Categoria: Textos

Textos engraçados

  • Coisas que só um cego passa — ou: o incrível manual do ajudante que ninguém chamou

    Tempo de leitura: 9 minutos

    Oláamigos e leitores dessa coisa aqui!

    Ser cego tem suas dificuldades, claro. Há rua sem acessibilidade, site que parece ter sido programado em Setealém, aplicativo cujo botão principal não tem nome e cardápio que só existe num QR Code que leva a uma imagem. Mas nada disso se compara à criatividade de certas pessoas que, ao avistarem uma bengala branca, imediatamente recebem um chamado superior: precisam fazer alguma coisa.

    O problema é que, frequentemente, elas não sabem o quê.

    E também não perguntam.

    Então fazem.

    O resultado pode variar entre uma situação engraçada, um pequeno constrangimento, uma viagem não solicitada para o lado errado da rua e a destruição física do equipamento que permitiria ao cego continuar andando. Tudo, é claro, em nome da ajuda.

    Antes que alguém se ofenda: não estou dizendo que toda pessoa que enxerga faz essas coisas, nem que todo cego reage da mesma maneira. Estou reunindo situações que aconteceram comigo e outras que aparecem repetidamente nos relatos de pessoas cegas. Algumas são engraçadas depois que passam. Outras já nascem prontas para serem enviadas ao invvvérno,aaa.

    1. Deus lhe dê outra

    Essa aconteceu comigo.

    Eu estava na rua quando um sujeito, desesperado para me entregar um panfleto de igreja, pisou na minha bengala. A bengala quebrou.

    Até aí já tínhamos um pequeno problema logístico: eu sou cego e, graças ao esforço missionário do cidadão, acabava de ficar sem o instrumento que usava para me orientar.

    Mas ele não se abalou. Diante do resultado material de sua obra, deu a solução:

    — Deus lhe dê outra.

    E foi embora.

    Não sei se a reposição viria por milagre, transportadora celestial ou retirada na secretaria da igreja. Só sei que, naquele instante, fiquei mais cego do que já era: antes eu não enxergava; dali em diante, além de não enxergar, estava sem bengala.

    Talvez o panfleto contivesse instruções para solicitar a segunda via, mas infelizmente ele não estava em braile e, como o fato se deu em 2010, ainda não existiam os óculos Ray-Ban Meta para ler o dito-cujo,aaa.

    2. “Seu colega está aí na frente”

    Você está caminhando e há outro cego alguns metros adiante. Imediatamente alguém avisa:

    — Seu colega está aí na sua frente.

    Colega?

    Colega de quê? Trabalhamos na mesma empresa? Estudamos na mesma turma? Participamos do mesmo sindicato internacional da cegaíada? Temos reunião marcada para discutir a cotação mundial das bengalas?

    Não. Somos apenas duas pessoas cegas que, por uma dessas coincidências estatisticamente permitidas pelo universo, estão usando a mesma calçada.

    Curiosamente, quando duas pessoas de camisa azul se cruzam, ninguém corre para dizer: “Seu colega de azul está ali”. Mas basta aparecerem duas bengalas e pronto: começou a confraternização anual da firma.

    3. “Você está indo para a escola ou para a igreja?”

    Essa pergunta também faz parte do repertório:

    — Você está indo para a escola ou para a igreja?

    Porque, como todos sabem, a vida de uma pessoa cega possui somente dois destinos possíveis. De manhã, escola. À noite, igreja. Entre uma coisa e outra, talvez fique guardada num armário, com a bengala dobrada, aguardando a próxima saída autorizada.

    Trabalhar? Não.

    Ir ao mercado? Impossível.

    Encontrar amigos, tomar uma cerveja, ir a um show, namorar, levar a filha para passear, gravar música, resolver problemas no banco ou simplesmente andar por aí sem prestar relatório? Isso já exige a versão premium do cego e parece que nem todo mundo sabe que ela existe.

    4. “Se você for à minha igreja, Deus vai curar você”

    Este é um clássico tão internacional que aparece até em relatos de cegos de outros países.

    O sujeito não sabe seu nome, não conhece sua história, não perguntou se você tem fé, se frequenta alguma religião ou se deseja conversar sobre o assunto. Mas sabe uma coisa: você precisa ser curado.

    Quem disse, raios, que eu quero ser curado?

    É claro que muita gente gostaria de voltar a enxergar, e não há nada de errado nisso. Mas não se pode presumir que essa seja a vontade de toda pessoa cega, muito menos abordar alguém na rua como se sua existência fosse um defeito aguardando manutenção divina.

    No meu caso, imaginem a confusão: adaptar-me a uma vida completamente nova, reaprender um monte de coisas e, principalmente, começar a ver muita coisa que talvez eu nem quisesse ver.

    Depois de tantos anos usando leitor de telas, eu ainda correria o risco de olhar para uma página visualmente poluída e perguntar: “Onde raios aperto H para pular esta desgraceira?”

