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Archive for the ‘Textos interessantes’ Category

mai
06

Oi turma!!

Pois é.. Vocês lembram de um texto chamado A tristeza do Geca, que
eu publiquei na semana passada? Pois… Já que falamos em educação,
trago aqui mais um texto do Pedro Cardoso da Costa, muito interessante,
e que, mais uma vez, diz tudo… Na verdade, só coloco aqui um pequeno
comentário, que vale tanto pra questão da violência, quanto pra da
educação e mais muitas outras por aí:
O problema do Brasil é que “se discute muito, se chega a poucas
conclusões, e se resolve menos ainda!”…
Quando se passar a discutir menos, chegar a conclusões melhores e mais
rápido e também colocar mais em prática as soluções, aí as coisas vão
começar a mudar…

Bom, mas.. Agora chega, vamos ao texto:



FOLCLORE DA EDUCAÇÃO

Pedro Cardoso da Costa

Tomara que a discussão sobre educação não se esgote nela mesma. Costuma-se essa discussão ser recorrente, principalmente sobre problemas insolúveis. Há muito tempo
tem sido assim com a violência. Quanto mais se discute, mais ela tem crescido.
O erro começa por um debate superficial e não analítico. Todos vibram como se fosse numa partida de futebol. Nenhum especialista falou nada mais do que repasse de
verba. Eis o perigo, porque nossas autoridades nunca controlam as verbas repassadas. Um exemplo seria os livros distribuídos que a imprensa noticiou que, novinhos
e sem utilização, estavam servindo à reciclagem.
A análise de alunos iniciantes não passa de fumaça. O provão foi criado com a mesma espuma e não melhorou em nada a qualidade dos alunos nem das faculdades. Com
o Enem ocorreu o mesmo.
Primeiro, precisaria colocar em prática que todo professor fizesse um curso superior em sua área de atuação. Depois, que se fechassem efetivamente as instituições
com qualidade ruim.
Avaliações periódicas dos professores, retirando das salas aqueles sem qualificação seria outra medida imprescindível. Existem aos borbotões.
Seria necessário estabelecer metas no nível de conhecimento para as várias etapas do ensino. Por que o colégio particular ensina e o público não? Quem completasse
o ensino médio deveria adquirir conhecimento mínimo X. Os de nível médio deveriam saber Y. Todo mundo sabe quando o ensino não passa de faz-de-conta, principalmente
os responsáveis pelas crianças.
Outra medida salutar seria o trabalho permanente com a leitura de jornais, revistas. Estipular uma quantidade mínima de livros para alunos dos vários níveis. Só
como exemplo, quem concluísse o ensino fundamental teria que ter lido e trabalhado cinqüenta livros de escritores nacionais e cinco estrangeiros. Daria uma média
de cinco livros/ano.
Além dessas e de outras medidas, a criação de pelo menos uma biblioteca em toda vila deste país, ou em toda escola. Colocar mensagens oficiais e extra-oficiais na
mídia com incentivo ao acompanhamento dos pais e responsáveis aos alunos; aproximá-los de fato às escolas; incentivar a doação de livros. Incluir a prática de esportes
diversos nas escolas. Caso medidas efetivas não sejam colocadas em prática, este pomposo plano não passará disso: um plano, assim como foram os vários programas
para extinguir o analfabetismo. O Mobral já aniversariou três décadas e o índice de analfabetismo continua vergonhoso. E enquanto tocada a surtos esporádicos, a
educação nunca será um projeto de nação, mas renderá folclóricos pacotes ao país.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP
ESTE TEXTO PODE SER COMENTADO, PUBLICADO, CRITICADO E REPASSADO.


E então?? Digam o que acharam nos coments!!!

Fico aguardando eles…

Abração!

Fernando

abr
28

Oi turma!!

Tudo bom??

Aqui, tudo..

Pois é.. Recebi isso por e-mail do Dré, e não pude deixar de mandar…

Trata-se daqueles verbos que vem sofrendo modificações gramaticais por
conta da globalização, informatização, e outras “zações” mais…

Vamos ver o que vocês acham?
Ah.. Quem tem preguiça de ler, não tem problema, pode assistir aqui, e,
enquanto isso, ir lendo outros posts.. Quem quiser ler pra ser mais
rápido, vá em frente!

Vamos ao texto:


VERBOS NOVOS E HORRÃ?VEIS

Ricardo Freire

Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero.
Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É
uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me
emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível,
quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.

Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo
desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo
nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser,
eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com
jeitinho, eu até implemento, mas operacionalizar, jamais.
O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei
agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos
agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um
gás. Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.

Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu
cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o
antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em
vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e
pronto.

Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem
mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas
eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais
e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só
uso. E recomendo. Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de
utilizar e passaria a usar.

Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em
“ilizar”.

Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os
terminados simplesmente em “ar”.

Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração
disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são
operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e
eram perfeitamente claras e eufônicas.

A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de
ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas
de ouvidos sensíveis.

Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos,
“viabilizar”?

É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que
“desincompatibilizar” sempre foi um palavrão.

Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para
complicabilizar.

Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é
ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações:
“Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem
quilibiliser”.

Problema seu. Me inclua fora dessa.


E então??? Que tal o texto? Ou o vídeo? Eeeee… Digam o que acharam nos
comentários dessa coisa…

Abração e até a próxima!

Fernando

abr
28

Oi turma!!!

Tudo bom?

Aqui, tudo…

Pois é… E, novamente, mechendo nos meus “arquivos velhos”, encontrei
esse texto, e resolvi compartilhar com vocês… Eu, particularmente,
diria que tem muito de mim nesse texto, e por isso que gostei tanto de
relê-lo. Resumindo, digamos que a “sétima torre” falada no texto,
poderia dizer que fecha 100% comigo… Quero só ver se um dia eu
encontro alguém que a compartilhe, como o carinha do texto encontrou,
né? Vamos a ele, então:


O Barbazul

Rubem Alves

Vivia num país, não me recordo se próximo ou distante, um
homem que todos conheciam pelo apelido Barbazul. Era um homem de rara
beleza. Do seu rosto o que mais impressionava eram os olhos, de um azul
profundo, dos quais saía uma luz azul que envolvia sua barba numa aura
azulada, razão do seu apelido.

