Ooi turma, leitores dessa coisa aqui!!!
Tem equipamento que a gente olha e pensa: “Mas isso ainda existe?”. A impressora matricial costuma entrar nessa lista. Basta ouvir aquele cabeçote trabalhando, com seu barulho de pequena obra em andamento, para lembrar dos formulários contínuos, das folhas com furinhos nas laterais e das pilhas de relatórios que pareciam não acabar nunca.
Pois ela ainda existe. E, em determinados trabalhos, continua fazendo muito sentido. Assim como a jato de tinta, a laser, a térmica, as impressoras de fotografias e aquelas máquinas industriais que imprimem desde uma embalagem de biscoito até o lote na garrafa de refrigerante.
E tem também a impressão 3D, que resolveu levar a expressão “tirar uma ideia do papel” um pouco mais a sério,aaa.
Vamos entender como essas tecnologias funcionam, onde cada uma é útil e quando vale comprar uma — ou simplesmente contratar alguém para imprimir.
Índice
- 1. Tecnologia, formato e função: nomes que se misturam
- 2. Matricial: a barulhenta que ainda tem serviço
- 3. Jato de tinta: gotas, fotografias e tanques
- 4. Laser e LED: o território dos documentos
- 5. Térmica: cupons, etiquetas e duas tecnologias diferentes
- 6. Sublimação: fotografias, camisetas e canecas
- 7. Grande formato e plotters: quando a folha fica pequena
- 8. Impressoras Braille: informação que se lê com os dedos
- 9. Impressão 3D: aqui a impressão ganha volume
- 10. Impressoras industriais: da esteira à gráfica
- 11. Qual faz sentido para cada uso?
- 12. Antes de comprar: faça a conta inteira
- 13. Por que algumas ainda não morreram?
- 14. Fontes e leituras complementares
1. Tecnologia, formato e função: nomes que se misturam
“Multifuncional”, “fotográfica” e “industrial” não descrevem, necessariamente, o mecanismo de impressão. Uma multifuncional reúne impressora, scanner e copiadora, podendo usar jato de tinta, laser ou outra tecnologia. Uma fotográfica é pensada para fotos. Uma industrial é construída para determinada rotina de produção.
Também não é o tamanho que define tudo. Uma máquina enorme pode usar jato de tinta; uma pequena impressora de etiquetas pode trabalhar por transferência térmica. Primeiro precisamos saber como ela imprime; depois, em que material, tamanho e ritmo.
2. Matricial: a barulhenta que ainda tem serviço
A matricial de impacto usa pequenas agulhas que batem numa fita com tinta, pressionando-a contra o papel. Cada batida produz um ponto. A combinação desses pontos forma letras, números e desenhos. Cabeçotes com 9 ou 24 agulhas são exemplos conhecidos; a qualidade e a velocidade dependem do equipamento e do modo escolhido.
É por isso que ela faz aquele barulho tão característico: existe uma ação mecânica de impacto acontecendo repetidamente. Não é a impressora reclamando do relatório, embora às vezes pareça.
Formulário contínuo e várias vias não são a mesma coisa
O formulário contínuo vem em folhas ligadas umas às outras, geralmente dobradas em sanfona. Os furos laterais se encaixam nos tratores que puxam e alinham o papel. Isso facilita trabalhos compridos, formulários previamente impressos e rotinas que precisam manter posições bem definidas.
Já um formulário de várias vias reúne camadas que recebem a informação por pressão, usando papel autocopiativo ou carbono. O impacto permite preencher o original e suas cópias na mesma passagem, dentro do limite de espessura e de vias da impressora.
Uma folha contínua pode ter só uma via; um formulário de várias vias também pode ser uma folha avulsa. E existem outras tecnologias industriais que trabalham com papel em bobina: imprimir em papel contínuo não é exclusividade da matricial.
Onde ela ainda é vantajosa?
