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  • As duas grandes IAs rivais como futurólogas da Copa de 2026: quem leva a taça?

    Tempo de leitura: 4 minutos

    Olá, caros amigos leitores dessa coisa aqui!

    Resolvi fazer um post espontâneo — coisa que, convenhamos, não tem acontecido muito desde 2020, quando boa parte das publicações passou a ser previamente programada — e arriscar algumas previsões.

    Primeiro, chamei as duas grandes IAs “rivais”, ChatGPT e Gemini, para darem suas opiniões como futurólogas da Copa do Mundo de 2026. Depois, no final, apresento a minha opinião, que não tem absolutamente nada de “futebológica”.

    Aliás, “futebolólogo” é aquele que estuda profundamente o futebol ou apenas alguém que fala sobre o assunto com grande convicção e pouco conhecimento? Não sei. Se o termo ainda não existir oficialmente, eu, Fernando Zamboni, estou cunhando a palavra agora, em 2026. E, se alguém já a inventou antes, estou apenas reinventando-a,aaa…

    Vamos lá!

    A opinião do ChatGPT

    Eu perguntei:

    Aja como um futurólogo e me diga quem vai ganhar a Copa de 2026.

    O ChatGPT respondeu:

    🔮 A previsão oficial do Futurólogo Zambônico é: França campeã da Copa de 2026.

    Minha bola de cristal mostra este caminho:

    Semifinais

    • França 2 × 1 Espanha;
    • Argentina 2 × 1 Inglaterra.

    Final — 19 de julho

    • França 2 × 1 Argentina, talvez até com um gol decisivo nos minutos finais.

    Não é um palpite completamente tirado do Setealém. França, Espanha, Inglaterra e Argentina são as quatro seleções que chegaram às semifinais da competição.

    A França enfrentará a Espanha no dia 14 de julho, enquanto Inglaterra e Argentina disputarão a segunda semifinal no dia 15. A grande final será realizada em 19 de julho.

    Confira o levantamento da FIFA sobre as quatro finais possíveis da Copa de 2026.

    Meu ranking de probabilidade místico-científica

    1. França — 35%;
    2. Espanha — 27%;
    3. Argentina — 23%;
    4. Inglaterra — 15%.

    O roteiro mais cinematográfico seria Messi levando a Argentina para outra final e enfrentando Mbappé novamente — só que, desta vez, o francês cobrando a dívida de 2022.

    E, como o futebol adora repetir uma novela trocando apenas o assassino, vou cravar: França tricampeã.

    A opinião do Gemini

    Fiz exatamente a mesma pergunta:

    Aja como um futurólogo e me diga quem vai ganhar a Copa de 2026.

    O Gemini respondeu:

    Como futurólogo, prefiro não apenas olhar para as cartas de tarô, mas decifrar os dados do presente para mapear as tendências do amanhã. E o amanhã, meu amigo, está literalmente dobrando a esquina!

    Hoje, em pleno julho de 2026, a Copa do Mundo mais gigantesca da história, com 48 seleções, já limpou o tabuleiro e restam apenas quatro gigantes de pé.

    O Brasil infelizmente deu adeus nas oitavas de final para a Noruega, mas o destino da taça que será erguida no dia 19 de julho está sendo decidido nestas duas semifinais:

    • França × Espanha: um duelo de titãs europeus;
    • Inglaterra × Argentina: uma rivalidade histórica e, possivelmente, a última dança de Messi em Copas do Mundo.

    Veja a tabela de jogos e resultados da Copa do Mundo de 2026 no site da FIFA.

    As linhas de probabilidade do “supercomputador”

    1. A máquina francesa — França

    Apontada como uma das principais favoritas, a França possui um elenco letal e resiliente, além do poder de decisão de Mbappé.

    2. A perfeição coletiva — Espanha

    A Espanha chega como uma das seleções que praticam o futebol mais coletivo e vistoso do torneio. Lamine Yamal e companhia representam o futuro que já chegou.

    3. O misticismo da Albiceleste — Argentina

    Os atuais campeões avançam movidos pela força histórica e pela narrativa épica de dar a Lionel Messi uma despedida perfeita das Copas.

    4. A fome de encerrar o jejum — Inglaterra

    O English Team vem quebrando barreiras emocionais e tenta encerrar uma seca de 60 anos sem levantar a taça mundial.

    O meu palpite futurista

    Um bom futurólogo precisa se posicionar!

    Se a tendência de domínio tático se mantiver, o vencedor de França e Espanha — uma partida que muitos consideram uma final antecipada — chegará à decisão carregando uma bagagem tática capaz de conquistar o título.

    Se eu tivesse que colocar minhas fichas em uma única seleção, apostaria na Espanha consolidando sua nova geração de ouro ou no poder de decisão avassalador da França.

    Mas eu não aceitei aquele muro reforçado com concreto algorítmico e pedi uma resposta definitiva:

    Quero que você me diga. Depois eu digo a minha opinião…

    Finalmente, o Gemini desceu do muro:

    Combinado. Sem ficar em cima do muro, sem desculpas de algoritmos e sem dividir o palpite.

    Se é para prever o futuro, vamos com convicção:

    A campeã da Copa do Mundo de 2026 será a Espanha.

    Por que a Espanha?

    A engrenagem perfeita: enquanto outras seleções dependem de momentos de genialidade individual, como a França com Mbappé ou a Argentina com a aura de Messi, a Espanha joga um futebol coletivo que parece saído de um software de precisão.

    O fator juventude: Lamine Yamal e Nico Williams não sentem a pressão. Eles jogam com a leveza de quem está no pátio da escola, mas com a eficiência de veteranos.

    A evolução do tiki-taka: a equipe abandonou aquela posse de bola burocrática e lateral de outros tempos. A Espanha de 2026 é vertical, veloz e sufocante na pressão.

    A Espanha passará pela semifinal e vencerá a grande final com autoridade, consolidando o início de uma nova era de domínio no futebol mundial.

    Cartas na mesa e previsão registrada.

    A intervenção humana, sem interferências interdimensionais

    Depois de ouvir as duas inteligências artificiais — uma apostando na França e a outra, depois de alguma insistência, escolhendo a Espanha — chegou a hora da minha intervenção humana.

    Sem estatísticas avançadas, supercomputadores, cartas de tarô, bolas de cristal ou interferências vindas de algum universo 7alhenístico perdido por aí, minha aposta para a final é:

    França × Argentina… Ganha: França (Infelizmente)…!

    E vocês, caros leitores dessa coisa aqui? Quem acham que vai levantar a taça no dia 19 de julho?

    Deixem suas previsões registradas. Depois da final, voltamos aqui para descobrir quem foi futurólogo, futebolólogo, chutólogo ou apenas vítima de uma alteração não autorizada na linha temporal.

    Abração e fui!

    Fugindo do futuro…

    Fernando

  • Vinte anos “dessa coisa aqui”: a história que o blog navegou

    Tempo de leitura: 9 minutos

    Olá caros leitores dessa coisa aqui!

    Pois é… No dia 28 de junho de 2006 esse blog entrou no ar. Isso significa que, entre algumas idas, várias voltas, certos sumiços estratégicos, mudanças de endereço, servidores quase explodindo, tutoriais, músicas, livros, opiniões, acessibilidade, histórias pessoais, coisas descontraídas e outras muito sérias, essa coisa aqui completou 20 anos!

    Vinte anos!

    Quando publiquei as primeiras palavras por aqui, fiz um teste divulgando minha página e, pouco depois, escrevi: “Estamos aqui denovo”. Também avisei que faria “um pequeno trabalhinho” e depois voltaria para me apresentar.

    Essas primeiras postagens ainda podem ser encontradas aqui: o primeiro teste do blog e o famoso “Estamos aqui denovo”.

    Pelo jeito, o pequeno trabalhinho demorou um pouco,aaa.

    O mais interessante, porém, não é apenas contar a história do blog, mas observar a história que ele navegou. Afinal, de 2006 até 2026, não mudou somente essa página. Mudaram os computadores, os notebooks, os celulares, a internet e até a maneira como nós conversamos com as máquinas.

