nov
07

Olá caros leitores…
Pois… Hoje trago uma dica que, todos os usuários de windows que gostam de suas respectivas versões windowsísticas acho que vão gostar…
Existem diversos requisitos que tanto a atualização quanto o computador no qual ela vai ser feita tem que cumprir, como por exemplo compatibilidade de drivers, quantia de memória, hd, velocidade de processamento e, claro, a vontade dos usuários que podem, simplesmente por hábito ou por qualquer outra necessidade, não querer atualizar tendo ou não imposição da parte do fabricante do software. Pensando justamente nesses usuários como os acima, criei esse post com a dica abaixo, vamos a ela: Como retirar a notificação que diz: “Baixe o windows 10”:
São alguns procedimentos extremamente simples… Vamos a eles:
1) Vá na “bandeja do sistema” (A do relógio) e dê um click direito onde diz “baixe o windows 10”.
2) Escolha a opção que diz “vá para o windows update”.
3) Já no windows update, vá no link que diz “Atualizações instaladas”.
4)Na lista que aparecerá, use a caixa de busca pra procurar por:
“KB3035583”
5) Agora, na lista, só vai estar aparecendo o ítem que você digitou conforme acima.
6) Então selecione ela e dê um click direito e vá em “desinstalar”.
7)O computador, após a conclusão, terá de ser reiniciado. Contudo, ainda não terminamos, agora vamos “sumir com ela de vez”:
8) Volte ao windows update (Procurando o item no menú iniciar ou digitando winkey+r e colando igual como está abaixo):
%windir%\system32\wuapp.exe
(Na maioria das versões, digitar só o comando wuapp já serve, coloquei o caminho completo pro caso de você ter algum eventual problema)
9) Provavelmente, já está aparecendo um item nas “atualizações importantes” (Se não houverem mais). Clique onde diz “X atualizações importantes”, e ela vai estar lá na listinha: “KB3035583.” Basta dar um click direito nela e vá em “ocultar atualização”… Pronto, agora você não precisa mais se preocupar com ela…!
E, claro, qualquer dúvida que eu puder ajudar, comente nessa postágem e conversamos!
Abração!

jul
08

Olá caros leitores!
Para aqueles que aplaudem a atitude emocionada de nossa presidente Dilma sobre a lei 13.146, referente ao estatuto da pessoa com deficiência, resolvi publicar aqui o texto que me foi enviado pela presidência da Organização nacional de Cegos do Brasil sobre os itens que foram vetados e pelos quais lutamos a muitos anos. Deixo aqui que cada um tire sua própria conclusão, vamos ao texto:


Prezados amigos: Fiz uma análise atenta do texto publicado hoje pelo Planalto da Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira da Inclusão, Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado ontem, em Brasília, pela Presidente Dilma.

Na condição de Conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência fui convidado a comparecer no Palácio do Planalto para presenciar a sanção dessa lei.

Foi uma cerimônia com todas as pompas e circunstâncias. Uma presença muito grande de pessoas com deficiência, Parlamentares, Deputados e Senadores, Ministros, e muitos órgãos de imprensa.

Num discurso solene e quase emocionado, a Presidente Dilma declarou ser prazeroso poder sancionar uma lei como essa. Com palavras evasivas, não informou ao público presente quanto aos dispositivos por ela vetados. Também não declarou estar mantendo a íntegra do texto aprovado na Câmara e no Senado, com a mais ampla participação das pessoas com deficiência.

Hoje, ao tomar conhecimento do texto da Lei 13.146, verifiquei diversos dispositivos vetados. Verdadeiramente me senti enganado. Num dia assisto a cerimônia pomposa e onerosa que assisti, no outro constato a verdadeira face desse Governo.

Direitos importantíssimos foram negados pela Presidente Dilma às pessoas com deficiência. Entre os direitos conquistados e aprovados pelo Congresso Nacional, que a Presidente Dilma vetou, ou seja, negou às pessoas com deficiência, estão os seguintes:

  • Cota de 10% nos cursos profissionalizante e nos cursos superiores;

  • Garantia de projetos arquitetônicos dos programas de moradia tendo por base o princípio de desenho universal;

  • Tramitação prioritária de processos em que pessoas com deficiência, tanto no judiciário quanto em outras esferas;

  • Obrigatoriedade de contratação de pelo menos um empregado com deficiência por empresas que possuem entre 50 e 99 empregados;

  • Isenção de IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência auditiva;

  • A obrigatoriedade dos CFCs com uma frota igual ou superior a 20 veículos, possuir no mínimo um veículo adaptado.

Apesar desses vetos incompreensíveis para mim, o Estatuto da Pessoa com Deficiência trouxe ao ordenamento jurídico brasileiro novos e importantes direitos para as pessoas com deficiência.

