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Archive for the ‘Pedro Cardoso da Costa’ Category

mai
06

Oi turma!!

Pois é.. Vocês lembram de um texto chamado A tristeza do Geca, que
eu publiquei na semana passada? Pois… Já que falamos em educação,
trago aqui mais um texto do Pedro Cardoso da Costa, muito interessante,
e que, mais uma vez, diz tudo… Na verdade, só coloco aqui um pequeno
comentário, que vale tanto pra questão da violência, quanto pra da
educação e mais muitas outras por aí:
O problema do Brasil é que “se discute muito, se chega a poucas
conclusões, e se resolve menos ainda!”…
Quando se passar a discutir menos, chegar a conclusões melhores e mais
rápido e também colocar mais em prática as soluções, aí as coisas vão
começar a mudar…

Bom, mas.. Agora chega, vamos ao texto:



FOLCLORE DA EDUCAÇÃO

Pedro Cardoso da Costa

Tomara que a discussão sobre educação não se esgote nela mesma. Costuma-se essa discussão ser recorrente, principalmente sobre problemas insolúveis. Há muito tempo
tem sido assim com a violência. Quanto mais se discute, mais ela tem crescido.
O erro começa por um debate superficial e não analítico. Todos vibram como se fosse numa partida de futebol. Nenhum especialista falou nada mais do que repasse de
verba. Eis o perigo, porque nossas autoridades nunca controlam as verbas repassadas. Um exemplo seria os livros distribuídos que a imprensa noticiou que, novinhos
e sem utilização, estavam servindo à reciclagem.
A análise de alunos iniciantes não passa de fumaça. O provão foi criado com a mesma espuma e não melhorou em nada a qualidade dos alunos nem das faculdades. Com
o Enem ocorreu o mesmo.
Primeiro, precisaria colocar em prática que todo professor fizesse um curso superior em sua área de atuação. Depois, que se fechassem efetivamente as instituições
com qualidade ruim.
Avaliações periódicas dos professores, retirando das salas aqueles sem qualificação seria outra medida imprescindível. Existem aos borbotões.
Seria necessário estabelecer metas no nível de conhecimento para as várias etapas do ensino. Por que o colégio particular ensina e o público não? Quem completasse
o ensino médio deveria adquirir conhecimento mínimo X. Os de nível médio deveriam saber Y. Todo mundo sabe quando o ensino não passa de faz-de-conta, principalmente
os responsáveis pelas crianças.
Outra medida salutar seria o trabalho permanente com a leitura de jornais, revistas. Estipular uma quantidade mínima de livros para alunos dos vários níveis. Só
como exemplo, quem concluísse o ensino fundamental teria que ter lido e trabalhado cinqüenta livros de escritores nacionais e cinco estrangeiros. Daria uma média
de cinco livros/ano.
Além dessas e de outras medidas, a criação de pelo menos uma biblioteca em toda vila deste país, ou em toda escola. Colocar mensagens oficiais e extra-oficiais na
mídia com incentivo ao acompanhamento dos pais e responsáveis aos alunos; aproximá-los de fato às escolas; incentivar a doação de livros. Incluir a prática de esportes
diversos nas escolas. Caso medidas efetivas não sejam colocadas em prática, este pomposo plano não passará disso: um plano, assim como foram os vários programas
para extinguir o analfabetismo. O Mobral já aniversariou três décadas e o índice de analfabetismo continua vergonhoso. E enquanto tocada a surtos esporádicos, a
educação nunca será um projeto de nação, mas renderá folclóricos pacotes ao país.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP
ESTE TEXTO PODE SER COMENTADO, PUBLICADO, CRITICADO E REPASSADO.


E então?? Digam o que acharam nos coments!!!

Fico aguardando eles…

Abração!

Fernando

abr
28

Oi turma!!!

Pois é.. Vocês lembram daquele texto sobre a redução da maioridade penal,
que eu postei aqui a alguns dias atrás?

Se não lembram, recomendo a leitura, mesmo assim.. Pois bem.. Trago,
agora, do mesmo autor, um comentário muito interessante sobre a situação
atual do futebol no Brasil…
Não vou fazer nenhum comentário, deixo isso para os entendidos, até por
que meus conhecimentos de futebol se limitam ao fato de que “acho que
pra jogar precisa-se de uma bola”… Portanto, pra quem não sabe, melhor
não falar que falar besteira, né?

