Olá! Sejam bem-vindos ao meu blog!

Aqui, falamos de tudo um pouco e um pouco de tudo... Espero que gostem e se divirtam por aqui!

E, é claro, não se esqueçam de comentar as postágens sempre que puderem!

DIÁRIO DE PIERRE: A HISTÓRIA DE UM CAMPONÊS

16 de setembro de 2008 por fernando

Oi turma!!

Tudo legal?

Pois.. Por aqui tudo. Creio que as vezes, ainda mais na situação atual,
(violência, desemprego, miséria, corrupção entre os que deveriam
governar em beneficio do povo e, ao invés disso, governam no de si
próprios ou das classes mais altas), a gente se pergunta: E onde estão
os “grandes revolucionários”? Onde estão aqueles que, realmente, são
capazes de “mudar o mundo”? Pois, o texto que trago hoje mostra um pouco
isso, além de contar, de uma forma incrivelmente cativante, parte da
história da revolução francesa. De minha parte, deixo pra dizer o que
penso disso tudo quando vierem os comentários, se bem que já posso dar
uma palhinha dizendo o seguinte: “Eu, do contrário, nunca desistiria”…

Vamos ao texto então:

DIÁRIO DE PIERRE: A HISTÓRIA DE UM CAMPONÊS

Rosani Martins

Lembro-me como se fosse hoje, tantos anos já se passaram e as
lembranças não se apagam. Em pensar que fiz parte de um sonho que, em
minha visão não chegou à realidade, embora não possa negar que os feitos
daquela revolução acabaram por transformar a História.
Naquele contexto, eu era um simples camponês que, como todo o
chamado Terceiro Estado era explorado pelo clero e pela nobreza
francesa, o Primeiro e o Segundo Estado respectivamente. Éramos nós
camponeses e a ascendente burguesia que trabalhávamos e pagávamos
impostos, o que garantia a riqueza e a mordomia dos dois outros grupos.
A França, em plenos efeitos da chamada Revolução Industrial, ainda era
um país que adotava velhas práticas feudais e era dependente do setor
agrário. Politicamente, o Absolutismo francês tentava sobreviver ao
avanço das idéias liberais e ao bombardeio dos chamados filósofos
iluministas.
O Cenário era de insatisfação e nós do Terceiro Estado, maioria
da população francesa, queríamos sair da condição de explorados e também
contribuir para que a França acompanhasse as novas transformações. A
burguesia, detentora de capitais, ainda queria mais: queria dinheiro e
poder político, o que tornava o rei absoluto um terrível obstáculo. As
idéias iluministas foram os ingredientes da revolução e a consciência da
condição de explorados movia o povo e a burguesia. Assim, o povo, no
qual me incluo, foi o corpo da revolução, o braço forte que foi à luta,
enquanto a burguesia foi a cabeça, ou seja, a mentora da Revolução
Francesa.
A burguesia sugeriu que todos pagassem impostos, o que, é obvio,
não foi aceito pelos grupos dominantes. Com isso, iniciou-se o choque de
classes que culminou com a “Tomada da Bastilha” em 14 de julho 1789. O
local onde os presos políticos eram punidos se transformou em centro da
resistência. Eu contava apenas dezenove anos, entendia pouco de
política e de poder, mas sabia o que era ser explorado e viver sem o
mínimo de dignidade. Por isso lutei, peguei em armas e, acho, que até
matei. Eu tinha um sonho, queria ajudar os camponeses, a classe da qual
fazia parte, muito embora não soubesse disso com a clareza e consciência
que tenho hoje.
A primeira grande conquista do movimento foi a Monarquia
Constitucional, a qual limitava os poderes do Rei. Depois veio a
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, o que pode ser entendido
como a concretização do lema: “Igualdade, Fraternidade e Liberdade”. A
burguesia tomou terras do clero e da nobreza e começou a apoderar-se da
política e da economia francesa. O Rei traiu o movimento buscando ajuda
externa para resistir e pagou com a vida, sendo decapitado. A partir
daí, a resistência francesa teve de endurecer cada vez mais,
radicalizando o movimento. Uma ameaça de invasão externa fez com que os
Jacobinos tomassem o poder e lá estava eu novamente, ao lado de Danton,