Em alguns escritórios de contabilidade e empresas que mantêm formulários contínuos, documentos com várias vias ou sistemas antigos, a matricial continua tendo uma função prática. Também aparece em rotinas de logística, atendimento e produção. Não significa que toda contabilidade precise dela: depende do processo que ainda está em uso.
Uma laser consegue imprimir várias cópias em folhas separadas, mas não preenche por impacto as camadas de um formulário autocopiativo de uma só vez. A diferença está aí.
Vale comprar quando: o sistema, o formulário ou a necessidade de vias simultâneas justificam essa tecnologia. Confira largura do carro, quantidade de vias, ajuste de espessura, interfaces e disponibilidade de fitas e manutenção.
Limitações: ruído, acabamento menos refinado e desempenho pouco atraente para fotografias ou páginas cheias de gráficos. Ela pode custar mais que uma impressora doméstica moderna justamente por ser um equipamento especializado.
3. Jato de tinta: gotas, fotografias e tanques
A jato de tinta lança gotículas minúsculas sobre o papel. Controlando onde cada gota cai e combinando cores, forma textos e imagens.
Há duas formas bastante usadas de expulsar essas gotas: um pequeno aquecimento cria uma bolha que empurra a tinta, ou um elemento piezoelétrico muda de forma ao receber um sinal elétrico e provoca a ejeção. Portanto, nem toda jato de tinta aquece a tinta para imprimir.
Cartucho e tanque: muda o abastecimento
A impressora com tanque continua sendo uma jato de tinta. A diferença principal está no armazenamento e no abastecimento: reservatórios maiores recebem tinta de frascos, enquanto os modelos com cartucho usam recipientes substituíveis.
Cartuchos podem permitir uma compra inicial mais barata, mas o preço por página pode pesar. Tanques costumam fazer mais sentido para quem imprime com regularidade e quer diluir o custo do equipamento em muitas páginas. É preciso comparar os modelos: a palavra “tanque” sozinha não garante a melhor compra.
Por que ela é uma boa escolha para fotos?
Modelos fotográficos, com tintas e papéis apropriados, conseguem reproduzir bem detalhes, degradês e tons de pele. Alguns usam mais cores além de ciano, magenta, amarelo e preto, ampliando as possibilidades de reprodução.
Mas colocar papel fotográfico numa impressora básica não transforma automaticamente a máquina num laboratório. Papel, tinta, configuração e gerenciamento de cores influenciam bastante o resultado.
Existem tintas corantes e pigmentadas, com características diferentes de cor, resistência e compatibilidade. Não há uma campeã universal: uma boa tinta pigmentada também pode ser usada em impressão fotográfica profissional. A escolha deve acompanhar o conjunto impressora, tinta e papel.
Vale comprar quando: você imprime materiais coloridos, trabalhos escolares, ilustrações ou fotografias com alguma frequência. Um tanque também pode ser muito econômico para documentos, inclusive em preto.
Limitações: períodos longos sem uso podem favorecer ressecamento e entupimento dos jatos. Limpezas consomem tinta, e alguns modelos têm caixas de manutenção que precisam ser substituídas. Siga o manual para uso e armazenamento; ficar meses parada não é uma condição ideal para toda jato de tinta.
Quem imprime pouquíssimo deve fazer a conta com calma. Às vezes, a impressora fica tão desocupada que, quando finalmente ganha serviço, precisa primeiro de uma sessão de manutenção,aaa.
4. Laser e LED: o território dos documentos
A laser usa um processo chamado eletrofotografia. Um tambor fotossensível recebe carga elétrica, e o laser altera essa carga em pontos específicos, criando o desenho da página. O toner, um pó muito fino, é atraído para as áreas correspondentes e transferido ao papel. Por fim, o fusor aplica calor e pressão para fixá-lo.
O laser não sai queimando as letras diretamente na folha. Ele participa da formação da imagem no tambor; a fixação acontece depois.