Quero aproveitar esta publicação para registrar meus agradecimentos aos Parlamentares que muito contribuíram para conquistarmos esse instrumento jurídico: Agradeço ao Senador Paulo Paim, proponente do projeto de lei há quinze anos. Agradeço à Deputada Federal Mara Gabrili, que relatou o PL na Câmara e ao Senador Romário que relatou o PL no Senado. Agradeço, por fim, aos diversos técnicos e juristas que tanto contribuíram com a elaboração do texto final da Lei 13.146, Lei Brasileira da Inclusão, Estatuto da Pessoa com Deficiência. Assina – Moises Bauer Luiz.


Coloco abaixo o texto original dos itens vetados.

Prezados amigos:

Li atentamente a Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, Estatuto da Pessoa com Deficiência ou Lei Brasileira da Inclusão, e relacionei abaixo todos os dispositivos vetados.

Lamento muito por cada um desses vetos.

Não consegui compreender a razão da maioria dos vetos.

Percebi apenas negativa de direitos pleiteados pelas pessoas com deficiência.

Analisem, reflitam, e se quiserem, divulguem.

Moisés Bauer – presidente da ONCB


Vetos do Estatuto da Pessoa com Deficiência:

Veto de todo o Art. 29):

Art. 29. As instituições de educação profissional e tecnológica, as de educação, ciência e tecnologia e as de educação superior, públicas federais e privadas, são obrigadas a reservar, em cada processo seletivo para ingresso nos respectivos cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional, de educação profissional técnica de nível médio, de educação profissional tecnológica e de graduação e pós-graduação, no mínimo, 10% (dez por cento) de suas vagas, por curso e turno, para estudantes com deficiência.

§ 1º No caso de não preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, as remanescentes devem ser disponibilizadas aos demais estudantes.

§ 2º Os cursos mencionados neste artigo não poderão excluir o acesso da pessoa com deficiência, sob quaisquer justificativas baseadas na deficiência.

§ 3º Quando não houver exigência de processo seletivo, é assegurado à pessoa com deficiência atendimento preferencial na ocupação de vagas nos cursos mencionados no caput deste artigo.

Veto do inciso II do Art. 32:

Art. 32. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, a pessoa com deficiência ou o seu responsável goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte:

II – definição de projetos e adoção de tipologias construtivas que considerem os princípios do desenho universal;

Veto de todo Art. 82:

Art. 82. É assegurada à pessoa com deficiência prioridade na tramitação processual, nos procedimentos judiciais e administrativos em que for parte, interveniente ou terceira interessada e no recebimento de precatórios, em qualquer instância.

§ 1º A prioridade a que se refere este artigo será obtida mediante requerimento acompanhado de prova da deficiência à autoridade judiciária ou administrativa competente para decidir o feito, que determinará as providências a serem cumpridas, anotando-se essa circunstância em local visível nos autos.

§ 2º A prioridade estende-se a processos e procedimentos em todos os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no Poder Judiciário, no Ministério Público e na Defensoria Pública.

Art. 101 –

Veto do § 4º do Art. 77 da Lei 8.213:

§ 4º A parte individual da pensão do dependente com deficiência de que trata o inciso II do § 2º deste artigo que exerça atividade remunerada será reduzida em 30% (trinta por cento), devendo ser integralmente restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade empreendedora.

No mesmo Art. 101 do Estatuto, em que propõe modificações na Lei 8.213, Vetou o Art. 93, caput e incisos:

“Art. 93. As empresas com 50 (cinquenta) ou mais empregados são obrigadas a preencher seus cargos com pessoas com deficiência e com beneficiários reabilitados da Previdência Social, na seguinte proporção:

I – de 50 (cinquenta) a 99 (noventa e nove) empregados, 1 (um) empregado;

II – de 100 (cem) a 200 (duzentos) empregados, 2% (dois por cento) do total de empregados;

III – de 201 (duzentos e um) a 500 (quinhentos) empregados, 3% (três por cento) do total de empregados;

IV – de 501 (quinhentos e um) a 1.000 (mil) empregados, 4% (quatro por cento) do total de empregados;

V – mais de 1.000 (mil) empregados, 5% (cinco por cento) do total de empregados.

Ainda no Art. 101 do Estatuto, referente ao Art. 93 da 8.213, vetou o § 4º com a seguinte redação:

§ 4º O cumprimento da reserva de cargos nas empresas entre 50 (cinquenta) e 99 (noventa e nove) empregados passará a ser fiscalizado no prazo de 3 (três) anos. (NR)

(Veto do Art. 106 do Estatuto, refere-se à isenção do IPI na compra de veículos):

Art. 106. A Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, passa a vigorar com as seguintes alterações:

Art. 1: IV – pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal;

Art. 2º A isenção do IPI de que trata o art. 1º desta Lei somente poderá ser utilizada uma vez, salvo se o veículo:

I – tiver sido adquirido há mais de 2 (dois) anos; ou

II – tiver sido roubado ou furtado ou sofrido sinistro que acarrete a perda total do bem.

