Categoria: Textos interessantes

  • Música — Sua voz — Rosani Martins e Fernando Zamboni

    Tempo de leitura: < 1 minuto

    Oi turma!!!

    Tudo bem?

    Espero que sim, porque aqui… tudo também,aaa…

    Acharam mesmo que, depois de um post sério como Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que está acontecendo com Lito Sousa e o que são os misteriosos príons, eu não viria com alguma coisa mais light?

    É o que sempre faço nessa coisa aqui, e vocês já sabem,aaa…

    Hoje trago mais um poema de Rosani Martins que resolvi musicar.

    Sua voz fala de uma espécie de presença ausente: alguém que talvez não possa estar inteiramente conosco, mas cuja voz permanece como bálsamo, aconchego, abrigo e lembrança.

    Como diz a própria letra, é ter uma parte de alguém que não se pode ter por completo. E o coração, como se sabe, nunca foi grande respeitador dessas limitações administrativas,aaa…

    Espero que ouçam, curtam e gostem!!!

    Se o player não aparecer por aí, ouça Sua voz diretamente no YouTube.

    Letra — Sua voz

    SUA VOZ

    Sua voz! Bálsamo benigno, aconchego amigo.
    Sua voz! Remédio de minh’alma, a paz que me acalma.
    Sua voz! Abrigo de meus sentimentos, lembrança de doces momentos, não sai dos meus pensamentos.
    Sua voz! Você em meu coração, poema de minha canção, poder que me tira a razão…
    Sua voz! Amor maior que o meu, desejo que não esqueceu: VOCÊ, que não pode ser “meu”…

    A letra é de Rosani Martins, foi musicada por mim e recebeu arranjo criado com o Suno.ai.

    A obra está registrada no site Músicas Registradas, em nome de Rosani Martins e Fernando Zamboni.

    Espero que gostem!

    Abração e até amanhã, quando vamos trocar a poesia por teclas, cordas, martelos, pedais e alguns muitos quilos de madeira e ferro,aaa…

    Vamos falar de pianos!!!

    Fernando

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  • Pianos Digitais para Iniciantes – Confira nossas recomendações

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Se você está procurando um piano para iniciantes, um piano digital pode ser a melhor escolha. Bem como serem mais acessíveis do que um piano acústico, os pianos digitais têm muitas vantagens, como a capacidade de ajustar o volume e o timbre, gravar e reproduzir suas próprias performances, e ter recursos educacionais incorporados. Neste guia, apresentaremos os modelos CDP-S90, YDP-S34, AP-270 e PX-S7000 e ajudaremos você a escolher o piano digital perfeito para suas necessidades.

    Conheça os modelos: CDP-S90, YDP-S34, AP-270 e PX-S7000

    Antes de mais nada, vamos dar uma olhada nos quatro modelos de pianos digitais para iniciantes que estamos analisando:

    CDP-S90: este modelo da Casio é um piano digital portátil, com teclas sensíveis ao toque e 10 sons diferentes, incluindo piano acústico, piano elétrico e órgão. Ele também possui recursos de gravação e reprodução e um modo de treinamento integrado.

    YDP-S34: este modelo da Yamaha é um piano digital elegante, com teclas de madeira e ação de martelo graduada. Ele possui 10 sons diferentes, incluindo piano acústico, elétrico e cordas. Ele também tem um recurso de gravação e reprodução e conectividade Bluetooth para dispositivos móveis.

    AP-270: este modelo da Casio é um piano digital de console, com teclas de ação de martelo e som de piano acústico detalhado. Ele também possui 19 sons diferentes, incluindo cordas, órgão e guitarra. Ele tem recursos de gravação e reprodução e um modo de dueto para tocar em conjunto com um parceiro.

    PX-S7000: este modelo da Casio é um piano digital de alto desempenho, com teclas de madeira e marfim sintético e ação de martelo inteligente. Ele tem 18 sons diferentes, incluindo piano acústico, elétrico e cordas. A tem recursos de gravação e reprodução, além de conectividade Bluetooth e MIDI.