    5. O OCNI no prato

    No restaurante, antes que você escolha qualquer coisa, alguém anuncia:

    — Já servi seu prato.

    Mas raios, eu nem disse o que queria!

    Talvez a pessoa tenha concluído que cego também não possui preferência culinária. Ou talvez já esteja relativamente acostumada com o que você costuma comer — afinal, não é a primeira vez que você vai ali — e ache que não precisa da sua intervenção, digamos assim. Basta colocar comida no prato e ele executa o procedimento padrão de alimentação.

    Tudo bem. Para não parecer mal-educado, você começa a comer. Arroz identificado. Feijão identificado. Alguma coisa que parece carne. De repente, o garfo encontra um OCNI — Objeto Comestível Não Identificado.

    Você cutuca.

    É mole por um lado, resistente por outro e produz um ruído que não ajuda em nada. Pode ser legume, farofa compactada, decoração gastronômica ou uma criatura que entrou no prato para fugir da cozinha.

    E, naturalmente, não há ninguém por perto para responder à pergunta essencial:

    — Que raio de coisa é essa?

    6. A operação cirúrgica com talheres alheios

    A situação anterior ainda pode evoluir.

    — Deixa eu ajeitar um pouco aí.

    Antes que você descubra o significado de “ajeitar”, a pessoa pega os talheres que já usou para comer e começa a reorganizar seu prato.

    Nãããão! Não faça isso, pelo amor de Deus!

    Ou vem a versão mais especializada:

    — Vou cortar para você.

    O garfo e a faca do cego estavam no lugar, limpos e perfeitamente utilizáveis. Mesmo assim, o sujeito — ou a sujeita, para garantir a igualdade no setor de invasões gastronômicas — realiza a cirurgia com os próprios talheres usados.

    Quem precisa de bactéria individual quando pode participar de um programa de compartilhamento comunitário?

    Se quiser ajudar no prato, pergunte. Diga o que foi servido, indique as posições como num relógio e deixe a pessoa decidir se precisa de mais alguma coisa. Não é necessário fazer uma laparoscopia no bife.

    7. O sequestro solidário

    Você está parado na calçada, pensando na vida, esperando alguém ou simplesmente tentando descobrir de onde vem determinado som.

    De repente, uma mão agarra seu braço e você começa a se mover.

    — Vem, eu ajudo você a atravessar!

    Pensamentinho: “Pera aí, caralho! Atravessar para onde? Por quê? Como? Quando? Pra quê? De que jeito?”

    Detalhe: você não queria atravessar.

    Talvez estivesse esperando um carro, procurando uma porta ou apenas parado porque, pasmem, cegos também podem ficar parados. Mas agora está no outro lado da rua, graças ao serviço gratuito de teletransporte por puxão.

    Às vezes a pessoa empurra pelas costas. Às vezes puxa pela bengala. Às vezes agarra os dois ombros e passa a dirigir o cego como se fosse um carrinho de supermercado com uma roda emperrada.

    É muito simples: pergunte se a pessoa quer ajuda. Se ela aceitar, ofereça o braço e deixe que ela segure próximo ao cotovelo. Não é preciso rebocá-la.

    8. “É ali”

    Você pergunta onde fica a porta.

    — É ali.

    Ali onde?

    — Ali, ó!

    A segunda tentativa vem acompanhada de um dedo apontado com convicção. O dedo provavelmente sabe o caminho, mas infelizmente não transmite dados por Bluetooth para a bengala.

    Também existe a pessoa que faz sinal para o cego entrar no elevador, atravessar a rua ou passar pela porta. Em silêncio. Talvez esteja acenando magnificamente; para nós, contudo, o espetáculo continua sem audiodescrição.

    “À sua direita”, “três passos à frente” e “a porta está aberta” resolvem. “Ali” é uma coordenada geográfica localizada em lugar nenhum.

    9. Pergunte ao acompanhante, porque aparentemente o cego veio sem voz

    No restaurante:

    — O que ele vai querer?

    No consultório:

    — Ele está sentindo dor há quanto tempo?

    Na loja:

    — Qual modelo ele prefere?

    E o cego está ali. Às vezes entre o atendente e o acompanhante. Respirando, pensando e, em casos avançados, até falando.

    É uma experiência curiosa: em poucos segundos você deixa de ser cliente, paciente ou cidadão e passa a ser um assunto debatido por terceiros na sua presença.

    A solução revolucionária é olhar — ou dirigir a voz — para a pessoa cega e perguntar diretamente a ela. Sim, funciona até sem atualização do sistema.

    10. Aumente o volume: ele não enxerga

    Algumas pessoas veem a bengala e imediatamente ajustam a voz:

    — O SENHOR PRECISA DE AJUDA?

    Não necessariamente. Mas, se continuar gritando, talvez eu precise de um otorrino.

    Cegueira não é surdez. Também não é dificuldade de compreensão. Pode falar no volume e na velocidade normais, sem transformar cada frase numa aula de alfabetização transmitida por alto-falante de rodoviária.

    11. “Adivinha quem é?”