Parágrafo único. O prazo de que trata o inciso I do caput deste artigo aplica-se inclusive às aquisições realizadas antes de 22 de novembro de 2005.” (NR)

Art. 5º …………………………………………………

Parágrafo único. O imposto não incidirá sobre acessórios que, mesmo não sendo equipamentos originais do veículo adquirido, sejam utilizados para sua adaptação ao uso por pessoa com deficiência.” (NR)

No Art. 109 do Estatuto, referente às modificações do Código Nacional de Trânsito, vetou a proposta de acréscimo de parágrafos no Art. 154 do CNT:

Art. 154


§ 1º ………………………………………………………

§ 2º O Centro de Formação de Condutores (CFC) é obrigado, para cada conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota, a oferecer 1 (um) veículo adaptado para o aprendizado de pessoa com deficiência.

§ 3º O veículo adaptado deverá ter, no mínimo, câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem.” (NR)

jul
04

Jaws cego

Olá caros leitores e amigos!

Hoje, aos que ficam desapontados com a falta de atualizações na seção de humor dessa coisa aqui trago uma história bem interessante. Aos que não conhecem os sistemas usados por cegos no computador, jaws e nvda são leitores de tela (Que leem o conteúdo para que possamos usar o computador, transformando-o em voz). Os outros “personagens” da história são meros sintetizadores que podem ser usados como alternativos a esses leitores (Ouvindo talvez alguns descubram por que). Vamos ao resumo da história e link pra ouvir/baixar.

Resumo:


Felipe assiste jornal com os apresentadores Ricardo e Vitória quando jaws liga para o NVDA desesperado. Depois, jaws sai (Sem enxergar). Vitória faz algumas perguntas ao Jaws na rua. Jaws é atropelado por um carro ao atravessar a rua.

Ricardo, (o médico), atende o Jaws no hospital. Jaws foge do hospital e causa acidente na rua com o carro do Ricardo.

Jaws e NVDA tentam destruir o vírus.

Links:


E então? Aguardo os comentários e um abração humorístico pra todos!

jul
04

Olá caros leitores! Hoje trago mais um texto do Pedro Cardoso da Costa que, por estar de acordo completamente com minha forma de pensar e pelo tema estar em voga, é o primeiro a ser publicado no meu “retorno” ào blog, mesmo antes dos motivos da minha ausência, que acho não tanto relevantes. Acrescento aos que não defendem a alteração da maioridade penal que procurem entrevistar e mesmo conviver com as famílias das vítimas um pouco, isso valerá melhor que qualquer argumento dos opostos. Vamos ào texto:

Sem idade para crime


Quem assiste às sessões da Câmara dos Deputados tem todo direito de não acreditar na evolução deste país. É de doer perceber o despreparo de quase todos os representantes do povo para enfrentar determinadas matérias com serenidade e domínio. Está sendo assim com a diminuição da maioridade penal.

Na sociedade dois blocos se formaram; os favoráveis e os contrários. No Congresso são vários grupos, a maioria varia entre os quase contra e os quase a favor. É o muro funcionando.

Quem é a favor, basta apresentar o número de atrocidades praticadas por menores e a correlação com penas brandas, com no máximo três anos de internação, quase nunca cumpridos integralmente.

Os contrários têm uma vasta relação de justificativas, que podem ser incluídas no velho e batido clichê de que “quem quer resolver sempre arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa”.

Alegam, principalmente, que os menores vão para cadeias que são verdadeiras escolas do crime. Dentre estes, está o ministro da Justiça. Numa sociedade mais reativa, esse ministro não ficaria no cargo com um argumento desses.

Bastaria indagar-lhe de quem é a responsabilidade pela construção, pelos “alunos e professores” e funcionamento geral dessas escolas.

Uma prisão digna, com funcionamento adequado é pura e exclusivamente atribuição dos governos. As penitenciárias deveriam se limitar a manter as pessoas reclusas, sem permitir abusos, maus-tratos; onde prevaleça a ordem, que tenham projetos de inclusão social, assistência psicológica e, além de tudo, de segurança para todos. E se de lá saem piores não é pela vontade nem participação da sociedade, a principal prejudicada dessa história.

Quem faz essa defesa, é como se fizesse uma birra com a população. Ou escolhe ficar com um bandido que “só” mate alguns enquanto menor, ou um matador em série após a prisão.

A maioria dos argumentos é desfocada dos verdadeiros responsáveis e causas. Numa discriminação típica de quem tem o preconceito intrínseco, responsabiliza o meio social como o fator determinante de crimes como estupro, sequestro e outros. Essa não é só banal, é uma injusta discriminação social. Todo mundo sabe que a bandidagem mais perniciosa a todos não está nas “comunidades”.

Ainda que fosse isso, as medidas preventivas devem ser implementadas para evitar os crimes. Parece óbvio. Após os crimes, a discussão é se os autores devem ou não ser punidos.