    Dentre esses modelos de pianos digitais para iniciantes, qual o melhor?

    Embora todos os quatro modelos sejam excelentes escolhas, há algumas considerações importantes a serem feitas ao escolher o melhor para iniciantes.

    Para quem está começando, pode ser mais vantajoso optar por um modelo mais simples, como o CDP-S90 da Casio, pois ele possui teclas com peso reduzido e uma variedade de sons diferentes para ajudar a explorar diferentes estilos musicais.

    No entanto, se o objetivo é desenvolver habilidades mais avançadas, o YDP-S34 da Yamaha pode ser a melhor opção. Ele possui teclas com peso completo e um mecanismo de som mais sofisticado, o que significa que é capaz de produzir um som mais realista e responsivo.

    O AP-270 da Casio é uma escolha intermediária, com um teclado de ação de martelo triplo, que pode oferecer uma experiência mais autêntica. Além disso, ele tem um número maior de sons e funções, como a opção de tocar junto com músicas gravadas.

    Por fim, o PX-S7000 da Casio é o modelo mais avançado de todos, com teclas de madeira e marfim sintético, além de recursos de conectividade Bluetooth e MIDI. Embora possa ser a escolha mais cara, pode ser a melhor para quem deseja investir em um instrumento de alta qualidade que possa acompanhar o progresso e as habilidades musicais ao longo do tempo.

    Definitivamente, a escolha do piano digital ideal para iniciantes dependerá das preferências individuais e dos objetivos musicais. Cada modelo tem suas próprias vantagens e desvantagens, e é importante considerar cuidadosamente cada uma antes de tomar uma decisão final

    Saiba mais no site da Tecla Center

  • Tonga da Mironga do Cabuletê: O que será que vem a significar isso de fato?

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Oi, turma!

    Revisitando meus textos antigos, encontrei esse. Eu estava com minha ex-namorada — e hoje uma grande amiga — ouvindo a Rádio Studio-RS quando essa música tocou. Claro que rimos um pouco, afinal, já conhecíamos a música. Mas aquela coisa ficou na cabeça: “dormimos com ela” e, no dia seguinte, resolvemos pesquisar para descobrir onde ficava esse tal “lugar”…

    E… “achamos”. Ou melhor, sei lá. Decidam vocês, lendo o texto que reproduzo abaixo, com um anexo do ChatGPT no final:


    Como prometemos ontem, eu e o Fernando decidimos explicar ou, pelo menos, tentar explicar o que vem a ser “A Tonga da Mironga do Cabuletê”.

    Como a explicação é realmente muito complexa e, ao que parece, tinha mais a intenção de confundir do que esclarecer, vamos dar uma ideia do que pode ter sido a intenção de duas “feras” da música brasileira que, em 1970, fizeram essa canção.

    “A Tonga da Mironga do Cabuletê” é uma canção composta pelo poeta Vinicius de Moraes e pelo músico Toquinho. Na letra, os autores afirmam, sem que isso seja comprovado, que a expressão seria uma espécie de xingamento em língua nagô. “Tonga”, segundo o Dicionário Aurélio, pode ser uma palavra angolana para terra a ser lavrada ou lavoura. É também um santomensismo depreciativo usado para designar descendentes de portugueses ou serviçais nascidos nas ilhas. “Mironga”, no candomblé e na macumba, significa feitiço, sortilégio ou bruxedo. “Cabuletê”, no mesmo léxico, significa indivíduo reles, desprezível ou vagabundo. Considerando esses vocábulos, a expressão poderia significar algo como: “A filha do feiticeiro feita pelo vagabundo”.

    Apesar de toda essa significação estrangeira, a expressão serve-se de vocábulos presentes na língua brasileira. Na verdade, ela foi uma provocação, em tom de brincadeira, aos censores da ditadura militar, que costumavam procurar, nas entrelinhas das letras, frases de protesto contra o regime vigente. “Tonga da Mironga do Cabuletê” não significa absolutamente nada. Como diria o criativo e bem-humorado apresentador Chacrinha, Toquinho e Vinicius não vieram para explicar, e sim para confundir. E, ao que parece, conseguiram.