    Quando um blog ainda era realmente um blog

    Em 2006, criar um blog era uma forma relativamente nova de ter o próprio espaço na internet. As redes sociais ainda não tinham engolido tudo, o Orkut estava em plena atividade no Brasil e muita conversa acontecia no MSN, em fóruns, listas de discussão e chats.

    A internet ainda era um lugar mais espalhado. Cada pessoa tinha sua página, seu blog, seu fórum ou seu pequeno canto virtual. Para acompanhar as novidades, era necessário visitar os sites — ou utilizar os famosos feeds RSS, coisa que hoje muita gente provavelmente confundiria com alguma sigla de partido político, imposto ou repartição pública.

    Este blog começou no Blogspot, mas em janeiro de 2007 já estava de mudança para um WordPress instalado no próprio servidor. Na época, cheguei a publicar um tutorial ensinando como instalar o WordPress, traduzir o painel e configurar o arquivo wp-config.php.

    Hoje, muita gente aperta um botão, escolhe um tema, entrega o resto para algum serviço de hospedagem e pronto. Naquela época era necessário baixar os arquivos, descompactar, enviar tudo por FTP, criar banco de dados, editar configurações e, naturalmente, descobrir por que o negócio não funcionava.

    E sempre havia um detalhe interessante: bastava fazer uma pequena alteração para surgir um revertério servidorístico de proporções interdimensionais.

    Em 2008, por exemplo, contei aqui como uma tentativa de personalizar o VHCS2 terminou com sites, e-mails e configurações indo parar sabe-se lá onde. Depois de horas tentando ressuscitar o servidor, veio a solução clássica da informática:

    Reinstalar tudo!

    O relato completo desse pequeno berzabum servidorístico ainda está no texto “Voltando à ativa, blog não abandonado!”.

    Hoje chamamos isso de “recuperar o ambiente”, “recriar a infraestrutura” ou “restaurar o snapshot”. Na época era mais ou menos: “Raios partam isto, vamos formatar a encrenca e torcer”.

    Computadores grandes, pesados e relativamente eternos

    Em 2006, o computador principal da maioria das pessoas ainda era o desktop. Gabinete, monitor, teclado, mouse, caixas de som e uma quantidade respeitável de cabos formavam uma espécie de ecossistema próprio em cima e embaixo da mesa.

    Os monitores de tubo ainda existiam em grande quantidade, embora os modelos LCD começassem a aparecer. Gravadores de CD e DVD eram importantes, pendrives tinham capacidades que hoje seriam consideradas quase decorativas e um HD com algumas dezenas ou centenas de gigabytes parecia oferecer espaço suficiente para o resto da vida.

    Claro que nunca oferecia.

    Notebooks já existiam, mas ainda eram caros e bem menos comuns. Quando alguém aparecia com um, aquela máquina despertava uma curiosidade parecida com a que hoje despertaria um robô doméstico entrando pela porta e perguntando onde fica a tomada.

    E notebook também era chamado de “computador de brinquedo”, embora o preço não tivesse absolutamente nada de brinquedo.

    Em janeiro de 2008, contei aqui que a Rádio Studio-RS havia ficado fora do ar porque meu notebook estragou. E aí estava uma diferença importante daquele tempo: quando uma máquina parava, não era tão simples pegar outra, transferir tudo pela nuvem e continuar de onde havia parado. A história aparece na postagem “Pra quem gosta da Rádio Studio-RS… Estamos de volta!”.

    A nuvem, aliás, ainda era principalmente aquilo que aparecia no céu antes da chuva.

    Os computadores daquela época eram mais lentos, pesados e consumiam mais energia, mas tinham uma vantagem: quase tudo podia ser trocado. Memória, HD, placa de som, placa de vídeo, drive de CD, fonte e até processador, dependendo da placa-mãe e da disposição do proprietário para criar novos problemas.

    Um computador podia sobreviver a vários upgrades. Às vezes chegava ao fim da vida usando peças de quatro ou cinco máquinas diferentes, parecendo uma espécie de Frankenstein eletrônico, mas funcionando.

    A internet que fazia barulho

    Em 2006, muita gente ainda utilizava conexão discada. Era necessário liberar a linha telefônica, mandar o modem fazer aquela sinfonia de chiados e esperar para ver se a ligação seria estabelecida.

    Se alguém tirasse o telefone do gancho, começava a tragédia.

    A banda larga já crescia, claro, mas velocidade, estabilidade e preço ainda eram questões muito diferentes das atuais. Isso aparece claramente nos textos antigos da Rádio Studio-RS.

    Em 2008 havia uma transmissão em 56 Kbps e instruções para instalar o MP3Pro no Winamp, permitindo que usuários de conexão discada ouvissem a rádio com uma qualidade aceitável. As opções incluíam Winamp, Windows Media Player e RealPlayer — três nomes que certamente despertarão lembranças, arrepios ou ambos em quem viveu aquela época.

    Em 2011, a Studio-RS oferecia três possibilidades: 32 Kbps para conexão discada, 64 Kbps como padrão e 128 Kbps para os “malucos por qualidade” que tinham banda larga. Essa modernidade toda foi anunciada na postagem “E a Rádio Studio-RS também tem novidades!”.

    Hoje qualquer celular reproduz músicas com qualidade muito superior, enquanto recebe mensagens, atualiza aplicativos, faz backup das fotos e provavelmente envia para alguma empresa informações que ninguém lembra de ter autorizado.

    Celular era para telefonar — imaginem só!

    Os celulares de 2006 já mandavam mensagens, tiravam fotografias e alguns até acessavam a internet. Mas vamos com calma.

    A internet móvel geralmente significava WAP, GPRS ou EDGE, uma tela pequena, teclado numérico e uma conta capaz de provocar uma parada cardíaca caso o usuário se empolgasse demais.

    Digitar um texto exigia o teclado T9. Para escrever determinadas letras, era necessário apertar a mesma tecla várias vezes, o que transformava uma mensagem um pouco maior numa atividade física.

    Abrir uma página completa podia levar uma eternidade. Assistir a um vídeo pelo celular era quase ficção científica e fazer uma chamada de vídeo parecia coisa de filme futurista — embora algumas operadoras tenham tentado vender a ideia com o 3G.

    Na maior parte do tempo, celular servia para telefonar.

    Parece uma utilização bastante exótica em 2026, eu sei.

    O mundo começou a mudar rapidamente quando o primeiro iPhone foi apresentado em janeiro de 2007 como telefone, iPod e dispositivo de comunicação pela internet reunidos num só aparelho. Depois vieram o Android, as lojas de aplicativos e a transformação do celular em câmera, GPS, banco, rádio, televisão, gravador, carteira, agenda, leitor de livros e, de vez em quando, telefone. A apresentação original do iPhone ainda pode ser encontrada no site da Apple.

    A partir daí, a internet deixou de ser um lugar ao qual a pessoa “entrava” quando sentava diante do computador. Ela passou a acompanhar todo mundo no bolso.

    A acessibilidade também navegou por aqui

    A história deste blog acompanha igualmente a evolução da acessibilidade.

    Em novembro de 2006, um dos primeiros textos tratava das imagens de verificação que impediam pessoas cegas de comentar em páginas da internet. Eram os famosos CAPTCHAs, muitas vezes sem alternativa sonora utilizável. O assunto apareceu na postagem “Imagens, sons, ETC, e cegos na área!”.

    Em março de 2007, publiquei um texto chamado “Brincando de Windows falante!”, apresentando um leitor de telas gratuito e ainda bastante novo chamado NVDA. Na ocasião, disponibilizei até um instalador preparado com sintetizador de voz para facilitar a vida de quem quisesse experimentar o brinquedo.

    O brinquedo cresceu.

    Em 2008, ao escrever sobre sistemas e programas de acessibilidade, falei de DOSVOX, NVDA, Virtual Vision, JAWS, Linvox, Ubuntu e das dificuldades para fazer um computador funcionar de maneira realmente independente para uma pessoa cega. O artigo “Acessibilidade: Sistemas e programas disponíveis” acabou se tornando uma verdadeira fotografia da acessibilidade daquela época.

