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Oi, turma!!
Tudo bem? Pois… Comigo, tudo…
Hoje trago mais um texto de Pedro Cardoso da Costa, falando sobre o quadro Soletrando, do Luciano Huck, que creio que todos vocês conheçam…
Eu, particularmente, não gosto muito desse quadro. Acho que ele, além de demonstrar a baixa qualidade atual do ensino no Brasil, ainda “endeusa” aqueles que demonstram saber, pelo menos, como se escreve corretamente uma palavra…
Bom, mas chega de comentários, porque senão ainda vão arrancar minha cabeça.
Vamos ao texto:
Ampliar o “Soletrando”
Pedro Cardoso da Costa
A criação do quadro Soletrando, no programa Caldeirão do Huck, foi, além de inédita, uma das boas iniciativas da televisão aberta nos últimos tempos, apesar de ainda ser tímida.
Esse quadro não alcança os milhões de telespectadores das novelas, mas, segundo as notícias, sua audiência cresceu com o passar dos programas.
O formato foi muito rápido e, por isso, os resultados foram bons, mas poderiam ter sido ainda melhores. O quadro deveria ter sido mais duradouro, quem sabe apresentando uma finalíssima em cada estado.
O principal resultado seria escancarar o quanto anda ruim o ensino nas escolas públicas.
Também mostrou que é possível haver ensino de qualidade numa escola pública. Deixou claro que isso depende mais do esforço e da criatividade de seus diretores do que de autoridades governamentais distantes, como prefeitos e governadores.
Embora, naturalmente, o ideal seja a integração de todas essas partes.
O quadro também fica restrito à soletração de palavras. Seria bom ampliar seu conteúdo para incluir outros assuntos relacionados à língua portuguesa.
As demais emissoras deveriam seguir a linha adotada pela Rede Globo. Nem poderiam alegar que não querem plagiar, tendo em vista que, na televisão, tudo se copia com outro nome.
As empresas deveriam colaborar com a criação de políticas de conhecimento geral, exigindo a leitura de livros por parte de seus funcionários, ainda que fossem obras relacionadas à área de atuação da empresa.
A Volkswagen distribui panfletos mostrando como várias palavras são escritas corretamente.
Essa iniciativa poderia ser adotada até em sacolas e saquinhos de mercados, padarias e bazares, assim como por todas as casas comerciais.
Os jornais poderiam criar um espaço destinado à educação, reservando para isso parte daquele atualmente dedicado às ocorrências policiais.
A Globo deu um passo muito importante, mas precisa ampliar o projeto em relação aos níveis de escolaridade, às matérias abordadas, à quantidade de programas e ao tempo de duração.
É uma pena que um programa tão importante tenha durado bem menos do que o Big Brother Brasil.
Pedro Cardoso da Costa
Bel. em Direito
Interlagos/SP
E então? Comentem!
Digam o que acharam nos comentários…
Abração!
Fernando
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