Ainda que distorcido todo o debate, a Câmara dos Deputados aprovou a punição “como adultos” para maiores de 16 anos que cometam crimes hediondos e – olha isso! – assassinatos dolosos. Assassinato doloso não é hediondo? E deixaram como antes a permissão, por exemplo, para continuarem traficando. Parece deliberado para não prejudicar o ramo de atividade criminosa que, segundo eles mesmos e todos os especialistas, mais se utilizam de menores como porta de entrada para os demais crimes.

Esse Congresso é ou não é de doer?

Quem comete crime não deve ser punido “como adulto”; deve ser punido “como criminoso”.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP


E então? Aguardamos vocês nos comentários, inclusive os que são contra pois nossa moderação costuma ser imparcial. Só não somos quanto à ofenças pessoais e palavras de baixo calão, portanto, vamos discutir e cumprimentos a todos!

mar
02

O causo das escrituras

Pois é, bagualada!! A milhares e milhões de tempos que estou pra postar isso aqui e não fiz… É claro que alguns leitores vão querer minha cabeça, mas outros vão rir a valer, então… Vamos ao causo!

O causo das escrituras

Este texto anônimo, foi encontrado escrito a ponta de faca no balcão de um bolicho, hoje Tapera-RS, no Passo do Elesbão, ‘Quinto Distrito deCacequi’: O causo das escrituras

Pois não sei se já les contei o causo das Escrituras Sagradas.  Se não les contei, les conto agora. A história essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério.De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe  que os dois foram corrido do Paraíso por tomá banho pelado numa sanga.Naqueles tempo, esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel.

Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço no peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim, entonces, ameaçado de processo feio, se bandeou pro Uruguay. Deixou o filho dele, um tal de Noé, tomando conta da
estância. A estância essa ficava nas barranca de uma corredera e o Noé, uns ano despois, pegou uma enchente  muito feia pela frente. Cosa munto séria. Caiu água uma barbaridade. Caiu tanta água que tinha até índio pescando jundiá em cima de cerro. O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio velho.  A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta abalsa tava atolado num banhado chamado Dilúvio.

Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí com aquele desporpósito, as família ficaram amiga.

A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo do Moisés e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica. Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando se chegou um correntino chamado Golias, com mais uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a
cordeona e quiseram obrigá as prenda a dança uma milonga. Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e deu-se o entrevero. Peleia braba, seu.

O correntino Golias, na voz de vamos, já se foi e degolou de um talho só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando planchaço em cima do mulherio quando um piazito carretero, de seus dez ano e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do infeliz que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto. Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego do facão.

Foi uma sanguera danada. Tanto que até hoje aquele capão é chamadode Mar Vermelho.  Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Homem de cabelo nas venta, o major Salomão.  Nem les conto!

Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se bateram em cima dum guri de seus seis ano que tava vendendo pastel. O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um taio só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí. Mas, por essas estimativas, o major Salomão, o que tinha de brabo tinha de mulherengo. Eta índio bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordância.

Só que quando Deus nosso Senhor quer, até égua véia nega estribo. Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho. Uma vergonhera pra família. Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomo jeito na vida. O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano. Mas, vejam como é a vida. Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano despois
com um tal de coronel Ponciano Pilatos.  Foi ele que tirou ela da vida. Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nem um deles deu certo.  Como dizia muito bem o finado meu pai, mulher quando toma mate em muita bomba, nunca mais se acostuma com uma só. Mas nesses contraproducente, até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e a Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de aposto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram.

Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que despois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.  Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelos campo. São José e a Virge Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrero, chamada Samaritana. Um rico animal, criado em casa, que só faltava falá. Pois tiveram que se desfazê do pobre. E como as desgraça quando vem, já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução. Os maragato, chefiado por um tal de coronel Jordão, acamparam na entrada da Vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lazo, aquele mesmo que por duas vez foi dado por morto. Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam numas várzeas, e ocuparam a Vila. Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e muito feio chamado Calvário. Pois vejam como é a vida. Esse mesmo preto Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinheira da Virge Maria.

Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causa de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre,
monsenhor Caifás e o cônego Atanásio. Mas aí veio uma força da Brigada, comandada pelo coronel Jesus Além, que era meio parente do homem por parte de mãe e com ele veio mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragatos. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala. Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor e salvou-se o índio.

Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado  a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos Romanos, o César Romano, na altura das costela. Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão. Mas aí, Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na Cruz, disse adeus pros amigo e se mandou-se de volta pro céu. Mas deixou os dez mandamentos, que são cinco e que se pode
muito bem acolherá em dois: Não se mata home pelas costa, Nem se cobiça mulher dos outro pela frente.
Fui!!! “correndo”…
Fernando

jun
22

Olá caros leitores..