Nas impressoras LED, uma fileira de LEDs faz a exposição do tambor. O princípio geral de impressão com toner continua parecido. O LED também não substitui o fusor: iluminar o tambor e fixar o toner são etapas diferentes.
Por que ela combina tanto com escritório?
Textos nítidos, boa velocidade em lotes e facilidade para produzir muitos documentos fazem dessa família uma escolha frequente para escritórios, escolas e outros locais com bastante papel para imprimir.
Como não trabalha com tinta líquida nos bicos de um cabeçote, não enfrenta o mesmo problema de ressecamento dos jatos. Isso pode favorecer quem imprime documentos de forma irregular, embora toner e demais componentes também tenham condições de armazenamento e manutenção.
Existem modelos monocromáticos e coloridos. Uma laser colorida pode produzir ótimos relatórios, apresentações e folhetos. Para fotografias com acabamento e papéis específicos, uma boa jato fotográfica ou uma sublimação costuma ser mais interessante.
Vale comprar quando: o principal trabalho é imprimir documentos, especialmente em preto, ou produzir lotes com rapidez. Frente e verso automático, rede e alimentador do scanner podem valer mais que uma pequena diferença na velocidade anunciada.
Limitações: toner colorido pode pesar no orçamento. Dependendo do modelo, tambor, correia de transferência e fusor são itens separados. E o papel precisa ser compatível com impressão a laser: um revestimento ou adesivo inadequado pode não suportar o calor.
5. Térmica: cupons, etiquetas e duas tecnologias diferentes
A térmica costuma trabalhar discretamente no caixa do mercado, na emissão de senhas e na impressão de etiquetas. Dentro dessa família, duas tecnologias merecem ser separadas.
Térmica direta
O cabeçote aquece pontos de um papel ou etiqueta com revestimento sensível ao calor. Essas áreas escurecem e formam a impressão. Não é preciso cartucho de tinta, toner ou fita de transferência.
É uma solução prática para cupons, senhas e muitas etiquetas de transporte. O cuidado está na conservação: calor, luz e certos produtos químicos podem escurecer o material ou prejudicar a legibilidade. A durabilidade varia conforme a mídia e as condições de uso.
Para documentos que precisam ser conservados por bastante tempo, não convém confiar apenas naquele papelzinho térmico. Digitalizar ou fazer uma cópia adequada pode evitar a futura leitura de uma folha que resolveu esquecer o que estava escrito.
Transferência térmica
Aqui o cabeçote aquece uma fita, chamada ribbon, e transfere seu material de impressão para a etiqueta. Existem fitas de cera, resina e combinações, escolhidas conforme o material e a resistência necessária.
Com a combinação correta de fita e etiqueta, essa tecnologia atende aplicações que exigem maior durabilidade, como identificação de patrimônio, produtos, cabos e materiais sujeitos a condições mais difíceis.
Vale comprar quando: há uma rotina de cupons ou etiquetas. Para a escolha, considere largura, volume, resolução, software e duração necessária da impressão. Um código de barras que sai bonito, mas deixa de ser lido durante o uso, não cumpriu seu trabalho.
E aquela história do frio?
Já falamos desse assunto no artigo Som no Congelador: os instrumentos musicais e equipamentos feitos para o frio extremo. A térmica pode ser útil em ambientes refrigerados, mas isso depende do modelo e da mídia. Impressora, bateria, etiqueta e adesivo precisam suportar as condições de operação.
Ou seja: “térmica” descreve como ela imprime. Não é uma autorização para largar qualquer modelo dentro do congelador.
6. Sublimação: fotografias, camisetas e canecas
Nas impressoras fotográficas por sublimação de corante, o calor transfere o corante de uma fita para um papel preparado para recebê-lo. A reprodução em diferentes intensidades permite boas transições de cor; certos sistemas também aplicam uma camada de proteção.