Barbazul era um homem rico. Vivia num castelo. Numa das
extremidades do seu castelo havia uma torre de sete patamares, trancados
a sete chaves. Era uma torre misteriosa, interditada ao público, e
sobre o que havia nela circulavam as estórias mais escabrosas.

Barbazul era um homem solitário. Nunca se casara. Tão bonito,
tão rico: por que nunca se casara? – era a pergunta que todos faziam.

Muitas eram as mulheres, lindas mulheres, que por ele se
apaixonavam. E Barbazul não se esquivava. Aceitava as sugestões
contidas nos sorrisos… A princípio era um simples namorico, os dois
passeando pelos bosques… Mas sempre chegava o momento quando a jovem
lhe dizia:

“Gostaria de me casar com você…”

“Casamento é coisa muito séria”, dizia Barbazul. “Só devem
se casar pessoas que se conhecem profundamente. E só existe uma forma
de as pessoas se conhecerem: é preciso que vivam juntas. Você
viveria comigo, no meu castelo, mesmo sem nos casarmos? Eu no meu
quarto, você no seu… Até nos conhecermos?”

E assim acontecia. A jovem ia viver com Barbazul no seu castelo,
cada um no seu quarto. Comiam juntos, passeavam, conversavam… Barbazul
era um homem extremamente fino e delicado. Mas sempre acontecia a mesma
coisa: depois de um mês assim vivendo Barbazul se dirigia à jovem e
lhe dizia: “Vou fazer uma viagem de sete dias. Nesses dias você tem
permissão para visitar a ‘Torre dos Sete Patamares’. Aqui estão as
sete chaves… Durante a sua visita você deverá segurar a chave do
patamar que você estará visitando na sua mão esquerda, fechada com
bastante força. Isso é muito importante. Porque as chaves têm
propriedades mágicas…”

Com essas palavras ele partia e a jovem ficava só, com as sete
chaves na mão, e a Torre dos Sete Patamares a ser visitada…

Transcorridos sete dias Barbazul regressava e após o abraço do
reencontro perguntava:
“Visitou a Torre dos Sete Patamares?”
“Sim. Visitei todos os patamares…”, a jovem respondia
alegremente.
“Você gostou?”
“Eu os achei maravilhosos!”
Barbazul insistia:
“Todos eles?”
“Sim, todos eles…”
“Então”, concluía com um sorriso, “é hora de você me
devolver as sete chaves, aquelas que você apertou na mão esquerda, o
lado do coração. Como eu lhe disse, elas são mágicas… Elas
vão me contar o que você sentiu…”

Assentava-se então numa poltrona, fechava os olhos, e segurava
as chaves na sua mão esquerda, uma de cada vez. A magia das chaves
estava nisso: elas o faziam sentir, ao segurá-las, o mesmo que a jovem
havia sentido, na sua visita aos sete patamares da torre.

Só de olhar para o seu rosto era possível perceber os
sentimentos guardados na chave que segurava. Eram sentimentos os mais
variados, todos os que existem no leque que vai da alegria até a
tristeza. As jovens sempre se emocionavam ao visitar os patamares da
torre… Com uma exceção. Ao segurar a sétima chave o sorriso de
Barbazul desaparecia e, no seu lugar, aparecia enfado e tédio. Era
isso que a jovem havia sentido no sétimo patamar: enfado e tédio.

“Não”, dizia ele à jovem. “Não poderemos nos casar. Comigo
você será para sempre infeliz. O que há de mais fundo em mim, para
você é tédio e enfado.”

E sem outras explicações levava a jovem à casa de seus pais,
não sem antes enchê-la com os presentes que trouxera da viagem.

E era sempre assim.
Foi então que aconteceu…
Era o entardecer, o sol se pondo no horizonte. O mar estava
maravilhosamente azul. Barbazul caminhava na praia, como sempre fazia,
pés descalços… Viu, ao longe, uma jovem que caminhava sozinha,
molhando os seus pés na espuma do mar. Era uma cena linda, digna de
uma tela de Monet: uma jovem sozinha, vestes brancas na areia branca,
contra o azul do céu e o azul do mar… Ela caminhava na sua
direção, distraída. Mas parecia não vê-lo, tão absorta se
encontrava. Ela se assustou quando o viu…
“Eu a assustei?”, ele perguntou.
“Eu estava distraída”, ela disse, se desculpando.
“Qual é o seu nome?”
“O meu nome? Stella Maris…”
“Chamam-me de Barbazul, por causa da cor da minha barba…”
Eles riram.
Ela não era bonita. Mas a cena era bonita, bonitos eram seus
olhos, bonita era a sua voz…

Barbazul ouviu músicas no seu coração. E foi assim que
caminharam juntos de pés descalços ao sol poente, caminhadas que
vieram a se repetir a cada novo dia.

Até que, numa dessas caminhadas, Barbazul falou o que nunca
falara.
“Você não quer morar comigo no meu castelo?”
“Você está pedindo que eu me case com você?”, ela perguntou.

“Não. Estou pedindo que você venha morar comigo. Depois de
morar comigo, quem sabe, descobriremos que as nossas solidões
poderão caminhar juntas pela vida…”

E assim, ela foi morar no castelo do Barbazul. E aconteceu
exatamente como acontecia com todas as outras: passado um tempo Barbazul
anunciou uma viagem de sete dias e lhe deu as sete chaves com a mesma
recomendação. E partiu…

No primeiro dia Stella Maris tomou a primeira chave, abriu a porta
do primeiro patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um
enorme salão de festas cheio de gente. A orquestra tocava valsas
alegres e as pessoas dançavam e riam. Parecia que todos estavam leves
e felizes. Stella Maris dançou também e se sentiu leve e feliz.