    A pessoa chega, altera um pouco a voz e pergunta:

    — Adivinha quem é?

    Começou o programa de auditório.

    O cego agora tem de consultar o arquivo universal de vozes, comparar respirações, analisar o perfume e descobrir qual das 847 pessoas conhecidas resolveu brincar de identidade secreta.

    Se acertar, ganha o direito de continuar a conversa. Se errar, ouve:

    — Nossa, não reconheceu minha voz?

    Não. E muita gente que enxerga também não reconheceria você se aparecesse usando uma máscara e falando pelo nariz.

    Diga seu nome. Poupa tempo, constrangimento e uma investigação do FBI.

    12. A pessoa que vai embora em modo furtivo

    Você está conversando, termina uma frase, faz uma pergunta e recebe silêncio.

    Espera um pouco.

    Repete a pergunta.

    Mais silêncio.

    Então alguém informa:

    — Ah, ele saiu faz uns cinco minutos.

    Maravilha. Durante esse tempo você apresentou sua opinião completa a uma cadeira, que provavelmente foi a ouvinte mais atenta da sala.

    Não precisa protocolar requerimento: basta dizer “vou ali”, “estou saindo” ou “já volto”. Desaparecer em silêncio pode funcionar no cinema de espionagem; numa conversa com uma pessoa cega, só produz monólogo involuntário.

    13. “Nossa! Você usa celular?”

    Não apenas uso celular como também computador, internet, aplicativos, leitor de telas e, quando os deuses da acessibilidade permitem, até compro coisas sozinho.

    Mas sempre aparece alguém maravilhado:

    — Como você digita?

    Com os dedos, geralmente.

    — Mas como você sabe onde estão as letras?

    Da mesma forma que um pianista sabe onde estão as notas e muita gente sabe digitar sem ficar olhando para o teclado. A diferença é que meu computador fala. Às vezes fala até demais — especialmente quando o site foi construído com 93 botões chamados apenas de “botão”.

    A tecnologia assistiva existe há muito tempo. O milagre não é o cego usar o aparelho; o milagre é sobreviver a certos aplicativos.

    14. A superação de tomar café

    O cego pega um ônibus, trabalha, cozinha, publica um texto ou serve o próprio café.

    — Que exemplo de superação!

    Calma. Às vezes era só café.

    Transformar qualquer atividade comum numa epopeia pode parecer elogio, mas também passa a ideia de que ninguém esperava que uma pessoa cega fosse capaz de realizá-la.

    Se eu escalar o Everest de costas carregando um piano, podem elogiar à vontade. Se eu apenas ligar o computador e começar a trabalhar, talvez seja cedo para encomendar a cinebiografia.

    15. Alguém “organizou” suas coisas

    Uma pessoa bem-intencionada resolve arrumar sua mesa, sua cozinha ou seu quarto.

    O que estava à esquerda vai para a direita. O pote de café troca de lugar com o açúcar. O controle remoto parte para uma nova vida atrás de um vaso. A cadeira fica elegantemente afastada da mesa, pronta para atingir a canela do primeiro desavisado.

    Para quem não enxerga, a posição dos objetos não é mero capricho decorativo: também é informação.

    Depois da “organização”, começa a caça ao tesouro. Só faltam um mapa inacessível, três pistas em tinta e alguém dizendo que o objeto está “bem ali”.

    16. O cão-guia virou atração turística

    Esta vem dos colegas que usam cão-guia — colegas por uma experiência concreta, desta vez, não apenas porque existe outra bengala na rua,aaa.

    O cão está trabalhando, desviando de obstáculos e ajudando seu usuário a circular com segurança. Aí chega alguém:

    — Ai, que lindo!

    E começa a chamar, assobiar, oferecer comida ou fazer carinho sem perguntar.

    O animal realmente é lindo, mas naquele momento não está fazendo hora extra como departamento de recreação pública. Distrair um cão-guia trabalhando pode colocar a pessoa em risco. Admire, controle a vontade de apertar e fale primeiro com o ser humano que está junto dele — algo que, como vimos, já é uma tecnologia social bastante avançada.

    O método revolucionário para ajudar uma pessoa cega

    Depois de toda essa pesquisa, descobri um procedimento tão sofisticado que decidi revelá-lo gratuitamente:

    Pergunte.

    “Você precisa de ajuda?”

    Se a resposta for não, a operação terminou com sucesso.

    Se for sim, pergunte como pode ajudar. Fale diretamente com a pessoa, em voz normal. Não agarre o braço, não empurre pelas costas, não puxe a bengala, não distraia o cão-guia, não remexa no prato com seu garfo e não aponte silenciosamente para o infinito. E, especialmente, se estiver ajudando alguém a atravessar a rua, vá até o outro lado. Não largue o cego no meio da pista dizendo que ele já pode seguir sozinho! Tenho uma amiga que já foi atropelada por causa disso, e eu mesmo já levei um belo susto…

    Ajuda boa não é aquela que faz mais coisas. É aquela que respeita a autonomia de quem vai recebê-la.

