Categoria: Divulgações

  • Correio Acessível: e-mail, CartaVox e algumas invenções para facilitar a vida

    Tempo de leitura: 5 minutos

    Olá, leitores dessa coisa aqui!

    Hoje vamos falar de e-mail. Sim, aquele lugar onde chegam as mensagens importantes, as conversas das listas, os boletos e as ofertas que aparentemente nunca ficam sem assunto, aaa.

    Estou apresentando o Correio Acessível, um cliente de e-mail para Windows que fomos construindo com atenção ao uso pelo teclado, aos leitores de telas e à vida de quem já tem suas cartas organizadas no CartaVox. A versão desta apresentação é a 2.8.1.

    A ideia foi juntar uma forma direta de ler e escrever mensagens com recursos atuais, sem obrigar quem usa o CartaVox a abandonar seu arquivo de cartas ou refazer toda a configuração. E, como costuma acontecer por aqui, o que começou pequeno foi ganhando mais algumas coisinhas pelo caminho. Algumas dezenas de coisinhas, talvez, aaa.

    De onde veio e como foi feito

    O CartaVox é uma referência de uso: aquela praticidade de trabalhar com as cartas pelo teclado e manter os arquivos por perto. O Correio Acessível foi escrito em C#, com .NET 10 e Windows Forms, e usa as bibliotecas MailKit e MimeKit para os protocolos de e-mail e os formatos das mensagens.

    A experiência de uso do CartaVox e a compatibilidade com o material que já temos orientam essa aproximação. A fala nativa e o corretor também seguem soluções que já vínhamos trabalhando no Diário Acessível.

    Compatibilidade com o CartaVox

    Essa parte mereceu bastante atenção. Quem tem anos de cartas guardadas não está muito interessado em ouvir: “Agora é só começar tudo de novo”. Nem eu, aaa.

    O Correio lê arquivos antigos do CartaVox, inclusive .car e .env, além de mensagens EML. Também tem um assistente para importar contas, com seleção das contas desejadas e aproveitamento das configurações disponíveis.

    As regras do CartaVox também entram nessa conversa. Elas podem ser importadas para organizar mensagens locais e aproveitadas nas contas IMAP, com opções para a conta atual ou para todas as contas. A importação evita repetir regras já importadas e informa os problemas encontrados, incluindo as contas das quais não conseguiu obter regras.

    É uma maneira de aproveitar o que já estava organizado, em vez de pedir que cada usuário reconstrua suas contas e suas regras na unha.

    Leitores de telas e fala nativa

    O programa foi pensado para trabalhar com NVDA, JAWS e Narrator, usando controles do Windows e navegação pelo teclado. A lista de mensagens apresenta informações como remetente, assunto, data e estado de leitura, e a navegação pelas setas usa os cabeçalhos já carregados, deixando a abertura da mensagem para quando ela for solicitada.

    Há também fala nativa, usando as vozes instaladas no Windows. Ao iniciar, se o Correio detectar um leitor de telas, deixa sua própria fala desligada. Quem quiser pode ligar ou desligar essa fala com F2, inclusive depois de abrir o programa.

    A intenção é evitar o coral involuntário: NVDA falando de um lado, fala nativa do outro, e a gente tentando descobrir qual dos dois leu o assunto, aaa. A fala própria também atende menus, controles e caixas de diálogo; nelas, Insert+B permite pedir a leitura.

    Escrita, HTML e corretor que apita

    Na criação de uma mensagem, você pode escolher texto puro ou HTML. Há recursos para anexos, links, imagens incorporadas, rascunhos e salvamento em arquivo. As assinaturas são configuradas por conta e, em mensagens HTML, os endereços de sites da assinatura podem virar links clicáveis.

    O corretor ortográfico usa o suporte de idioma do Windows. Quando você termina uma palavra que ele considera incorreta, um apito avisa. Com o cursor nessa palavra, Shift+F10 abre as possibilidades de correção, além das opções para ignorar ou acrescentar ao dicionário.