No segundo dia Stella Maris tomou a segunda chave, abriu a porta
do segundo patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um
salão de banquetes onde se serviam as mais deliciosas comidas e se
bebiam os vinhos mais caros. Muitos eram os comensais, mas não tantos
quantos havia no salão de festas. Stella Maris juntou-se a eles,
assentou-se, comeu, bebeu e se alegrou.

No terceiro dia Stella Maris tomou a terceira chave, abriu a porta
do terceiro patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um
parque cheio de crianças que brincavam dos mais variados brinquedos:
balanços, gangorras, pipas, piões, cabo-de-guerra, pau de sebo,
perna de pau, pula-corda, amarelinha, bolinhas de gude, bonecas,
casinha, cabra-cega, escorregador, sela… Todas riam. Todas estavam
felizes. Stella Maris se sentiu como criança e se juntou com elas, a
brincar.

No quarto dia Stella Maris tomou a quarta chave, abriu a porta do
quarto patamar e segurou a chave firmemente em sua mão. Era uma
biblioteca com prateleiras cheias de livros. Havia livros de todos os
tipos: livros de ciência, de história, de literatura, de poesia, de
filosofia, de humor, de mistério, de crime, de ficção
científica, de arte, de culinária, de sexo, de religião… Os
rostos daqueles que, assentados às mesas, liam livros em silêncio,
revelavam emoções que os livros continham: concentração,
excitação, curiosidade, alegria, tristeza, riso… Stella Maris
escolheu um livro de arte, pinturas de Monet. Vendo as ninféias de
Monet ela se sentiu leve e diáfana e desejou ver uma ninféia num
lago…

No quinto dia Stella Maris tomou a quinta chave, abriu a porta do
quinto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma
catedral gótica. A luz do sol se filtrava através dos vitrais
coloridos e no silêncio do espaço vazio se ouvia o Requiem, de
Fauré. E não eram muitas as pessoas que lá estavam. Havia rostos
de súplica, rostos de sofrimento, rostos de paz. Stella Maris foi
envolvida pelo silêncio, pelas cores dos vitrais, pela música… E a
sua alma orou, chorou, agradeceu e sentiu paz.

No sexto dia Stella Maris tomou a sexta chave, abriu a porta do
sexto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um jardim
japonês. Ouvia-se o barulho da água que caía na fonte onde nadavam
carpas coloridas em meio às ninféias. As cerejeiras estavam
floridas. Um velho hai-kai repentinamente floresceu: “Cerejeiras ao
anoitecer – Hoje também já é outrora…” (Issa). Poucas, muito
poucas eram as pessoas que andavam pelo jardim. Stella Maris se assentou
sob uma cerejeira florida e o seu pensamento parou. Não era
necessário pensar. A beleza era tanta que ocupava todo o lugar onde
moram os pensamentos. Experimentou o paraíso…

No sétimo dia Stella Maris tomou a sétima chave, abriu a porta
do sétimo patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma
ampla sala vazia, na penumbra. Ninguém, somente ela. O silêncio era
absoluto. A solidão era absoluta. Dois móveis apenas, duas cadeiras.
A que se encontrava no centro da sala era iluminada pela luz das velas
de um candelabro que pendia do teto. Stella Maris assentou-se na cadeira
que estava num canto, nas sombras.

Foi então que um homem entrou por uma porta nos fundos. Vinha
abraçado com um violoncelo. Sem dizer uma única palavra ele se
assentou, arrumou o violoncelo entre as pernas, tomou o arco,
concentrou-se e pôs-se a tocar. A melodia, em meio ao silêncio
absoluto, sem nenhum ruído ou fala que a profanasse, era de tal pureza
e pungência que lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Stella
Maris.

Sentiu que o seu corpo estava possuído pela beleza. Era como se
ele, o seu corpo, fosse o instrumento de onde saía a música. Sim,
ela já a ouvira: a Suíte n. 1, em sol maior para violoncelo, de
Bach. Terminada a execução, o artista se levantou e se retirou sem
nada dizer. Stella Maris permaneceu assentada, em silêncio; não
queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse,
para sempre…

* * *

“Então”, disse Barbazul sorridente, “visitou a Torre dos Sete
Patamares?”
“Visitei”, respondeu Stella Maris, entregando-lhe as chaves.
Barbazul pediu para ficar sozinho e reclinando com os olhos fechados foi
apertando as chaves, sucessivamente, com a mão esquerda, a mão do
coração. No seu rosto se estampavam as emoções que Stella Maris
havia tido em cada um dos patamares: leveza, alegria, riso, beleza,
tristeza – até chegar ao último patamar, aquele que, ao segurar a
sua chave, sentira o tédio e o enfado que as outras mulheres haviam
sentido. O que é que Stella Maris teria sentido?

E, de repente, sentiu lágrimas rolando pelo seu rosto, as mesmas
lágrimas que haviam rolado pelo rosto de Stella Maris. Era como se o
seu corpo estivesse possuído pela beleza e fosse o instrumento do qual
a música saía…

Barbazul sorriu. Permaneceu assentado, em silêncio; não queria
que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para
sempre…

* * *

“Stella Maris, você quer se casar comigo”, ele perguntou.

“Casar? Mas eu pensei que…”

“Sim, casar. Você compreendeu o que é a Torre dos Sete
Patamares? É a minha alma. Cada patamar é um pedaço de mim. Lá
se encontram os prazeres e alegrias humanos. Homens, mulheres e
crianças se reúnem para compartilhar esses prazeres e alegrias. Mas,
ao final da torre, há um lugar de solidão absoluta onde só entra
uma pessoa de cada vez, eu permitindo. Aquele lugar é o fundo do meu
coração. Quem não amar aquele lugar jamais me amará. Poderá
até ser um companheiro de danças, de jantares, de discussões
literárias, de brinquedos… Muitos podem ser bons companheiros. Mas,
para me amar, é preciso amar a minha solidão. E aquela música é
a forma sonora da minha solidão. Você a achou bela. Você permitiu
que ela possuísse o seu corpo. E, por isso, eu a amo… Nossas
solidões são amigas… Você quer se casar comigo?”

