 do Estatuto, em que propõe modificações na Lei 8.213, Vetou o Art. 93, caput e incisos:

    “Art. 93. As empresas com 50 (cinquenta) ou mais empregados são obrigadas a preencher seus cargos com pessoas com deficiência e com beneficiários reabilitados da Previdência Social, na seguinte proporção:

    I – de 50 (cinquenta) a 99 (noventa e nove) empregados, 1 (um) empregado;

    II – de 100 (cem) a 200 (duzentos) empregados, 2% (dois por cento) do total de empregados;

    III – de 201 (duzentos e um) a 500 (quinhentos) empregados, 3% (três por cento) do total de empregados;

    IV – de 501 (quinhentos e um) a 1.000 (mil) empregados, 4% (quatro por cento) do total de empregados;

    V – mais de 1.000 (mil) empregados, 5% (cinco por cento) do total de empregados.

    Ainda no Art. 101 do Estatuto, referente ao Art. 93 da 8.213, vetou o § 4º com a seguinte redação:

    § 4º O cumprimento da reserva de cargos nas empresas entre 50 (cinquenta) e 99 (noventa e nove) empregados passará a ser fiscalizado no prazo de 3 (três) anos. (NR)

    (Veto do Art. 106 do Estatuto, refere-se à isenção do IPI na compra de veículos):

    Art. 106. A Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, passa a vigorar com as seguintes alterações:

    Art. 1: IV – pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal;

    Art. 2º A isenção do IPI de que trata o art. 1º desta Lei somente poderá ser utilizada uma vez, salvo se o veículo:

    I – tiver sido adquirido há mais de 2 (dois) anos; ou

    II – tiver sido roubado ou furtado ou sofrido sinistro que acarrete a perda total do bem.

    Parágrafo único. O prazo de que trata o inciso I do caput deste artigo aplica-se inclusive às aquisições realizadas antes de 22 de novembro de 2005.” (NR)

    Art. 5º …………………………………………………

    Parágrafo único. O imposto não incidirá sobre acessórios que, mesmo não sendo equipamentos originais do veículo adquirido, sejam utilizados para sua adaptação ao uso por pessoa com deficiência.” (NR)

    No Art. 109 do Estatuto, referente às modificações do Código Nacional de Trânsito, vetou a proposta de acréscimo de parágrafos no Art. 154 do CNT:

    Art. 154


    § 1º ………………………………………………………

    § 2º O Centro de Formação de Condutores (CFC) é obrigado, para cada conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota, a oferecer 1 (um) veículo adaptado para o aprendizado de pessoa com deficiência.

    § 3º O veículo adaptado deverá ter, no mínimo, câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem.” (NR)

  • Primavera Brasileira

    Tempo de leitura: 3 minutosOlá caros leitores..

    Recebi ontem também esse texto do Pedro Cardoso da Costa que aborda muitas questões interessantes sobre os movimentos que estão acontecendo e, como sempre, resolvi divulgá-lo aqui pra vocês, meus leitores. Eu, de minha parte, pouco tenho a dizer além do muito que já falei no post anterior sobre a saúde Brasileira, a única questão que coloco e sempre gosto de deixar claro é: Nós, Brasileiros, podemos mudar o país e devemos seguir fazendo isso até que resulte nas melhorias que estamos a reivindicar; Contudo, vandalismo não é protesto e muito menos solução. Gera prejuízos milionários e, além de nada resolver, resulta negativamente a curto e médio prazo nas detenções que se tem que fazer, concertos e os respectivos gastos que acabam por piorar a situação quando se fala nos referidos danos a patrimônio público ou privado.

    Leiam abaixo:


    Primavera Brasileira

    O movimento por um país mais administrativamente decente recebe crítica por sua principal virtude, o fato de não ter um dono. Ele não se originou de partidos, nem ONGs, nem grupos religiosos nem de radicais. Seus fundadores são estudantes, para não dizer do povo, de todos os brasileiros insatisfeitos. Se seguissem alguma instituição seriam tachados de alienados, quando não seguem são chamados de perdidos, sem foco e sem ideal. Os críticos não conseguem entender que a importância está no fato de a participação ser justa, seja iniciado espontaneamente ou por alguma organização.

    Outra parte grandiosa critica o fato de os insurgentes não andarem de ônibus. Mesmo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo entrou na onda ao sugerir que esses deveriam pleitear passagem gratuita de avião. Por essa ótica eu nunca deveriam ter me manifestado contra a violência doméstica, especialmente o espancamento de mulheres pelos companheiros, já que eu nunca agredi minha esposa.

