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Archive for the ‘Compartilhando pensamentos’ Category

jan
21

Oi turma!!

Tudo bem?

Aqui tudo… Pois, como podem ver… Depois de dois anos e tanto sem
postar nada aqui, cá estou eu de novo!!!
Mas talvez algum de vocês se pergunte: Qual a novidade que eu trago
hoje?
Tenho de responder: “Nenhuma e, ao mesmo tempo, tantas que não se pode
nem contar”…

Contudo eu não vou, aqui, enumerar as coisas grandes e pequenas, tristes
e alegres, complexas e simples que se sucederam nesses dois anos de
ausência em uma única postagem que provavelmente será lida por poucos, e
comentada por menos gente ainda… Já verifiquei, em várias experiências
anteriores (Inclusive com textos dessa coisa aqui), que esses “textos
gigantes” acabam, como mencionei acima, sendo os menos lidos e menos
ainda comentados…

Por isso, de maneira breve, hoje venho para dizer que “estou
voltando”… Mas, assim como eu não sou mais o mesmo (Me refiro a esses
dois anos de mudanças em minha vida), esse blog também não será mais o
mesmo: A partir de agora, publicarei aqui o que tiver vontade de
escrever, o que quer que venha a querer sair do meu coração para estas
páginas aqui… E por isso advirto: Nem todos os textos vão agradar a
todos, mas, qualquer um antes de vir me dizer “Por que tu publicou isso,
por que escreveu aquilo?” saiba que uma das coisas que aprendi nesses
dois anos foi a dar menos explicação… Portanto, sintam-se livres para
comentar, criticar, ETC, inclusive por que eu, diante dos comentários,
farei isso em resposta… Mas sintam-se livres para não ler mais meus
escritos nessa coisa aqui se a escolha for apenas perguntar por que
escrevi isso ou aquilo.

E bom, abaixo à formalidade, (Ou quase isso?), tenho de explicar que o
título dessa postagem não foi escolhido só por que esse blog está
“renascendo”, mas sim, por que diz respeito a diversos aspectos da minha
vida nesses últimos dois anos, e inclusive, à questões anteriores a
isso, que, com o tempo, irei discorrendo.

Outra coisa é o seguinte: Não colocarei “datas programadas” para postar
textos aqui: Irei postar quando tiver vontade e quando tiver o que
dizer, (Ou quando achar que tenho o que dizer), mas, doravante, não
abandonarei mais este espaço.

Bom, acho que era isso, “por enquanto”… Como digo, “me aguaaardem”, e
verão em breve muita coisa por aqui. Comentários sobre coisas que já
passaram, coisas que tão acontecendo comigo ou com o ambiente que me
rodeia (nas quais darei minha opinião é claro), em fim.. Coisas que eu
tiver vontade de publicar… E é claro que também não deixarei de vez em
quando de publicar algo na seção de humor ou “coisa do gênero”…

E bom, “agora chega”,aaaa… Como digo, “me aguardem”, em breve estou
aqui com mais novidades!!!

Abração!

Fernando

mar
10

“Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida e
- o tempo, depois de passado.” – Almodóvar


Oi turma!! Tudo bem??

Pois é.. Agora como vocês viram, comecei o post de uma forma
diferente… É que, na realidade, a gente as vezes fica perplexo com
algumas situações e mesmo tentando prever os acontecimentos de acordo
com a análise de fatos anteriores, tudo foge do controle e acontece de
forma absolutamente diferente do que a gente esperava…

Como por exemplo, eu aqui, 4 e 25 da manhã, cansado e com um monte de
coisas pra fazer; É de se supor que vou dormir, né? Mas.. Pois… Mesmo
estando cansado, e com coisas pra fazer amanhã, (ou seria hoje?), a
insônia me leva a vir nessa coisa aqui, escrever…

Pois… E o assunto desse post acho que já deu pra adivinhar, olhando
pelo início incomum que eu dei a ele, certo? Mas antes de “começar a
raciocinar”, e botar em prática a minha característica de “maluco-pensador”,
falando em perdas, ganhos, ETC… quero avisar pra a turma que gostava
e que andou me cobrando desde que sumiu, que o “som de fundo” e a foto,
que estavam nessa coisa, acabaram de voltar… Por incrível que pareça,
tive paciência pra criar de novo o código que não deixa o som da vinheta
de entrada tocar duas vezes, e já coloquei tudo lá… Só ainda não
coloquei os links pra download da MP3 da vinheta, e pra pular
diretamente às postagens. Se vocês, que tem a paciência pra ler essa
baboseira que eu escrevo por aqui, acharem necessário, coloco de novo…
Mas, em fim.. Falando em perdas, ganhos, ETC… Essa é uma das pequenas
coisas que eu havia perdido, e recuperei… (de uma forma ou de outra).

E é sobre isso que venho “tentar” falar, aqui nesse post. Esses dias
ainda, fui, como todos sabem, fazer uma viagem pra Gravatal. Lá, como
sabem também, tive a felicidade de conhecer muitas pessoas maravilhosas
e que me deram um incentivo muito grande, musicalmente falando. Com
certeza eu não gostaria de perder o contato de nenhuma delas; Mas,
obviamente, com algumas isso sempre acaba acontecendo. O importante é a
marca positiva que elas deixam em nossa vida…

Algumas dessas pessoas, obviamente, eu cuidei de pegar contatos: Nome,
telefone, endereço, planeta, ETC… O SR.David, por exemplo, que vocês
devem ter visto a crônica que escreveu sobre mim; E também algumas
outras pessoas, (inclusive, algumas delas muito especiais)…