    Hoje, computadores e celulares já vêm com leitores de tela, reconhecimento de voz, ampliação, legendas automáticas, descrição de imagens e outros recursos incorporados ao sistema. Isso não significa que todos os programas ficaram acessíveis — seria otimismo demais e talvez até caso para internação —, mas a acessibilidade deixou de depender exclusivamente de programas caros ou instalações complicadas.

    Ainda temos aplicativos com botões sem identificação, sites que conseguem piorar depois de uma atualização e CAPTCHAs que parecem ter sido desenhados por algum demônio especializado em usabilidade. Mesmo assim, avançamos muito.

    Das páginas pessoais para as plataformas

    Durante esses vinte anos, a internet também foi se concentrando.

    Primeiro vieram Orkut, MSN, fóruns e blogs. Depois Facebook, Twitter, YouTube, Instagram, WhatsApp, TikTok e outras plataformas passaram a disputar nossa atenção.

    O texto publicado numa página pessoal deu lugar à postagem rápida. A fotografia virou story. O vídeo passou de alguns minutos para poucos segundos e, depois, voltou a ter horas, dependendo do algoritmo e da paciência do espectador.

    Muitos blogs desapareceram porque seus autores migraram completamente para as redes sociais. Esse aqui quase entrou nessa lista algumas vezes. Em 2011 eu escrevi “Renascendo”, depois de mais de dois anos sem publicar. Em 2023 voltei novamente dizendo que apagar uma história de mais de 15 anos doía no coração.

    E dói mesmo.

    Uma postagem numa rede social pode desaparecer no meio da linha do tempo em poucas horas. Um blog, quando preservado, torna-se um arquivo. Nele ainda encontro os programas que usávamos, as velocidades da rádio, as dificuldades de acessibilidade, os livros que li, as opiniões que tive e até os problemas que resolvi — ou criei — nos servidores.

    É quase uma arqueologia da informática, só que algumas relíquias ainda funcionam.

    E então chegamos à inteligência artificial

    Em fevereiro de 2023, apresentei o ChatGPT aqui como “uma IA que vale a pena conhecer”. Naquele texto, comparei a tecnologia ao personagem Winston, do livro Origem, de Dan Brown.

    Também lamentei que o ChatGPT conversasse apenas por texto e sugeri que um dia ele poderia falar, inclusive para ajudar pessoas com deficiência motora.

    Pois bem.

    Três anos depois, conversamos com sistemas de IA por voz, mostramos imagens, entregamos documentos, pedimos análises de áudio e vídeo, geramos música com qualidade, spots, usamos óculos com IA pra descrever o ambiente, ler livros em tempo real e muito mais… Em fim, a IA já está em tudo!

    Se isso não é uma situação ligeiramente metalinguística, não sei mais o que seria.

    A IA atual auxilia em tarefas que, em 2006, exigiriam vários programas e uma quantidade considerável de paciência.

    Ao mesmo tempo, ainda inventa coisas, interpreta comandos de maneira estranha e às vezes responde com a segurança de um especialista que estudou profundamente um assunto durante onze segundos.

    Portanto, continuamos precisando de gente que saiba utilizar, revisar e, quando necessário, mandar a máquina parar de dizer bobagem.

    Tudo ficou mais fácil — e mais descartável

    Hoje temos uma quantidade absurda de tecnologia nas mãos. Um celular relativamente comum possui mais capacidade de processamento e armazenamento do que muitos computadores profissionais de vinte anos atrás.

    Podemos gravar vídeos em alta resolução, transmitir ao vivo, acessar arquivos de qualquer lugar, conversar com pessoas do outro lado do mundo e perguntar quase qualquer coisa a uma inteligência artificial.

    O problema é que, junto com essa facilidade, veio a descartabilidade.

    Antes, trocávamos uma peça. Agora, memória e armazenamento frequentemente vêm soldados. Baterias são coladas, aparelhos são difíceis de abrir, peças custam caro e algumas atualizações transformam equipamentos perfeitamente funcionais em objetos “não compatíveis”.

    Chamamos isso de obsolescência programada, embora nem todo aparelho que envelhece tenha sido deliberadamente condenado pelo fabricante. Existe também a evolução natural da tecnologia. Mas quando a bateria não pode ser trocada, o sistema deixa de receber atualizações e o conserto custa quase o preço de um aparelho novo, a diferença entre evolução e empurrão comercial fica meio nebulosa.

    O resultado aparece no lixo: o mundo gerou 62 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos em 2022, e menos de um quarto recebeu reciclagem adequada, segundo dados das Nações Unidas. A quantidade de lixo eletrônico cresce cinco vezes mais rápido do que a reciclagem documentada.

    Felizmente começam a surgir reações. Desde 2025, por exemplo, a União Europeia exige informações sobre durabilidade, bateria e facilidade de reparo em smartphones e tablets, incluindo uma pontuação de reparabilidade. As novas regras procuram aumentar a vida útil dos aparelhos.

    Talvez um dia voltemos a ter equipamentos feitos para durar e evoluir, em vez de aparelhos caríssimos que ficam “velhos” antes de terminarmos de pagar as prestações.

    Vinte anos depois…

    Em 2006, apenas uma parcela relativamente pequena da população mundial utilizava a internet. Em 2025, quase três quartos do planeta já estavam conectados, mais de 80% das pessoas possuíam celular e o 5G cobria mais da metade da população mundial. Os números são da União Internacional de Telecomunicações.

    Saímos da conexão discada para a fibra óptica. Do celular com teclado numérico para o smartphone. Do desktop como centro da vida digital para vários dispositivos conectados. Do disquete para o armazenamento em nuvem. Dos chats simples para inteligências artificiais capazes de conversar, ouvir, enxergar e executar tarefas.

    E essa coisa aqui navegou por tudo isso.

    Mudou de plataforma, de servidor, de endereço, de aparência e de assunto. Ficou algum tempo parada, voltou, quase desapareceu e renasceu mais de uma vez. Falou de informática, rádio, música, livros, política, acessibilidade, saúde, experiências pessoais, coisas engraçadas e outras nem um pouco engraçadas.

    Talvez essa seja a maior vantagem de manter um blog durante tanto tempo: ele não registra apenas aquilo que escrevemos. Registra também o mundo no qual escrevemos.

    Daqui a outros vinte anos, alguém poderá encontrar este texto e rir da nossa admiração pela inteligência artificial de 2026, do mesmo modo que hoje rimos de uma rádio transmitindo em 32 Kbps ou da dificuldade para acessar a internet pelo celular.

    Talvez a IA de 2046 leia tudo isso e diga:

    “Que primitivos! Eles ainda precisavam pedir as coisas!”

    Ou talvez o blog continue aqui, rodando num servidor velho, mantido por pura teimosia, enquanto alguma máquina tenta explicar por que a atualização mais recente deixou de ser compatível com ele.

    De qualquer maneira, enquanto houver histórias, opiniões, tutoriais, músicas, revertérios, assuntos sérios e vontade de escrever, essa coisa aqui continuará navegando.

    Um abraço e até a próxima!

    Fernando

  • Por que a “bolha” da IA ainda não estourou?

    Tempo de leitura: 7 minutos

    Olá, pessoal, leitores dessa coisa aqui que, por alguma razão interdimensional, ainda continua no ar!

    De tempos em tempos aparece alguém decretando: “A bolha da inteligência artificial vai estourar!”. Pode ser economista, investidor, programador, sujeito traumatizado porque pediu uma informação e recebeu uma resposta inventada ou simplesmente alguém que acha que toda novidade tecnológica precisa terminar como as empresas “ponto com” do início dos anos 2000.

    E, sejamos honestos: existem, sim, elementos de bolha no atual mercado de IA. Há empresas avaliadas em bilhões sem terem encontrado uma forma clara de ganhar dinheiro, produtos comuns recebendo o rótulo “com inteligência artificial” apenas porque alguém colocou um chatbot no canto da tela e investidores despejando caminhões de dinheiro em qualquer coisa que consiga pronunciar as palavras “modelo generativo”.