Recebi ontem também esse texto do Pedro Cardoso da Costa que aborda muitas questões interessantes sobre os movimentos que estão acontecendo e, como sempre, resolvi divulgá-lo aqui pra vocês, meus leitores. Eu, de minha parte, pouco tenho a dizer além do muito que já falei no post anterior sobre a saúde Brasileira, a única questão que coloco e sempre gosto de deixar claro é: Nós, Brasileiros, podemos mudar o país e devemos seguir fazendo isso até que resulte nas melhorias que estamos a reivindicar; Contudo, vandalismo não é protesto e muito menos solução. Gera prejuízos milionários e, além de nada resolver, resulta negativamente a curto e médio prazo nas detenções que se tem que fazer, concertos e os respectivos gastos que acabam por piorar a situação quando se fala nos referidos danos a patrimônio público ou privado.

Leiam abaixo:


Primavera Brasileira

O movimento por um país mais administrativamente decente recebe crítica por sua principal virtude, o fato de não ter um dono. Ele não se originou de partidos, nem ONGs, nem grupos religiosos nem de radicais. Seus fundadores são estudantes, para não dizer do povo, de todos os brasileiros insatisfeitos. Se seguissem alguma instituição seriam tachados de alienados, quando não seguem são chamados de perdidos, sem foco e sem ideal. Os críticos não conseguem entender que a importância está no fato de a participação ser justa, seja iniciado espontaneamente ou por alguma organização.

Outra parte grandiosa critica o fato de os insurgentes não andarem de ônibus. Mesmo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo entrou na onda ao sugerir que esses deveriam pleitear passagem gratuita de avião. Por essa ótica eu nunca deveriam ter me manifestado contra a violência doméstica, especialmente o espancamento de mulheres pelos companheiros, já que eu nunca agredi minha esposa.

Antes da manifestação histórica do último dia 17 de junho, grande mídia chamava genericamente a todo o movimento de baderneiro, além da veemência dela e das autoridades na defesa da truculência policial, como condição inevitável. Sempre era a polícia quem reagia. Não levavam em conta a possibilidade de infiltração por quem tem interesse em desmoralizar e tirar a legitimidade do movimento.

Depois do ocorrido a miopia acabou e reconheceram que os baderneiros são uma minoria. Além disso, ninguém, absolutamente ninguém, disse que a responsabilidade de prendê-los é da polícia. E aí cabe reconhecer que não é fácil no meio daquela multidão e também tem que ter o apoio claro das lideranças, dos manifestantes de bem, inclusive com força suficiente para reprimirem os baderneiros, é necessário repetir que eles devem ser responsabilizados civil e penalmente pelos seus atos, uma redundância, mas que serve como reforço.

De forma nenhuma se justifica quebra-quebra. Mas só não é compreensível que uma agência bancária quebrada pelos oportunistas repercuta muito mais do que as centenas que voam aos ares todos os dias pelas dinamites da bandidagem. E, por maiores que sejam os prejuízos, é uma gota d’água no oceano da corrupção que, de tão arraigada na nossa cultura, as pessoas defendem a diminuição e não em acabar.

Nesse afã de criticar, a maioria se esquece de que o nome correto é criminoso para quem quebra ou danifica bens alheios, sejam públicos ou particulares, ou agride outras pessoas.

Outra crítica dissimulada é diminuir a importância do aumento da passagem. É caro qualquer valor cobrado por serviços de qualidade idêntica à dos transportes públicos no Brasil. Quem utiliza trem, metrô ou ônibus em horário de pico sabe que é indecente e desumano. Ainda que fosse gratuito teria que melhorar, pois como está ofende a dignidade da pessoa humana.

Todos já sabiam que qualquer fato poderia ser a gota d’água. Foram os 20 centavos. O movimento cresceu de centenas para milhares numa semana. É preciso definir uma data nacional de manifestações simultâneas em todas as capitais e grandes cidades. Daqui por diante, assim como nas greves, seria importante manter em estado de manifestação, até que se inicie um processo de melhorias nos serviços públicos e privados.

Ferrenhos analistas dizem que as autoridades não sabem como responder aos pleitos por não ter um foco. Em nenhuma hipótese essa ausência de metas é da responsabilidade dos manifestantes. Já que os governos não sabem, aqui vai uma sugestão: bastaria melhorar acima de mil por cento a qualidade do ensino público básico, a saúde, a segurança, os transportes coletivos, as estradas, o saneamento básico, a limpeza dos rios, o acesso à cultura. Só isso. O verdadeiro motivo de tamanha oposição é não saber conviver com reivindicações e isso é bem mais grave do que os baderneiros.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito


Cumprimentos e aguardo vocês nos comentários…

Fernando

jun
22

Olá caros leitores…

No curso das manifestações e protestos que correm por todo o Brasil, além de ignorante se torna absurdo o pronunciamento de nossa presidenta Dilma sobre importar médicos para melhorar a saúde Brasileira.