Robespierree e tantos outros, lutando por uma França mais justa e
igualitária.
O período jacobino foi a fase mais radical do conflito, o povo
estava no poder e se valia do que mais conhecia para não ser derrotado,
isto é, da força. O saldo de mortos foi mesmo assustador e eu em meio a
tudo aquilo, comecei a desiludir-me e a questionar todo o processo. Não
queria que meu nome figurasse na História entre os chamados “cortadores
de cabeças” - era assim que os jacobinos eram chamados. Abandonei a
resistência e fugi do exército na calada de uma noite fria e, poucos
dias depois ofereci minha força de trabalho a uma tímida indústria
têxtil para sobreviver e esquecer tudo que vivera até ali.
Não demorou muito para que os Girondinos tomassem o poder
através de um golpe, tirando o povo do jogo político. A burguesia
chegava onde queria e não poderia permitir que o povo tivesse mais
força que ela. As conquistas do período Jacobino foram todas revogadas
pelos Girondinos - a alta burguesia. Foi então que cheguei à conclusão
de que a burguesia usou o povo para chegar ao poder e que se livrou dele
na primeira oportunidade que teve. Foi duro perceber que para nós, não
houve Revolução, e sim participação. Bastou a burguesia chegar ao poder
e voltamos á nossa velha condição de explorados sustentando uma nova e
poderosa classe social, a única coisa que realmente mudou.
Não posso negar que com a ascensão de Napoleão ao poder, não
houve progressos e conquistas, afinal, ele investiu na indústria, criou
o Código de Leis, fundou a escola técnica francesa para qualificar
profissionais e revolucionou a educação; eu mesmo fui beneficiado,
estudei bastante para tentar entender mais todo aquele processo do qual
participei e que por muitas vezes me fugia à capacidade de compreensão.
Todavia, para mim, a grande obra de Napoleão foi despertar nos franceses
o censo de Nação, o que colocava a França acima de tudo e unia os grupos
em torno da idéia: “Somos todos franceses”. Infelizmente, Napoleão não
contentou-se com o poder que exercia sobre a França e passou a impor
uma política agressiva que o fez anexar praticamente toda a Europa à
chamada Confederação do Reno. A exceção foi a Inglaterra, a qual
resistiu às investidas do imperador francês e conseguiu sobreviver ao
Bloqueio Continental imposto por ele aos países anexados. Países
europeus não obedeciam às ordens de Napoleão e continuaram a consumir
os produtos britânicos. A Era Napoleônica termina na Batalha de Waterloo
onde o líder francês foi finalmente batido após seu retorno para o
chamado governo dos cem dias.
Após o Congresso de Viena a França retomou velhas práticas
absolutistas e a burguesia foi a grande derrotada, tendo que assistir
todas as suas conquistas caírem por terra. De 1815 até hoje ela não
conseguiu recuperar seu poder político e agora convoca a nação francesa
para uma nova Revolução. Novamente quer usar o povo para voltar ao
poder e, o que é pior, acho que está conseguindo. Porém, não precisam
mais contar comigo, pois sei que quando chegarem onde querem e ao que
pretendem, novamente afastarão o povo do cenário e o recolocarão na sua
condição de explorado. Não me arrependo do que fiz, lutei pelo que
achava justo, hoje sei que fui usado, mas cheguei a pensar que tinha
contribuído para melhorar a vida dos pobres e explorados. Acho até que,
do meu jeito, ainda consigo ser feliz, apesar das frustrações. Sou
casado com Françoise, uma mulher maravilhosa, e tenho dois filhos:
Maurice e Michelle, além de três netos: Isabelle, Mellissa e Edgard.
Penso que nenhum deles tem do que se envergonhar de mim e hoje que
estou completando 60 anos de idade, lembrei-me de tudo isso. A única
conclusão que consigo chegar é a de que posso até não ter ajudado os
menos favorecidos a saírem dessa condição, mas não posso negar que
participei de um dos mais importantes processos históricos.

Paris, 14 de Julho de 1830.