O interessante é que as vezes, a mente da gente não age na velocidade
que deveria, e agente sempre acaba esquecendo de pegar o contato de
alguém que deveria ter pego. E, obviamente, as vezes também, mesmo que
por poucos momentos de convivência, a marca positiva que algumas dessas
pessoas deixaram na gente fazem com que o arrependimento venha e nos
traga uma tristeza bem chatinha, inclusive por pensar que “nunca mais
vamos encontrá-las”… E isso realmente aconteceu; Eu, que tenho a mania
“gravacional” que todo (ou quase todo) o cego tem, registrei alguns
desses ótimos momentos lá nas águas de Gravatal. E, obviamente, ouvi a
voz (bem no fim da gravação) de uma dessas pessoas que não havia pego o
contato mas havia dado a ela um cartão, com meu e-mail, telefone, ETC…
E, naturalmente, pensava que nunca mais iria encontrá-la, quando de
repente me aparece um e-mail esquisito adicionado no meu MSN… Eu
aceitei, é claro, (afinal se fosse alguém mais esquisito que o e-mail eu
poderia remover e bloquear depois), e, a surpresa veio quando era
exatamente essa pessoa que eu pensava que “nunca mais iria encontrar”…
Daí, claro, entra também em jogo o interesse dela em me procurar, (o que
agradeço por ela ter tido), mas o que realmente importa é: Por que não
fui eu que tomei a iniciativa, se podia ter feito isso? É óbvio que o
fato de ela ter pego meu cartão, e depois me procurado, (uma iniciativa
dupla), pode propiciar o reencontro; Mas mesmo assim… Por que deixar
para depois, algo que pode ser feito agora? E eu, sinceramente, tenho as
vezes essa mania. As vezes por timidez em excesso, as vezes por
comodismo mesmo, em fim.. Talvez até por outros fatores; Mas já por
diversas vezes senti na pele o quanto custa o “deixar para depois”… É
claro que, como diz o texto do cabeçalho desse post:
“Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida e
- o tempo, depois de passado.”… Contudo, mesmo que o resto se poça
recuperar, de uma forma ou de outra, sempre pode demorar mais do que
esperamos, ou até mesmo vir de forma diferente da qual desejamos;
Portanto, nada melhor que “agir, e agora”, ao invés de deixar as coisas
correrem por si e fazer com que o tempo decida as nossas vidas, e não
a gente interferir no tempo pra manipular nosso futuro de acordo com
nossos ideais. É claro que, (como pretendo comentar aqui em um outro
post), nossa vida não se faz somente de nossa vontade e de nossas
escolhas; Mas a parte que cabe somente a nós, não tem por que não
“assumir o controle”.

E eu já posso dizer que aprendi essa lição, (recentemente…). Por
exemplo, ainda falando no Gravatal e suas conseqüências: Mesmo com todas
as promessas e com todo o incentivo que recebi por lá, ao invés de
“parar e esperar que as coisas venham”, como costumava fazer, estou
“buscando-as”, e tomando providências pra que elas venham o quanto
antes…

E, falando em providências, como vocês viram, hoje não fiz muito rodeio,
(como é o costume) e deixei “campo aberto” pra criar diversos outros
assuntos no futuro, nessa coisa. Mas são exatamente 5 e 14 da madrugada,
e algo me diz que eu devo conversar com o travesseiro, mesmo que seja
por pouco tempo, (afinal, tenho coisas pra fazer “hoje” que não posso
empurrar pra depois). Creio que ele esteja querendo me falar algumas
coisas “sonhisticas”, e por isso, vou indo, e, como sempre, aguardo os
coments…

Abração e vejo vocês nos comentários!!!

Fernando

mai
06

Oi turma!!

Pois é.. Vocês lembram de um texto chamado A tristeza do Geca, que
eu publiquei na semana passada? Pois… Já que falamos em educação,
trago aqui mais um texto do Pedro Cardoso da Costa, muito interessante,
e que, mais uma vez, diz tudo… Na verdade, só coloco aqui um pequeno
comentário, que vale tanto pra questão da violência, quanto pra da
educação e mais muitas outras por aí:
O problema do Brasil é que “se discute muito, se chega a poucas
conclusões, e se resolve menos ainda!”…
Quando se passar a discutir menos, chegar a conclusões melhores e mais
rápido e também colocar mais em prática as soluções, aí as coisas vão
começar a mudar…

Bom, mas.. Agora chega, vamos ao texto:



FOLCLORE DA EDUCAÇÃO

Pedro Cardoso da Costa

Tomara que a discussão sobre educação não se esgote nela mesma. Costuma-se essa discussão ser recorrente, principalmente sobre problemas insolúveis. Há muito tempo
tem sido assim com a violência. Quanto mais se discute, mais ela tem crescido.
O erro começa por um debate superficial e não analítico. Todos vibram como se fosse numa partida de futebol. Nenhum especialista falou nada mais do que repasse de
verba. Eis o perigo, porque nossas autoridades nunca controlam as verbas repassadas. Um exemplo seria os livros distribuídos que a imprensa noticiou que, novinhos
e sem utilização, estavam servindo à reciclagem.
A análise de alunos iniciantes não passa de fumaça. O provão foi criado com a mesma espuma e não melhorou em nada a qualidade dos alunos nem das faculdades. Com
o Enem ocorreu o mesmo.
Primeiro, precisaria colocar em prática que todo professor fizesse um curso superior em sua área de atuação. Depois, que se fechassem efetivamente as instituições
com qualidade ruim.
Avaliações periódicas dos professores, retirando das salas aqueles sem qualificação seria outra medida imprescindível. Existem aos borbotões.
Seria necessário estabelecer metas no nível de conhecimento para as várias etapas do ensino. Por que o colégio particular ensina e o público não? Quem completasse
o ensino médio deveria adquirir conhecimento mínimo X. Os de nível médio deveriam saber Y. Todo mundo sabe quando o ensino não passa de faz-de-conta, principalmente
os responsáveis pelas crianças.
Outra medida salutar seria o trabalho permanente com a leitura de jornais, revistas. Estipular uma quantidade mínima de livros para alunos dos vários níveis. Só
como exemplo, quem concluísse o ensino fundamental teria que ter lido e trabalhado cinqüenta livros de escritores nacionais e cinco estrangeiros. Daria uma média
de cinco livros/ano.
Além dessas e de outras medidas, a criação de pelo menos uma biblioteca em toda vila deste país, ou em toda escola. Colocar mensagens oficiais e extra-oficiais na
mídia com incentivo ao acompanhamento dos pais e responsáveis aos alunos; aproximá-los de fato às escolas; incentivar a doação de livros. Incluir a prática de esportes
diversos nas escolas. Caso medidas efetivas não sejam colocadas em prática, este pomposo plano não passará disso: um plano, assim como foram os vários programas
para extinguir o analfabetismo. O Mobral já aniversariou três décadas e o índice de analfabetismo continua vergonhoso. E enquanto tocada a surtos esporádicos, a
educação nunca será um projeto de nação, mas renderá folclóricos pacotes ao país.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP
ESTE TEXTO PODE SER COMENTADO, PUBLICADO, CRITICADO E REPASSADO.