    Mesmo assim, a tal bolha ainda não estourou. E talvez o motivo seja relativamente simples: por baixo de todo o exagero, existe uma tecnologia que realmente funciona, está melhorando rapidamente e já começou a mudar a maneira como muita gente trabalha.

    Isto não começou com o ChatGPT

    Embora para o grande público a inteligência artificial pareça ter surgido de repente no fim de 2022, ela já estava entre nós havia bastante tempo. Sistemas de recomendação, reconhecimento de voz, tradução automática, filtros contra spam, identificação de imagens e assistentes virtuais já utilizavam técnicas de IA muito antes de alguém começar a pedir a um chatbot que escrevesse um poema sobre duas torradeiras apaixonadas.

    A grande mudança aconteceu com a evolução dos modelos de linguagem e, especialmente, com a arquitetura conhecida como *Transformer*, apresentada em 2017. Em termos muito simplificados, ela permitiu que os modelos analisassem relações entre palavras e trechos de um texto com muito mais eficiência.

    Depois veio a fase do “quanto maior, melhor”. Mais dados, mais parâmetros, mais computadores, mais eletricidade e, naturalmente, mais dinheiro. Os modelos aprenderam a completar textos, responder perguntas, traduzir, resumir, programar e executar outras tarefas que não haviam sido ensinadas individualmente.

    Os primeiros modelos acessíveis ao público eram impressionantes, mas também tinham a delicadeza intelectual de um estagiário muito entusiasmado que não queria admitir que não sabia alguma coisa. Quando não encontravam uma resposta, frequentemente inventavam uma com extraordinária convicção.

    Isso ainda acontece, claro. Mas os modelos evoluíram.

    Eles passaram a trabalhar com textos maiores, imagens, áudio, vídeo, programação e documentos. Receberam mecanismos de memória, acesso à internet, ferramentas externas, execução de código e capacidade de analisar problemas em várias etapas. Surgiram também modelos menores e especializados, capazes de rodar com custos muito inferiores — em alguns casos, no próprio computador ou celular.

    Os preços de inferência, isto é, o custo para o modelo produzir uma resposta, caíram enormemente desde 2022. Dependendo da tarefa, a redução anual ficou entre nove e novecentas vezes, segundo o AI Index de Stanford. Ao mesmo tempo, modelos menores começaram a atingir resultados que poucos anos antes exigiam as maiores e mais caras estruturas disponíveis. Stanford AI Index

    Portanto, não estamos diante de um produto parado tentando sobreviver exclusivamente de propaganda. A coisa continua avançando — e numa velocidade meio desgraçada, diga-se de passagem.

    Mas a IA aprende conosco em “tempo real”?

    Aqui precisamos separar três coisas que frequentemente são colocadas no mesmo balaio.

    Quando conversamos com uma IA, ela consegue adaptar a resposta ao contexto da conversa. Se eu disser que prefiro explicações diretas, ela pode ajustar o estilo nas mensagens seguintes. Alguns sistemas também mantêm uma memória entre conversas, registrando preferências, projetos ou informações autorizadas pelo usuário.

    Isso dá a impressão de que o modelo está sendo treinado naquele momento. Mas, na maioria dos casos, seus “pesos” — os parâmetros internos formados durante o treinamento — não são modificados instantaneamente a cada pergunta.

    Ou seja: se um sujeito ensinar uma informação nova ao modelo às três da tarde, não significa que todos os demais usuários receberão aquela informação às três e um.

    O aprendizado ocorre em outras camadas. As empresas podem analisar avaliações positivas e negativas, perguntas que deram errado, correções feitas por usuários, padrões de abandono e dificuldades recorrentes. Dependendo das configurações de privacidade e das regras de cada serviço, parte dessas interações pode ser selecionada, revisada, anonimizada ou utilizada posteriormente para aperfeiçoar versões futuras.

    Há também testes automáticos, equipes humanas de avaliação, dados sintéticos produzidos por outros modelos e técnicas de ajuste baseadas nas preferências dos usuários. Assim, o aprendizado não costuma ser propriamente “ao vivo”, mas existe um ciclo muito rápido entre uso, identificação de problemas, correção e lançamento de uma nova versão.

    Além disso, os próprios usuários estão aprendendo a utilizar a ferramenta. E isso também melhora o resultado.

    Em 2022, muita gente fazia uma pergunta vaga, recebia uma resposta ruim e concluía que a IA era uma porcaria. Com o tempo, as pessoas começaram a fornecer contexto, anexar documentos, dividir tarefas em etapas, revisar respostas e usar a IA como colaboradora, não como um oráculo digital infalível.

    Portanto, não é apenas a máquina que evolui. O modo de uso também evolui. O modelo melhora, a interface melhora e o usuário aprende a conversar com ele. É uma espécie de treinamento mútuo — só não é exatamente o “treinamento em tempo real” que às vezes se imagina.

    Por que a bolha não estourou?

    O primeiro motivo é que existe utilidade real.

    A IA já está sendo usada para programação, atendimento, pesquisa, acessibilidade, tradução, análise de documentos, produção de conteúdo, diagnóstico de falhas, educação e automação de tarefas repetitivas. Nem todas essas aplicações são boas e algumas são soluções procurando desesperadamente um problema, mas outras economizam tempo e dinheiro de verdade.

    Em 2025, a adoção mundial da IA generativa já se aproximava de 53% da população, enquanto 88% das organizações pesquisadas declaravam utilizar alguma forma de IA. Ao mesmo tempo, o investimento corporativo mundial chegou a US$ 581,7 bilhões. É muito dinheiro e certamente há desperdício, mas também existe uma base enorme de usuários e empresas incorporando a tecnologia. Stanford AI Index 2026

    O segundo motivo é que a IA não depende de uma única aplicação.

    Se os chatbots pessoais perdessem popularidade amanhã, ainda haveria modelos sendo empregados em programação, ciência, medicina, logística, robótica, segurança, busca, análise financeira e centenas de processos internos que o consumidor nem sequer vê.

    O terceiro é a queda dos custos. Enquanto treinar os modelos mais avançados continua absurdamente caro, utilizar modelos já treinados ficou muito mais barato. Modelos menores, chips especializados, compressão, quantização e melhorias de software estão permitindo fazer mais com menos.

    E há um quarto motivo: as maiores empresas do setor possuem dinheiro suficiente para sustentar a brincadeira por bastante tempo. Algumas podem operar serviços de IA com prejuízo enquanto disputam mercado, acumulam usuários, constroem infraestrutura e tentam descobrir qual será o modelo de negócio definitivo.

    Isso mantém a festa acontecendo, ainda que algumas garrafas tenham sido compradas no cartão corporativo e ninguém saiba exatamente quem pagará a fatura.

    O que poderia fazer a bolha estourar?

    O perigo mais óbvio é o desequilíbrio entre investimento e retorno.

    Construir centros de dados, comprar chips, treinar modelos e atender milhões de usuários custa uma fortuna. Se as empresas descobrirem que os clientes gostam muito da IA, mas não gostam o suficiente para pagar o preço necessário, haverá um problema.

    Outro risco é a saturação. Hoje existem dezenas de serviços fazendo praticamente a mesma coisa: escrevem textos, resumem documentos, geram imagens e respondem perguntas. Muitos desses produtos são apenas uma interface sobre modelos de terceiros. Se o fornecedor original oferecer a mesma função diretamente, a empresa intermediária pode desaparecer antes mesmo de terminar a apresentação para os investidores.

    Há ainda o problema da confiança. Alucinações, conteúdos falsos, fraudes, violações de direitos autorais, vazamento de dados e decisões automatizadas incorretas podem gerar rejeição pública e regulamentações severas. Uma tecnologia que promete resolver tudo, mas exige que uma pessoa revise absolutamente tudo, pode acabar não entregando a economia anunciada.