    Antes da manifestação histórica do último dia 17 de junho, grande mídia chamava genericamente a todo o movimento de baderneiro, além da veemência dela e das autoridades na defesa da truculência policial, como condição inevitável. Sempre era a polícia quem reagia. Não levavam em conta a possibilidade de infiltração por quem tem interesse em desmoralizar e tirar a legitimidade do movimento.

    Depois do ocorrido a miopia acabou e reconheceram que os baderneiros são uma minoria. Além disso, ninguém, absolutamente ninguém, disse que a responsabilidade de prendê-los é da polícia. E aí cabe reconhecer que não é fácil no meio daquela multidão e também tem que ter o apoio claro das lideranças, dos manifestantes de bem, inclusive com força suficiente para reprimirem os baderneiros, é necessário repetir que eles devem ser responsabilizados civil e penalmente pelos seus atos, uma redundância, mas que serve como reforço.

    De forma nenhuma se justifica quebra-quebra. Mas só não é compreensível que uma agência bancária quebrada pelos oportunistas repercuta muito mais do que as centenas que voam aos ares todos os dias pelas dinamites da bandidagem. E, por maiores que sejam os prejuízos, é uma gota d’água no oceano da corrupção que, de tão arraigada na nossa cultura, as pessoas defendem a diminuição e não em acabar.

    Nesse afã de criticar, a maioria se esquece de que o nome correto é criminoso para quem quebra ou danifica bens alheios, sejam públicos ou particulares, ou agride outras pessoas.

    Outra crítica dissimulada é diminuir a importância do aumento da passagem. É caro qualquer valor cobrado por serviços de qualidade idêntica à dos transportes públicos no Brasil. Quem utiliza trem, metrô ou ônibus em horário de pico sabe que é indecente e desumano. Ainda que fosse gratuito teria que melhorar, pois como está ofende a dignidade da pessoa humana.

    Todos já sabiam que qualquer fato poderia ser a gota d’água. Foram os 20 centavos. O movimento cresceu de centenas para milhares numa semana. É preciso definir uma data nacional de manifestações simultâneas em todas as capitais e grandes cidades. Daqui por diante, assim como nas greves, seria importante manter em estado de manifestação, até que se inicie um processo de melhorias nos serviços públicos e privados.

    Ferrenhos analistas dizem que as autoridades não sabem como responder aos pleitos por não ter um foco. Em nenhuma hipótese essa ausência de metas é da responsabilidade dos manifestantes. Já que os governos não sabem, aqui vai uma sugestão: bastaria melhorar acima de mil por cento a qualidade do ensino público básico, a saúde, a segurança, os transportes coletivos, as estradas, o saneamento básico, a limpeza dos rios, o acesso à cultura. Só isso. O verdadeiro motivo de tamanha oposição é não saber conviver com reivindicações e isso é bem mais grave do que os baderneiros.

    Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

    Bacharel em direito


    Cumprimentos e aguardo vocês nos comentários…

    Fernando

  • Importação será solução?

    Tempo de leitura: 3 minutos Olá caros leitores…

    No curso das manifestações e protestos que correm por todo o Brasil, além de ignorante se torna absurdo o pronunciamento de nossa presidenta Dilma sobre importar médicos para melhorar a saúde Brasileira.

    Eu mesmo, como todos sabem, moro em Pelotas, e recentemente operei a coluna com um excelente e muito bem conceituado cirurgião de lá, o João Ivan Lopes, o qual defendo com unhas e dentes bem como faço com quase todos os médicos que já consultei, como a DRA. Cristiane Magno Nunes, que cuida do meu glaucoma, a DRA. Terla de castro, que também já cuidou muito bem do meu olho e muitos outros. Falar que vai importar médicos pra melhorar a saúde brasileira ao invés de parar de investir bilhões de reais em copa e olimpíada pra começar a investir em remédios, equipamentos e estrutura melhor nos hospitais do SUS é o típico discurso hipócrita de quem, além de só querer bancar o grande apaziguador das maças que não sabem discernir direito como e o que acontece, ainda quer, claro, aparecer dizendo que está fazendo alguma coisa.

    Como muitos leitores devem lembrar, até escrevi um artigo sobre a Cirurgia de artrodese lombar que fiz em janeiro e que, alias, teve um excelente resultado, embora eu ainda tenha outros problemas mas que não tem a ver diretamente com ela.