E então? As coisas já estavam querendo começar a se complicar e ele já havia
deixado claro que “não queria ter nada a ver com isso”… É uma pena que
isso tenha acontecido com muitos, também, na atualidade. Mas sempre
podem aparecer mais alguns… A questão é: Onde está nosso senso crítico
e nosso poder de indignação? Esses sim não podem nunca “ir pro
invvvéérno”, como eu digo…

Abaixo coloco um comentário da autora sobre a intenção dela ao criar
esse texto, vamos a ele:


“O Diário de Pierre” é um texto pensado e construído para
despertar a reflexão dos leitores sobre um grande acontecimento
histórico que marca o final do século XVIII.
Pierre é um personagem de ficção, mas faz reflexões muito
importantes acerca do referido marco. A idéia é tornar o estudo do
tema ao qual o texto pretende analisar de uma forma mais interessante e
menos formal, como ocorre nos tão criticados livros didáticos.
“Pierre” assume sua posição e incita os leitores a se posicionarem
sobre o que estão lendo. A linha adotada é a de se estudar História de
forma crítica e questionadora.
Não há como transformar a realidade sem ter, em si mesmo, a
capacidade de indignação. Por tanto, ao construir o personagem em
questão, a grande proposta do presente texto é de permitir ao leitor
pensar o tema tratado em dimensões que vão para além do texto narrativo
e, em certa medida, romanciado que conta a vida de “Pierre”.


Pois… Agora fico por aqui, e deixo os comentários com vocês.. Em breve
também apareço por aqui pra dar mais um “pitaquinho” sobre tudo isso…

Abração e até mais!

Fernando

Pra quem gosta da rádio Studio-RS… Novamente no ar!

16 de setembro de 2008 por fernando

Oi turma!!

Tudo legal?

Por aqui tudo. Hoje trago algumas novidades pra vocês nos próximos posts
mas primeiro alguns avisos de ordem geral:

1) Atualizei o sistema, como não poderia deixar de ser, portanto, algum
problema por favor me notifiquem…

2) 3ª tentativa: Rádio Studio-RS novamente no ar! E agora, parece que em
caráter definitivo. Pelo menos por um booom tempo. Espero, contudo, que
agora a audiência faça jus, principalmente os que me falavam que estavam
esperando a rádio voltar, e tudo o mais… Algumas mudanças já foram, e
outras ainda serão feitas em várias das características da rádio:
Programação musical, site, ETC.. Contudo, o padrão musical mantido será
o mesmo.
Pra começar, a novidade principal é que o endereço agora mudou! O novo
endereço é:
www.radiostudiors.net

Espero que gostem e aguardo vocês por lá!

E vocês, me aguardem por aqui, por que ainda hoje venho com umas coisas
interessantes, inclusive um texto de uma “nova autora e participante do
blog”, que trago para vocês comentarem.

Abração e.. Até daqui a pouco!!

Fernando

Aviso urgente!

7 de setembro de 2008 por fernando

Oi turma!!

Tudo legal?

Pois, espero que sim.. Por aqui, agora tudo, mas.. Se alguém tentou
acessar essa coisa nas últimas horas e recebeu um aviso do tipo “você
está banido deste servidor” ou algo assim, sinceramente, peço
desculpas… O que ocorre é que o plugin wp-ban deve ter algum bug na
versão atual e simplesmente eu mesmo, (dono, administrador e organizador
dessa coisa aqui), recebi, agora tentando entrar, uma mensagem me
banindo do meu próprio blog! E é claro, obviamente, entrei na
administração disso e desativei (desesperadamente) o wp-ban e o
wp-supercache.. Ainda não sei qual dos dois foi o culpado: Se o wp-ban
que baniu mais que os IPSm da lista, se o wp-supercache, que armazenou
no cache a mensagem de banimento e ficou largando ela pra tudo que é
lado, em fim… O que interessa é que pra via das dúvidas desativei os
2, até por que não sei desde quando que aquela mensagem ta aparecendo
pra vocês, principalmente pelo fato de que eu entro, normalmente, pela
administração e não como leitor.. Prometo, doravante, ter mais
cuidado…

E é claro, deu pra ver que só desativando isso tudo a carga do servidor
já aumentou um pouquinho, ou seja: A impressão que dá é que não era só
eu que não estava conseguindo entrar..

Bom, por enquanto, ficamos por aqui, em breve venho com mais novidades!

Abração!

Fernando

Voto pela internet

12 de agosto de 2008 por fernando

Oi turma!!

Tudo legal?