São comuns em fotografias pequenas e na entrega de fotos em eventos. Os kits de papel e fita ajudam a prever o custo por fotografia, mas os tamanhos e os consumíveis costumam ser específicos.
Vale comprar quando: você quer produzir fotos nos formatos atendidos pelo equipamento, com uma rotina que justifique os kits. Para ampliar só algumas fotografias por ano, um laboratório pode sair mais vantajoso.
A sublimação de tecidos e objetos
Na personalização, é comum uma jato de tinta com tinta sublimática imprimir num papel de transferência. Depois, uma prensa aplica calor e pressão, transferindo a imagem para poliéster ou para a superfície de um objeto com revestimento apropriado, como certas canecas.
Não basta pegar qualquer camiseta, qualquer caneca e a tinta que estava sobrando na gaveta. Material, revestimento, tinta e temperatura precisam combinar.
Vale comprar quando: existe demanda por produtos compatíveis com sublimação e estrutura para preparação e prensagem. O investimento inclui a prensa e os insumos, além da impressora.
Outros processos atendem necessidades diferentes: o DTG imprime diretamente na peça de roupa; o DTF imprime num filme que será transferido ao tecido. Eles também exigem tintas, equipamentos e etapas próprias.
7. Grande formato e plotters: quando a folha fica pequena
Plantas de arquitetura, mapas, cartazes, banners e adesivos precisam de equipamentos que aceitem materiais maiores, muitas vezes em rolo. Uma parte importante dessas impressoras usa jato de tinta, com sistemas de tinta e alimentação adequados ao trabalho.
Um equipamento para plantas e desenhos técnicos não é automaticamente a escolha certa para lonas expostas ao tempo. Impressão fotográfica, sinalização externa e produção de adesivos têm exigências diferentes.
A palavra plotter também merece cuidado: foi associada aos traçadores que desenhavam com canetas, mas passou a aparecer em diferentes equipamentos. Uma plotter de recorte usa uma lâmina para cortar o material; não precisa imprimir. Existem máquinas que combinam impressão e recorte.
Vale comprar quando: um escritório técnico, gráfica ou empresa de comunicação visual tem demanda recorrente. Para uma planta ou um banner ocasional, contratar o serviço costuma ser mais sensato que reservar metade de um cômodo para a máquina.
8. Impressoras Braille: informação que se lê com os dedos
Não dava para deixar essa turma de fora! A impressora Braille forma pontos em relevo no papel por ação mecânica. Em vez de construir uma imagem para os olhos, produz informação que pode ser lida pelo tato.
Conforme o modelo, pode imprimir em um lado ou nos dois lados da folha, além de produzir gráficos táteis. Alguns equipamentos combinam relevo e impressão em tinta.
É necessário preparar e revisar o conteúdo para Braille. Não basta escolher uma “fonte Braille” no editor e mandar imprimir numa laser: os pontos precisam ter relevo, e a transcrição precisa seguir as convenções adequadas.
Vale comprar quando: escolas, bibliotecas, centros de produção acessível ou leitores têm demanda que justifique o investimento. Avalie qualidade dos pontos, papel aceito, ruído, software de transcrição, manutenção e acessibilidade do painel. Para trabalhos esporádicos, recorrer a um serviço de produção Braille pode ser uma alternativa.
9. Impressão 3D: aqui a impressão ganha volume
A impressão 3D constrói um objeto a partir de um modelo digital, geralmente por camadas. Um programa prepara o modelo e define como a máquina vai produzir a peça.
O nome lembra as impressoras de papel, mas aqui estamos falando de fabricação. E também há várias tecnologias:
- Filamento, FFF ou FDM: um bico aquecido extruda material termoplástico e deposita camadas. É comum em protótipos, suportes, maquetes e projetos de hobby.
- Resina, como SLA, DLP e MSLA: a luz endurece seletivamente uma resina líquida. O modo de iluminar varia; essas tecnologias são usadas quando detalhes e acabamento são importantes.
