Olá caros amigos e leitores!!
Alguns já sabem que, em 2024, participei dos primeiros dois módulos do programa Hackers do Bem: o Nivelamento e o Básico.
Portanto, desta vez não estou apenas repassando a divulgação de um curso que encontrei perdido em algum canto da internet. Eu realmente passei por ele, conheci a plataforma, acompanhei as aulas e pude experimentar uma parte dessa formação por dentro.
E agora as inscrições estão novamente abertas!
Como começou essa história?
O Hackers do Bem foi lançado em 2023 com uma proposta bastante ambiciosa: formar profissionais de cibersegurança e ajudar a reduzir a falta de gente qualificada numa área que se torna mais necessária a cada dia.
As primeiras inscrições foram abertas em janeiro de 2024. A procura foi muito maior do que o esperado: o programa recebeu mais de 129 mil inscritos e precisou encerrar aquela primeira rodada já em março daquele ano.
Foi justamente nessa primeira fase que entrei e cursei os módulos de Nivelamento e Básico.
O nome “Hackers do Bem” pode até assustar quem ainda associa a palavra hacker exclusivamente a invasões, crimes digitais e sujeitos misteriosos escondidos num quarto escuro. Mas a ideia aqui é justamente formar profissionais para o outro lado da história: pessoas capazes de encontrar vulnerabilidades, prevenir ataques, proteger redes, sistemas e dados e responder quando alguma coisa dá errado.
Ou seja: aprender como os ataques funcionam para saber como evitá-los e combatê-los. Tudo dentro da lei, naturalmente, antes que algum leitor resolva sair “se aventurando” no computador do vizinho…
Quem está por trás do Hackers do Bem?
O programa é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o MCTI.
Os recursos vêm da Lei de TICs por meio da Softex, dentro do Programa Prioritário em Informática. A execução é feita pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, a RNP, em parceria com o Senai de São Paulo.
Parece uma verdadeira sopa de siglas, eu sei, mas cada uma dessas instituições tem uma função importante.
A RNP é responsável pela operação do programa, pelo desenvolvimento e funcionamento da plataforma, pelos ambientes de experimentação e laboratórios práticos, pelos módulos mais avançados, pela Residência Tecnológica e pela emissão dos certificados.
A Escola Superior de Redes, braço de capacitação da RNP, participa da organização das aulas e atividades. Já o Senai-SP ficou responsável pela elaboração dos conteúdos dos módulos de Nivelamento e Básico, além de atuar na comunicação e divulgação do programa.
Não se trata, portanto, apenas de um cursinho isolado, mas de um projeto nacional que procura reunir formação, pesquisa, experimentação prática e aproximação com o mercado de trabalho.
Como funciona a formação?
A trilha completa do Hackers do Bem é dividida em cinco etapas: Nivelamento, Básico, Fundamental, Especializado e Residência Tecnológica.
As vagas abertas ao público neste momento são para os dois módulos de entrada.
O Nivelamento tem carga horária de 80 horas e começa realmente pelas bases. Ele apresenta assuntos como hardware, internet, redes de computadores, sistemas operacionais Windows e Linux, lógica de programação e os primeiros conceitos relacionados à cibersegurança.
É uma boa porta de entrada inclusive para quem ainda não possui experiência na área e quer descobrir se pretende seguir adiante.
O módulo Básico tem 64 horas e já avança para temas como computação em nuvem, desenvolvimento, ameaças e vulnerabilidades, criptografia e conceitos de Governança, Risco e Compliance, o famoso GRC.
Depois vêm os módulos Fundamental e Especializado, nos quais o conteúdo se aprofunda. Na especialização, aparecem áreas como Red Team, voltada ao ataque ético; Blue Team, voltada à defesa; segurança no desenvolvimento, análise forense e governança.
Por fim, existe a Residência Tecnológica, destinada a participantes selecionados entre aqueles que apresentam melhor desempenho. É uma etapa prática e, portanto, o avanço por toda a trilha não acontece automaticamente apenas por ter concluído os primeiros cursos.
Ao concluir cada etapa, o participante pode receber o respectivo certificado. Os alunos também passam a fazer parte do Hub Hackers do Bem, um ambiente que procura aproximar estudantes, especialistas, empresas e órgãos do governo, criando oportunidades de troca de conhecimento, contatos profissionais e acesso ao mercado de cibersegurança.
Quem pode participar?
O programa é totalmente gratuito e está disponível para pessoas de todas as regiões do Brasil.
Podem se inscrever aqueles que estejam cursando ou já tenham concluído o Ensino Médio. Não há limite de idade e também não é necessário possuir conhecimento prévio em segurança da informação.
Portanto, serve tanto para quem já trabalha com informática e deseja ampliar seus conhecimentos quanto para quem está pensando em mudar de área ou iniciar uma nova carreira.
E mesmo para quem não pretende trabalhar diretamente com cibersegurança, o conhecimento adquirido pode ser muito útil no uso pessoal: ajuda a entender melhor redes, sistemas, senhas, golpes, vulnerabilidades, proteção de dados e vários dos riscos que enfrentamos diariamente na internet.
Até quando vão as inscrições?
Até a publicação deste texto, não foi divulgada uma data específica para o encerramento das inscrições.
A nova oferta é de 25 mil vagas para os módulos de Nivelamento e Básico. Como a rodada anterior esgotou e a procura pelo programa sempre foi bastante grande, a melhor recomendação é não deixar para depois. Nesse caso, o prazo pode acabar sendo simplesmente “antes que terminem as vagas”…
Quem desejar participar pode fazer a inscrição gratuitamente no site oficial:
É um excelente curso não somente para uso pessoal, mas também uma porta de entrada para uma das grandes oportunidades atuais e futuras de trabalho na informática.
Fica novamente a dica para aqueles que quiserem “se aventurar” — desta vez do lado certo da rede, naturalmente…
Um abraço…
Fernando
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