E então?? Digam o que acharam nos coments!!!

Fico aguardando eles…

Abração!

Fernando

abr
28

Oi turma!!!

Tudo bom?

Aqui, tudo…

Pois é… E, novamente, mechendo nos meus “arquivos velhos”, encontrei
esse texto, e resolvi compartilhar com vocês… Eu, particularmente,
diria que tem muito de mim nesse texto, e por isso que gostei tanto de
relê-lo. Resumindo, digamos que a “sétima torre” falada no texto,
poderia dizer que fecha 100% comigo… Quero só ver se um dia eu
encontro alguém que a compartilhe, como o carinha do texto encontrou,
né? Vamos a ele, então:


O Barbazul

Rubem Alves

Vivia num país, não me recordo se próximo ou distante, um
homem que todos conheciam pelo apelido Barbazul. Era um homem de rara
beleza. Do seu rosto o que mais impressionava eram os olhos, de um azul
profundo, dos quais saía uma luz azul que envolvia sua barba numa aura
azulada, razão do seu apelido.

Barbazul era um homem rico. Vivia num castelo. Numa das
extremidades do seu castelo havia uma torre de sete patamares, trancados
a sete chaves. Era uma torre misteriosa, interditada ao público, e
sobre o que havia nela circulavam as estórias mais escabrosas.

Barbazul era um homem solitário. Nunca se casara. Tão bonito,
tão rico: por que nunca se casara? – era a pergunta que todos faziam.

Muitas eram as mulheres, lindas mulheres, que por ele se
apaixonavam. E Barbazul não se esquivava. Aceitava as sugestões
contidas nos sorrisos… A princípio era um simples namorico, os dois
passeando pelos bosques… Mas sempre chegava o momento quando a jovem
lhe dizia:

“Gostaria de me casar com você…”

“Casamento é coisa muito séria”, dizia Barbazul. “Só devem
se casar pessoas que se conhecem profundamente. E só existe uma forma
de as pessoas se conhecerem: é preciso que vivam juntas. Você
viveria comigo, no meu castelo, mesmo sem nos casarmos? Eu no meu
quarto, você no seu… Até nos conhecermos?”

E assim acontecia. A jovem ia viver com Barbazul no seu castelo,
cada um no seu quarto. Comiam juntos, passeavam, conversavam… Barbazul
era um homem extremamente fino e delicado. Mas sempre acontecia a mesma
coisa: depois de um mês assim vivendo Barbazul se dirigia à jovem e
lhe dizia: “Vou fazer uma viagem de sete dias. Nesses dias você tem
permissão para visitar a ‘Torre dos Sete Patamares’. Aqui estão as
sete chaves… Durante a sua visita você deverá segurar a chave do
patamar que você estará visitando na sua mão esquerda, fechada com
bastante força. Isso é muito importante. Porque as chaves têm
propriedades mágicas…”

Com essas palavras ele partia e a jovem ficava só, com as sete
chaves na mão, e a Torre dos Sete Patamares a ser visitada…

Transcorridos sete dias Barbazul regressava e após o abraço do
reencontro perguntava:
“Visitou a Torre dos Sete Patamares?”
“Sim. Visitei todos os patamares…”, a jovem respondia
alegremente.
“Você gostou?”
“Eu os achei maravilhosos!”
Barbazul insistia:
“Todos eles?”
“Sim, todos eles…”
“Então”, concluía com um sorriso, “é hora de você me
devolver as sete chaves, aquelas que você apertou na mão esquerda, o
lado do coração. Como eu lhe disse, elas são mágicas… Elas
vão me contar o que você sentiu…”

Assentava-se então numa poltrona, fechava os olhos, e segurava
as chaves na sua mão esquerda, uma de cada vez. A magia das chaves
estava nisso: elas o faziam sentir, ao segurá-las, o mesmo que a jovem
havia sentido, na sua visita aos sete patamares da torre.

Só de olhar para o seu rosto era possível perceber os
sentimentos guardados na chave que segurava. Eram sentimentos os mais
variados, todos os que existem no leque que vai da alegria até a
tristeza. As jovens sempre se emocionavam ao visitar os patamares da
torre… Com uma exceção. Ao segurar a sétima chave o sorriso de
Barbazul desaparecia e, no seu lugar, aparecia enfado e tédio. Era
isso que a jovem havia sentido no sétimo patamar: enfado e tédio.

“Não”, dizia ele à jovem. “Não poderemos nos casar. Comigo
você será para sempre infeliz. O que há de mais fundo em mim, para
você é tédio e enfado.”

E sem outras explicações levava a jovem à casa de seus pais,
não sem antes enchê-la com os presentes que trouxera da viagem.

E era sempre assim.
Foi então que aconteceu…
Era o entardecer, o sol se pondo no horizonte. O mar estava
maravilhosamente azul. Barbazul caminhava na praia, como sempre fazia,
pés descalços… Viu, ao longe, uma jovem que caminhava sozinha,
molhando os seus pés na espuma do mar. Era uma cena linda, digna de
uma tela de Monet: uma jovem sozinha, vestes brancas na areia branca,
contra o azul do céu e o azul do mar… Ela caminhava na sua
direção, distraída. Mas parecia não vê-lo, tão absorta se
encontrava. Ela se assustou quando o viu…
“Eu a assustei?”, ele perguntou.
“Eu estava distraída”, ela disse, se desculpando.
“Qual é o seu nome?”
“O meu nome? Stella Maris…”
“Chamam-me de Barbazul, por causa da cor da minha barba…”
Eles riram.
Ela não era bonita. Mas a cena era bonita, bonitos eram seus
olhos, bonita era a sua voz…

Barbazul ouviu músicas no seu coração. E foi assim que
caminharam juntos de pés descalços ao sol poente, caminhadas que
vieram a se repetir a cada novo dia.

Até que, numa dessas caminhadas, Barbazul falou o que nunca
falara.
“Você não quer morar comigo no meu castelo?”
“Você está pedindo que eu me case com você?”, ela perguntou.