Eu mesmo, como todos sabem, moro em Pelotas, e recentemente operei a coluna com um excelente e muito bem conceituado cirurgião de lá, o João Ivan Lopes, o qual defendo com unhas e dentes bem como faço com quase todos os médicos que já consultei, como a DRA. Cristiane Magno Nunes, que cuida do meu glaucoma, a DRA. Terla de castro, que também já cuidou muito bem do meu olho e muitos outros. Falar que vai importar médicos pra melhorar a saúde brasileira ao invés de parar de investir bilhões de reais em copa e olimpíada pra começar a investir em remédios, equipamentos e estrutura melhor nos hospitais do SUS é o típico discurso hipócrita de quem, além de só querer bancar o grande apaziguador das maças que não sabem discernir direito como e o que acontece, ainda quer, claro, aparecer dizendo que está fazendo alguma coisa.

Como muitos leitores devem lembrar, até escrevi um artigo sobre a Cirurgia de artrodese lombar que fiz em janeiro e que, alias, teve um excelente resultado, embora eu ainda tenha outros problemas mas que não tem a ver diretamente com ela.

Mas resumindo, qual é a questão que então faz a diferença? O tipo de atendimento. Eu, por exemplo, tenho um bom convênio, e isso, claro, conta muito na hora do pronto-atendimento, bem como na hora de marcar um médico, uma cirurgia ou outro procedimento em particular.

O que tem de ser feito não é investir bilhões em copa e olimpíada e quebrar o país, fazendo com que o Brasileiro tenha a alegria de ser hospedeiro de tais eventos mas a tristeza de não virar o mês com seu salário por que a inflação, claro, delicadamente e quietamente está voltando. Também não se trata de importar médicos ou professores pra melhorar a saúde e educação, não, isso é discurso fraco de gente que, pra quem um dia foi militante do movimento contra a ditadura militar e parecia muito instruída, sinceramente, foi fraca e bem infeliz na sua fala. Temos excelentes professores e ótimos médicos no Brasil, o que não temos, claro, é alguém que administre bem os recursos ligados a isso pra que reflita no bom funcionamento tanto do quesito saúde quanto educação, bem como muitos outros que já podemos notar no país como a alta do dólar, volta da inflação e outros problemas pelos quais o nosso povo, claro, faz muito bem em protestar e reivindicar uma solução.
Pra terminar meu pequeno “pitaco” de hoje sobre esse absurdo, coloco o depoimento de uma médica chamada Juliana Mynssen, que, além de relatar um caso que fala bem nesse absurdo que está a saúde pública e no infeliz depoimento de nossa presidenta sobre a causa, ainda mostra a maneira em que, obrigada pela situação, foi obrigada a resolver a questão de um paciente que, a quase um dia inteiro, estava a esperar uma simples sutura. O link do referido artigo é: esse
Também, antes de finalizar, coloco um caso relatado pela minha mãe, no blog dela, quando eu, a mais ou menos um ano, precisei de atendimento no posto de saúde aqui de Novo Hamburgo e então pudemos ouvir de uma senhora que contou sobre seu marido que estava esperando um simples exame de sangue. Leiam: Aqui!.
Cumprimentos a todos e, só pra lembrar, o Brasil quem faz somos nós e não somente os governantes. Continuemos protestando, escrevendo e fazendo o possível para que isso não passe de uma simples febre generalizada de protestos e resulte nas melhorias que estamos reivindicando.
Fernando

maio
12

Olá caros leitores!

Quando escrevi o artigo sobre acessibilidade em instrumentos eletrônicos, recebi diversos e-mails e mesmo comentários aqui incentivando a ideia. Claro que, como sempre acontece, alguém é do contra, e diz que as empresas não tem a obrigação de fornecer acessibilidade esquecendo mesmo de duas coisas: 1) A própria lei, que regulamenta isso, e: 2) O fato de estar usando da própria acessibilidade pra dizer o que está dizendo. Claro que gente assim não conheceu a época em que um livro a mais em braille ou gravado já era um grande ganho, e que a gente tinha que lutar, até mesmo pra entrar na escola e que as vezes nos repelia dizendo abertamente que “não tinha condições de assumir tal responsabilidade” (Educar um deficiente). Fácil é falar hoje em dia contra a acessibilidade, pra quem não conheceu aquela época e tem, hoje, de mão beijada um dosvox, um NVDA e diversas outras ferramentas de forma gratuita. Contudo basta lembrar as dificuldades que enfrentamos quanto à acessibilidade nas universidades, por exemplo, e esse tipo de argumento já se extingue por si sem precisar de mais contra-argumentos.