    Ou seja: ele dá o toque, mas a decisão continua com quem está escrevendo. Nomes, apelidos e palavras que o dicionário ainda não conhece não precisam virar uma discussão a cada e-mail, aaa.

    Também dá para procurar contatos diretamente nos campos Para, Cc e Cco, digitando um asterisco seguido de parte do nome, como *fernando. E, ao responder, o foco vai para o texto da resposta; responder a todos também apresenta os destinatários em Cc.

    Regras, pastas e pesquisa

    Você pode selecionar uma mensagem e criar uma regra baseada no remetente ou no assunto, escolhendo mover para uma pasta ou excluir. O destino aparece em uma árvore de pastas, e é possível criar uma pasta ali mesmo e já deixá-la selecionada para a regra.

    Ao mandar aplicar as regras, entram tanto mensagens lidas quanto não lidas. Isso permite ler as cartas primeiro e depois mandar cada uma para sua pasta. As regras atendem mensagens locais e contas IMAP.

    As pastas têm opções para renomear, excluir preservando o conteúdo na pasta principal, excluir pasta e conteúdo com dupla confirmação e marcar mensagens das subpastas como lidas. Também é possível salvar uma pasta IMAP inteira localmente.

    Para localizar cartas, há pesquisa e organização por data ou nome. O programa usa um índice em SQLite para os cabeçalhos, com opções de atualização quando estiver ocioso e carregamento do índice em memória. Quem guarda uma correspondência de muitos anos sabe como faz diferença encontrar uma mensagem sem passear por todas as pastas!

    Contas e recebimento em segundo plano

    O Correio trabalha com POP3, IMAP e SMTP e permite escolher a preferência de recebimento por conta. A conexão depende dos protocolos e dos métodos de autenticação que cada provedor permite.

    Ele pode ficar na bandeja do sistema, monitorando as contas, emitindo um som e usando as notificações do Windows para avisar sobre novas mensagens. O recebimento automático acontece em segundo plano, sem colocar uma janela na frente enquanto você escreve.

    Também há resposta automática por conta, com texto próprio, opção de incluir a assinatura e exclusões de endereços ou domínios. Isso ajuda a evitar que uma resposta de ausência saia conversando com todas as listas de discussão de que você participa, aaa.

    Configurações e troca de computador

    Há um assistente para exportar e importar configurações, incluindo contas, regras e o banco de índice, além de opções para uso portátil. A ideia é facilitar a vida de quem alterna entre o computador e o notebook.

    A exportação não inclui senhas. Ao importar em uma máquina que já tem as contas configuradas, o Correio preserva as senhas locais compatíveis e solicita apenas as que faltarem. Alterar a preferência entre POP e IMAP, por exemplo, não deveria obrigar você a digitar novamente uma senha que já está salva e continua válida para aquela conta.

    As pastas de mensagens que ficam fora dos dados do programa precisam ser levadas separadamente. Exportar configurações não transforma automaticamente um arquivo externo de cartas em bagagem de mão, aaa.

    Atualizações com as novidades à vista

    No menu Ajuda existe a opção de procurar atualizações, e a verificação automática pode ser habilitada nas configurações.

    Quando uma nova versão é encontrada, você pode ler as novidades antes de decidir se quer atualizar agora ou deixar para depois. Assim, dá para saber se a atualização traz uma correção que interessa a você ou algum recurso que estava esperando.

    Escolhendo atualizar, o assistente baixa o instalador, instala a versão nova e abre o Correio novamente. As novidades vêm no histórico de alterações, o nosso changelog, organizado das versões mais recentes para as mais antigas.

    Alguns atalhos para começar

    Na janela principal, estes são alguns dos atalhos já configurados:

    • F5: enviar e receber de todas as contas.
    • Ctrl+F5: enviar e receber da conta selecionada.
    • F6: receber de todas as contas.
    • Ctrl+F6: receber da conta selecionada.
    • Ctrl+Shift+A: aplicar as regras à entrada da conta selecionada.
    • Ctrl+P: abrir as configurações.
    • F2: ligar ou desligar a fala nativa.