“Não. Estou pedindo que você venha morar comigo. Depois de
morar comigo, quem sabe, descobriremos que as nossas solidões
poderão caminhar juntas pela vida…”

E assim, ela foi morar no castelo do Barbazul. E aconteceu
exatamente como acontecia com todas as outras: passado um tempo Barbazul
anunciou uma viagem de sete dias e lhe deu as sete chaves com a mesma
recomendação. E partiu…

No primeiro dia Stella Maris tomou a primeira chave, abriu a porta
do primeiro patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um
enorme salão de festas cheio de gente. A orquestra tocava valsas
alegres e as pessoas dançavam e riam. Parecia que todos estavam leves
e felizes. Stella Maris dançou também e se sentiu leve e feliz.

No segundo dia Stella Maris tomou a segunda chave, abriu a porta
do segundo patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um
salão de banquetes onde se serviam as mais deliciosas comidas e se
bebiam os vinhos mais caros. Muitos eram os comensais, mas não tantos
quantos havia no salão de festas. Stella Maris juntou-se a eles,
assentou-se, comeu, bebeu e se alegrou.

No terceiro dia Stella Maris tomou a terceira chave, abriu a porta
do terceiro patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um
parque cheio de crianças que brincavam dos mais variados brinquedos:
balanços, gangorras, pipas, piões, cabo-de-guerra, pau de sebo,
perna de pau, pula-corda, amarelinha, bolinhas de gude, bonecas,
casinha, cabra-cega, escorregador, sela… Todas riam. Todas estavam
felizes. Stella Maris se sentiu como criança e se juntou com elas, a
brincar.

No quarto dia Stella Maris tomou a quarta chave, abriu a porta do
quarto patamar e segurou a chave firmemente em sua mão. Era uma
biblioteca com prateleiras cheias de livros. Havia livros de todos os
tipos: livros de ciência, de história, de literatura, de poesia, de
filosofia, de humor, de mistério, de crime, de ficção
científica, de arte, de culinária, de sexo, de religião… Os
rostos daqueles que, assentados às mesas, liam livros em silêncio,
revelavam emoções que os livros continham: concentração,
excitação, curiosidade, alegria, tristeza, riso… Stella Maris
escolheu um livro de arte, pinturas de Monet. Vendo as ninféias de
Monet ela se sentiu leve e diáfana e desejou ver uma ninféia num
lago…

No quinto dia Stella Maris tomou a quinta chave, abriu a porta do
quinto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma
catedral gótica. A luz do sol se filtrava através dos vitrais
coloridos e no silêncio do espaço vazio se ouvia o Requiem, de
Fauré. E não eram muitas as pessoas que lá estavam. Havia rostos
de súplica, rostos de sofrimento, rostos de paz. Stella Maris foi
envolvida pelo silêncio, pelas cores dos vitrais, pela música… E a
sua alma orou, chorou, agradeceu e sentiu paz.

No sexto dia Stella Maris tomou a sexta chave, abriu a porta do
sexto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um jardim
japonês. Ouvia-se o barulho da água que caía na fonte onde nadavam
carpas coloridas em meio às ninféias. As cerejeiras estavam
floridas. Um velho hai-kai repentinamente floresceu: “Cerejeiras ao
anoitecer – Hoje também já é outrora…” (Issa). Poucas, muito
poucas eram as pessoas que andavam pelo jardim. Stella Maris se assentou
sob uma cerejeira florida e o seu pensamento parou. Não era
necessário pensar. A beleza era tanta que ocupava todo o lugar onde
moram os pensamentos. Experimentou o paraíso…

No sétimo dia Stella Maris tomou a sétima chave, abriu a porta
do sétimo patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma
ampla sala vazia, na penumbra. Ninguém, somente ela. O silêncio era
absoluto. A solidão era absoluta. Dois móveis apenas, duas cadeiras.
A que se encontrava no centro da sala era iluminada pela luz das velas
de um candelabro que pendia do teto. Stella Maris assentou-se na cadeira
que estava num canto, nas sombras.

Foi então que um homem entrou por uma porta nos fundos. Vinha
abraçado com um violoncelo. Sem dizer uma única palavra ele se
assentou, arrumou o violoncelo entre as pernas, tomou o arco,
concentrou-se e pôs-se a tocar. A melodia, em meio ao silêncio
absoluto, sem nenhum ruído ou fala que a profanasse, era de tal pureza
e pungência que lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Stella
Maris.

Sentiu que o seu corpo estava possuído pela beleza. Era como se
ele, o seu corpo, fosse o instrumento de onde saía a música. Sim,
ela já a ouvira: a Suíte n. 1, em sol maior para violoncelo, de
Bach. Terminada a execução, o artista se levantou e se retirou sem
nada dizer. Stella Maris permaneceu assentada, em silêncio; não
queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse,
para sempre…

* * *

“Então”, disse Barbazul sorridente, “visitou a Torre dos Sete
Patamares?”
“Visitei”, respondeu Stella Maris, entregando-lhe as chaves.
Barbazul pediu para ficar sozinho e reclinando com os olhos fechados foi
apertando as chaves, sucessivamente, com a mão esquerda, a mão do
coração. No seu rosto se estampavam as emoções que Stella Maris
havia tido em cada um dos patamares: leveza, alegria, riso, beleza,
tristeza – até chegar ao último patamar, aquele que, ao segurar a
sua chave, sentira o tédio e o enfado que as outras mulheres haviam
sentido. O que é que Stella Maris teria sentido?

E, de repente, sentiu lágrimas rolando pelo seu rosto, as mesmas
lágrimas que haviam rolado pelo rosto de Stella Maris. Era como se o
seu corpo estivesse possuído pela beleza e fosse o instrumento do qual
a música saía…

Barbazul sorriu. Permaneceu assentado, em silêncio; não queria
que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para
sempre…

* * *

“Stella Maris, você quer se casar comigo”, ele perguntou.

“Casar? Mas eu pensei que…”

“Sim, casar. Você compreendeu o que é a Torre dos Sete
Patamares? É a minha alma. Cada patamar é um pedaço de mim. Lá
se encontram os prazeres e alegrias humanos. Homens, mulheres e
crianças se reúnem para compartilhar esses prazeres e alegrias. Mas,
ao final da torre, há um lugar de solidão absoluta onde só entra
uma pessoa de cada vez, eu permitindo. Aquele lugar é o fundo do meu
coração. Quem não amar aquele lugar jamais me amará. Poderá
até ser um companheiro de danças, de jantares, de discussões
literárias, de brinquedos… Muitos podem ser bons companheiros. Mas,
para me amar, é preciso amar a minha solidão. E aquela música é
a forma sonora da minha solidão. Você a achou bela. Você permitiu
que ela possuísse o seu corpo. E, por isso, eu a amo… Nossas
solidões são amigas… Você quer se casar comigo?”