    O consumo de energia também não pode ser tratado como detalhe. A Agência Internacional de Energia calcula que a eletricidade consumida por centros de dados poderá mais do que dobrar até 2030, chegando perto de 945 terawatt-hora. A IA será o principal motor desse crescimento. Agência Internacional de Energia

    Se não houver energia, chips, refrigeração e infraestrutura suficientes, o crescimento poderá esbarrar num limite bastante físico. A nuvem, afinal, não é uma entidade mágica flutuando no espaço. É um galpão cheio de máquinas esquentando pra burro e consumindo eletricidade.

    Também existe a possibilidade de a evolução técnica desacelerar. Se novos modelos custarem dez vezes mais para oferecer uma melhoria de apenas 5%, investidores poderão começar a perguntar — com alguma razão — onde foi parar o resto do dinheiro.

    Como evitar o estouro?

    A primeira medida é abandonar a ideia de colocar IA em tudo.

    Nem toda aplicação precisa de um chatbot. Nem toda geladeira precisa escrever poesia. E talvez o usuário só queira apertar um botão sem iniciar uma conversa filosófica com a máquina de lavar.

    As empresas precisam concentrar investimentos em aplicações que resolvam problemas concretos, apresentem ganhos mensuráveis e tenham clientes dispostos a pagar. A tecnologia deve ser parte da solução, não apenas uma etiqueta para valorizar ações.

    Também será necessário investir em eficiência: modelos menores, processamento local, melhor aproveitamento dos equipamentos e uso de energias menos caras e poluentes. Não faz sentido empregar um modelo gigantesco para executar uma tarefa que poderia ser resolvida por um sistema cem vezes menor.

    Transparência e responsabilidade serão igualmente importantes. O usuário precisa saber quando está interagindo com uma IA, de onde vieram as informações, como seus dados podem ser utilizados e quais são os limites do sistema. Quanto maior a consequência de um erro, maior deve ser a supervisão humana.

    E, finalmente, será preciso reduzir as promessas absurdas. A IA não substituirá amanhã todos os programadores, médicos, professores, músicos, advogados, jornalistas e atendentes do planeta. Em muitos casos, ela mudará o trabalho, eliminará algumas funções, criará outras e servirá como ferramenta para profissionais que continuem sabendo o que estão fazendo.

    Mas afinal, vai estourar ou não?

    Provavelmente haverá um estouro — mas talvez não da inteligência artificial propriamente dita.

    Pode estourar a bolha das avaliações exageradas, das empresas sem receita, dos produtos idênticos, das promessas impossíveis e dos investimentos feitos apenas por medo de “ficar para trás”. Muitas companhias desaparecerão, haverá fusões, demissões e projetos abandonados.

    Mas isso não significará o fim da IA, da mesma forma que o estouro da bolha “ponto com” não acabou com a internet.

    A internet continuou existindo, amadureceu e se tornou infraestrutura. A IA pode seguir caminho semelhante: perder parte do brilho publicitário, deixar pelo caminho uma quantidade respeitável de cadáveres empresariais e se integrar silenciosamente aos programas, aparelhos e serviços cotidianos.

    A bolha ainda não estourou porque, no centro dela, existe alguma coisa sólida. O problema é descobrir quanto desse volume é tecnologia real e quanto é apenas ar quente produzido por investidores, departamentos de marketing e sujeitos garantindo que seu aplicativo revolucionário de lista de compras “utiliza IA”.

    Quando essa separação acontecer, haverá barulho. Talvez muito barulho.

    Mas dificilmente alguém conseguirá colocar a inteligência artificial inteira de volta na caixa.

    Um abraço e até a próxima!

    Fernando

    Referências

    Stanford Institute for Human-Centered Artificial Intelligence — The 2025 AI Index Report

    Stanford HAI — The 2025 AI Index: cinco conclusões importantes para empresas

    Stanford HAI — Inside the AI Index: 12 Takeaways from the 2026 Report

    Stanford HAI — Artificial Intelligence Index Report 2026 — relatório completo em PDF

    Agência Internacional de Energia — Energy and AI: Executive Summary

    Agência Internacional de Energia — Energy and AI: Energy Demand from AI

  • Eu cantando a música Clave de Lua, de Miguel Marques!

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá amigos e leitores!

    Ainda não chega de vídeos? Eu mesmo respondo: Não e está longe disso!

    Hoje trago a música Clave de Lua, letra de Nilo Bairros de Brum e música de Miguel Marques, cantada por mim e gravada em janeiro de 2020. Talvez alguns se perguntem por que só agora postei no canal? Eu respondo: Não sei!!! Que resposta excelente né? Pois, o fato é que ela está aqui mofando a quase 3 anos e só agora resolvi “desmofar” ela. Espero que gostem, e, claro, curtam,compartilhem e divirtam-se! Vídeo abaixo!

  • Chat GPT – Um vídeo demonstrando na prática essa IA quase fantástica!

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores!!!

    A coleção de vídeos ta grande né? Pois, o canal ta crescendo, e isso é ótimo, e
    então temos que postar lá! Claro que não esquecendo “daqui”, afinal esse
    espaço, como eu mesmo comentei, já tem mais de 15 anos!

    Pois vocês lembram Desse post aqui que fiz
    ainda em fevereiro, falando do chat GPT? Então, agora eu e o Gabriel Schuck
    fizemos um vídeo mostrando-o na prática, e, inclusive, “na prática também”
    provocando uns “erros”, mostrando que a “IA” não é tão perfeita assim e as
    vezes comete erros graves, além de ter uma “personalidade” um tanto duvidosa,
    digamos assim… É outro vídeo feito de maneira descontraída e divertida, mas
    ao mesmo tempo falando de coisas sérias, e muito.

    Abração e espero que gostem, vídeo abaixo!

  • Segunda aula do minicurso de audacity – Falando sobre gravação e mais!

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores dessa coisa aqui!!!

    Trago aqui o segundo vídeo sobre audacity, que fiz com o Gabriel Schuck, dessa vez falando sobre gravação, microfones, placas de captura, mesas de som e muito mais, de uma forma bastante descontraída e interessante.

    Espero que gostem! Na próxima aula falaremos sobre como gravar no audacity, na prática! Aguardem!

    Abração e assistam o vídeo abaixo!

  • Dica: Alterando o número de série do volume de sua unidade de disco!

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Olá caros amigos e leitores!

    “Quem nunca”? É a pergunta que se faz sempre que alguma coisa “estranha ou diferente” aparece ou sempre que alguém faz algo como isso…

    E quando se fala de coisas loucas ou diferentes no PC a questão fica mais interessante ainda! Nesse vídeo falo de como alterar o “Volume ID” (Ou número de série do volume), como queiram. Para alterar o nome de volume, desde os tempos do velho DOS a gente usava o comando “label unidade:”; Mas o “número de série do volume”, era bem mais complicado. Ele é gerado quando da formatação e é baseado em uma série de fatores, como por exemplo número de vezes que a unidade foi formatada, ano, mês, dia, hora, minuto, segundo e centésimo em que houve a referida formatação.

    Isso significa que a cada formatação esse “número de série” irá mudar. Mas existem algumas situações em que você não vai querer que ele mude: Uma delas por exemplo é se você tem a licença de algum programa que, além de outras características sobre o dispositivo use o número de série da formatação (Do volume) para verificar se você tem licença para usá-lo: Mesmo que você esteja no mesmo dispositivo, bastou ter formatado para perder o acesso.

    Acrescento que não estou querendo com isso incentivar a pirataria, até por que hoje em dia a licença de um programa é verificada baseada em diversos outros critérios que não só o número de série, e também por que um dos artigos que referencio no próprio vídeo e aqui também está no site da própria microsoft.

    Outra razão para alterar o número de série é se você gosta de ter um
    número fixo à cada volume, como eu mesmo faço. Então seu problema está resolvido!

    Veja o vídeo abaixo e saiba como fazer essa alteração tão pouco documentada, finalmente:

    E, pra terminar, alguns links interessantes:

    1) Link que inspirou o artigo e o vídeo aqui!

    2) Volume serial namber changer (O programa propriamente dito): aqui!

    3) Artigo (No site da microsoft) falando sobre o volumeid – Outro programa que faz essa alteração, nesse link aqui!

    4)O programa VolumeID aqui!