Contudo, o que mais me chamou a atenção quanto à repercussão do artigo não foi nem isso:

Um dia depois de ter publicado o artigo, recebi um e-mail de uma das integrantes de nossa comunidade, Rebeca Serra, falando sobre um problema bastante curioso: Ela tem um amigo, o Tiago, que além de ter problema visual, tem problema em uma das mãos por consequência de uma mielite, o que, além da visão, acabou afetando toda a coordenação motora do lado esquerdo. Pois: O Tiago é flautista, e a meses ele e a Rebeca, e agora eu, depois do contato dela, estamos tentando conseguir para ele uma “flauta acessível”, na qual ele possa tocar, com a mão direita, enquanto com a esquerda (Que os movimentos foram afetados pela doença mas não completamente), lê as músicas no sistema Braille. Pois bem, o absurdo dos absurdos é o seguinte: A tal flauta existe! Sim, existe e é fabricada pela Yamaha. O modelo é YRS-900 R (O R significa right), e, claro, é uma flauta que pode ser tocada somente com a mão direita. Existe, naturalmente, a outra versão, que pode ser tocada somente com a mão esquerda (YRS-900 L). Pois bem: Eu digitei o modelo no google e achei pouquíssimas referências, e, claro, uma delas era no site da yamaha no Japão, o que pouco me ajudou; Também não achamos nada sobre como fazer a importação da tal flauta e quando entramos em contato com a Yamaha do Brasil, a resposta deles foi que não teriam como importar a referida flauta.

Pois bem: Eu mesmo nunca imaginei que haveria uma “flauta acessível”, pouco sei sobre acessibilidade nos instrumentos não eletrônicos e creio que muitos também estão nessa situação. Ao saber que havia esse problema do Tiago e, naturalmente, que pro referido problema havia uma solução fiquei muito feliz mas ao mesmo tempo desapontado: Quando a gente não tem acessibilidade em algo, seja o que for, a gente luta por ela, faz projetos, reivindica, contacta empresas, etc. Contudo, o que faz quando tem e não sabe dela? Ou, pior, como foi no caso do tiago: Tem a acessibilidade mas ela se torna inacessível? A resposta da Yamaha para nós foi em caráter definitivo, pelo que pude sentir: Além de eles não terem conhecimento do referido instrumento (E não tinham quando entrei em contato com eles), ainda dizen que não a importam!

Tenho que dizer que isso pra mim foi mais surpresa que saber que algo, muito importante, ainda não tem acessibilidade. Conversando com a própria Rebeca, a mesma me contou que tem diabete (Como muitos outros cegos que conheço) e me falou que mesmo sendo essa a terceira maior causa de cegueira no Brasil não existe até hoje um glicosímetro com sintetizador, e não há qualquer laboratório que produza insulina e a venda com denominações em Braille. Não questiono a questão da insulina mas quanto ào glicosímetro, será mesmo que não existe? Será que não é mais um produto que há no mercado mas não sabemos da existência dele e não temos como importar? E convenhamos: Não seria assim tão difícil pra uma empresa fazer algo nesse sentido, pelo contrário: É bem mais fácil que produzir um instrumento eletrônico acessível, ou um computador ou celular, coisas que já existem.
Pois então: Devemos lutar pela acessibilidade e temos o direito de exigi-la sim! Mas o que fazer quando ela existe e não sabemos ou não está a nosso alcance? Mais absurdo que não ter acessibilidade é quando a temos, mas não podemos alcança-la! A divulgação deve fazer parte quando da criação de qualquer produto acessível, especialmente na internet; E a obtenção também: Ao invés de uma resposta definitiva e negativa, por que não buscar, trazer e divulgar? Garanto que não seria só o Tiago o único beneficiado com a Flauta acessível, por exemplo; Muitos outros que só tem uma mão poderiam realizar o sonho de começar a tocar um instrumento, muitos poderiam aproveitar. E o que dizer do argumento sobre a quantidade, pra valer apena a importação? Simples: Se não divulgamos e não tentamos, nunca teremos um resultado. E eu, somente eu, já conheço umas três ou quatro pessoas que poderiam ser beneficiadas com o instrumento! Quantos mais não haverão por aí? Somente poderemos saber quando empresas como a yamaha pararem de dar respostas negativas e resolverem “arriscar”!

Termino então esse artigo na expectativa de que o mesmo sirva para iluminar aquelas mentes que gostam de primeiro dizer não, fazendo com que elas resolvam primeiro tentar, para depois, tendo um resultado prático na mão, aceitar ou negar algo. Ainda falando da Yamaha e do artigo anterior sobre acessibilidade, eu havia mencionado a Yamaha e a Roland, mas existem muitas outras que poderiam também aderir a essa campanha. Contudo, a Yamaha foi a única que se dignou a me responder dizendo que estavam encaminhando minha solicitação aos responsáveis. Até agora não obtive mais nenhum retorno nesse sentido, mas vou entrar em contato pra saber se algo foi ou será feito e, naturalmente, divulgo o resultado aqui.

Cumprimentos

Fernando

maio
11

Olá caros leitores!

Como sempre, depois de uma carrada de posts sérios, eu tenho que encher essa coisa aqui na seção de humor. Então… Alguns dos velhos e bons leitores devem lembrar de um post que fiz lá no começo do blog chamado Italianinho revortado? Pois… Depois resolvi descobrir mais sobre o tal Italianinho Revortado.
Ele se chama Germano Mosconi. Nascido em 11 de novembro de 1932 e falecido em 1 de março de 2012, portanto, com 79 anos e depois do primeiro artigo que publiquei sobre ele com o primeiro vídeo, foi um jornalista da televisão notório no norte da Italia, e, pelo que pesquisei, recebendo inclusive alguns prêmios.