– Estórias são parábolas. Não podem ser tomadas
literalmente. Eu usei uma figura masculina como figura central – o
Barbazul – porque estou reescrevendo e transformando a velhíssima
estória do Barba Azul, cheia de violências e assassinatos. Mas seria
possível escrever uma estória com a mesma trama tendo uma mulher
como a figura central.

– “O primeiro homem é o primeiro visionário de espíritos. A
ele tudo aparece como espírito. O que são as crianças, senão
primeiros homens? O fresco olhar da criança é mais transcendente que
o pressentimento do mais resoluto dos visionários.” (Novalis,
Pólen, 163).


E então? Que tal o texto?? Comentem!!! E depois agente conversa…

Abração!

Fernando

abr
27

Oi turma!!

Mais uma vez eu aqui…

E hoje, trago para vocês outra coisa de interesse geral, e que pouco é
falada, junto com outra que “já é falada até demais pra as poucas
providências até agora tomadas”…

Bom.. A questão é que.. Temos que cuidar do planeta… Ou em 20 anos
começaremos a não ter mais lugar pra viver.. E depois que começar, não
tem mais volta…

Vamos ao texto, então:


Global Dimming – Escurecimento Global
Autor: Mateus Fornazari – 2006-11-30

Poucos ouviram falar sobre isto, mas peço que leiam. O fim da humanidade pode estar próximo se nada fizermos. Um fenômeno

que os cientistas se recusavam
a acreditar
está acontecendo. É um paradoxo incrível, que envolve o aquecimento global e que somente agora os cientistas estão aceitando

discutir.
Sei que a leitura pode ser um pouco chata no começo, mas aguente até o fim, que você ficará surpreso!

As nuvens do céu. Cada vez mais poluídas e prejudiciais.

Todos se lembram do dia 11/9. Após este dia, todos os aviões dos EUA não decolaram nos 3 dias seguintes. Nestes 3 dias,

o clima em todo os EUA foi bom
e limpo. O
pesquisador David Travis, que trabalha com o rastros deixados pelos aviões no céu a muitos anos, não perdeu esta chance

única e registrou nestes 3 dias,
que além
de céu limpo, a temperatura em todo os EUA tinha subido 1º C. Pensem bem, a temperatura subiu 1º C em 3 dias!

Em 1950, em Israel, o pesquisador Gerry Stanhill, mediu a incidência de radiação solar no solo da recém-criada nação para

a construção de canais de irrigação.
Na
década de 90, ele resolveu medir novamente, para ver se seus números ainda estavam válidos. Para seu espanto, estava incidindo

22% menos radiação solar
em 1990 que
em 1950. Ele publicou seus trabalhos e eles foram ignorados pela comunidade científica. Como, com todo mundo discutindo

o aquecimento global, um cientista
afirma
que em Israel a radiação solar está 22% mais fraca? Israel teria que estar congelando se fosse verdade. Tinha que haver

algo errado.

Na Alemanha, a pesquisadora Beate Lieper, encontrou paralelamente ao pesquisador israelense, este mesmo problema. Ela mediu

a incidência de raios solares
nos Alpes
da Bavária e verificou que eles estavam mais fracos. Como era de esperar, seus resultados foram desprezados pela comunidade

científica.

Estava acontecendo na Alemanha e em Israel, os pesquisadores começaram a procurar sobre o assunto independentemente. Eles

encontram os mesmos dados: de
1950 a 1990,
o nível de radiação solar incidente sobre a Terra tinha caído: 9% na Antártica, 10% nos EUA, quase 30% na Rússia e 16% em

partes das ilhas Britânicas.
Era um verdadeiro
fenômeno global, e Gerry deu um nome acertado: Global Dimming ou Escurecimento Global. Ainda assim, a resposta dos outros

cientistas era a de não acreditar.

Havia um motivo para isto. Se estivesse tendo menos radiação solar incidindo sobre a Terra, o mundo deveria ficar mais frio.

Além disto, os cientistas
sabiam que
a Terra estava ficando mais quente, devido o aquecimento global. Estes cientistas estavam contradizendo o aquecimento global.

Mas na verdade, este não
era o único
fenômeno a contradizer o aquecimento global.

Na Austrália, os biólogos Michael Roderick e Graham Farqurar, que trabalham com a Taxa de Evaporação de Panela, que nada

mais é que a medição da quantidade
de água
que precisa-se colocar todos os dias em um local com água para ele voltar ao nível do dia anterior, verificaram que esta

taxa estava diminuindo. Os dados
que eles
utilizaram estão sendo coletados não a alguns anos, mas a 100 anos. Este é mais um paradoxo: como a taxa de evaporação da

água nas panelas diminuía se
a temperatura
dos planetas está subindo? A conclusão dos biólogos foi a seguinte: se a taxa está caindo, deve ser porque está incidindo

menos radiação no solo.

As medições da Taxa de Evaporação de Panela estavam ligadas ao Escurecimento Global? Neste momento entra em ação o destino

ou o que você preferir. Um dos
biólogos
tinha ido a biblioteca procurar um artigo e não o encontrou, mas achou por acaso, no local em que estava procurando, um

artigo com o titulo: “Evaporação
Perde Força”,
que reportava o declínio da TEP sobre a Rússia, EUA e Leste Europeu! O artigo fez a ligação dos dados dos que mediram a

diminuição da incidência da luz
solar com
a TEP. Não havia mais dúvida sobre a veracidade do Escurecimento Global.

Fazendeiro verificando a Taxa de Evaporação de Panela, que diminui apesar do nosso planeta estar aquecendo.