- Pó, como SLS: um laser une partículas de um pó, geralmente polimérico, formando as camadas. Atende peças funcionais e geometrias mais complexas.
- Metal: existem processos especializados, incluindo máquinas que fundem pó metálico com laser. Equipamentos, materiais e instalações pertencem a outra escala de investimento.
Vale comprar quando: você desenvolve peças, faz protótipos ou quer aprender e produzir com frequência. Filamento costuma ser um ponto de entrada acessível; resina pode ser interessante para modelos detalhados. A escolha depende do objeto e de suas exigências.
Limitações: a peça pode precisar de suportes, limpeza, cura ou acabamento. Resina líquida exige cuidados de manuseio; materiais e produtos de limpeza têm instruções próprias de proteção e ventilação. Também entram na conta tentativas que falham, tempo de preparação e manutenção.
Uma peça impressa não ganha resistência adequada só porque ficou bonita. Material, orientação das camadas e projeto importam. Para poucas peças, ou para materiais industriais, contratar um serviço pode ser a melhor escolha.
E não, ela não imprime um computador completo só porque alguém colocou o arquivo de uma caixa de computador na internet. Ainda temos que fornecer os componentes,aaa.
10. Impressoras industriais: da esteira à gráfica
“Industrial” cobre máquinas bem diferentes. Algumas imprimem a arte de uma embalagem; outras acrescentam data, lote ou número de série quando o produto já está passando na linha de produção.
Jato de tinta na esteira
No jato de tinta contínuo, ou CIJ, a tinta circula num fluxo de gotas. Gotas selecionadas recebem cargas e são desviadas por um campo elétrico para formar a marca; as não utilizadas retornam ao sistema. A impressão acontece sem o cabeçote encostar no produto.
Essa tecnologia aparece em garrafas, latas, cabos e muitas embalagens. Em sistemas de gotas sob demanda, ou DOD, a tinta é liberada quando há algo a imprimir. Existem diferentes implementações, inclusive para marcar caixas.
Um detalhe: CIJ não é o mesmo que “tanque de tinta” doméstico. Os nomes podem sugerir um parentesco maior do que realmente existe no funcionamento.
Impressão UV e marcação a laser
Impressoras UV podem aplicar tinta sobre objetos e materiais rígidos, usando luz ultravioleta para curá-la. São usadas em personalização, sinalização e trabalhos que exigem imprimir em superfícies diferentes do papel comum. A compatibilidade e a aderência precisam ser verificadas.
Já a marcação industrial a laser altera a superfície ou seu revestimento para criar uma identificação. Ela tem funcionamento diferente da impressora laser de escritório, que usa tambor e toner. “Laser” no nome não significa que as duas façam a mesma coisa.
Offset, flexografia e rotogravura
Nas gráficas e fábricas de embalagens, outros processos continuam fortes:
- Offset: a imagem passa de uma chapa para uma superfície de borracha, a blanqueta, e dela para o material. É muito usado em livros, revistas e impressos comerciais.
- Flexografia: utiliza uma matriz flexível com a imagem em relevo para transferir tinta. É comum em rótulos, embalagens e papelão.
- Rotogravura: utiliza cilindros com pequenas células gravadas que recebem tinta e a transferem ao material. Tem aplicações importantes em grandes tiragens, especialmente de embalagens.
Preparar chapas, matrizes ou cilindros custa tempo e dinheiro. Em trabalhos repetitivos e volumes adequados, essa preparação pode ser diluída na produção. Para pequenas tiragens ou páginas que mudam a cada cópia, a impressão digital por toner ou jato de tinta pode ser mais vantajosa. A escolha depende do trabalho, não de uma quantidade mágica que valha para todas as gráficas.
Até a impressão por impacto tem versão industrial
As matriciais de linha usam bancos de pequenos martelos para imprimir fileiras de pontos. Continuam sendo oferecidas para determinadas rotinas de produção, logística e sistemas empresariais, inclusive com recursos para receber formatos modernos.