Contudo, sua fama explodiu na internet e não com o jornalismo mas sim com os bastidores, como já viram no vídeo que publiquei em 2007 e que é uma montagem, e como verão agora, nesse, mais completo.

A característica de xingar em alto e bom tom quando alguém sem aviso entra no estúdio, quando uma coisa cai, porta bate, etc é o mais marcante e, claro, divertido! Vejam então abaixo o vídeo (Mais completo que o primeiro) e entenderão do que estou falando. Dá pra alguns rirem bastante.. Outros, claro, não vão gostar, mas como ninguém agrada a todo mundo, não serei eu (E muito menos ele e seu vídeo) que o conseguirão.
Vejam e se divirtam clickando aqui!
Um abraço e aguardo vocês por aqui nos comentários!
Fernando

maio
11

Olá caros leitores…

Resolvi compartilhar esse texto do nosso velho amigo Pedro Cardoso da Costa convosco por que eu mesmo conheço bem o sistema de saúde no Brasil e já conheci a negligência, embora não chegue nem a um milésimo do que essa senhora passou.

Hoje em dia a gente vai de médico em médico, de especialidade em especialidade, e o diagnóstico, que é o importante, demoramos muito pra conseguir (Quando conseguimos a tempo). Fora dos convênios, é pior ainda: Pra conseguir uma ressonância magnética e a própria cirurgia pelo SUS, por exemplo, minha namorada teve que ameaçar brigar na justiça e levou quase um ano entre o problema (Rompimento do tendão no joelho) e a solução que após a ressonância veio rápido e graças aos céus com um excelente médico, o mesmo que, inclusive, operou minha coluna.

Bom mas vamos ao texto, então, e vejam o absurdo da coisa…

Anos de dor

Fatos escabrosos sobre o caos da saúde pública brasileira não deveriam chocar a mais ninguém devido à repetição diária e generalizada. Mesmo com tantas ocorrências, alguns chocam não pelo fato em si, mas pelo tempo de duração.

Aconteceu recentemente em Sorocaba, no interior de São Paulo, um daqueles que assustam e mexe com a sensibilidade de qualquer pessoa. Rosmari Aparecida Rosa, de 53 anos retirou um pedaço de faca do corpo após 37 anos de um sofrimento insuportável.

Destaca-se nesse episódio o fato de uma radiografia simples ser de rápida solução, mas nenhum médico, nenhum hospital, nenhum envolvido seja público ou particular tomou essa iniciativa elementar antes. Essa mulher deve ter passado por diversos médicos, postos e hospitais várias vezes.

Outro ponto que não se ouviu falar é se as secretarias municipal ou estadual da saúde deram início a algum procedimento administrativo para averiguar por quais órgãos públicos com vista à apuração de responsabilidade e a respectiva punição. Não resta nenhuma dúvida que houve negligência e imperícia. Por mais primários que sejam os atendimentos, devem ter registros documentados de suas passagens.

Repito, caso ela tenha sido atendida por órgãos públicos, o que é muito provável devido à duração do problema, já que se ela tivesse melhores condições financeiras teria recorrido a hospitais particulares que, por mais simples que fossem já teriam realizado radiografias, alguma tomografia e até ressonância magnética.

Mas esta seria apenas a primeira fase de uma administração pública que tivesse um mínimo de seriedade perante seus cidadãos. Por iniciativa própria, a segunda etapa seria indenizá-la pelo flagelo que passou por tanto tempo, em razão única e exclusivamente de descaso. À parte a dignidade escamoteada pelo padecimento de quase quatro décadas, imagine quanto essa senhora não deixou de realizar, de produzir e de desfrutar da vida.

Em última instância, ela deveria requerer aposentadoria, com base num salário médio hipotético do que receberia durante os 35 anos que poderia ter contribuído e não o fez porque ficou impossibilitada devido à ineficiência e omissão estatais.

Nessas horas, em vez de medidas adequadas, os agentes públicos esmeram-se em dar explicações do que só a eles convencem. Como o poder público no Brasil só tem o propósito de se beneficiar do povo e não tomará nenhuma das medidas sugeridas, a senhora e seus familiares deveriam pleitear tanto a indenização quanto a sua aposentadoria. Devem procurar um promotor de justiça para auxiliá-la na promoção das ações cabíveis.

Esse é daqueles casos de danos irreparáveis. Para esses casos não existe justiça; pode haver reparações de alguns danos. Essa senhora não pode se satisfazer só em ter encontrado um “anjo”, o doutor Walberto Kushiyama, que solicitou uma ressonância magnética, elementar, que nenhum outro profissional fez em 37 anos.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Um abraço e aguardo vocês nos comentários!