Mas o que está causando isto? O Sol não emitiu menos radiação, assim o culpado tem de estar na Terra. Na busca pela resposta,

um dos maiores climatologistas
do mundo,
Veerabhadran Ramanathan, da Universidade da Califórnia, foi procurar a resposta na Ilhas Maldivas, que são na verdade milhares

de ilhotas no oceano Ã?ndico.
Estas
ilhotas são desertas, mas na verdade, as do norte são atingidas por uma corrente de ar poluído (que tem 3 quilômetros de

altura) vinda da Ã?ndia, e as do
sul são
atingidas por uma corrente de ar puro e limpo, vinda da Antártica. Assim, a poluição poderia ser a responsável. Queimar

combustível não produz somente
a poluição
invisível, responsável pelo aquecimento global, mas também produz a radiação visível, pequenas partículas de fuligem e outros

compostos. Depois de quatro
anos de
pesquisas, os resultados foram publicados: As ilhas do norte, devido as nuvens de poluição de 3 Km de espessura, recebiam

10% menos energia que as do sul.
Os pesquisadores
esperavam um resultado de 0,5 a 1%, mas ele foi 10x maior! As nuvens estavam tornado-se espelhos gigantes que além de refletir

de volta os raios solares,
podiam
alterar o padrão de chuvas globais. Isto é realmente um desastre.

Muitos dos que estão lendo esta matéria, devem ficar chocados ao ver a foto abaixo e lembrar-se do desastre bíblico que

atingiu a planície de Sahel na
Etiópia, ocorrido
em 1984. O mundo ficou chocado. Hoje, existe reais evidências de que tudo foi causado pelo escurecimento global. Vamos entender

porquê. Durante a maior
parte do
tempo, Sahel é completamente seca, mas as monções trazem a vida, com chuvas abundantes ao local. Com as nuvens refletindo

a luz, as monções não ocorreram
ano após
ano, e o resultado foi a fome e a morte de milhares de pessoas. Na verdade eu simplifiquei bem a explicação. Quem quiser

saber em detalhes, recomendo que
vejam o
documentário. Este princípio da falta de monções é aplicado a uma região da �sia que possuiu 3.6 bilhões de pessoas. Veja

bem, se as monções não chegarem
a Ã?sia,
3.6 BILHÕES de pessoas sofrerão e este sim, será um desastre global.

Milhares de pessoas morreram na Etiópia em 1984, devido a seca causada pelo escurecimento global.

Muitas crianças perderam a vida, secando até morrerem

Assim o que devemos fazer? Acabar com a poluição lançada ao ar, o que não é difícil de fazer, e na verdade já esta sendo

feito. Veja o protocolo de Kyoto,
a batalha
de Arnold Schwarzenegger, o governador da Califórnia, pelas causas ambientais (leiam a revista Superinteressante deste mês

que ela trás uma matéria legal
sobre este
assunto), e o uso de instrumentos catalisadores que na Europa já está sendo feito em larga escala. Estas medidas diminuiram

visivelmente a poluição visível.
Uma
boa notícia para o Sahel e os países das monções. Nos últimos anos as secas não tem sidos tão duras nestes locais…. mas

aqui começa o grande paradoxo.
Embora o
Escurecimento Global seja uma ameaça a humanidade, ele parece estar nos protegendo de outra ameaça, o aquecimento global!!!!

Meus leitores, leiam novamente
a frase
anterior e reflitam.

O pesquisador David Travis (aquele que falei no primeiro parágrafo, sobre o 11/9) foi o primeiro cientista a prever como

seria o mundo sem o escurecimento
global.
Durante 15 anos ele estudou as trilhas de fumaça deixadas por aviões a grandes altitudes. Uma sozinha não assusta, mas quando

elas se juntam, podem cobrir
o céu.
Existem fotos em que até 70% do céu da Califórnia esta encoberto por nuvens produzidas por aviões. Mas o que podemos esperar

destes resultados? Lembra
do 11/9, quando
durante 3 dias todas as aeronaves dos EUA ficaram no chão? Travis mediu que neste período o céu ficou ensolarado e a temperatura

subiu 1º C. Neste 3 dias,
o céu
dos EUA teve uma drástica queda no escurecimento global.

Exemplos de traços deixados por aviões e jatos. No sul da Califórnia, existem dias em que 70% das nuvens do céu são formadas

pela união de rastros de aeronaves.

Vamos pensar. Se a temperatura subiu em 3 dias 1ºC apenas porque os aviões dos EUA ficaram no chão, imagine o poder que

o escurecimento global tem. Vamos
supor que
ocorra isto no mundo todo e teremos uma resposta rápida no aumento da temperatura.

Este é o problema: RESOLVE-SE O PROBLEMA DO ESCURECIMENTO GLOBAL E O MUNDO PODE FICAR CONSIDERAVELMENTE MAIS QUENTE.

Milhares de toneladas de gases do efeito estufa são emitidas diariamente por fábricas.

Isto não é teoria, na verdade já está acontecendo. Nos países do oeste da Europa, os habitantes estão diminuindo a poluição

visível, o que causou uma melhor
qualidade
do ar que eles respiram, com a redução, mesmo que pequena, do escurecimento global. Mas o desastre ocorreu no verão de 2003,

numa onda de calor sem precedentes
no
continente. Milhares de pessoas morreram na França, incêndios devastaram Portugal e gelo glacial derreteu dos Alpes.

Em muitos carros do oeste europeu os escapamentos estão vindo com catalisadores. Esta é uma das medidas tomadas para diminuir

a poluição visível, mas a
fuligem continua
a sair e alimentar o escurecimento global, apesar de ser um valor menor.

Enquanto o efeito estufa tem aquecido o planeta, o escurecimento global o tem resfriado. (hipótese gaia?). Na verdade o

escurecimento global tem mascarado
a verdadeira
força do aquecimento global. A Terra pode ser bem mais vulnerável ao efeito estufa do que esperávamos. Até agora, as duas

forças estão equivalente, mas
daqui a pouco,
a curva do aquecimento global vai subir, e a do escurecimento global não vai conseguir acompanhá-la. Em 100 anos as temperaturas

subiram 0,6 ºC, assim
o aquecimento
global está vencendo o escurecimento.

Os pesquisadores utilizam modelos computadorizados para prever o aumento na temperatura ao longo dos anos. Estes modelos

prevêem um aumento de 5º C até
o final do
século, mas estes modelos podem estar errados e a temperatura pode subir 10ºC até 2100, com danos irreversível em apenas

25 anos!!!!!! No ano de 2030,
a temperatura
pode estar 2ºC mais alta e acredita-se que todo o gelo da Groenlândia vá começar a derreter, e uma vez que o processo inicia,

ele não tem mais volta. Irá
demorar,
mas no final, o nível dos oceanos de todo o mundo estará 7 ou 8 metros mais alto. Você faz idéia do que isto significa?