    Ao escrever, Alt+S envia a mensagem e Esc fecha sem enviar. Shift+F10 abre os menus de contexto e, na palavra indicada pelo corretor, suas sugestões. A ajuda inclui um guia de atalhos, e as configurações permitem alterar combinações e atribuir teclas a outras funções.

    Download e conversa final

    Para baixar, use o instalador do Correio Acessível para Windows.

    Fica o convite para experimentar, principalmente para quem usa o CartaVox e quer aproveitar suas cartas, contas e regras em um cliente com esses recursos adicionais.

    O programa foi crescendo com os testes e as sugestões de uso. Então, se encontrar um revertério, conte o que fez e o que aconteceu: esses detalhes ajudam muito mais do que um “deu ruim”, embora às vezes essa seja a descrição mais honesta da situação, aaa.

    Por hoje é isso. Que venham as mensagens importantes, que as regras cuidem das pastas e que o corretor apite só quando tiver motivo!

    Abraços!
    Fernando

  • Programando para o DOSVOX: Delphi, Free Pascal e projeto final: Aventuravox

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Ooi turma, leitores dessa coisa aqui!!!

    Hoje, terça, como sempre, tem apostila nova! E desta vez a conversa é sobre programação, Pascal, Delphi, Free Pascal e um sistema que já atravessou mais de três décadas fazendo computador falar: o DOSVOX.

    O sistema começou a ser desenvolvido em 1993. De lá para cá, o Windows mudou, os computadores ficaram milhares de vezes mais rápidos, os disquetes desapareceram e até o telefone resolveu virar computador. O nosso bom e velho DOSVOX, porém, continua por aqui — e não deve morrer!

    Neste texto:

    De onde surgiu a ideia

    O ponto de partida foi uma apostila escrita por Bruna de Lima Costa, com explicações sobre as rotinas utilizadas para criar programas para o DOSVOX.

    Era um material importante porque mostrava justamente a parte que costuma causar mais dúvidas: como fazer um programa em Pascal ou Delphi conversar com o DOSVOX, usar sua síntese de voz, receber teclas e seguir o estilo de funcionamento que seus usuários já conhecem.

    A ideia, então, foi conservar os créditos da autora e ampliar o conteúdo, transformando aquele material em um guia mais completo. A nova apostila parte da lógica de programação, passa por Pascal, Delphi, Object Pascal, Free Pascal e Lazarus, até finalmente chegar às rotinas específicas do DOSVOX.

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    O problema da falta de programadores

    Tem bastante gente que usa o DOSVOX. Também tem muita gente que conhece Pascal. O grupo de pessoas que conhece as duas coisas e ainda sabe quais rotinas chamar para o programa falar, ler o teclado e funcionar dentro do ambiente DOSVOX já é bem menor,aaa.

    O próprio site do projeto possui documentação para programadores, mas boa parte desse conhecimento acabou ficando espalhada entre apostilas antigas, códigos-fonte e programadores que trabalham com o sistema há muitos anos.

    Por isso, a proposta desta apostila não é apenas ensinar uma linguagem. É criar uma ponte para que novos programadores possam entender o estilo do DOSVOX, estudar programas existentes e, quem sabe, criar novos utilitários, jogos e ferramentas acessíveis.

    Afinal, programa também envelhece. E, quando ninguém mais sabe mexer nele, qualquer pequeno erro começa a parecer uma assombração saída de um computador de 2001,aaa.

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    O que há na apostila

    A apostila começa contando um pouco da história do Pascal e do Delphi e apresenta essas ferramentas nos dias atuais. Depois, traz um curso de lógica de programação, começando pelo tradicional “Olá, mundo!” e avançando por condições, repetições, vetores, matrizes, funções, procedimentos, arquivos, unidades e outros recursos.

    Também há capítulos sobre Object Pascal, Delphi, Free Pascal e Lazarus, além de orientações para compilar programas usando diferentes ambientes.