    E, por favor, se quebrar a bengala de alguém, não terceirize a reposição para Deus.

    De onde vieram as maluquices adicionais?

    Além das minhas experiências, encontrei situações semelhantes em relatos e orientações publicados por pessoas cegas e por organizações que trabalham com deficiência visual. Entre eles estão o texto da blogueira cega Holly, do Life of a Blind Girl; uma coletânea bem-humorada do Industries for the Blind and Visually Impaired; uma conversa entre pessoas cegas no fórum r/Blind; e as orientações da UniGuairacá sobre como ajudar pessoas cegas na rua.

    Ou seja: infelizmente, o panfleteiro destruidor de bengalas pode ter sido uma edição especial brasileira, mas o restante da coleção possui distribuição mundial.

    Um abração e até a próxima maluquice nessa coisa aqui!

    Fernando

  • As duas grandes IAs rivais como futurólogas da Copa de 2026: quem leva a taça?

    Tempo de leitura: 4 minutos

    Olá, caros amigos leitores dessa coisa aqui!

    Resolvi fazer um post espontâneo — coisa que, convenhamos, não tem acontecido muito desde 2020, quando boa parte das publicações passou a ser previamente programada — e arriscar algumas previsões.

    Primeiro, chamei as duas grandes IAs “rivais”, ChatGPT e Gemini, para darem suas opiniões como futurólogas da Copa do Mundo de 2026. Depois, no final, apresento a minha opinião, que não tem absolutamente nada de “futebológica”.

    Aliás, “futebolólogo” é aquele que estuda profundamente o futebol ou apenas alguém que fala sobre o assunto com grande convicção e pouco conhecimento? Não sei. Se o termo ainda não existir oficialmente, eu, Fernando Zamboni, estou cunhando a palavra agora, em 2026. E, se alguém já a inventou antes, estou apenas reinventando-a,aaa…

    Vamos lá!

    A opinião do ChatGPT

    Eu perguntei:

    Aja como um futurólogo e me diga quem vai ganhar a Copa de 2026.

    O ChatGPT respondeu:

    🔮 A previsão oficial do Futurólogo Zambônico é: França campeã da Copa de 2026.

    Minha bola de cristal mostra este caminho:

    Semifinais

    • França 2 × 1 Espanha;
    • Argentina 2 × 1 Inglaterra.

    Final — 19 de julho

    • França 2 × 1 Argentina, talvez até com um gol decisivo nos minutos finais.

    Não é um palpite completamente tirado do Setealém. França, Espanha, Inglaterra e Argentina são as quatro seleções que chegaram às semifinais da competição.

    A França enfrentará a Espanha no dia 14 de julho, enquanto Inglaterra e Argentina disputarão a segunda semifinal no dia 15. A grande final será realizada em 19 de julho.

    Confira o levantamento da FIFA sobre as quatro finais possíveis da Copa de 2026.

    Meu ranking de probabilidade místico-científica

    1. França — 35%;
    2. Espanha — 27%;
    3. Argentina — 23%;
    4. Inglaterra — 15%.

    O roteiro mais cinematográfico seria Messi levando a Argentina para outra final e enfrentando Mbappé novamente — só que, desta vez, o francês cobrando a dívida de 2022.

    E, como o futebol adora repetir uma novela trocando apenas o assassino, vou cravar: França tricampeã.

    A opinião do Gemini

    Fiz exatamente a mesma pergunta:

    Aja como um futurólogo e me diga quem vai ganhar a Copa de 2026.

    O Gemini respondeu:

    Como futurólogo, prefiro não apenas olhar para as cartas de tarô, mas decifrar os dados do presente para mapear as tendências do amanhã. E o amanhã, meu amigo, está literalmente dobrando a esquina!

    Hoje, em pleno julho de 2026, a Copa do Mundo mais gigantesca da história, com 48 seleções, já limpou o tabuleiro e restam apenas quatro gigantes de pé.

    O Brasil infelizmente deu adeus nas oitavas de final para a Noruega, mas o destino da taça que será erguida no dia 19 de julho está sendo decidido nestas duas semifinais:

    • França × Espanha: um duelo de titãs europeus;
    • Inglaterra × Argentina: uma rivalidade histórica e, possivelmente, a última dança de Messi em Copas do Mundo.

    Veja a tabela de jogos e resultados da Copa do Mundo de 2026 no site da FIFA.

    As linhas de probabilidade do “supercomputador”

    1. A máquina francesa — França

    Apontada como uma das principais favoritas, a França possui um elenco letal e resiliente, além do poder de decisão de Mbappé.

    2. A perfeição coletiva — Espanha

    A Espanha chega como uma das seleções que praticam o futebol mais coletivo e vistoso do torneio. Lamine Yamal e companhia representam o futuro que já chegou.

    3. O misticismo da Albiceleste — Argentina

    Os atuais campeões avançam movidos pela força histórica e pela narrativa épica de dar a Lionel Messi uma despedida perfeita das Copas.