    Parabéns a eles. Afinal, driblar a censura durante a ditadura, sobretudo no contexto em que a música foi composta, não era nada fácil. Para se ter uma ideia, os anos de Médici no poder passaram para a história como os chamados “anos de chumbo”. E foi justamente nesse contexto que a canção foi feita. Diante disso, não precisamos dizer mais nada, não acham?

    De qualquer forma, a música foi um dos maiores sucessos da dupla. Também foi gravada pelo cantor Monsueto e, naqueles anos, tornou-se uma expressão de uso bastante popular, à qual não se atribuía nenhum significado particular. Entretanto, constitui-se numa expressão sem sentido, mas com sentido poético dado pelo poema musicado — anônimo.

    Dizem os versos: “Você que ouve e não fala, você que olha e não vê, eu vou lhe dar uma pala, você vai ter que aprender a Tonga da Mironga do Cabuletê”. Em outra parte, a canção diz que o ouvinte deve viver “na Tonga da Mironga do Cabuletê”. E, para encerrar, acaba mandando-o para “a Tonga da Mironga do Cabuletê”. Sabe-se lá para onde eles realmente queriam mandar aqueles que não se levantavam contra o regime militar. E, o que é pior, não deve ser muito fácil buscar essa explicação com o próprio Toquinho, já que Vinicius foi para o “andar de cima”.

    De acordo com nossa pesquisa, Toquinho teria ouvido a expressão pela primeira vez quando estava na casa de Vinicius de Moraes, na Bahia. A então esposa do “Poetinha”, a baiana Gessy Gesse, havia chegado do Mercado Modelo, onde teria ouvido a expressão pela primeira vez.

    Em 2004, a cantora Daniela Mercury regravou a música em seu sétimo álbum de estúdio, Carnaval Eletrônico. Com isso, podemos ter, pelo menos, uma certeza: a música foi um grande sucesso, caiu na boca do povo que, mesmo sem entender, vivia cantando, e jamais foi esquecida. Tanto que uma cantora de outra geração, como Daniela Mercury, decidiu visitar o repertório de Toquinho e Vinicius e trouxe para as novas gerações essa irreverente canção, que usa e abusa da criatividade para protestar contra o regime ditatorial no Brasil.

    Então, quando você se sentir irritado com alguém ou com alguma situação, não pense duas vezes: mande logo para “a Tonga da Mironga do Cabuletê” e, de preferência, nem se preocupe com o real sentido da expressão. O importante mesmo é desabafar. E, com certeza, foi isso que os compositores fizeram.

    Fernando Zamboni e Rosani Martins

    18 de abril de 2010


    Uma atualização interessante: quando decidi “rever” esse texto para republicá-lo, lembrei-me de perguntar ao ChatGPT 3.5 o que ele tinha a me dizer sobre isso. As respostas foram as seguintes — um pouquinho diferentes das que encontramos em 2010, quando o texto foi escrito.

    Era o GPT-3.5; portanto, deem um desconto ao coitado,aaa…

    Fernando: Você pode me explicar de novo o que significa, ou poderia significar, o termo “Tonga da Mironga do Cabuletê”?

    ChatGPT 3.5:

    “Tonga da Mironga do Cabuletê” é uma expressão que foi popularizada por Vinicius de Moraes em uma de suas canções. O termo “tonga” pode ser uma referência a um tipo de embarcação, mas no contexto da canção, a expressão parece ter um sentido figurado, possivelmente relacionado a algo que é confuso, sem sentido ou misterioso. “Mironga” é um termo da cultura afro-brasileira que pode se referir a um objeto mágico ou ritualístico, ou simplesmente algo que é difícil de entender ou explicar. Já “Cabuletê” é um termo que pode estar relacionado a uma dança de roda ou a um local onde essa dança era praticada. Em conjunto, a expressão “Tonga da Mironga do Cabuletê” pode sugerir algo misterioso, mágico ou difícil de entender, com uma conotação musical e cultural afro-brasileira.