– Estórias são parábolas. Não podem ser tomadas
literalmente. Eu usei uma figura masculina como figura central – o
Barbazul – porque estou reescrevendo e transformando a velhíssima
estória do Barba Azul, cheia de violências e assassinatos. Mas seria
possível escrever uma estória com a mesma trama tendo uma mulher
como a figura central.

– “O primeiro homem é o primeiro visionário de espíritos. A
ele tudo aparece como espírito. O que são as crianças, senão
primeiros homens? O fresco olhar da criança é mais transcendente que
o pressentimento do mais resoluto dos visionários.” (Novalis,
Pólen, 163).


E então? Que tal o texto?? Comentem!!! E depois agente conversa…

Abração!

Fernando

abr
28

Oi turma!!!

Pois é.. Vocês lembram daquele texto sobre a redução da maioridade penal,
que eu postei aqui a alguns dias atrás?

Se não lembram, recomendo a leitura, mesmo assim.. Pois bem.. Trago,
agora, do mesmo autor, um comentário muito interessante sobre a situação
atual do futebol no Brasil…
Não vou fazer nenhum comentário, deixo isso para os entendidos, até por
que meus conhecimentos de futebol se limitam ao fato de que “acho que
pra jogar precisa-se de uma bola”… Portanto, pra quem não sabe, melhor
não falar que falar besteira, né?

Pois então, vamos ao texto:


DECADÊNCIA DO FUTEBOL

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Já houve uma afirmação de que nada se constrói, tudo se transforma. O futebol brasileiro parece querer ferir essa lógica
com sua repetição exagerada em tudo, sem
nenhuma criatividade. Todos repetem. Dirigentes, treinadores, jogadores, comentaristas e até torcedores.
Os comentaristas mencionam sempre a sobra de jogadores para determinado time. Mesmo que os dois times estejam com os mesmos
onze de cada lado, sem expulsão, sem
contusão. Esquecem-se e não explicam que do outro lado tem jogador sobrando em algum canto do campo. A prevalência técnica
de sobra de um time sobre a do outro deveria
ser explicado; e não explicam. Outro argumento generalizado seria o gol só por falha da defesa. Por essa lógica, sem haver
sobreposição de um ataque sobre a defesa,
se não houvesse falha, todo jogo terminaria empatado sem gols.
Ouve-se que os técnicos estudaram ou conhecem tais e tais times e por isso levam vantagem. A questão é que os treinadores
brasileiros só saem dos times por deficiência
técnica. Neste caso, parece óbvio que o conhecimento desse treinador sobre o time de onde saiu demitido não traria nenhum
efeito positivo. Outra questão que precisa
ser igualitária seria a responsabilidade do treinador. Quando ganha é em função do seu “bom trabalho�, quando perde, é porque
os jogadores não correspondem ao que
o treinador pediu. A função técnica limita-se a pedir: então o treinador manda marcar Maradona e se o jogador não conseguir
não obedeceu ao que o treinador pediu!
Fácil assim!
Os jogadores repetem que erraram quando não podiam; nunca dizem quando poderiam errar! Além dessa, quando um time está fazendo
uma grande campanha, a colocação de
que todos querem ganhar da gente; não dizem quando e quais times não querem ganhar.
O pior é o péssimo nível técnico do futebol brasileiro. Os clubes brasileiros passaram a ser peneiras dos europeus de qualquer
divisão, não seguram nenhum atleta
quando este interessa a um time da terceira divisão da Itália, Alemanha, Espanha. As semifinais dos estaduais comprovam
isso. No último jogo entre Bragantino e Santos,
a quantidade de passes errados do Bragantino dá a mostra do nível dos demais estados, considerando que São Paulo seja o
melhor tecnicamente. Além disso, mesmo o
time precisando de determinado resultado para uma classificação, o atacante comete falta nos zagueiros e prejudicam o time.
Outra falta boba seria aquela que um
jogador vai receber a bola e outro por traz dá aquela chegada! São inúmeras faltas totalmente desnecessárias. E nisso os
brucutus da maioria dos treinadores têm
total responsabilidade. Alguém precisa dizer aos treinadores brasileiros que treinar nada tem a ver com aquele berreiro,
palavrões, gestos grosseiros e desrespeito
aos atletas. E estes deveriam se impor e não aceitar este tratamento grosseiro e mal-educado.
Não podem ser aceitos por todos outros erros cometidos por atletas profissionais, ao menos de forma reiterada como tem ocorrido:
bater escanteio que a bola passe
por detrás do gol; cobrar falta por cobertura que bata na barreira; passar a bola para colegas em impedimento; erros de
passes laterais ou um pouquinho “semiverticais�
e bem próximos (aceita-se nos lances em profundidade para o gol); aquele chuveirinho repetido e inócuo. No mínimo, 90% são
rebatidos pelos zagueiros. Finalizam alguns
erros banais a reposição de goleiro com chutões. Também só substitui bem quem escala mal. O resto é conversa fiada e puxa-saquismo.
Ah, colega que empurra os companheiros
para bajular somente o técnico demonstra falta de companheirismo e personalidade.
Mais de oitenta por cento das faltas marcadas por árbitros brasileiros não existem. Essas faltas não passam de trombadas,
escorregões, encontros, choques, acidentes
de trabalho. Deve ser banida a palavra acho dos comentaristas; eles têm que comentar o jogo e parar de fazer previsões.
Eles não são gurus nem têm conhecimento suficiente
para fazer prognósticos antecipados. São muito chatos com esses palpites e chutes. Já os comentaristas de arbitragem falam
tudo contrário ao que mostra a imagem.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito


E então, que acharam? Manifestem-se!! Aguardo vocês nos comentários por
aqui…

Abração!