    4. A fome de encerrar o jejum — Inglaterra

    O English Team vem quebrando barreiras emocionais e tenta encerrar uma seca de 60 anos sem levantar a taça mundial.

    O meu palpite futurista

    Um bom futurólogo precisa se posicionar!

    Se a tendência de domínio tático se mantiver, o vencedor de França e Espanha — uma partida que muitos consideram uma final antecipada — chegará à decisão carregando uma bagagem tática capaz de conquistar o título.

    Se eu tivesse que colocar minhas fichas em uma única seleção, apostaria na Espanha consolidando sua nova geração de ouro ou no poder de decisão avassalador da França.

    Mas eu não aceitei aquele muro reforçado com concreto algorítmico e pedi uma resposta definitiva:

    Quero que você me diga. Depois eu digo a minha opinião…

    Finalmente, o Gemini desceu do muro:

    Combinado. Sem ficar em cima do muro, sem desculpas de algoritmos e sem dividir o palpite.

    Se é para prever o futuro, vamos com convicção:

    A campeã da Copa do Mundo de 2026 será a Espanha.

    Por que a Espanha?

    A engrenagem perfeita: enquanto outras seleções dependem de momentos de genialidade individual, como a França com Mbappé ou a Argentina com a aura de Messi, a Espanha joga um futebol coletivo que parece saído de um software de precisão.

    O fator juventude: Lamine Yamal e Nico Williams não sentem a pressão. Eles jogam com a leveza de quem está no pátio da escola, mas com a eficiência de veteranos.

    A evolução do tiki-taka: a equipe abandonou aquela posse de bola burocrática e lateral de outros tempos. A Espanha de 2026 é vertical, veloz e sufocante na pressão.

    A Espanha passará pela semifinal e vencerá a grande final com autoridade, consolidando o início de uma nova era de domínio no futebol mundial.

    Cartas na mesa e previsão registrada.

    A intervenção humana, sem interferências interdimensionais

    Depois de ouvir as duas inteligências artificiais — uma apostando na França e a outra, depois de alguma insistência, escolhendo a Espanha — chegou a hora da minha intervenção humana.

    Sem estatísticas avançadas, supercomputadores, cartas de tarô, bolas de cristal ou interferências vindas de algum universo 7alhenístico perdido por aí, minha aposta para a final é:

    França × Argentina… Ganha: França (Infelizmente)…!

    E vocês, caros leitores dessa coisa aqui? Quem acham que vai levantar a taça no dia 19 de julho?

    Deixem suas previsões registradas. Depois da final, voltamos aqui para descobrir quem foi futurólogo, futebolólogo, chutólogo ou apenas vítima de uma alteração não autorizada na linha temporal.

    Abração e fui!

    Fugindo do futuro…

    Fernando

  • Pequenas tragédias dos anos 80!

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Oi, turma!

    Pois, alimentando novamente a seção de humor dessa coisa aqui, hoje trago um texto sobre algumas situações que aconteciam nos anos 1980 e no início dos anos 1990 e que… Algumas eram realmente complicaaadas!

    Fico imaginando o que escreverão, daqui a 20 anos, sobre nossa época… Quem sabe, se essa coisa aqui ainda existir até lá, eu publique a “segunda versão”?

    Bom, vamos então aos anos 1980:

    Pequenas tragédias dos anos oitenta…

    1. Quando as fichas acabavam no meio de uma ligação feita em um orelhão.
    2. Ou quando o disco riscava bem na melhor música.
    3. Você datilografava errado a última palavra da página.
    4. E não tinha fita corretiva para máquina de escrever a fim de consertar.
    5. A fita do Atari não funcionava nem depois de você assoprar.
    6. O locutor informava as horas ou soltava uma vinheta BEM NO MEIO DA MÚSICA que você havia passado horas esperando para gravar.
    7. E depois o toca-fitas mastigava a fita.
    8. O locutor não falava o nome da música quando ela terminava.
    9. E você ficava anos sem saber quem cantava ou como se chamava aquela música que havia adorado.
    10. Você perdia a chave do diário.
    11. Ou a folha com a tradução do código secreto que havia tido o maior trabalho para criar.
    12. Seu irmão bebia o líquido das Mini Cokes.
    13. E alguém dizia que o filho do amigo do tio do vizinho tinha morrido depois de beber o líquido das Mini Cokes.
    14. Alguém fumava dentro do ônibus.
    15. Ou do avião.
    16. Ou do elevador.
    17. Você precisava pagar multa por devolver a fita de vídeo para a locadora sem rebobinar.
    18. O Ki-Suco vazava da garrafinha da sua lancheira.
    19. E molhava as bisnaguinhas com patê.
    20. Você tirava as letras das músicas em inglês todas erradas.
    21. E depois descobria, no folheto da Fisk ou na Bizz Letras Traduzidas, que estava tudo errado MESMO.
    22. Mas já era tarde, pois você havia decorado tudo errado — e canta errado até hoje.
    23. Fazer permanente.
    24. Cortar o cabelo repicado.
    25. Você arranhava com todo o cuidado, mas, quando levantava o papel, percebia que o decalque Ploc Monsters havia saído sem uma perninha.
    26. Você NUNCA tirava seu nome no Ploc Monsters.
    27. A televisão resolvia sair do ar justamente no dia do último capítulo da novela.
    28. E seu pai precisava subir no telhado para mexer na antena.
    29. E ele gritava lá de cima: “Melhorou?”
    30. E você, lá embaixo, avisava: “Melhorou o 5, o 7 e o 9. Piorou o 4, o 11 e o 13.”
    31. E nunca todos os canais ficavam bons ao mesmo tempo.
    32. Chegar à padaria e lembrar que você havia esquecido o casco do refrigerante.
    33. A Kombi que trocava garrafas velhas por picolés e pintinhos passava na sua rua um dia depois de sua mãe ter jogado tudo fora.
    34. Cair de costas enquanto tentava reproduzir o moonwalking de meias no piso encerado.
    35. Você descobria que todas as 36 fotos do seu aniversário tinham ficado desfocadas.
    36. E algumas tinham queimado porque o rebobinador da câmera estava meio enguiçado.
    37. E alguém tirava uma foto disso.
    38. E essa foto não queimava nem ficava desfocada e, de alguma maneira, ia parar na internet.
    39. Tirar a letra Z no STOP.
    40. Quebrar o controle do Atari depois de se empolgar jogando River Raid.
    41. Alguém responder “VOCÊ” à pergunta “Quem você deixaria em uma ilha deserta?” no seu caderno de enquete.
    42. Quando sobrava somente o lápis branco da caixa de 36 cores.