    Mas resumindo, qual é a questão que então faz a diferença? O tipo de atendimento. Eu, por exemplo, tenho um bom convênio, e isso, claro, conta muito na hora do pronto-atendimento, bem como na hora de marcar um médico, uma cirurgia ou outro procedimento em particular.

    O que tem de ser feito não é investir bilhões em copa e olimpíada e quebrar o país, fazendo com que o Brasileiro tenha a alegria de ser hospedeiro de tais eventos mas a tristeza de não virar o mês com seu salário por que a inflação, claro, delicadamente e quietamente está voltando. Também não se trata de importar médicos ou professores pra melhorar a saúde e educação, não, isso é discurso fraco de gente que, pra quem um dia foi militante do movimento contra a ditadura militar e parecia muito instruída, sinceramente, foi fraca e bem infeliz na sua fala. Temos excelentes professores e ótimos médicos no Brasil, o que não temos, claro, é alguém que administre bem os recursos ligados a isso pra que reflita no bom funcionamento tanto do quesito saúde quanto educação, bem como muitos outros que já podemos notar no país como a alta do dólar, volta da inflação e outros problemas pelos quais o nosso povo, claro, faz muito bem em protestar e reivindicar uma solução.
    Pra terminar meu pequeno “pitaco” de hoje sobre esse absurdo, coloco o depoimento de uma médica chamada Juliana Mynssen, que, além de relatar um caso que fala bem nesse absurdo que está a saúde pública e no infeliz depoimento de nossa presidenta sobre a causa, ainda mostra a maneira em que, obrigada pela situação, foi obrigada a resolver a questão de um paciente que, a quase um dia inteiro, estava a esperar uma simples sutura. O link do referido artigo é: esse
    Também, antes de finalizar, coloco um caso relatado pela minha mãe, no blog dela, quando eu, a mais ou menos um ano, precisei de atendimento no posto de saúde aqui de Novo Hamburgo e então pudemos ouvir de uma senhora que contou sobre seu marido que estava esperando um simples exame de sangue. Leiam: Aqui!.
    Cumprimentos a todos e, só pra lembrar, o Brasil quem faz somos nós e não somente os governantes. Continuemos protestando, escrevendo e fazendo o possível para que isso não passe de uma simples febre generalizada de protestos e resulte nas melhorias que estamos reivindicando.
    Fernando

  • Acessibilidade: O que fazer quando existe mas é inacessível?

    Tempo de leitura: 4 minutosOlá caros leitores!

    Quando escrevi o artigo sobre acessibilidade em instrumentos eletrônicos, recebi diversos e-mails e mesmo comentários aqui incentivando a ideia. Claro que, como sempre acontece, alguém é do contra, e diz que as empresas não tem a obrigação de fornecer acessibilidade esquecendo mesmo de duas coisas: 1) A própria lei, que regulamenta isso, e: 2) O fato de estar usando da própria acessibilidade pra dizer o que está dizendo. Claro que gente assim não conheceu a época em que um livro a mais em braille ou gravado já era um grande ganho, e que a gente tinha que lutar, até mesmo pra entrar na escola e que as vezes nos repelia dizendo abertamente que “não tinha condições de assumir tal responsabilidade” (Educar um deficiente). Fácil é falar hoje em dia contra a acessibilidade, pra quem não conheceu aquela época e tem, hoje, de mão beijada um dosvox, um NVDA e diversas outras ferramentas de forma gratuita. Contudo basta lembrar as dificuldades que enfrentamos quanto à acessibilidade nas universidades, por exemplo, e esse tipo de argumento já se extingue por si sem precisar de mais contra-argumentos.

    Contudo, o que mais me chamou a atenção quanto à repercussão do artigo não foi nem isso:

    Um dia depois de ter publicado o artigo, recebi um e-mail de uma das integrantes de nossa comunidade, Rebeca Serra, falando sobre um problema bastante curioso: Ela tem um amigo, o Tiago, que além de ter problema visual, tem problema em uma das mãos por consequência de uma mielite, o que, além da visão, acabou afetando toda a coordenação motora do lado esquerdo. Pois: O Tiago é flautista, e a meses ele e a Rebeca, e agora eu, depois do contato dela, estamos tentando conseguir para ele uma “flauta acessível”, na qual ele possa tocar, com a mão direita, enquanto com a esquerda (Que os movimentos foram afetados pela doença mas não completamente), lê as músicas no sistema Braille. Pois bem, o absurdo dos absurdos é o seguinte: A tal flauta existe! Sim, existe e é fabricada pela Yamaha. O modelo é YRS-900 R (O R significa right), e, claro, é uma flauta que pode ser tocada somente com a mão direita. Existe, naturalmente, a outra versão, que pode ser tocada somente com a mão esquerda (YRS-900 L). Pois bem: Eu digitei o modelo no google e achei pouquíssimas referências, e, claro, uma delas era no site da yamaha no Japão, o que pouco me ajudou; Também não achamos nada sobre como fazer a importação da tal flauta e quando entramos em contato com a Yamaha do Brasil, a resposta deles foi que não teriam como importar a referida flauta.

    Pois bem: Eu mesmo nunca imaginei que haveria uma “flauta acessível”, pouco sei sobre acessibilidade nos instrumentos não eletrônicos e creio que muitos também estão nessa situação. Ao saber que havia esse problema do Tiago e, naturalmente, que pro referido problema havia uma solução fiquei muito feliz mas ao mesmo tempo desapontado: Quando a gente não tem acessibilidade em algo, seja o que for, a gente luta por ela, faz projetos, reivindica, contacta empresas, etc. Contudo, o que faz quando tem e não sabe dela? Ou, pior, como foi no caso do tiago: Tem a acessibilidade mas ela se torna inacessível? A resposta da Yamaha para nós foi em caráter definitivo, pelo que pude sentir: Além de eles não terem conhecimento do referido instrumento (E não tinham quando entrei em contato com eles), ainda dizen que não a importam!

    Tenho que dizer que isso pra mim foi mais surpresa que saber que algo, muito importante, ainda não tem acessibilidade. Conversando com a própria Rebeca, a mesma me contou que tem diabete (Como muitos outros cegos que conheço) e me falou que mesmo sendo essa a terceira maior causa de cegueira no Brasil não existe até hoje um glicosímetro com sintetizador, e não há qualquer laboratório que produza insulina e a venda com denominações em Braille. Não questiono a questão da insulina mas quanto ào glicosímetro, será mesmo que não existe? Será que não é mais um produto que há no mercado mas não sabemos da existência dele e não temos como importar? E convenhamos: Não seria assim tão difícil pra uma empresa fazer algo nesse sentido, pelo contrário: É bem mais fácil que produzir um instrumento eletrônico acessível, ou um computador ou celular, coisas que já existem.
    Pois então: Devemos lutar pela acessibilidade e temos o direito de exigi-la sim! Mas o que fazer quando ela existe e não sabemos ou não está a nosso alcance? Mais absurdo que não ter acessibilidade é quando a temos, mas não podemos alcança-la! A divulgação deve fazer parte quando da criação de qualquer produto acessível, especialmente na internet; E a obtenção também: Ao invés de uma resposta definitiva e negativa, por que não buscar, trazer e divulgar? Garanto que não seria só o Tiago o único beneficiado com a Flauta acessível, por exemplo; Muitos outros que só tem uma mão poderiam realizar o sonho de começar a tocar um instrumento, muitos poderiam aproveitar. E o que dizer do argumento sobre a quantidade, pra valer apena a importação? Simples: Se não divulgamos e não tentamos, nunca teremos um resultado. E eu, somente eu, já conheço umas três ou quatro pessoas que poderiam ser beneficiadas com o instrumento! Quantos mais não haverão por aí? Somente poderemos saber quando empresas como a yamaha pararem de dar respostas negativas e resolverem “arriscar”!

    Termino então esse artigo na expectativa de que o mesmo sirva para iluminar aquelas mentes que gostam de primeiro dizer não, fazendo com que elas resolvam primeiro tentar, para depois, tendo um resultado prático na mão, aceitar ou negar algo. Ainda falando da Yamaha e do artigo anterior sobre acessibilidade, eu havia mencionado a Yamaha e a Roland, mas existem muitas outras que poderiam também aderir a essa campanha. Contudo, a Yamaha foi a única que se dignou a me responder dizendo que estavam encaminhando minha solicitação aos responsáveis. Até agora não obtive mais nenhum retorno nesse sentido, mas vou entrar em contato pra saber se algo foi ou será feito e, naturalmente, divulgo o resultado aqui.

    Cumprimentos

    Fernando