Fernando

abr
27

Oi turma!!

Mais uma vez eu aqui…

E hoje, trago para vocês outra coisa de interesse geral, e que pouco é
falada, junto com outra que “já é falada até demais pra as poucas
providências até agora tomadas”…

Bom.. A questão é que.. Temos que cuidar do planeta… Ou em 20 anos
começaremos a não ter mais lugar pra viver.. E depois que começar, não
tem mais volta…

Vamos ao texto, então:


Global Dimming – Escurecimento Global
Autor: Mateus Fornazari – 2006-11-30

Poucos ouviram falar sobre isto, mas peço que leiam. O fim da humanidade pode estar próximo se nada fizermos. Um fenômeno

que os cientistas se recusavam
a acreditar
está acontecendo. É um paradoxo incrível, que envolve o aquecimento global e que somente agora os cientistas estão aceitando

discutir.
Sei que a leitura pode ser um pouco chata no começo, mas aguente até o fim, que você ficará surpreso!

As nuvens do céu. Cada vez mais poluídas e prejudiciais.

Todos se lembram do dia 11/9. Após este dia, todos os aviões dos EUA não decolaram nos 3 dias seguintes. Nestes 3 dias,

o clima em todo os EUA foi bom
e limpo. O
pesquisador David Travis, que trabalha com o rastros deixados pelos aviões no céu a muitos anos, não perdeu esta chance

única e registrou nestes 3 dias,
que além
de céu limpo, a temperatura em todo os EUA tinha subido 1º C. Pensem bem, a temperatura subiu 1º C em 3 dias!

Em 1950, em Israel, o pesquisador Gerry Stanhill, mediu a incidência de radiação solar no solo da recém-criada nação para

a construção de canais de irrigação.
Na
década de 90, ele resolveu medir novamente, para ver se seus números ainda estavam válidos. Para seu espanto, estava incidindo

22% menos radiação solar
em 1990 que
em 1950. Ele publicou seus trabalhos e eles foram ignorados pela comunidade científica. Como, com todo mundo discutindo

o aquecimento global, um cientista
afirma
que em Israel a radiação solar está 22% mais fraca? Israel teria que estar congelando se fosse verdade. Tinha que haver

algo errado.

Na Alemanha, a pesquisadora Beate Lieper, encontrou paralelamente ao pesquisador israelense, este mesmo problema. Ela mediu

a incidência de raios solares
nos Alpes
da Bavária e verificou que eles estavam mais fracos. Como era de esperar, seus resultados foram desprezados pela comunidade

científica.

Estava acontecendo na Alemanha e em Israel, os pesquisadores começaram a procurar sobre o assunto independentemente. Eles

encontram os mesmos dados: de
1950 a 1990,
o nível de radiação solar incidente sobre a Terra tinha caído: 9% na Antártica, 10% nos EUA, quase 30% na Rússia e 16% em

partes das ilhas Britânicas.
Era um verdadeiro
fenômeno global, e Gerry deu um nome acertado: Global Dimming ou Escurecimento Global. Ainda assim, a resposta dos outros

cientistas era a de não acreditar.

Havia um motivo para isto. Se estivesse tendo menos radiação solar incidindo sobre a Terra, o mundo deveria ficar mais frio.

Além disto, os cientistas
sabiam que
a Terra estava ficando mais quente, devido o aquecimento global. Estes cientistas estavam contradizendo o aquecimento global.

Mas na verdade, este não
era o único
fenômeno a contradizer o aquecimento global.

Na Austrália, os biólogos Michael Roderick e Graham Farqurar, que trabalham com a Taxa de Evaporação de Panela, que nada

mais é que a medição da quantidade
de água
que precisa-se colocar todos os dias em um local com água para ele voltar ao nível do dia anterior, verificaram que esta

taxa estava diminuindo. Os dados
que eles
utilizaram estão sendo coletados não a alguns anos, mas a 100 anos. Este é mais um paradoxo: como a taxa de evaporação da

água nas panelas diminuía se
a temperatura
dos planetas está subindo? A conclusão dos biólogos foi a seguinte: se a taxa está caindo, deve ser porque está incidindo

menos radiação no solo.

As medições da Taxa de Evaporação de Panela estavam ligadas ao Escurecimento Global? Neste momento entra em ação o destino

ou o que você preferir. Um dos
biólogos
tinha ido a biblioteca procurar um artigo e não o encontrou, mas achou por acaso, no local em que estava procurando, um

artigo com o titulo: “Evaporação
Perde Força”,
que reportava o declínio da TEP sobre a Rússia, EUA e Leste Europeu! O artigo fez a ligação dos dados dos que mediram a

diminuição da incidência da luz
solar com
a TEP. Não havia mais dúvida sobre a veracidade do Escurecimento Global.

Fazendeiro verificando a Taxa de Evaporação de Panela, que diminui apesar do nosso planeta estar aquecendo.

Mas o que está causando isto? O Sol não emitiu menos radiação, assim o culpado tem de estar na Terra. Na busca pela resposta,

um dos maiores climatologistas
do mundo,
Veerabhadran Ramanathan, da Universidade da Califórnia, foi procurar a resposta na Ilhas Maldivas, que são na verdade milhares

de ilhotas no oceano Ã?ndico.
Estas
ilhotas são desertas, mas na verdade, as do norte são atingidas por uma corrente de ar poluído (que tem 3 quilômetros de

altura) vinda da Ã?ndia, e as do
sul são
atingidas por uma corrente de ar puro e limpo, vinda da Antártica. Assim, a poluição poderia ser a responsável. Queimar

combustível não produz somente
a poluição
invisível, responsável pelo aquecimento global, mas também produz a radiação visível, pequenas partículas de fuligem e outros

compostos. Depois de quatro
anos de
pesquisas, os resultados foram publicados: As ilhas do norte, devido as nuvens de poluição de 3 Km de espessura, recebiam

10% menos energia que as do sul.
Os pesquisadores
esperavam um resultado de 0,5 a 1%, mas ele foi 10x maior! As nuvens estavam tornado-se espelhos gigantes que além de refletir

de volta os raios solares,
podiam
alterar o padrão de chuvas globais. Isto é realmente um desastre.