Pois.. Pra quem tava com saudades, aqui trago mais um texto do Pedro
Cardoso da Costa, o qual, pela primeira vez sou obrigado a contestar
quase de todo… Contudo, faço o seguinte: Coloco o texto abaixo, e
deixo meu parecer para os comentários, ok? Vamos a ele:

Voto pela Internet

A Justiça Eleitoral em alguns aspectos supervaloriza-se em nome da segurança
e prejudica alguns avanços em seus serviços por meio da utilização da
informática.

Em 1996 foi instituída a primeira votação eletrônica no Brasil. Iniciou-se
nos municípios com mais de duzentos mil eleitores. Em 2000, todos os
municípios já votaram em máquinas. Em quatro anos generalizou-se o voto
eletrônico. O ganho foi incontestável. As longas horas nas filas para votar
diminuíram. As fraudes, caso existem, são tão pequenas, que a segurança da
população nesse processo suplanta. O resultado das eleições é apresentado
quase instantaneamente. Ficam algumas pendências em função de problemas com
algumas urnas, o que é compreensível.

Só que o avanço ficou estagnado. Algumas mudanças se fazem necessárias e
urgentes. Continuam as Juntas Eleitorais. Seria um órgão da Justiça
Eleitoral, criado para organizar e efetuar a apuração. Só que a maioria
dessas pessoas não entende de urna e apenas colam os boletins de votação
numa folha de papel e penduram num local. O problema é que são pagas para
isso. E essa despesa e esse órgão são completamente desnecessários, sem
nenhum prejuízo operacional para a eleição.

Os requerimentos de alistamento, transferência e revisão dos títulos
deveriam ser formulados pela internet. Com a tecnologia de hoje, torna-se
apenas perda de tempo uma pessoa se dirigir a um cartório eleitoral para
requerer uma dessas operações. Serviria também para toda regularização do
título. Se a Receita Federal processa a declaração do imposto de renda pela
internet, seria inteiramente aplicável que as operações à Justiça Eleitoral.
Inclusive poderia firmar convênio com as instituições financeiras para que
as multas fossem quitadas no momento do pagamento. Depois, apurar-se-iam os
eventuais problemas, caso a caso.

Porém, o mais importante seria a instituição do voto pela internet. Alguns
alegam impedimentos legais. No Brasil sempre se colocam empecilhos na
legalidade para justificar resistências e manutenção do atraso. Seria uma
economia muito grande, pois não haveria necessidade de enviar milhões de
correspondências para convocar mesários, lanches para esse pessoal, dois ou
quatro dias que as empresas não perderiam na compensação dos dias
trabalhados. Manutenção das urnas não existiria mais; evitaria despesa com
gasolina pelo deslocamento das urnas, abertura de escolas. E tantos outros,
muitas vezes até mais relevantes do que os citados.

Deveria ser criado um código de segurança automático que garantisse um voto
apenas a cada título eleitoral. Os apressados alegariam logo que alguém
poderia usar o título do outro. Hoje os estelionatários usam cartão de
crédito e tiram o dinheiro; usam registro geral - RG e cadastro de pessoa
física – CPF de outras pessoas; e nem por isso se cogita a extinção do
cartão de crédito em nome da segurança. Portanto, a instituição do voto pela
internet já virá atrasada, pois será uma conseqüência natural forçada pela
evolução tecnológica. A instituição voluntária seria no mínimo mais
inteligente.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bel. Direito


E então? Acho que vou comentar primeiro, mas mesmo assim aguardo os
coments de vocês..

Abração e fico na espera!

Fernando

Página de downloads no ar!

23 de julho de 2008 por fernando

Oi turma!!

Tudo legal?

Pois.. Comigo tudo.. Acabei de reaparecer, a algumas horas, e agora
apareço de novo… Motivo: Acabo de colocar no ar a seção “downloads”
que tinha na página antiga, por aqui. Contudo, ela está bem diferente:
Além de tudo mais comentado, coloquei somente o que achava realmente
relevante, afinal, páginas com programas pra download, se encontra de
sobra por aí. Mas para quem quer se divertir com algumas coisas que
achei interessante colocar e comentar por lá, basta entrar em “programas
para download” nas páginas, ou, pra atalhar a coisa toda e não ter
trabálho,clicar aqui mesmo.

Em breve coloco mais coisas por lá, e inclusive os links pra alguns
sites de downloads que acho interessantes…

Abração!

Fernando