    Fernando: A frase em si poderia ser traduzida de alguma forma?

    ChatGPT 3.5:

    A expressão “Tonga da Mironga do Cabuletê” é uma construção poética e não tem uma tradução direta em outro idioma. Como mencionado anteriormente, a expressão tem um significado figurado e evoca elementos da cultura afro-brasileira e da música popular brasileira. Uma tradução possível seria uma interpretação livre que capturasse o sentido misterioso e poético da expressão em português, mas seria difícil preservar todas as nuances culturais e musicais presentes na expressão original.

    Fernando: Tente traduzir e vamos ver que frase se forma.

    ChatGPT 3.5:

    Entendo, no entanto, como se trata de uma construção poética, a tradução literal não seria adequada para capturar o verdadeiro significado da expressão. De qualquer forma, uma possível tradução livre para a expressão “Tonga da Mironga do Cabuletê” seria algo como “O mistério do encantamento do Cabuletê”, embora essa tradução não capture totalmente todas as nuances culturais e musicais presentes na expressão original em português.

    Fernando: E que raio significa “Cabuletê”?

    ChatGPT 3.5:

    A palavra “Cabuletê” é de origem incerta e não tem uma definição precisa. É um termo que aparece em algumas expressões e manifestações culturais afro-brasileiras, como a capoeira e a música popular, e pode estar relacionado a uma dança de roda ou a um local onde essa dança era praticada. Em todo caso, a palavra “Cabuletê” é um termo específico da cultura afro-brasileira e não é de uso comum na língua portuguesa em geral. Na canção “Tonga da Mironga do Cabuletê”, de Vinicius de Moraes, o termo parece ser utilizado para evocar um ambiente misterioso e encantado, mas a sua tradução exata ou significado preciso permanecem um tanto desconhecidos.

    Bom, de qualquer forma, foi pela vontade de voltar a alimentar a seção de humor dessa coisa aqui que resolvi publicar o texto novamente. Espero que tenham gostado da “versão nova”, até porque a antiga estava no blog da Rosani, que não existe mais. E não tem como republicar um conteúdo sem “revisitá-lo” primeiro e, claro, dar uma atualizadinha…


    Upgrade de 13 de agosto de 2026

    Hoje, dia 13 de agosto de 2026, fizemos um novo upgrade nesse post. Então resolvi perguntar ao GPT-5.6 Sol, em modo Work, o que ele diria sobre o assunto. Para não aumentar demais o tamanho dessa Tonga, pedi uma resposta curta:

    GPT-5.6 Sol:

    Hoje eu seria mais cauteloso do que meu antepassado digital. A expressão foi apresentada por Vinicius de Moraes e Toquinho como um xingamento em nagô e usada na canção como uma provocação à ditadura, permitindo mandar os censores para um lugar pouco recomendável sem que eles percebessem. O relato mais conhecido, associado a Gessy Gesse, atribui à frase um significado obsceno — algo como “o pelo do ânus da mãe”. A análise separada de “tonga”, “mironga” e “cabuletê” produz outros sentidos, mas não oferece uma tradução indiscutível para a expressão completa. Portanto, não: o mais provável é que Cabuletê não fosse uma dança de roda nem um reino encantado. Aquilo foi o GPT-3.5 visitando a Tonga sem GPS,aaa.

    Abração e até o próximo post!

    Fernando

  • Sem idade para crime

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Olá, caros leitores!

    Hoje trago mais um texto de Pedro Cardoso da Costa. Por estar completamente de acordo com minha forma de pensar e por o tema estar em voga, escolhi-o como a primeira publicação do meu “retorno” ao blog, antes mesmo de explicar os motivos da minha ausência, que não considero tão relevantes.

    Acrescento, àqueles que não defendem a alteração da maioridade penal, que procurem entrevistar ou mesmo conviver um pouco com as famílias das vítimas. Isso valerá mais do que qualquer argumento do lado oposto.