    Na parte dedicada ao DOSVOX entram as rotinas de voz, leitura do teclado, menus, arquivos de configuração, sons, mensagens, organização dos programas e vários exemplos comentados.

    A intenção não é que a pessoa apenas leia e guarde a apostila numa pasta esquecida. É para abrir o compilador, errar alguns pontos e vírgulas, ouvir o compilador reclamar e começar a criar,aaa.

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    O projeto final Aventuravox

    Para reunir os conhecimentos apresentados, a apostila termina com o projeto Aventuravox, uma pequena aventura textual criada especialmente para o material.

    As mensagens da história são faladas pela síntese de voz, enquanto arquivos WAV podem ser usados para representar portas, passos, mecanismos e outras ocorrências do jogo.

    Além de servir como diversão, o projeto mostra na prática como criar menus navegáveis pelo teclado, controlar o andamento de uma história, salvar o ponto em que o jogador parou, ler configurações do DOSVOX e organizar os sons externos.

    E, claro, ele foi pensado como exemplo didático, sem tentar copiar o Colossal, o Piratvox, a Fuga de San Quentin ou qualquer outro clássico da jogatina falante.

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    Links para download

    Preparei duas formas de baixar o material:

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    Fontes e páginas relacionadas

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    Espero que este material ajude quem deseja dar os primeiros passos na programação e também quem já programa, mas nunca se aventurou pelas rotinas do DOSVOX.

    Se a apostila conseguir incentivar pelo menos mais uma pessoa a criar um programa novo para o sistema, o trabalho já terá valido a pena. O DOSVOX tem história, tem usuários e ainda pode ganhar muita coisa nova. Para isso, precisa continuar tendo gente disposta a estudar, programar e manter essa máquina falando!

    Um abraço, turma, e até a próxima nessa coisa aqui!!!

    Fernando

  • Mais um upgrade no diário acessível para Windows!

    Tempo de leitura: 3 minutos

    Olá, amigos e leitores dessa coisa aqui!

    Tudo bem? Espero que sim!

    O Diário Acessível para Windows chegou à versão 2.0.13. E a novidade que mais me anima é que agora ele tem voz própria: um mini leitor de telas integrado, independente do NVDA, do JAWS e do Narrador. Não é só uma voz dizendo que o programa abriu: ele acompanha controles, textos e várias das operações que fazemos dentro do Diário. Sim, o Diário resolveu conversar, aaa!

    Esta atualização é somente para o programa de Windows. O complemento Diário para NVDA não recebeu esta versão. O mini leitor também não fala em outros programas nem substitui um leitor de telas para usar o Windows inteiro: ele funciona dentro do Diário Acessível e nas janelas de arquivos abertas por ele.

    Navegação rápida

    O que mudou na versão 2.0.13

    A grande novidade das atualizações recentes é o mini leitor de telas integrado. Ele permite usar o Diário com as vozes do Windows quando nenhum NVDA, JAWS ou Narrador está ativo. Se você abrir um desses leitores, a fala do Diário fica em silêncio para não haver duas vozes disputando a mesma conversa.

    Na 2.0.13, também corrigi um detalhe importante: ao abrir as sugestões de correção ortográfica nos campos Título e Texto, o mini leitor anuncia as opções conforme você as percorre com as setas ou com o mouse. O menu pode ser aberto com Shift+F10, a tecla Aplicações, Alt+F10 ou um clique com o botão direito sobre a palavra.

    As atualizações recentes ainda melhoraram a fala dos botões e mensagens nas importações e exportações, inclusive a confirmação para substituir um arquivo, e a leitura do campo “Nome do arquivo” nas janelas de seleção.

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    Como ligar e desligar o mini leitor

    Sem outro leitor de telas ativo, pressione F2 para ligar o mini leitor. Pressione F2 novamente para desligá-lo. Na janela principal há também um botão, antes de Configurações, cujo nome acompanha o estado da voz: “Ligar leitor de telas integrado” ou “Desligar leitor de telas integrado”.