Vale comprar uma industrial quando: a demanda, a linha de produção e a estrutura justificam o investimento. Aqui entram testes com o produto real, integração com os sistemas, treinamento e assistência. Uma máquina parada pode parar também o trabalho de outras pessoas.
Para quem só quer imprimir as embalagens de um pequeno lote, pedir orçamento a um fornecedor especializado é um bom começo. A máquina certa para uma fábrica não precisa virar um eletrodoméstico na nossa sala.
11. Qual faz sentido para cada uso?
Este quadro serve como ponto de partida. A decisão final depende do modelo, do volume e do resultado esperado.
| Necessidade | Opção a considerar | O que conferir |
|---|---|---|
| Documentos principalmente em preto | Laser ou LED monocromática; jato com tanque se o uso regular justificar | Custo total, frente e verso e volume |
| Materiais coloridos com uso frequente | Jato com tanque ou laser colorida | Papel, acabamento e consumíveis |
| Fotografias | Jato fotográfica ou sublimação fotográfica | Tamanhos, tintas e papel apropriados |
| Formulários com vias simultâneas por pressão | Matricial de impacto | Vias, espessura e compatibilidade com o sistema |
| Cupons e etiquetas de uso curto | Térmica direta | Mídia, conservação e software |
| Etiquetas que precisam durar mais | Transferência térmica | Combinação de fita, etiqueta e ambiente |
| Plantas, banners e adesivos grandes | Grande formato adequado à aplicação | Largura, material e resistência necessária |
| Textos e gráficos táteis | Impressora Braille | Relevo, transcrição e acessibilidade |
| Protótipos e objetos | Impressora 3D ou serviço especializado | Material, acabamento e exigências da peça |
| Impressão rara ou trabalho especializado ocasional | Serviço de impressão | Preço, prazo e qualidade da amostra |
12. Antes de comprar: faça a conta inteira
O preço na etiqueta é só o começo. Uma comparação justa inclui suprimentos, papel, peças de manutenção e o tempo gasto cuidando do equipamento.
Uma estimativa inicial do custo do suprimento por página é dividir seu preço pelo rendimento informado. Mas esse rendimento vem de condições de teste: fotografias, páginas muito preenchidas, tamanho dos trabalhos e limpezas podem mudar bastante o resultado real.
Vale conferir:
- Volume real: quantas páginas, etiquetas, fotos ou peças você costuma produzir? Veja o volume recomendado para o modelo, além do máximo anunciado.
- Consumíveis: há tinta, toner, fita, papel e peças disponíveis com facilidade? Qual o custo do conjunto?
- Funções úteis: frente e verso automático, scanner, alimentador de documentos e conexão de rede fazem diferença na sua rotina?
- Compatibilidade: o equipamento funciona com seu sistema operacional e com o programa que vai comandar a impressão?
- Assistência: existe suporte e manutenção acessível na sua região?
- Resultado real: antes de uma compra profissional, peça uma amostra com seu arquivo e seu material.
E a acessibilidade?
Para quem usa leitor de telas, é bom verificar o instalador, as configurações, o programa do scanner e os avisos de erro. Também importa conseguir trocar papel e consumíveis e operar as funções necessárias sem depender de uma tela sensível ao toque.
Wi-Fi não garante acessibilidade. Um aplicativo cheio de botões sem identificação pode transformar uma tarefa simples numa gincana. Se possível, teste o fluxo completo: instalar, imprimir, digitalizar e resolver uma falta de papel.
Onde comprar?
Para um modelo doméstico, compare lojas conhecidas e revendedores com garantia e suporte claros. Para Braille, impressão 3D profissional, grande formato ou produção industrial, fornecedores especializados podem ajudar com demonstração, instalação, treinamento e manutenção. O menor preço perde parte da graça se ninguém consegue colocar a máquina para trabalhar.