Pois então, vamos ao texto:


DECADÊNCIA DO FUTEBOL

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Já houve uma afirmação de que nada se constrói, tudo se transforma. O futebol brasileiro parece querer ferir essa lógica
com sua repetição exagerada em tudo, sem
nenhuma criatividade. Todos repetem. Dirigentes, treinadores, jogadores, comentaristas e até torcedores.
Os comentaristas mencionam sempre a sobra de jogadores para determinado time. Mesmo que os dois times estejam com os mesmos
onze de cada lado, sem expulsão, sem
contusão. Esquecem-se e não explicam que do outro lado tem jogador sobrando em algum canto do campo. A prevalência técnica
de sobra de um time sobre a do outro deveria
ser explicado; e não explicam. Outro argumento generalizado seria o gol só por falha da defesa. Por essa lógica, sem haver
sobreposição de um ataque sobre a defesa,
se não houvesse falha, todo jogo terminaria empatado sem gols.
Ouve-se que os técnicos estudaram ou conhecem tais e tais times e por isso levam vantagem. A questão é que os treinadores
brasileiros só saem dos times por deficiência
técnica. Neste caso, parece óbvio que o conhecimento desse treinador sobre o time de onde saiu demitido não traria nenhum
efeito positivo. Outra questão que precisa
ser igualitária seria a responsabilidade do treinador. Quando ganha é em função do seu “bom trabalho�, quando perde, é porque
os jogadores não correspondem ao que
o treinador pediu. A função técnica limita-se a pedir: então o treinador manda marcar Maradona e se o jogador não conseguir
não obedeceu ao que o treinador pediu!
Fácil assim!
Os jogadores repetem que erraram quando não podiam; nunca dizem quando poderiam errar! Além dessa, quando um time está fazendo
uma grande campanha, a colocação de
que todos querem ganhar da gente; não dizem quando e quais times não querem ganhar.
O pior é o péssimo nível técnico do futebol brasileiro. Os clubes brasileiros passaram a ser peneiras dos europeus de qualquer
divisão, não seguram nenhum atleta
quando este interessa a um time da terceira divisão da Itália, Alemanha, Espanha. As semifinais dos estaduais comprovam
isso. No último jogo entre Bragantino e Santos,
a quantidade de passes errados do Bragantino dá a mostra do nível dos demais estados, considerando que São Paulo seja o
melhor tecnicamente. Além disso, mesmo o
time precisando de determinado resultado para uma classificação, o atacante comete falta nos zagueiros e prejudicam o time.
Outra falta boba seria aquela que um
jogador vai receber a bola e outro por traz dá aquela chegada! São inúmeras faltas totalmente desnecessárias. E nisso os
brucutus da maioria dos treinadores têm
total responsabilidade. Alguém precisa dizer aos treinadores brasileiros que treinar nada tem a ver com aquele berreiro,
palavrões, gestos grosseiros e desrespeito
aos atletas. E estes deveriam se impor e não aceitar este tratamento grosseiro e mal-educado.
Não podem ser aceitos por todos outros erros cometidos por atletas profissionais, ao menos de forma reiterada como tem ocorrido:
bater escanteio que a bola passe
por detrás do gol; cobrar falta por cobertura que bata na barreira; passar a bola para colegas em impedimento; erros de
passes laterais ou um pouquinho “semiverticais�
e bem próximos (aceita-se nos lances em profundidade para o gol); aquele chuveirinho repetido e inócuo. No mínimo, 90% são
rebatidos pelos zagueiros. Finalizam alguns
erros banais a reposição de goleiro com chutões. Também só substitui bem quem escala mal. O resto é conversa fiada e puxa-saquismo.
Ah, colega que empurra os companheiros
para bajular somente o técnico demonstra falta de companheirismo e personalidade.
Mais de oitenta por cento das faltas marcadas por árbitros brasileiros não existem. Essas faltas não passam de trombadas,
escorregões, encontros, choques, acidentes
de trabalho. Deve ser banida a palavra acho dos comentaristas; eles têm que comentar o jogo e parar de fazer previsões.
Eles não são gurus nem têm conhecimento suficiente
para fazer prognósticos antecipados. São muito chatos com esses palpites e chutes. Já os comentaristas de arbitragem falam
tudo contrário ao que mostra a imagem.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito


E então, que acharam? Manifestem-se!! Aguardo vocês nos comentários por
aqui…

Abração!