    Na primeira abertura de um perfil novo, a voz começa desligada e, se não houver outro leitor de telas ativo, o Diário dá uma breve orientação falada sobre o F2. Se você já usava o programa, suas preferências salvas continuam valendo. Em Configurações > Voz, é possível escolher a voz do Windows, ajustar velocidade e tonalidade e usar o botão para testá-la.

    Com NVDA, JAWS ou Narrador ativo, quem faz a leitura é o leitor que você já utiliza. Nesse caso, na janela principal, F2 continua sendo o atalho para editar a entrada; Ctrl+E também edita.

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    O que ele consegue ler

    O mini leitor acompanha o foco nos botões e campos, informa a entrada escolhida e sua posição na lista, fala o que é digitado e dá retorno ao apagar com Backspace ou Delete. Em caixas de texto, as setas leem letras e linhas; Ctrl+seta percorre palavras; Insert+seta para baixo lê o texto inteiro.

    Também há fala nas janelas de importação e exportação do diário e do dicionário, nas confirmações, nas opções do corretor ortográfico e no campo “Nome do arquivo”. Ao digitar uma senha, o Diário dá somente um retorno mascarado, sem pronunciar os caracteres secretos.

    É um mini leitor independente e realmente funcional dentro do programa. Para navegar no resto do Windows, o seu leitor de telas habitual continua sendo o companheiro de viagem.

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    Ajuda rápida com F1

    Esqueceu um comando? Pressione F1 para abrir a ajuda rápida do Diário. Ela resume o F2, os atalhos das entradas e os comandos de leitura das caixas de texto. Também pode ser aberta enquanto você está nos formulários do programa.

    O manual completo acompanha tanto a versão portátil quanto a instalável, caso você queira ir além dessa ajudinha de bolso.

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    Baixar o Diário Acessível 2.0.13 para Windows

    O programa é para Windows 64 bits e funciona sem instalar NVDA ou Python. Antes de atualizar, vale fazer uma cópia de segurança do cofre. O formato das entradas continua compatível com o complemento Diário para NVDA; o complemento, porém, não foi atualizado neste lançamento.

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    Agora me contem: o Diário já falou com vocês ou ainda está esperando aquele primeiro F2? Aaa!

    Um abraço e até a próxima!
    Fernando

  • NomeLimpo 1.0.3: uma faxina nos nomes dos arquivos antes da nuvem

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Oi, amigos leitores!!!

    Você organiza uma pasta, prepara tudo para mandar para a nuvem e, na hora de sincronizar, algum arquivo resolve fazer greve. Às vezes o problema está bem no nome: um emoji, um caractere invisível ou uma daquelas letras enfeitadas que parecem normais, mas o computador enxerga de outro jeito.

    Foi pensando nessa bagunça que criei o NomeLimpo 1.0.3, um programa para Windows que analisa e renomeia vários arquivos de uma pasta — e, se você quiser, das subpastas também. A ideia é facilitar a vida de quem envia arquivos para Dropbox, OneDrive, Google Drive e outros serviços. Incluo aí o Nextcloud, sobre o qual vamos conversar com mais calma daqui a alguns dias,aaa…

    Neste artigo

    O que o NomeLimpo faz?

    Você escolhe a pasta digitando o caminho ou usando o botão de seleção e decide se quer incluir as subpastas. O programa procura emojis, caracteres problemáticos e marcas Unicode invisíveis. Ele também transforma certos caracteres decorativos em letras comuns: aquelas letras que parecem dizer “Final”, mas foram feitas com símbolos especiais, podem voltar a ser simplesmente “Final”.

    Se quiser organizar os arquivos pela data, dá para acrescentar prefixos como 001-, 002- e 003-. Você escolhe entre a data de criação e a de modificação, além de decidir se os mais antigos ou os mais novos vêm primeiro. Quando dois arquivos acabariam com o mesmo nome, o NomeLimpo resolve a duplicidade automaticamente.