Pense.

Pensou? Pois bem, se nada for feito depois disto, vai ficar pior, porque a nossa floresta amazônica e outras florestas tropicais

do mundo começarão a secar
com o
calor. Em 2040 deve estar 4ºC mais quente e isto levaria a uma grande seca, particularmente na bacia do amazonas, que não

sustentará mais a floresta que
virará na
melhor das hipóteses uma savana, ou mesmo um deserto. Ela irá queimar e liberar o que no ar CO2, o gás do efeito estufa.

Hoje o Brasil esta na lista dos
maiores
poluidores mundiais, sabia? Mas é porque temos muitas indústrias e somos um país superdesenvolvido? Não, pelas queimadas

que ocorrem nas florestas do país.
Agora
imagine todas as florestas do mundo sendo queimadas, a quantidade de CO2 que será liberada na atmosfera será enorme. Todo

este cenário foi sugerido pelo
novo modelo
utilizado pelos climatologistas e não visto por profetas. O resultado foi visto por cientistas, o que é mais preocupante.

O derretimento do gelo da Groenlândia pode começar em 2030 e fará o nível do oceano subir de 7 a 8 metros. A seguir, em

2040, as florestas tropicais irão
queimar
e transformar-se em savanas ou desertos.

Vocês estão vendo que a situação está negra, mas lembre-se da Lei de Murphy, o que está ruim pode ficar ainda pior, e é

isto que vai acontecer. Um aumento
de 10ºC
pode ser o suficiente para dar inicio a queima de uma enorme, mas enorme reserva natural de gás, localiza no extremo norte

do planeta. O calor pode desestabilizar

o que se chama de hidratos de metano, que hoje estão congelados no fundo do oceano. São 10.000 bilhões de toneladas congeladas

e sabe-se que são desestabilizados

pelo calor. Neste momento, o que fizermos será muito tarde. O metano é um gas 8x mais potente para o efeito estufa que o

CO2. O clima no planeta estaria
verdadeiramente
fora de controle.

Reforço em dizer que isto não é uma previsão, é um aviso. É o que vai acontecer se limparmos a poluição e não fizermos nada

com os gases que causam o efeito
estufa.

Você agora se pergunta: Porque então não continuar poluindo e deixar o Escurecimento Global proteger o planeta? Porque é

suicídio! As partículas do escurecimento

causam doenças respiratórias e também influenciam no clima mundial, atuando nas monções, por exemplo.

Uma possível solução para acabar com ambos os problemas: acabar com a queima do carvão, óleo e do gás. São escolhas muito

difíceis, com certeza. Há 20
anos que tentam
fazer isto, mas até hoje na prática pouco foi feito. Pense nos seus filhos, no futuro da sua geração, veja o mundo que estávamos

deixando para eles e para
muitos
de nós. Lembre-se que em 2030 as coisas começarão a mudar, e muitos de vocês que estão lendo são jovens ainda que vão viver

muito, muito tempo….

O único modo de impedir este apocalipse é parar com a queima de combustíveis como petróleo, gás e carvão.

Tudo isto que escrevi foi baseado em um documentário da BBC feito em 2005 intitulado: Global Dimming – Tragic End of Humanity.

A BBC é a estatal britânica
que faz
os melhores documentários do mundo e este com certeza, foi um dos mais arrepiantes que ela já produziu. Aliás, ela foi pioneira

no assunto. Nada havia
sido produzido
sobre o Escurecimento Global até a produção deste verdadeiro apocalipse pelos ingleses.

“Somente depois da última árvore derrubada, depois do último animal extinto,e quando perceberem o último rio poluído,sem
peixe, o Homem irá ver que dinheiro não
se come.” (Provérbio indígena).


E então, que acharam??? Eu me assustei, um pouco, se querem saber… E
tem mais: A coisa parece ser céria, e não mais uma daquelas baboseiras
que correm por aí pela internet…

Bom, aguardo os comentários, então…

Abração!

Fernando

abr
26

Oi turma!!

Tudo bem??

Olhem só: Não tenho permissão pra dizer quem é o autor dessa crônica,
mas, naturalmente, a tenho para divulgá-la. Não vou fazer comentários
sobre ela, aqui, por que no texto ja diz tudo.
Vamos a ele, então?


Eu hoje fiquei triste. Não uma dessas tristezas passageiras que dá
no final de um dia de trabalho, quando o chefe foi grosseiro, os colegas
indiferentes. Mas uma tristeza que sei que não vai acabar, nem melhorar.
Só tende a piorar!
Ao corrigir algumas provas e trabalhos dos meus alunos constatei
que alguns deles, da sexta série, não sabem ler. Outros lêem mal e mal,
mas não sabem escrever. E o pior: quando copiam do quadro-verde ou do
livro, fazem-no errado.
Ah, mas sabem reclamar! Isso eles sabem muito bem! Reclamam dos
colegas, dos professores, das notas. Acho que foram os pais que lhes
ensinaram.
Lembro que houve uma fase em que tudo era culpa da mãe. Coitada!
Nem sei para quê “Dia das Mães”! se eu fosse neurótica, a culpa era
dela, se fosse gorda ou seca também!
Hoje em dia as mães ensinam os filhos a reclamar e pressionar os
professores. Ensinam-lhes a exercer o poder econômico, mesmo que com
mixaria. Só não estão dando valor ao conhecimento e, com isso, estão
colaborando para formar uma geração sem nenhum preparo para comandar,
nem para escolher quem comande, porque não sabem (e não querem saber)
nada de nada. Assim fica fácil para qualquer um se eleger.
A minha tristeza é do tamanho do mundo, porque eles “são o
futuro”. Que futuro? Do Brasil? Ou será do Brazil?
Pena que a mãe, aquela que o Freud disse que era a culpada de
tudo, tenha esquecido sua importância. Pena que ela tenha deixado de
educar e de dar bons exemplos de respeito para com os mais velhos, para
com os professores. Agora parece que os alunos pensam que os professores
são seus empregados. E na verdade são. Só que empregados a serviço da
educação, o que só acontece quando há respeito. Se eu posso pagar, eu
não valorizo; se eu conquisto com o meu esforço é diferente. Se eu não
valorizo, não respeito; se não respeito não aprendo. E os candidatos aos
“Mensalões” vão ganhando. Depois eles dão uma “Fome Zero” para aqueles
que os elegeram!
Eu acho que o Jeca sabia o que vinha depois dele!