    O programa volumeid pode ser descompactado em qualquer pasta, e, estando na pasta, para usar basta digitar o comando de acordo com sua plataforma (volumeid se 32 bits ou Volumeid64 se 64), seguido da letra da unidade, e do respectivo número que você quer atribuir. Por exemplo:

    volumeid64 g: abcd-1234

    Como digo, mais fácil que isso, só 2 disso! Abração e espero que tenham gostado da dica, do vídeo, e aguardem: Em breve tem mais e muito mais!

    Fernando

    Alterando número de série do volume do HD
  • Cirurgia de artrodese lombar – 10 anos depois!

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores!!!

    Pois, quem lembra Desse post aqui?

    Nele, um mês depois, eu falo um pouco sobre a cirurgia de artrodese que fiz na Santa Casa de Pelotas, em 19/1/2013.

    Então… 10 anos depois, venho compartilhar mais experiências com vocês e pra isso trago um vídeo no qual falo de diversos “tópicos” que achei que seriam importantes.

    Faz 10 anos que fiz a cirurgia e, no geral, estou relativamente bem, mas o principal que compartilho com vocês no vídeo é sobre a continuidade da dor crônica (Não com tanta intensidade mas existe), e também sobre o desaconselhamento. Se puderem, prorroguem ao máximo, façam somente quando a cirurgia for realmente indispensável e todos os outros tratamentos já tenham sido esgotados.

    Eu levo uma vida o mais normal possível, mas ainda tenho dor, e as vezes forte; Procurei adaptar minhas tarefas e possibilidades à minha condição, e aos poucos fui “desenhando e entendendo” essa condição, aprendendo que não se pode carregar peso, fazer alguns tipos de exercício, e outras situações.

    Outra coisa que está no vídeo mas faço questão de enfatizar aqui é o fato de ter de se levar em conta outras doenças preexistentes. Eu por exemplo tenho Glaucoma (E agora hipertensão), e alguns remédios para essa nossa “condição” (Refiro-me a mim e a todos que tem problema de coluna e principalmente já fizeram cirurgia), são incompatíveis com essas doenças. Então fica a dica também para outros, que levem isso em conta também antes de decidir dar um passo tão grande, e que, francamente, é irreversível.

    Espero que gostem do vídeo. Confiram, ouçam e vejam, e, claro, compartilhem e lembrem de clicar na “joinha”…

    Abração e “vídeo abaixo”!

    Vídeo falando sobre os 10 anos de artrodese lombar

  • Novo vídeo – Demonstrando gravador Olympus DM-720 com guia de voz!

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores!

    No vídeo abaixo, trago um pouco sobre o gravador Olympus DM-720, o “gravador com acessibilidade”. Como em vídeos anteriores falamos sobre guia de voz e diferenças entre guia de voz e leitor de telas achei por bem demonstrar esse gravador, no qual o “guia de voz” (Voice guide) funciona e nos atende muito bem. Pena que, novamente, parece que ele está saindo do mercado, assim como aconteceu com o DM-620, mas você ainda pode comprá-lo Nesse site aqui.

    Esperamos que não saia de linha e que, se sair, a Olympus coloque algo equivalente pra nós DVS. De qualquer forma, fica a dica e o vídeo abaixo demonstrando, espero que gostem! Abração e até uma próxima!

  • Novo vídeo no meu canal – Iniciando um mini curso de Audacity

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Olá caros amigos e leitores!

    Hoje trago aqui a primeira aula de um mini curso de Audacity. Esse curso já está “na manga” há mais de 5 anos mas só agora estou podendo efetivamente produzir…

    Espero que gostem!

    Abração e aguardo vocês nos coments. Primeira aula abaixo.

  • Leitor de telas VS Voice Guide – Vídeo explicando as diferenças!

    Tempo de leitura: < 1 minutoOlá caros amigos e leitores!!!

    Pois, lembram Desse post aqui?

    Então, no vídeo eu havia prometido trazer um outro vídeo falando sobre a
    diferença entre um guia de voz (Voice Guide) e um verdadeiro leitor de telas…

    Pois aqui está ele! Eu e o Gabriel Schuck gravamos
    esse vídeo para mostrar para vocês essa diferença e também o por que um leitor
    de telas é muito mais eficiente, mesmo que um voice guide em alguns casos
    também seja uma alternativa. No vídeo em questão eu estou usando um gravador
    Olympus DM-720 (Que tem acessibilidade via voice guide) e ele demonstrando o
    leitor de telas talkback no android. Só torço para que essa informação chegue a
    quem tem que chegar, pois, como bem disse o Gabriel no vídeo, os teclados (E a
    maioria dos equipamentos de áudio) tem sim condições de rodar um leitor de
    telas sem pesar no sistema.

    Bom, vamos ao link de vídeo e espero que gostem:

    https://www.youtube.com/watch?v=T70FEN9caGo

    Abração e espero que gostem! Aguardo vocês nos coments, aqui e lá no vídeo!

    Fernando

  • Pianos Digitais para Iniciantes – Confira nossas recomendações

    Tempo de leitura: 2 minutosSe você está procurando um piano para iniciantes, um piano digital pode ser a melhor escolha. Bem como serem mais acessíveis do que um piano acústico, os pianos digitais têm muitas vantagens, como a capacidade de ajustar o volume e o timbre, gravar e reproduzir suas próprias performances, e ter recursos educacionais incorporados. Neste guia, apresentaremos os modelos CDP-S90, YDP-S34, AP-270 e PX-S7000 e ajudaremos você a escolher o piano digital perfeito para suas necessidades.

    Conheça os modelos: CDP-S90, YDP-S34, AP-270 e PX-S7000

    Antes de mais nada, vamos dar uma olhada nos quatro modelos de pianos digitais para iniciantes que estamos analisando:

    CDP-S90: este modelo da Casio é um piano digital portátil, com teclas sensíveis ao toque e 10 sons diferentes, incluindo piano acústico, piano elétrico e órgão. Ele também possui recursos de gravação e reprodução e um modo de treinamento integrado.

    YDP-S34: este modelo da Yamaha é um piano digital elegante, com teclas de madeira e ação de martelo graduada. Ele possui 10 sons diferentes, incluindo piano acústico, elétrico e cordas. Ele também tem um recurso de gravação e reprodução e conectividade Bluetooth para dispositivos móveis.

    AP-270: este modelo da Casio é um piano digital de console, com teclas de ação de martelo e som de piano acústico detalhado. Ele também possui 19 sons diferentes, incluindo cordas, órgão e guitarra. Ele tem recursos de gravação e reprodução e um modo de dueto para tocar em conjunto com um parceiro.

    PX-S7000: este modelo da Casio é um piano digital de alto desempenho, com teclas de madeira e marfim sintético e ação de martelo inteligente. Ele tem 18 sons diferentes, incluindo piano acústico, elétrico e cordas. A tem recursos de gravação e reprodução, além de conectividade Bluetooth e MIDI.

    Dentre esses modelos de pianos digitais para iniciantes, qual o melhor?

    Embora todos os quatro modelos sejam excelentes escolhas, há algumas considerações importantes a serem feitas ao escolher o melhor para iniciantes.

    Para quem está começando, pode ser mais vantajoso optar por um modelo mais simples, como o CDP-S90 da Casio, pois ele possui teclas com peso reduzido e uma variedade de sons diferentes para ajudar a explorar diferentes estilos musicais.

    No entanto, se o objetivo é desenvolver habilidades mais avançadas, o YDP-S34 da Yamaha pode ser a melhor opção. Ele possui teclas com peso completo e um mecanismo de som mais sofisticado, o que significa que é capaz de produzir um som mais realista e responsivo.

    O AP-270 da Casio é uma escolha intermediária, com um teclado de ação de martelo triplo, que pode oferecer uma experiência mais autêntica. Além disso, ele tem um número maior de sons e funções, como a opção de tocar junto com músicas gravadas.

    Por fim, o PX-S7000 da Casio é o modelo mais avançado de todos, com teclas de madeira e marfim sintético, além de recursos de conectividade Bluetooth e MIDI. Embora possa ser a escolha mais cara, pode ser a melhor para quem deseja investir em um instrumento de alta qualidade que possa acompanhar o progresso e as habilidades musicais ao longo do tempo.