Fernando

abr
26

Oi turma!!!

Sei que alguns poderiam me chamar de insistente, chato, até mesmo
perguntar por que eu “ainda estou voltando a esse assunto”? Afinal foi
um post feito a mais de mês… Sim, sei que foi, e já teve um outro a
respeito, mas o assunto não “acabou”, e sabem por que? Por que ainda não
foi resolvido, e só vamos poder “engavetar” esse tipo de assunto, quando
a coisa for resolvida realmente… A prova de que não foi resolvido é
que agora, por exemplo, os bandidos apontam as armas pras crianças, e
não pro adulto, na ora do roubo, por exemplo… E, claro, o “outro
assunto lá”, ninguém fala mais, quase… Vocês, por exemplo, sabem quem
é “João Hélio Fernandes”? Não, antes que pensem qualquer coisa, não é um
político importante, ou qualquer coisa assim, (se é que me entendem);
Quem não sabe ou não_lembra_mais, que pesquise, e descubra…
Mas bom… Mudando de assunto sem mudar de assunto, trago hoje aqui um
texto de Pedro Cardoso da Costa, um advogado “que eu não conheço” mas
deve estar em alguma comunidade que eu estou no orkut, por que recebí
isso dele…
De qualquer forma, conhecendo ou não, trago o texto dele aqui.. E agora
ao invés de falar apenas do crime, vamos falar também da maioridade
penal..
Antes do texto do advogado, quero deixar minha opinião pessoal, que não
vai exatamente de acordo com o texto, mas mesmo assim, vamos lá:
Acho que não deve existir “maioridade penal”; E sim, uma criança, por
menor que seja, a partir do momento em que cometeu um crime hediondo
qualquer, e que já é capaz de fazer uma escolha moral, (ou seja: Sabe o
que é matar, morrer, e coisa e tal e o que agente deve ou não fazer),
já assume sua “maioridade penal”, e deveria já ser julgada e
condenada…
Também, quero acrescentar que uma boa educação, e uma boa familia, (bem
estruturada), evita, por si, muitos desses problemas…
Ou seja: Com uma boa familia e uma boa educação, resolvemos grande parte
do problema.
E.. Antes que arranquem minha cabeça, eu digo: Não me refiro aqui, às
pessoas que tem algum tipo de distúrbio mental, se bem que até essas
penso que devam ser analisadas com muita cautela, (por que existe muita
gente que faz absurdos e depois quer conseguir um laudo qualquer de
deficiente mental pra escapar da justiça)!
E bom.. Outra coisa que o Diniz fez questão de me lembrar e que também
concordo com ele: Não adianta apenas “jogar” o sujeito no presídio!! Por
que isso só enche presídio… O que tem que fazer, é criar um plano bom
de reeducação, (moral e intelectual), pra essa gente aí, e, também,
fazer uma triajem , ao “admitir” o cara na cadeia, pra saber qual o grau
de periculosidade dele, e colocá-lo com outros “equivalentes”…

Bom, mas.. Chega de conversa e vamos ao texto?


REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
A violência tornou-se um daqueles problemas que criou mais especialistas e
palpiteiros do que o futebol. Cada um tem seu diagnóstico enquanto a
violência grassa. Há muito tempo se mata mais na normalidade do Brasil do
que em qualquer guerra no mundo. Há uns dez anos me aborreci profundamente
com mais um especialista, o Renato Lombardi por dizer que o governo de São
Paulo teria criado uma série de medidas de combate à violência e que o
resultado viria em longo prazo e que a sociedade brasileira era precipitada.
O tempo mostrou o resultado. As autoridades insinuam, de forma velada ou
disfarçada, de que os culpados são as vítimas. E a cada agravamento nos
requintes de crueldade nos crimes surge um festival de explicações, como se
fosse suficiente. E só. Até a autoridade máxima, em vez de solução, formula
perguntas.
Agora descobriu que a melhoria das condições sociais resolveria o problema.
Mas o governo federal não faz uma campanha mínima de orientação para evitar
gravidez precoce e o nascimento descontrolado de filhos de quem não tem
nenhuma condição de cuidar, o principal motivo ensejador do caos social.
Mais, em absoluto pobreza não é sinônimo de banditismo.
A presidenta da Suprema Corte de Justiça, acompanhada de muitos jornalistas
e especialistas, acha que não é o momento para a discussão da maioridade
penal. Precisava dizer quando seria o momento adequado. Os assassinatos
foram crescendo até chegar quarenta mil assassinatos por ano e isto não foi
suficiente para surgir o momento adequado.
Sem que surgisse um policial em toda a trajetória, depois da diversão dos
anjinhos que atravessaram o Rio de Janeiro arrastando uma criança, a
sociedade despertou-se para a discussão sobre a diminuição da maioridade
penal. È certo que somente colocar idade menor em papel não resolve nada. Só
que nenhuma medida foi tomada até agora. Nem mesmo um tal banco de dados
nacional para registrar os condenados não passou de intenção. Não existe
quem conheça uma medida de prevenção, simplesmente porque não tem. Além
disso, as penitenciárias estão com mais de cem mil e existem mais de
trezentos mil condenados soltos.
A solução óbvia seria policiamento preventivo adequado, com equipamento
adequado, sem panda podre, sem milícia; uma polícia investigativa que
apurasse para valer, com intercâmbio com outros países. Corregedorias que
fiscalizassem eficazmente as tantas “passagens de bandidos apenas pela
polícia�, apurando a razão dos inquéritos não chegarem ao Ministério
Público. Além de um Poder Judiciário que julgasse com rapidez e eficiência.
Quanto ao Poder Legislativo, tem mesmo que instituir a prisão perpétua para
todos os crimes hediondos, incluindo todo e qualquer assassinato doloso. Com
a certeza de que nenhuma pena, mesmo a de morte, não compensa a injustiça de
se matar alguém. Para quem tem dúvida, ficaria a indagação se, sabendo que o
bandido iria ser enforcado, aceitaria que ele lhe tirasse a vida.
Para crimes de lesões corporais, que deixassem seqüelas graves, como a
deficiência em algum membro do corpo, pena privativa de liberdade de, no
mínimo vinte anos. Para os duvidosos de sempre, ficaria a pergunta se
trocaria a perda de visão de um olho pelos vinte anos de prisão do bandido.
Ninguém aceitaria pela cristalina falta de sentido e de lógica. Todas essas
penas sem nenhuma progressão, sem nenhum benefício.
A lengalenga de que pena pressupõe recuperação de bandido é para gente de
má-fé, ou propensa a santo. Pena é punição mesmo pelo crime praticado. Ponto
final. A preocupação e as iniciativas têm que ser por medidas preventivas.
Nunca, jamais, agraciar bandido em detrimento do sofrimento alheio, gratuito
e pelo resto da vida. Quem mata uma pessoa, deixa vários mortos-vivos.
As políticas de esporte, lazer, entretenimento e aprendizado em geral de
qualidade deveriam ser conseqüência natural de governos normais. E para
todos, acompanhadas da certeza de que criminoso depende da formação e da
própria índole e não da condição social da pessoa. Fosse assim, Lula seria
chefe de tráfico e não da Nação.
As penas têm que ser longas, certas e os julgamentos rápidos. Associar
julgamento bem feito a prazo infinito é de uma infelicidade desastrosa e
inconseqüente. O resto serve de desculpa, inclusive para a indústria da
prescrição, que deveria ser banida, ou ela ou os que a deixam ocorrer.
E as pessoas devem ter vida pautada pela escolha entre ser um cidadão de
bem, livre; ou do mal, preso. Trata-se apenas do princípio bíblico do livre
arbítrio.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP


E então, que acharam? Comentem!! E, de preferência, não façam como
muitos, que esquecem o ocorrido…

Abração

Fernando