Muitos dos que estão lendo esta matéria, devem ficar chocados ao ver a foto abaixo e lembrar-se do desastre bíblico que

atingiu a planície de Sahel na
Etiópia, ocorrido
em 1984. O mundo ficou chocado. Hoje, existe reais evidências de que tudo foi causado pelo escurecimento global. Vamos entender

porquê. Durante a maior
parte do
tempo, Sahel é completamente seca, mas as monções trazem a vida, com chuvas abundantes ao local. Com as nuvens refletindo

a luz, as monções não ocorreram
ano após
ano, e o resultado foi a fome e a morte de milhares de pessoas. Na verdade eu simplifiquei bem a explicação. Quem quiser

saber em detalhes, recomendo que
vejam o
documentário. Este princípio da falta de monções é aplicado a uma região da �sia que possuiu 3.6 bilhões de pessoas. Veja

bem, se as monções não chegarem
a Ã?sia,
3.6 BILHÕES de pessoas sofrerão e este sim, será um desastre global.

Milhares de pessoas morreram na Etiópia em 1984, devido a seca causada pelo escurecimento global.

Muitas crianças perderam a vida, secando até morrerem

Assim o que devemos fazer? Acabar com a poluição lançada ao ar, o que não é difícil de fazer, e na verdade já esta sendo

feito. Veja o protocolo de Kyoto,
a batalha
de Arnold Schwarzenegger, o governador da Califórnia, pelas causas ambientais (leiam a revista Superinteressante deste mês

que ela trás uma matéria legal
sobre este
assunto), e o uso de instrumentos catalisadores que na Europa já está sendo feito em larga escala. Estas medidas diminuiram

visivelmente a poluição visível.
Uma
boa notícia para o Sahel e os países das monções. Nos últimos anos as secas não tem sidos tão duras nestes locais…. mas

aqui começa o grande paradoxo.
Embora o
Escurecimento Global seja uma ameaça a humanidade, ele parece estar nos protegendo de outra ameaça, o aquecimento global!!!!

Meus leitores, leiam novamente
a frase
anterior e reflitam.

O pesquisador David Travis (aquele que falei no primeiro parágrafo, sobre o 11/9) foi o primeiro cientista a prever como

seria o mundo sem o escurecimento
global.
Durante 15 anos ele estudou as trilhas de fumaça deixadas por aviões a grandes altitudes. Uma sozinha não assusta, mas quando

elas se juntam, podem cobrir
o céu.
Existem fotos em que até 70% do céu da Califórnia esta encoberto por nuvens produzidas por aviões. Mas o que podemos esperar

destes resultados? Lembra
do 11/9, quando
durante 3 dias todas as aeronaves dos EUA ficaram no chão? Travis mediu que neste período o céu ficou ensolarado e a temperatura

subiu 1º C. Neste 3 dias,
o céu
dos EUA teve uma drástica queda no escurecimento global.

Exemplos de traços deixados por aviões e jatos. No sul da Califórnia, existem dias em que 70% das nuvens do céu são formadas

pela união de rastros de aeronaves.

Vamos pensar. Se a temperatura subiu em 3 dias 1ºC apenas porque os aviões dos EUA ficaram no chão, imagine o poder que

o escurecimento global tem. Vamos
supor que
ocorra isto no mundo todo e teremos uma resposta rápida no aumento da temperatura.

Este é o problema: RESOLVE-SE O PROBLEMA DO ESCURECIMENTO GLOBAL E O MUNDO PODE FICAR CONSIDERAVELMENTE MAIS QUENTE.

Milhares de toneladas de gases do efeito estufa são emitidas diariamente por fábricas.

Isto não é teoria, na verdade já está acontecendo. Nos países do oeste da Europa, os habitantes estão diminuindo a poluição

visível, o que causou uma melhor
qualidade
do ar que eles respiram, com a redução, mesmo que pequena, do escurecimento global. Mas o desastre ocorreu no verão de 2003,

numa onda de calor sem precedentes
no
continente. Milhares de pessoas morreram na França, incêndios devastaram Portugal e gelo glacial derreteu dos Alpes.

Em muitos carros do oeste europeu os escapamentos estão vindo com catalisadores. Esta é uma das medidas tomadas para diminuir

a poluição visível, mas a
fuligem continua
a sair e alimentar o escurecimento global, apesar de ser um valor menor.

Enquanto o efeito estufa tem aquecido o planeta, o escurecimento global o tem resfriado. (hipótese gaia?). Na verdade o

escurecimento global tem mascarado
a verdadeira
força do aquecimento global. A Terra pode ser bem mais vulnerável ao efeito estufa do que esperávamos. Até agora, as duas

forças estão equivalente, mas
daqui a pouco,
a curva do aquecimento global vai subir, e a do escurecimento global não vai conseguir acompanhá-la. Em 100 anos as temperaturas

subiram 0,6 ºC, assim
o aquecimento
global está vencendo o escurecimento.

Os pesquisadores utilizam modelos computadorizados para prever o aumento na temperatura ao longo dos anos. Estes modelos

prevêem um aumento de 5º C até
o final do
século, mas estes modelos podem estar errados e a temperatura pode subir 10ºC até 2100, com danos irreversível em apenas

25 anos!!!!!! No ano de 2030,
a temperatura
pode estar 2ºC mais alta e acredita-se que todo o gelo da Groenlândia vá começar a derreter, e uma vez que o processo inicia,

ele não tem mais volta. Irá
demorar,
mas no final, o nível dos oceanos de todo o mundo estará 7 ou 8 metros mais alto. Você faz idéia do que isto significa?