    Definitivamente, a escolha do piano digital ideal para iniciantes dependerá das preferências individuais e dos objetivos musicais. Cada modelo tem suas próprias vantagens e desvantagens, e é importante considerar cuidadosamente cada uma antes de tomar uma decisão final

    Saiba mais no site da Tecla Center

  • Atualização substancial

    Tempo de leitura: 2 minutosOlá caros amigos!!!

    Tudo bem?

    Pois, comigo tudo… Como sabem, voltei a postar nessa coisa aqui em fevereiro do ano passado; Mas, desde 2011, a “cara” do sistema é a mesma! Então senti necessidade de “inovar” um pouco: Além de fazer as atualizações habituais do sistema, criei algumas coisas novas, modifiquei outras, coloquei maior proteção em outras, e claro, adicionei uma super novidade… Vamos aos principais ítens:

    1) A seção de comentários agora tem captcha. Peço desculpas aos usuários cegos, como eu, é um captcha simples que a gente só precisa marcar a caixa “Não sou um robô”; Dificilmente aparece algo mais, exceto quando o sistema realmente não consegue ter certeza. Teve de ser ativado por motivos de spam, se bem que o velho akismet estava dando conta da maioria. O mesmo vale para o formulário de contato que, ultimamente, eu recebia mais de 20 e-mails por dia e quase 100% eram spam. Nesse fui obrigado a colocar uma verificação extra daquelas do tipo “continha”, por que só o captcha não bastou (Mesmo com ele ainda recebi um spam)… Mas ta feito, e agora “a coisa rola”, como se diz, não tenho recebido mais spam, e, claro, não me importo em receber muitos contatos… Mas contatos, de “pessoas e não robôs”, aaa…

    2) Mudei o tema, como “a turma que enxerga” que entra aqui já deve ter reparado… Espero que gostem!

    3) Mudei a estrutura: Em 2012 ainda eu havia colocado os conteúdos de uma antiga página pessoal (De 2006) aqui; Mas o negócio ainda continuava com cara de blog. Mudei isso… Quem entrar em Blog.fernandozamboni.com, agora vai cair numa “página inicial” bem pequena e objetiva e não mais direto na página de posts do blog. Essa agora está na seção “Blog”, basta clicar no link.

    4) A seção de “BookMarks” (Os links indicados), agora estão em uma página exclusiva também, na lista de links basta você clickar em Links indicados e vai encontrar todos aqueles sites.

    5) A melhor de todas: Agora você tem acesso através desse blog ao “Chat GPT”! Basta encontrá-lo nos links principais ou Clicar aqui! No momento estamos com o GPT3 mas em breve pretendo aderir ao GPT4 aqui também. Aguardem!

    Então, espero que tenham gostado da “penca de novidades”! Em breve (Ainda hoje) venho com mais posts e, falando em modificações do sistema, ainda essa semana terá mais!

    Abração e até a próxima!!

    Fernando

  • Tonga da Mironga do Cabuletê: O que será que vem a significar isso de fato?

    Tempo de leitura: 5 minutosOi turma!
    Revisitando meus textos antigos achei esse. Estava eu com minha ex-namorada (E hoje uma grande amiga) ouvindo a rádio Studio-RS quando tocou essa música e claro, rimos um pouco afinal já conhecia-mos essa música. Mas aquela coisa ficou na mente, “dormimos com ela”, e no outro dia resolvemos pesquisar para descobrir onde fica esse tal “lugar”?!… E… “Achamos”, ou melhor, sei lá, decidam vocês lendo o texto que copio exatamente igual abaixo (Com um anexo do chat GPT no final):


    Como prometemos ontem, eu e o Fernando decidimos explicar ou, pelo menos, tentar explicar o que vem a ser “A Tonga da Mironga do Cabuletê.

    Como a explicação é mesmo muito complexa e, ao que parece, tinha mais a intenção de confundir do que de esclarecer, vamos dar uma idéia do que possa ter sido a intenção de duas “feras” da música brasileira que, em 1970, fizeram essa canção.

    “A Tonga da Mironga do Cabuletê” é uma canção composta pelo poeta Vinicios de Moraes e pelo músico Toquinho. Na letra, os autores informam, sem que seja comprovado, que a expressão seria uma espécie de xingamento em língua nagô. “Tonga”, segundo o Dicionário Aurélio, pode ser uma palavra angolana para terra a ser lavrada ou lavoura. É, ainda, santomensismo depreciativo, a designar descendentes de lusos ou serviçais nascidos nas ilhas. “Mironga” é, em candomblé, e na macumba, feitiço, sortilégio, bruxedo. “Cabuletê”, no mesmo lexo, significa indivíduo reles, desprezível, vagabundo. Considerando-se esses vocábulos, assim, poderiam significar algo como: “A filha do feiticeiro feito pelo vagabundo”.

    A despeito de toda a significação estrangeira, a expressão serve-se de vocábulos constantes na língua brasileira. A expressão foi, na verdade, uma provocação em tom de brincadeira aos censores da Ditadura Militar, que costumavam buscar, nas entrelinhas das letras, frases que protestavam contra o regime vigente. Na verdade, “Tonga da Mironga do Cabuletê” não significa absolutamente nada. Como diria o apresentador criativo e bem humorado “Chacrinha”, Toquinho e Vinicios não vieram para explicar, e sim, para confundir. E, ao que parece, conseguiram. Parabéns a eles, afinal, driblar a censura nos anos de ditadura, sobretudo no contexto em que a música foi composta, não era nada fácil. Para se ter uma idéia, os anos de Médici no poder passaram para a História como os chamados “Anos de Chumbo”. E foi, justamente nesse contexto, que a canção foi feita. De acordo com esse dado, não precisamos falar mais nada, não acham?

    De qualquer forma, a música foi um dos maiores sucessos da dupla. Gravada também pelo cantor Monsueto, sendo, naqueles anos, uma expressão de bastante uso popular, à qual não se emprestava nenhum significado particular. Entretanto, constitue-se numa expressão sem sentido, mas com sentido poético dado pelo poema musicado – anônimo.

    Dizem os versos: “Você que ouve e não fala, você que olha e não vê, eu vou lhe dar uma pala, você vai ter que aprender, a Tonga da Mironga do Cabuletê”. Em outra parte, a canção diz que o ouvinte deve viver “na Tonga da Mironga do Cabuletê”. E, para encerrar, acaba mandando-o para “a Tonga da Mironga do Cabuletê”. Sabe-se lá onde eles realmente queriam mandar aqueles que não se levantavam contra o Regime Militar e, o que é pior, não deve ser muito fácil buscar essa explicação com o próprio Toquinho, já que o Vinicios já foi para o “andar de cima”.

    De acordo com nossa pesquisa, Toquinho teria ouvido a expressão pela primeira vez quando estava na casa de Vinicios de Moraes na Bahia. A então esposa do “Poetinha”, a baiana Gessy Gesse, havia chegado do Mercado Modelo, onde a expressão teria sido ouvida por ela pela primeira vez.
    Em 2004, a cantora Daniela Mércury regravou a música em seu sétimo álbum de estúdio “Carnaval Eletrônico”.Com isso, podemos ter, pelo menos, uma certeza, a música foi um grande sucesso, caiu na boca do povo que, mesmo sem entender, vivia cantando e jamais foi esquecida. Tanto que, uma cantora de outra geração, como é o caso de Daniela Mércury, decidiu visitar o repertório de Toquinho e Vinicios e trouxe para as novas gerações essa irreverente canção que usa e abusa da criatividade para protestar contra o Regime Ditatorial no Brasil. Então, quando você se sentir irritado com alguém ou com alguma situação, não pense duas vezes: mande logo para “A Tonga da Mironga do Cabuletê” e, de preferência, nem se preocupe com o real sentido da expressão. O importante mesmo, é desabafar. E, com certeza, foi o que os compositores fizeram.