13. Por que algumas ainda não morreram?
Porque tarefas diferentes continuam existindo. A matricial resolve o impacto e as várias vias. A jato de tinta atende cores, fotos e documentos. Laser e LED dão conta de muitas rotinas de escritório. A térmica acompanha etiquetas e cupons. O Braille produz leitura tátil, e a impressão 3D fabrica objetos.
Uma tecnologia pode perder espaço no uso geral e continuar valiosa numa aplicação específica. Também contam os sistemas já instalados, os materiais disponíveis, a manutenção conhecida e o custo de mudar todo um processo.
Comprar a máquina mais nova só porque é mais nova pode acabar sendo uma forma bastante moderna de escolher errado.
E, se a velha matricial continua entregando o formulário certo, com todas as vias e no lugar certo, talvez ela ainda tenha bastante trabalho antes da aposentadoria. Mesmo que anuncie cada página para o escritório inteiro,aaa.
Um abraço, turma, e até a próxima aqui nessa coisa!!!
14. Fontes e leituras complementares
As referências abaixo incluem documentação técnica e explicações de fabricantes e fornecedores especializados. Páginas comerciais podem apresentar vantagens dos próprios produtos; aqui elas servem para conferir mecanismos, aplicações e cuidados, e não como um ranking de marcas.
Primeiro, as fontes em português
- Epson Brasil — exemplo de matricial de 9 agulhas, formulários contínuos e várias vias.
- Epson — manual sobre formulários de várias vias e ajuste da espessura do papel (português de Portugal).
- Epson Portugal — tecnologia de cabeçotes Micro Piezo e ejeção de gotas.
- Brother Brasil — cartucho e tanque de tinta.
- Brother Brasil — tintas corantes e pigmentadas.
- Epson — limpeza do cabeçote e cuidados com o uso pouco frequente (português de Portugal; consulte também o manual do seu modelo).
- OKI — cabeçote LED, tambor e unidade fusora.
- Zebra Brasil — mecanismos de impressão e escolha para etiquetas e códigos de barras.
- Zebra — impressão térmica direta e transferência térmica.
- Canon Brasil — exemplo de impressão fotográfica por sublimação.
- Epson Brasil — sublimação, DTG, DTF e impressão direta em tecidos.
- Roland DG Brasil — exemplo de jato de tinta com cura UV para objetos.
- Index Braille — manual em português de impressoras Braille, papel e recursos de operação (PDF).
- Videojet Brasil — perguntas frequentes sobre jato de tinta contínuo e gotas sob demanda.
- Videojet Brasil — funcionamento e aplicações da marcação industrial a laser.
- Ibeslab — flexografia e rotogravura (português de Portugal).
- Heidelberg Brasil — impressão offset, digital e soluções para produção gráfica.
- Printronix — aplicações das impressoras matriciais de linha.
- HP Brasil — rendimento anunciado e variações no rendimento real do toner.
Depois, as fontes em outros idiomas
Os links abaixo estão em inglês. Se você não tem prática com o idioma, use a opção de traduzir a página no navegador ou um tradutor de sua preferência. Nos PDFs, pode ser necessário usar um serviço que aceite documentos.
- Canon — funcionamento das impressoras laser e do processo eletrofotográfico.
- Videojet — explicação do jato de tinta contínuo e do desvio das gotas por um campo elétrico.
- Formlabs — comparação entre impressão 3D por filamento, resina e pó.
- Formlabs — custos de impressão 3D, materiais, trabalho e produção própria ou terceirizada.
- Formlabs — limpeza, cura e acabamento de peças impressas em resina.
- Formlabs — cuidados com resina e produtos de limpeza.
- ViewPlus — produção de gráficos táteis e combinação de relevo com impressão em tinta.
- Printronix — manual técnico com explicação da impressão matricial serial e de linha (PDF).
Leitura relacionada aqui no blog: Som no Congelador: os instrumentos musicais e equipamentos feitos para o frio extremo.