    E então, o que acharam? Vamos aguardar para ver o que acontecerá nos próximos anos e como será o texto que contará tudo isso!

    Abração e até a próxima!

    Fernando

  • O causo das escrituras

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Pois é, bagualada!

    Há milhares e milhões de tempos estou para publicar isso aqui e não o faço… É claro que alguns leitores vão querer minha cabeça, mas outros vão rir a valer. Então… Vamos ao causo!

    O causo das escrituras

    Este texto anônimo, foi encontrado escrito a ponta de faca no balcão de um bolicho, hoje Tapera-RS, no Passo do Elesbão, ‘Quinto Distrito deCacequi’: O causo das escrituras

    Pois não sei se já les contei o causo das Escrituras Sagradas. Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério.De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga.Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel.

    Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço no peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay. Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância. A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Cosa munto séria. Caiu água uma barbaridade. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro. O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho. A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta abalsa tava atolado num banhado chamado Dilúvio.

    Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga.

    A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica. Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dança uma milonga. Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevero. Peleia braba, seu.

    O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto. Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão.

    Foi uma sanguera danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamadode Mar Vermelho. Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão. Nem les conto!

    Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um taio só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí. Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo. Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordância.

    Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo. Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhera pra família. Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomo jeito na vida. O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano. Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo. Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de aposto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram.

    Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia. Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre. E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução. Os maragato, chefiado por um tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lazo, aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto. Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e ocuparam a Vila. Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário. Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge Maria.

    Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causa de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio. Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala. Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se o índio.

    Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romanos, o César Romano, na altura das costela. Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão. Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos, que são cinco e que se pode muito bem acolherá em dois: Não se mata home pelas costa, Nem se cobiça mulher dos outro pela frente.

    Fui!!! “Correndo”…

    Fernando

  • Um monte de novidades interessantes!

    Tempo de leitura: 6 minutos

    Oi, turma!!

    Tudo bem?

    Quanto tempo, né? Pois… Estive viajando, fui para SP e só voltei na quarta-feira. Cheguei aqui às 6h da manhã em ponto, mais morto do que vivo, após dezoito horas de viagem… Mas fazer o quê, né?

    Além de contar algumas das coisas que ocorreram comigo nessa viagem, hoje ainda trago algumas pequenas novidades. O verdadeiro motivo pelo qual fui para SP deixarei para depois, quando a coisa toda se concretizar… Mas algumas coisas já posso contar agora.

    Primeiramente, antes de falarmos sobre a viagem, algumas coisinhas:

    1. Para quem gostava do conteúdo daquela página que ficava em www.musinformaticista.com e para quem ainda não teve a oportunidade de conhecê-lo, trarei esse conteúdo, aos poucos, para dentro do blog. Não ficará nos posts, e sim nas páginas.

      Como já disse alguma vez por aqui, aquela página realmente foi tirada do ar, mas seu conteúdo ainda existe e já está todo colocado aqui. Só falta fazer algumas pequenas alterações e “linká-lo” por aqui…

    2. Como não poderia deixar de ser, atualizei o sistema. Agora essa coisa aqui está rodando com o WordPress 2.5…

      Como sempre podem aparecer alguns bugs nessas atualizações, estou avisando para que vocês me comuniquem caso algo esteja errado.

    Ah, só para terminar o assunto “blog e companhia”, parece que, durante quase um mês depois que essa coisa aqui mudou de endereço, os spams me deixaram em paz… Agora, as “tentativas de ataque” começaram novamente.