    Vamos ao texto:

    Sem idade para crime


    Quem assiste às sessões da Câmara dos Deputados tem todo direito de não acreditar na evolução deste país. É de doer perceber o despreparo de quase todos os representantes do povo para enfrentar determinadas matérias com serenidade e domínio. Está sendo assim com a diminuição da maioridade penal.

    Na sociedade dois blocos se formaram; os favoráveis e os contrários. No Congresso são vários grupos, a maioria varia entre os quase contra e os quase a favor. É o muro funcionando.

    Quem é a favor, basta apresentar o número de atrocidades praticadas por menores e a correlação com penas brandas, com no máximo três anos de internação, quase nunca cumpridos integralmente.

    Os contrários têm uma vasta relação de justificativas, que podem ser incluídas no velho e batido clichê de que “quem quer resolver sempre arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa”.

    Alegam, principalmente, que os menores vão para cadeias que são verdadeiras escolas do crime. Dentre estes, está o ministro da Justiça. Numa sociedade mais reativa, esse ministro não ficaria no cargo com um argumento desses.

    Bastaria indagar-lhe de quem é a responsabilidade pela construção, pelos “alunos e professores” e funcionamento geral dessas escolas.

    Uma prisão digna, com funcionamento adequado é pura e exclusivamente atribuição dos governos. As penitenciárias deveriam se limitar a manter as pessoas reclusas, sem permitir abusos, maus-tratos; onde prevaleça a ordem, que tenham projetos de inclusão social, assistência psicológica e, além de tudo, de segurança para todos. E se de lá saem piores não é pela vontade nem participação da sociedade, a principal prejudicada dessa história.

    Quem faz essa defesa, é como se fizesse uma birra com a população. Ou escolhe ficar com um bandido que “só” mate alguns enquanto menor, ou um matador em série após a prisão.

    A maioria dos argumentos é desfocada dos verdadeiros responsáveis e causas. Numa discriminação típica de quem tem o preconceito intrínseco, responsabiliza o meio social como o fator determinante de crimes como estupro, sequestro e outros. Essa não é só banal, é uma injusta discriminação social. Todo mundo sabe que a bandidagem mais perniciosa a todos não está nas “comunidades”.

    Ainda que fosse isso, as medidas preventivas devem ser implementadas para evitar os crimes. Parece óbvio. Após os crimes, a discussão é se os autores devem ou não ser punidos.

    Ainda que distorcido todo o debate, a Câmara dos Deputados aprovou a punição “como adultos” para maiores de 16 anos que cometam crimes hediondos e – olha isso! – assassinatos dolosos. Assassinato doloso não é hediondo? E deixaram como antes a permissão, por exemplo, para continuarem traficando. Parece deliberado para não prejudicar o ramo de atividade criminosa que, segundo eles mesmos e todos os especialistas, mais se utilizam de menores como porta de entrada para os demais crimes.

    Esse Congresso é ou não é de doer?

    Quem comete crime não deve ser punido “como adulto”; deve ser punido “como criminoso”.

    Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP


    E então? Aguardamos vocês nos comentários, inclusive aqueles que são contra, pois nossa moderação costuma ser imparcial. Apenas não toleramos ofensas pessoais nem palavras de baixo calão. Portanto, vamos discutir!

    Cumprimentos a todos!

  • Primavera Brasileira

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Olá, caros leitores!

    Recebi ontem também esse texto de Pedro Cardoso da Costa, que aborda muitas questões interessantes sobre os movimentos que estão acontecendo. Como sempre, resolvi divulgá-lo aqui para vocês, meus leitores.

    De minha parte, pouco tenho a dizer além do muito que já falei no post anterior sobre a saúde brasileira. A única questão que coloco — e que sempre gosto de deixar clara — é a seguinte: nós, brasileiros, podemos mudar o país e devemos continuar fazendo isso até conseguirmos as melhorias que estamos reivindicando.

    Contudo, vandalismo não é protesto, muito menos solução. Além de não resolver nada, gera prejuízos milionários e consequências negativas a curto e médio prazos: detenções que precisam ser realizadas, consertos e os respectivos gastos, que acabam agravando a situação, sobretudo quando se trata de danos ao patrimônio público ou privado.