Pense.

Pensou? Pois bem, se nada for feito depois disto, vai ficar pior, porque a nossa floresta amazônica e outras florestas tropicais

do mundo começarão a secar
com o
calor. Em 2040 deve estar 4ºC mais quente e isto levaria a uma grande seca, particularmente na bacia do amazonas, que não

sustentará mais a floresta que
virará na
melhor das hipóteses uma savana, ou mesmo um deserto. Ela irá queimar e liberar o que no ar CO2, o gás do efeito estufa.

Hoje o Brasil esta na lista dos
maiores
poluidores mundiais, sabia? Mas é porque temos muitas indústrias e somos um país superdesenvolvido? Não, pelas queimadas

que ocorrem nas florestas do país.
Agora
imagine todas as florestas do mundo sendo queimadas, a quantidade de CO2 que será liberada na atmosfera será enorme. Todo

este cenário foi sugerido pelo
novo modelo
utilizado pelos climatologistas e não visto por profetas. O resultado foi visto por cientistas, o que é mais preocupante.

O derretimento do gelo da Groenlândia pode começar em 2030 e fará o nível do oceano subir de 7 a 8 metros. A seguir, em

2040, as florestas tropicais irão
queimar
e transformar-se em savanas ou desertos.

Vocês estão vendo que a situação está negra, mas lembre-se da Lei de Murphy, o que está ruim pode ficar ainda pior, e é

isto que vai acontecer. Um aumento
de 10ºC
pode ser o suficiente para dar inicio a queima de uma enorme, mas enorme reserva natural de gás, localiza no extremo norte

do planeta. O calor pode desestabilizar

o que se chama de hidratos de metano, que hoje estão congelados no fundo do oceano. São 10.000 bilhões de toneladas congeladas

e sabe-se que são desestabilizados

pelo calor. Neste momento, o que fizermos será muito tarde. O metano é um gas 8x mais potente para o efeito estufa que o

CO2. O clima no planeta estaria
verdadeiramente
fora de controle.

Reforço em dizer que isto não é uma previsão, é um aviso. É o que vai acontecer se limparmos a poluição e não fizermos nada

com os gases que causam o efeito
estufa.

Você agora se pergunta: Porque então não continuar poluindo e deixar o Escurecimento Global proteger o planeta? Porque é

suicídio! As partículas do escurecimento

causam doenças respiratórias e também influenciam no clima mundial, atuando nas monções, por exemplo.

Uma possível solução para acabar com ambos os problemas: acabar com a queima do carvão, óleo e do gás. São escolhas muito

difíceis, com certeza. Há 20
anos que tentam
fazer isto, mas até hoje na prática pouco foi feito. Pense nos seus filhos, no futuro da sua geração, veja o mundo que estávamos

deixando para eles e para
muitos
de nós. Lembre-se que em 2030 as coisas começarão a mudar, e muitos de vocês que estão lendo são jovens ainda que vão viver

muito, muito tempo….

O único modo de impedir este apocalipse é parar com a queima de combustíveis como petróleo, gás e carvão.

Tudo isto que escrevi foi baseado em um documentário da BBC feito em 2005 intitulado: Global Dimming – Tragic End of Humanity.

A BBC é a estatal britânica
que faz
os melhores documentários do mundo e este com certeza, foi um dos mais arrepiantes que ela já produziu. Aliás, ela foi pioneira

no assunto. Nada havia
sido produzido
sobre o Escurecimento Global até a produção deste verdadeiro apocalipse pelos ingleses.

“Somente depois da última árvore derrubada, depois do último animal extinto,e quando perceberem o último rio poluído,sem
peixe, o Homem irá ver que dinheiro não
se come.” (Provérbio indígena).


E então, que acharam??? Eu me assustei, um pouco, se querem saber… E
tem mais: A coisa parece ser céria, e não mais uma daquelas baboseiras
que correm por aí pela internet…

Bom, aguardo os comentários, então…

Abração!

Fernando

abr
26

Oi turma!!!

Sei que alguns poderiam me chamar de insistente, chato, até mesmo
perguntar por que eu “ainda estou voltando a esse assunto”? Afinal foi
um post feito a mais de mês… Sim, sei que foi, e já teve um outro a
respeito, mas o assunto não “acabou”, e sabem por que? Por que ainda não
foi resolvido, e só vamos poder “engavetar” esse tipo de assunto, quando
a coisa for resolvida realmente… A prova de que não foi resolvido é
que agora, por exemplo, os bandidos apontam as armas pras crianças, e
não pro adulto, na ora do roubo, por exemplo… E, claro, o “outro
assunto lá”, ninguém fala mais, quase… Vocês, por exemplo, sabem quem
é “João Hélio Fernandes”? Não, antes que pensem qualquer coisa, não é um
político importante, ou qualquer coisa assim, (se é que me entendem);
Quem não sabe ou não_lembra_mais, que pesquise, e descubra…
Mas bom… Mudando de assunto sem mudar de assunto, trago hoje aqui um
texto de Pedro Cardoso da Costa, um advogado “que eu não conheço” mas
deve estar em alguma comunidade que eu estou no orkut, por que recebí
isso dele…
De qualquer forma, conhecendo ou não, trago o texto dele aqui.. E agora
ao invés de falar apenas do crime, vamos falar também da maioridade
penal..
Antes do texto do advogado, quero deixar minha opinião pessoal, que não
vai exatamente de acordo com o texto, mas mesmo assim, vamos lá:
Acho que não deve existir “maioridade penal”; E sim, uma criança, por
menor que seja, a partir do momento em que cometeu um crime hediondo
qualquer, e que já é capaz de fazer uma escolha moral, (ou seja: Sabe o
que é matar, morrer, e coisa e tal e o que agente deve ou não fazer),
já assume sua “maioridade penal”, e deveria já ser julgada e
condenada…
Também, quero acrescentar que uma boa educação, e uma boa familia, (bem
estruturada), evita, por si, muitos desses problemas…
Ou seja: Com uma boa familia e uma boa educação, resolvemos grande parte
do problema.
E.. Antes que arranquem minha cabeça, eu digo: Não me refiro aqui, às
pessoas que tem algum tipo de distúrbio mental, se bem que até essas
penso que devam ser analisadas com muita cautela, (por que existe muita
gente que faz absurdos e depois quer conseguir um laudo qualquer de
deficiente mental pra escapar da justiça)!
E bom.. Outra coisa que o Diniz fez questão de me lembrar e que também
concordo com ele: Não adianta apenas “jogar” o sujeito no presídio!! Por
que isso só enche presídio… O que tem que fazer, é criar um plano bom
de reeducação, (moral e intelectual), pra essa gente aí, e, também,
fazer uma triajem , ao “admitir” o cara na cadeia, pra saber qual o grau
de periculosidade dele, e colocá-lo com outros “equivalentes”…