    Felizmente, o Akismet dá conta de 99,9% da coisa. E eu, que antes não gostava das listas negras, agora costumo colocar nelas o IP que fez spam e esquecê-lo na “listinha”…

    Já tenho um total de 57 IPs bloqueados e, por incrível que pareça, estou me incomodando bem menos.

    Só que é como também disse em outro post que escrevi: a maior alegria de um blogueiro é receber um comentário. E é uma decepção de igual tamanho quando a gente abre para ver aquele comentário e descobre que é uma droga de um spam…

    Ainda mais quando o lixo está em outro idioma, o que significa que seu autor nem leu e nem vai ler teu post…

    Bom, mas vamos então ao assunto “viagem”:

    Como disse, fui para SP numa tentativa de dar um “passo grande” rumo ao sucesso da minha carreira musical. Aparentemente, meu objetivo foi cumprido ou, pelo menos, fiz o que estava ao meu alcance.

    Agora cabe aguardar as “coisas que não dependem de mim”… Vamos ver quando elas chegam.

    De qualquer forma, essa foi a primeira viagem que fiz absolutamente sozinho, sem ninguém me esperando do outro lado ou coisa parecida…

    Daí vocês conseguem imaginar um ceguinho maluco, em sua primeira viagem absolutamente sozinho e justamente para SP?

    Pois, por um lado, foi divertido… Por outro, eu estava, digamos assim, com um medo bem legal!

    Mas vamos começar pelo começo:

    Quando minha mãe foi me levar à rodoviária de Porto Alegre para pegar o ônibus, chegamos ao estacionamento em São Leopoldo e ela me perguntou:

    — Quer voltar?

    Pensei durante uns cinco segundos e respondi:

    — Não!

    Depois, chegamos à rodoviária e ainda faltava algum tempo para o ônibus chegar. Fomos fazer um lanche, e ela perguntou novamente:

    — Quer voltar?

    E eu, depois de uns cinco segundos:

    — Não!

    Beleza… Entrei no ônibus, me “instalei” por lá e ela saiu. Uns cinco minutos depois, voltou e disse:

    — Ah, esqueci de te entregar os cartõezinhos, para o caso de precisares deles por lá…

    E eu disse:

    — Ah, que bom que tu ainda está aqui…

    Mesmo sabendo que frases incompletas podem causar alguns problemas, quase terminei com:

    — Porque eu quero voltar!

    Mas me contive e fui.

    A viagem foi tranquila e, chegando lá, até que me atenderam rapidamente na rodoviária. Só tive de esperar uns vinte minutos…

    Depois, levaram-me até o metrô e, de lá, até o hotel. Beleza.

    O problema foi depois: como sempre, tomei uma ducha e pensei:

    — Agora descanso uns dez minutos e depois vou inventar alguma coisa para fazer…

    Que nada! Eu apaguei! Quando acordei, já passava das 14h.

    Pretendia almoçar com uma amiga minha que agora está morando em SP, mas, às 14h, por alguma razão, ela já não estava mais em casa…

    Fiquei tentando ligar para ela até umas 15h. Depois, saí e fui à casa de outra amiga que eu só conhecia pela internet e que agora tive o privilégio de conhecer pessoalmente.

    Quando saí de lá, já eram umas 22h. Cheguei ao hotel por volta das 23h30, estava com um pouco de fome e pensei:

    — Onde, quase à meia-noite, vou encontrar alguma coisa para comer aqui em SP?

    Daí, na maior “cara de pau”, liguei para a recepção do hotel e perguntei a partir de que horário eles serviam café.

    A resposta foi:

    — Vinte e quatro horas.

    E eu, claro, respondi:

    — Beleza! Então pode mandar uma pizza e um café com leite…

    Imaginem eu, passados vinte minutos da meia-noite, bem feliz, mandando ver numa pizza e num café com leite como se fosse hora do jantar…

    Eita liberdade! Imaginem se, em casa, vou fazer uma coisa dessas… Minha mãe, no mínimo, arranca minha cabeça.

    Mas, enfim, só consegui dormir às 3h e pouco da manhã.

    Nem sei direito que horas eram, mas devia ser umas 6h e pouco quando uma “coisa” ao meu lado começou a fazer barulho.

    Digamos que levei uns dez segundos para descobrir que aquela “coisa” era um telefone e mais uns cinco para entender que eu precisava atendê-lo, tirá-lo do gancho, falar etc. Sabem como é…

    Fiz isso, e a moça do hotel falou:

    — Fernando, é tua mãe no telefone, querendo falar contigo.

    E eu, no meu cérebro descerebrado de sono, pensei:

    — Mãe, telefone, telefone, mãe…

    — Ah! Tá certo, pode passar…

    Enfim, era minha mãe toda preocupada, avisando para eu não perder a hora e “não dormir até as 14h como fiz no outro dia”!