    Leiam abaixo:


    Primavera Brasileira

    O movimento por um país mais administrativamente decente recebe crítica por sua principal virtude, o fato de não ter um dono. Ele não se originou de partidos, nem ONGs, nem grupos religiosos nem de radicais. Seus fundadores são estudantes, para não dizer do povo, de todos os brasileiros insatisfeitos. Se seguissem alguma instituição seriam tachados de alienados, quando não seguem são chamados de perdidos, sem foco e sem ideal. Os críticos não conseguem entender que a importância está no fato de a participação ser justa, seja iniciado espontaneamente ou por alguma organização.

    Outra parte grandiosa critica o fato de os insurgentes não andarem de ônibus. Mesmo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo entrou na onda ao sugerir que esses deveriam pleitear passagem gratuita de avião. Por essa ótica eu nunca deveriam ter me manifestado contra a violência doméstica, especialmente o espancamento de mulheres pelos companheiros, já que eu nunca agredi minha esposa.

    Antes da manifestação histórica do último dia 17 de junho, grande mídia chamava genericamente a todo o movimento de baderneiro, além da veemência dela e das autoridades na defesa da truculência policial, como condição inevitável. Sempre era a polícia quem reagia. Não levavam em conta a possibilidade de infiltração por quem tem interesse em desmoralizar e tirar a legitimidade do movimento.

    Depois do ocorrido a miopia acabou e reconheceram que os baderneiros são uma minoria. Além disso, ninguém, absolutamente ninguém, disse que a responsabilidade de prendê-los é da polícia. E aí cabe reconhecer que não é fácil no meio daquela multidão e também tem que ter o apoio claro das lideranças, dos manifestantes de bem, inclusive com força suficiente para reprimirem os baderneiros, é necessário repetir que eles devem ser responsabilizados civil e penalmente pelos seus atos, uma redundância, mas que serve como reforço.

    De forma nenhuma se justifica quebra-quebra. Mas só não é compreensível que uma agência bancária quebrada pelos oportunistas repercuta muito mais do que as centenas que voam aos ares todos os dias pelas dinamites da bandidagem. E, por maiores que sejam os prejuízos, é uma gota d’água no oceano da corrupção que, de tão arraigada na nossa cultura, as pessoas defendem a diminuição e não em acabar.

    Nesse afã de criticar, a maioria se esquece de que o nome correto é criminoso para quem quebra ou danifica bens alheios, sejam públicos ou particulares, ou agride outras pessoas.

    Outra crítica dissimulada é diminuir a importância do aumento da passagem. É caro qualquer valor cobrado por serviços de qualidade idêntica à dos transportes públicos no Brasil. Quem utiliza trem, metrô ou ônibus em horário de pico sabe que é indecente e desumano. Ainda que fosse gratuito teria que melhorar, pois como está ofende a dignidade da pessoa humana.

    Todos já sabiam que qualquer fato poderia ser a gota d’água. Foram os 20 centavos. O movimento cresceu de centenas para milhares numa semana. É preciso definir uma data nacional de manifestações simultâneas em todas as capitais e grandes cidades. Daqui por diante, assim como nas greves, seria importante manter em estado de manifestação, até que se inicie um processo de melhorias nos serviços públicos e privados.

    Ferrenhos analistas dizem que as autoridades não sabem como responder aos pleitos por não ter um foco. Em nenhuma hipótese essa ausência de metas é da responsabilidade dos manifestantes. Já que os governos não sabem, aqui vai uma sugestão: bastaria melhorar acima de mil por cento a qualidade do ensino público básico, a saúde, a segurança, os transportes coletivos, as estradas, o saneamento básico, a limpeza dos rios, o acesso à cultura. Só isso. O verdadeiro motivo de tamanha oposição é não saber conviver com reivindicações e isso é bem mais grave do que os baderneiros.

    Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

    Bacharel em direito


    Cumprimentos e aguardo vocês nos comentários…

    Fernando