Bom, mas.. Chega de conversa e vamos ao texto?


REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
A violência tornou-se um daqueles problemas que criou mais especialistas e
palpiteiros do que o futebol. Cada um tem seu diagnóstico enquanto a
violência grassa. Há muito tempo se mata mais na normalidade do Brasil do
que em qualquer guerra no mundo. Há uns dez anos me aborreci profundamente
com mais um especialista, o Renato Lombardi por dizer que o governo de São
Paulo teria criado uma série de medidas de combate à violência e que o
resultado viria em longo prazo e que a sociedade brasileira era precipitada.
O tempo mostrou o resultado. As autoridades insinuam, de forma velada ou
disfarçada, de que os culpados são as vítimas. E a cada agravamento nos
requintes de crueldade nos crimes surge um festival de explicações, como se
fosse suficiente. E só. Até a autoridade máxima, em vez de solução, formula
perguntas.
Agora descobriu que a melhoria das condições sociais resolveria o problema.
Mas o governo federal não faz uma campanha mínima de orientação para evitar
gravidez precoce e o nascimento descontrolado de filhos de quem não tem
nenhuma condição de cuidar, o principal motivo ensejador do caos social.
Mais, em absoluto pobreza não é sinônimo de banditismo.
A presidenta da Suprema Corte de Justiça, acompanhada de muitos jornalistas
e especialistas, acha que não é o momento para a discussão da maioridade
penal. Precisava dizer quando seria o momento adequado. Os assassinatos
foram crescendo até chegar quarenta mil assassinatos por ano e isto não foi
suficiente para surgir o momento adequado.
Sem que surgisse um policial em toda a trajetória, depois da diversão dos
anjinhos que atravessaram o Rio de Janeiro arrastando uma criança, a
sociedade despertou-se para a discussão sobre a diminuição da maioridade
penal. È certo que somente colocar idade menor em papel não resolve nada. Só
que nenhuma medida foi tomada até agora. Nem mesmo um tal banco de dados
nacional para registrar os condenados não passou de intenção. Não existe
quem conheça uma medida de prevenção, simplesmente porque não tem. Além
disso, as penitenciárias estão com mais de cem mil e existem mais de
trezentos mil condenados soltos.
A solução óbvia seria policiamento preventivo adequado, com equipamento
adequado, sem panda podre, sem milícia; uma polícia investigativa que
apurasse para valer, com intercâmbio com outros países. Corregedorias que
fiscalizassem eficazmente as tantas “passagens de bandidos apenas pela
polícia�, apurando a razão dos inquéritos não chegarem ao Ministério
Público. Além de um Poder Judiciário que julgasse com rapidez e eficiência.
Quanto ao Poder Legislativo, tem mesmo que instituir a prisão perpétua para
todos os crimes hediondos, incluindo todo e qualquer assassinato doloso. Com
a certeza de que nenhuma pena, mesmo a de morte, não compensa a injustiça de
se matar alguém. Para quem tem dúvida, ficaria a indagação se, sabendo que o
bandido iria ser enforcado, aceitaria que ele lhe tirasse a vida.
Para crimes de lesões corporais, que deixassem seqüelas graves, como a
deficiência em algum membro do corpo, pena privativa de liberdade de, no
mínimo vinte anos. Para os duvidosos de sempre, ficaria a pergunta se
trocaria a perda de visão de um olho pelos vinte anos de prisão do bandido.
Ninguém aceitaria pela cristalina falta de sentido e de lógica. Todas essas
penas sem nenhuma progressão, sem nenhum benefício.
A lengalenga de que pena pressupõe recuperação de bandido é para gente de
má-fé, ou propensa a santo. Pena é punição mesmo pelo crime praticado. Ponto
final. A preocupação e as iniciativas têm que ser por medidas preventivas.
Nunca, jamais, agraciar bandido em detrimento do sofrimento alheio, gratuito
e pelo resto da vida. Quem mata uma pessoa, deixa vários mortos-vivos.
As políticas de esporte, lazer, entretenimento e aprendizado em geral de
qualidade deveriam ser conseqüência natural de governos normais. E para
todos, acompanhadas da certeza de que criminoso depende da formação e da
própria índole e não da condição social da pessoa. Fosse assim, Lula seria
chefe de tráfico e não da Nação.
As penas têm que ser longas, certas e os julgamentos rápidos. Associar
julgamento bem feito a prazo infinito é de uma infelicidade desastrosa e
inconseqüente. O resto serve de desculpa, inclusive para a indústria da
prescrição, que deveria ser banida, ou ela ou os que a deixam ocorrer.
E as pessoas devem ter vida pautada pela escolha entre ser um cidadão de
bem, livre; ou do mal, preso. Trata-se apenas do princípio bíblico do livre
arbítrio.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP


E então, que acharam? Comentem!! E, de preferência, não façam como
muitos, que esquecem o ocorrido…

Abração

Fernando