    Bom, mas nem pensar que eu levantaria às 6h e pouco da manhã. Afundei no travesseiro novamente e só acordei perto das 8h.

    Acabei saindo do hotel por volta das 9h30. Às 10h20, eu já estava lá, onde tive a oportunidade de, além de fazer o que precisava, conhecer duas pessoas maravilhosas.

    Inclusive, uma delas também foi lá, assim como eu, para “fazer barulho”… Um dia, gravo uma apresentação dela com meu supergravador e trago aqui para vocês ouvirem. Ela canta muito bem.

    Bom, mas, enfim, fiz o que precisava fazer e acabei voltando ao hotel por volta das 14h20.

    O problema é que, na hora, eu estava tão nervoso e depois me acalmei tão repentinamente que acabei “esquecendo completamente” o endereço do hotel.

    Além disso, ainda peguei um taxista meio de “ovo virado”, digamos assim, que, além de não deixar a gente nem se despedir direito, porque estava com muita pressa, ainda meio que brigou comigo por eu não lembrar o endereço do hotel.

    Enfim, ele foi a um ponto de táxi e perguntou onde ficava o hotel. Deram a ele o endereço errado — ou ele perguntou errado, sei lá —, e acabou me deixando num lugar que não tinha nada a ver. Mesmo assim, insistia que era lá, e eu dizia que não!

    Como ele estava mesmo meio “revortado”, acabei dizendo que podia ir embora e que eu me virava…

    E foi o que fiz: liguei para o hotel e perguntei o endereço. Depois, peguei outro táxi e fui.

    Ao chegar lá, dormi até as 19h. Depois, jantei e fiquei “não fazendo nada” por mais algum tempo.

    Poderia ter ido à rodoviária e comprado a passagem antes, mas fazer o quê? A preguiça levou a melhor.

    No outro dia, terça-feira, eu “revortei”: saí do hotel com mala e tudo, pronto para viajar.

    Cheguei à rodoviária e descobri que não conseguiria passagem com o passe livre para aquele dia. Daí, entre gastar com diária, alimentação etc. e pagar a passagem, escolhi a segunda opção, é claro. Pelo menos, já estaria a caminho…

    Ao meio-dia, peguei o ônibus.

    Houve uma parada perto das 16h, em Registro, onde fiz um lanche. Depois, entrei novamente no ônibus e fui dormir um pouco.

    E agora pergunto: quem de vocês, no bom dos sonhos, gostaria de ser acordado com um copo d’água na cabeça?

    Pois digo que passei por essa experiência interessante.

    Eram aproximadamente 19h quando a coisa aconteceu. Estava eu dormindo, no bom do sono, quando, repentinamente, uma coisa redonda e molhada me atingiu ao lado da orelha.

    Eu, é claro, levantei o cabeção na mesma hora e perguntei:

    — Que foi? Que foi?

    E o cara que estava atrás de mim falou:

    — Nada, desculpa. Pensei que fosse o meu banco…

    Como eu digo, “tem dessas”. A maioria das pessoas para quem contei isso disse que teria xingado muito!

    Na realidade, até deu vontade de xingar, mas a vontade que levou a melhor — e ainda bem — foi a de rir!

    Bom… Depois desse acontecimento memorável, digamos assim, não consegui mais dormir.

    E não foi por medo de acordar com outro copo d’água na cabeça, não. Foi porque, embora estivesse cansado, a vontade de chegar logo, de uma vez, era tão grande que nem me deixou dormir…

    Pouco depois da meia-noite, eu já estava com vontade de pular pela frente do ônibus e sair correndo para ver se chegava mais rápido!

    Éééé… Dezoito horas não são fáceis de aguentar, não…

    O pior foi que cheguei às 6h da manhã e ainda precisava ir de metrô até São Leopoldo. Ou seja: mais cinquenta minutos de viagem, além de pegar o carro com minha mãe e viajar outros vinte minutos.

    Para quem já não aguentava mais nenhum minuto, foi bem complicado…

    Mas, enfim, cheguei e aqui estou.

    Levei dois dias para aparecer nessa coisa aqui porque o cansaço acabou levando a melhor, assim como a preguiça de escrever tudo isso. Daí, sabem como é… A coisa complica.

    Mas agora, para a infelicidade da nação, estou de volta!

    Em breve, trarei algumas gravações novas minhas para a área de música dessa coisa aqui. Também quero conseguir algumas gravações da Bruna, a menina que conheci durante o teste que fui fazer…

    E vocês verão que ela canta muito bem.

    Mas, enfim, sobre esse teste, darei mais detalhes quando chegar a hora. Vocês terão de esperar…

    É que, digamos, já estou demasiadamente cansado de contar demais com as coisas e ver os resultados não serem condizentes com o esperado. Vamos esperar que eles venham primeiro…

    Como acho que já mencionei, parece que, dessa vez, eles virão. Mas, mesmo assim, prefiro esperar para contar depois!

    Bom, fico por aqui, por enquanto, e aguardo os comentários… Acho que ainda hoje volto com mais coisas.

    Fernando