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    Antes de renomear, dá para conferir

    O NomeLimpo mostra uma prévia completa das mudanças antes de alterar qualquer arquivo. Depois, mantém até dez históricos independentes por pasta. Na janela de histórico, você pode escolher até qual operação deseja desfazer; se escolher uma mais antiga, as operações posteriores são desfeitas primeiro, na ordem correta.

    A interface usa controles nativos do Windows, pensando também em quem navega com leitor de tela. Há um botão Sobre, com a autoria e até o endereço dessa coisa aqui…

    Um detalhe importante: o programa ajuda a tratar nomes de arquivos. Se uma transferência falhar por falta de espaço, permissões ou outro motivo, mudar o nome sozinho não resolverá o problema.

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    Onde baixar

    NomeLimpo 1.0.3 para Windows: baixar o instalador NomeLimpo-Setup-1.0.3.exe.

    Se você testar, me conte nos comentários como ele se saiu com a sua arquivaíada. E guarde essa menção ao Nextcloud: em breve ele volta a aparecer por aqui…

    Um abraço, e até a próxima!

    Fernando

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  • Música: Contrabandista

    Tempo de leitura: 2 minutos

    Oi amigos leitores!!!

    Nada melhor, nessa coisa aqui, que num sábado à noite “lascar um vídeo”…

    E o de hoje mistura duas coisas de que gosto bastante: música e literatura gaúcha.

    Essa música é baseada no conto “Contrabandista”, de João Simões Lopes Neto.

    A letra foi criada por mim e o arranjo, claro, ficou por conta do Suno.ai.

    Índice

    1. Um pouco sobre o conto
    2. O vídeo

    1) Um pouco sobre o conto

    “Contrabandista” faz parte de Contos Gauchescos, livro de João Simões Lopes Neto publicado originalmente em 1912.

    A história apresenta Jango Jorge, velho gaúcho que passou boa parte da vida cruzando a fronteira e fazendo contrabando. O conto aproveita a trajetória do personagem para falar também de um tempo em que a fronteira entre o Rio Grande do Sul e os países vizinhos era cenário de comércio clandestino, disputas, perseguições e toda espécie de aventura.

    Jango Jorge conhece caminhos, atalhos, campos e passos de rios como poucos. É praticamente um homem moldado pela fronteira.

    Mas a história que começa contando as façanhas desse velho contrabandista vai mudando de tom quando chega o casamento de sua filha.

    Às vésperas da festa, Jango Jorge sai para buscar o enxoval da noiva.

    E é aí que Simões Lopes Neto vai preparando um daqueles finais que ficam na cabeça depois que o conto termina. Não vou contar tudo aqui, porque quem nunca leu merece chegar ao final sem que este humilde blogueiro cometa o crime de contrabandear o spoiler pela fronteira, aaa.

    Para quem quiser ler a obra original, o conto está disponível gratuitamente na Wikisource:

    Leia “Contrabandista”, de João Simões Lopes Neto, na Wikisource.

    E recomendo a leitura. É um texto curto, mas daqueles em que algumas imagens continuam com a gente muito depois do ponto final.

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    2) O vídeo

    E foi justamente desse conto que nasceu a música que trago hoje.

    Não tentei simplesmente transformar o texto de Simões Lopes Neto em versos. A ideia foi pegar a história, o ambiente da fronteira, o personagem e principalmente o peso daquela narrativa e levá-los para uma música.

    A letra é minha. O arranjo e a interpretação foram criados com o auxílio do Suno.ai.

    O vídeo introdutório foi criado pelo Gemini, e no Reaper eu fiz a “colagem”, digamos assim…

    Então chega de conversa e vamos ao que interessa:

    Se o vídeo não aparecer no seu navegador ou leitor, você também pode assistir diretamente no YouTube:

    Contrabandista — assistir no YouTube

    E, se você já conhecia o conto, depois me diga: a música conseguiu lembrar o clima da história?

    Se não conhecia, talvez seja uma boa desculpa para fazer o caminho contrário: primeiro ouvir a música e depois ir conhecer o texto que a inspirou.

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    Um abraço… E até amanhã!

    Fernando