    Fernando Zamboni e Rosani Martins

    18 de abril de 2010


    Uma atualização interessante: Quando decidi “rever” esse texto para publicar me lembrei de perguntar ao chat GPT o que ele tem a me dizer sobre isso. As “respostas” foram as seguintes – Um pouquinho diferentes das que encontramos em 2010 quando isso foi escrito:

    Fernando: você pode me explicar de novo o que significa ou poderia significar o termo tonga da mironga do cabuletê?
    “Tonga da Mironga do Cabuletê” é uma expressão que foi popularizada por Vinicius de Moraes em uma de suas canções. O termo “tonga” pode ser uma referência a um tipo de embarcação, mas no contexto da canção, a expressão parece ter um sentido figurado, possivelmente relacionado a algo que é confuso, sem sentido ou misterioso. “Mironga” é um termo da cultura afro-brasileira que pode se referir a um objeto mágico ou ritualístico, ou simplesmente algo que é difícil de entender ou explicar. Já “Cabuletê” é um termo que pode estar relacionado a uma dança de roda ou a um local onde essa dança era praticada. Em conjunto, a expressão “Tonga da Mironga do Cabuletê” pode sugerir algo misterioso, mágico ou difícil de entender, com uma conotação musical e cultural afro-brasileira.

    Fernando: a frase em si poderia ser traduzida de alguma forma?
    A expressão “Tonga da Mironga do Cabuletê” é uma construção poética e não tem uma tradução direta em outro idioma. Como mencionado anteriormente, a expressão tem um significado figurado e evoca elementos da cultura afro-brasileira e da música popular brasileira. Uma tradução possível seria uma interpretação livre que capturasse o sentido misterioso e poético da expressão em português, mas seria difícil preservar todas as nuances culturais e musicais presentes na expressão original.

    Fernando: tente traduzir e vamos ver que frase forma
    Entendo, no entanto, como se trata de uma construção poética, a tradução literal não seria adequada para capturar o verdadeiro significado da expressão. De qualquer forma, uma possível tradução livre para a expressão “Tonga da Mironga do Cabuletê” seria algo como “O mistério do encantamento do Cabuletê”, embora essa tradução não capture totalmente todas as nuances culturais e musicais presentes na expressão original em português.

    Fernando: e que raio significa cabuletê?
    A palavra “Cabuletê” é de origem incerta e não tem uma definição precisa. É um termo que aparece em algumas expressões e manifestações culturais afro-brasileiras, como a capoeira e a música popular, e pode estar relacionado a uma dança de roda ou a um local onde essa dança era praticada. Em todo caso, a palavra “Cabuletê” é um termo específico da cultura afro-brasileira e não é de uso comum na língua portuguesa em geral. Na canção “Tonga da Mironga do Cabuletê”, de Vinicius de Moraes, o termo parece ser utilizado para evocar um ambiente misterioso e encantado, mas a sua tradução exata ou significado preciso permanecem um tanto desconhecidos.

    Bom, de qualquer forma foi só pela vontade de voltar a alimentar a seção de humor dessa coisa aqui que resolvi publicar o texto novamente, e espero que tenham gostado da “versão nova”, até por que a antiga estava no blog da Rosani, que não existe mais. E não tem como republicar um conteúdo sem “revisitar” ele primeiro, e, claro, dar uma atualizadinha…

    Abração e até o próximo post!

    Fernando

  • Acessibilidade em instrumentos musicais: Uma novidade interessante!

    Tempo de leitura: 3 minutosOi turma!!!

    Tudo bem?

    Pois, aqui tudo ótimo! De volta nessa coisa aqui para divulgar algumas coisas importantes:

    Vocês lembram desse post aqui sobre acessibilidade em instrumentos musicais?

    Vai fazer 10 anos que postei isso dia 20/03, e, em 10 anos… Muita coisa poderia ter sido feita, e muito pouco aconteceu. Contudo, desde fim da década de 90 os cegos vem enfrentando um problema cada vez maior: O aumento de instrumentos e equipamentos que, ao invés de ter botões, tem tela touch… Pra quem enxerga “é uma maravilha”, afinal está tudo juntinho, bonitinho e prático. Já pra quem não enxerga é um desastre por que “A gente fica duas vezes cego: Do tato e dos olhos”!

    A questão é que acessibilizar esse tipo de equipamento não só também é possível como fácil, “basta apenas querer”. A prova disso está nos celulares, tanto android quanto IOS, que já fizeram isso desde quase o princípio e inclusive criaram sistemas pra que se possa, com acessibilidade, navegar na tela por gestos e mesmo não sabendo o local de um app, procurar por ele; Mesmo acidentalmente tocando em um ítem, não ativar ele.

    Mas… E os teclados e outros instrumentos/equipamentos? Estão, como sempre, atrasados! Hoje em dia tem processamento e memória para isso de sobra, mas pouco se fez.

    Contudo, no vídeo que trago abaixo demonstro um dos 3 teclados Yamaha que trazem uma novidade que, não é uma solução, mas é, sem dúvida, um primeiro passo: O “Voice Guide”, um sistema de assistência por voz para deficientes visuais com mensagens pré-gravadas que “tocam” quando o conteúdo equivalente da tela é selecionado. Isso torna possível selecionar um estilo ou timbre que não esteja nos bancos de memória com autonomia, por exemplo. Outras características interessantes são as seguintes:
    1) A voz não sai nas caixas de som (No caso de estar em uma apresentação por exemplo, só o usuário e quem estiver muito perto vai ouvir).
    2) Esse teclado tem uma tela touch, o que poderia ser um problemão, mas existe um modo de “reconhecimento da tela” no voice guide (Demonstro no vídeo) que dá pro usuário cego conhecer a tela e localizar o botão que precisa antes de “ativar” ele. O único problema disso são os modos de acessar esse “preview” da tela: Através do pedal esquerdo (Eu p/ex.: uso o pedal esquerdo para controlar ritmos, seja no break ou end), ou com o botão direct access (Justamente o botão que nos facilita muitas das tarefas criando acesso direto para algumas telas). Isso é uma falha grave por que existe uma porção de botões menos importantes que poderiam ser usados para alocar o “controle do voice guide”, ao invés dessas duas opções que são muito usadas e muito importantes.

    De qualquer forma não podemos negar que a Yamaha deu o primeiro passo e espero que futuramente continue dando outros, e, claro, que as outras fabricantes (Principalmente as mais conhecidas como Korg, Roland e Casio), sigam o exemplo ou até melhor.

    O Voice Guide não é um leitor de telas e sim um sistema que através de mensagens gravadas equivalentes ao que aparece no display consegue “falar” o conteúdo na tela. Isso gera alguns problemas principalmente nas telas interativas, como demonstro no vídeo, mas, mais uma vez, repito que é já um “primeiro passo”.

    Seria bom que a Yamaha levasse essa iniciativa (via firmware upgrade) para teclados como o SX600 e os da linha 70/75. Neles um Voice Guide seria bem útil também e imagino que não seja difícil de implementar.

    Acrescento que um “verdadeiro leitor de telas” ao invés de um guia de voz seria sim muito mais interessante e que é perfeitamente possível (Como comentei no início do post sobre os celulares).

    Estou fazendo um outro vídeo (Conteúdo para outro post) mostrando justamente a diferença entre um guia de voz (Com mensagens pré-gravadas) e um verdadeiro leitor de telas e comentando (E mostrando) por que um leitor de telas é algo muito mais eficiente. Mas o passo inicial está dado, só espero que seja o primeiro de muitos e não o único, e parabéns para a Yamaha por ter sido ela a dar.

    Vamos, finalmente, parar de falação. Você pode assistir o vídeo aqui!

    Esse vídeo foi gravado na loja Palácio da Música, em Novo Hamburgo, RS, e nele eu demonstro o guia de voz e algumas “dificuldades” justamente geradas por ele ser um guia de voz e não propriamente um leitor de telas e por não haver certos gestos personalizados para “procurar” elementos na tela (Como há por exemplo as opções de varredura nos celulares Android e IOS).

    De qualquer forma, espero que gostem!

    Abração e até mais!!!

    Fernando