(Célia Pescar)


E então?? Quantos de vocês já estiveram ou estão nessa situação? Tem
coragem de colocá-la nos comentários por aqui?? Se tem, fico aguardando
eles…

Abração!

Fernando

abr
26

Oi turma!!!

Sei que alguns poderiam me chamar de insistente, chato, até mesmo
perguntar por que eu “ainda estou voltando a esse assunto”? Afinal foi
um post feito a mais de mês… Sim, sei que foi, e já teve um outro a
respeito, mas o assunto não “acabou”, e sabem por que? Por que ainda não
foi resolvido, e só vamos poder “engavetar” esse tipo de assunto, quando
a coisa for resolvida realmente… A prova de que não foi resolvido é
que agora, por exemplo, os bandidos apontam as armas pras crianças, e
não pro adulto, na ora do roubo, por exemplo… E, claro, o “outro
assunto lá”, ninguém fala mais, quase… Vocês, por exemplo, sabem quem
é “João Hélio Fernandes”? Não, antes que pensem qualquer coisa, não é um
político importante, ou qualquer coisa assim, (se é que me entendem);
Quem não sabe ou não_lembra_mais, que pesquise, e descubra…
Mas bom… Mudando de assunto sem mudar de assunto, trago hoje aqui um
texto de Pedro Cardoso da Costa, um advogado “que eu não conheço” mas
deve estar em alguma comunidade que eu estou no orkut, por que recebí
isso dele…
De qualquer forma, conhecendo ou não, trago o texto dele aqui.. E agora
ao invés de falar apenas do crime, vamos falar também da maioridade
penal..
Antes do texto do advogado, quero deixar minha opinião pessoal, que não
vai exatamente de acordo com o texto, mas mesmo assim, vamos lá:
Acho que não deve existir “maioridade penal”; E sim, uma criança, por
menor que seja, a partir do momento em que cometeu um crime hediondo
qualquer, e que já é capaz de fazer uma escolha moral, (ou seja: Sabe o
que é matar, morrer, e coisa e tal e o que agente deve ou não fazer),
já assume sua “maioridade penal”, e deveria já ser julgada e
condenada…
Também, quero acrescentar que uma boa educação, e uma boa familia, (bem
estruturada), evita, por si, muitos desses problemas…
Ou seja: Com uma boa familia e uma boa educação, resolvemos grande parte
do problema.
E.. Antes que arranquem minha cabeça, eu digo: Não me refiro aqui, às
pessoas que tem algum tipo de distúrbio mental, se bem que até essas
penso que devam ser analisadas com muita cautela, (por que existe muita
gente que faz absurdos e depois quer conseguir um laudo qualquer de
deficiente mental pra escapar da justiça)!
E bom.. Outra coisa que o Diniz fez questão de me lembrar e que também
concordo com ele: Não adianta apenas “jogar” o sujeito no presídio!! Por
que isso só enche presídio… O que tem que fazer, é criar um plano bom
de reeducação, (moral e intelectual), pra essa gente aí, e, também,
fazer uma triajem , ao “admitir” o cara na cadeia, pra saber qual o grau
de periculosidade dele, e colocá-lo com outros “equivalentes”…

Bom, mas.. Chega de conversa e vamos ao texto?


REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
A violência tornou-se um daqueles problemas que criou mais especialistas e
palpiteiros do que o futebol. Cada um tem seu diagnóstico enquanto a
violência grassa. Há muito tempo se mata mais na normalidade do Brasil do
que em qualquer guerra no mundo. Há uns dez anos me aborreci profundamente
com mais um especialista, o Renato Lombardi por dizer que o governo de São
Paulo teria criado uma série de medidas de combate à violência e que o
resultado viria em longo prazo e que a sociedade brasileira era precipitada.
O tempo mostrou o resultado. As autoridades insinuam, de forma velada ou
disfarçada, de que os culpados são as vítimas. E a cada agravamento nos
requintes de crueldade nos crimes surge um festival de explicações, como se
fosse suficiente. E só. Até a autoridade máxima, em vez de solução, formula
perguntas.
Agora descobriu que a melhoria das condições sociais resolveria o problema.
Mas o governo federal não faz uma campanha mínima de orientação para evitar
gravidez precoce e o nascimento descontrolado de filhos de quem não tem
nenhuma condição de cuidar, o principal motivo ensejador do caos social.
Mais, em absoluto pobreza não é sinônimo de banditismo.
A presidenta da Suprema Corte de Justiça, acompanhada de muitos jornalistas
e especialistas, acha que não é o momento para a discussão da maioridade
penal. Precisava dizer quando seria o momento adequado. Os assassinatos
foram crescendo até chegar quarenta mil assassinatos por ano e isto não foi
suficiente para surgir o momento adequado.
Sem que surgisse um policial em toda a trajetória, depois da diversão dos
anjinhos que atravessaram o Rio de Janeiro arrastando uma criança, a
sociedade despertou-se para a discussão sobre a diminuição da maioridade
penal. È certo que somente colocar idade menor em papel não resolve nada. Só
que nenhuma medida foi tomada até agora. Nem mesmo um tal banco de dados
nacional para registrar os condenados não passou de intenção. Não existe
quem conheça uma medida de prevenção, simplesmente porque não tem. Além
disso, as penitenciárias estão com mais de cem mil e existem mais de
trezentos mil condenados soltos.
A solução óbvia seria policiamento preventivo adequado, com equipamento
adequado, sem panda podre, sem milícia; uma polícia investigativa que
apurasse para valer, com intercâmbio com outros países. Corregedorias que
fiscalizassem eficazmente as tantas “passagens de bandidos apenas pela
polícia�, apurando a razão dos inquéritos não chegarem ao Ministério
Público. Além de um Poder Judiciário que julgasse com rapidez e eficiência.
Quanto ao Poder Legislativo, tem mesmo que instituir a prisão perpétua para
todos os crimes hediondos, incluindo todo e qualquer assassinato doloso. Com
a certeza de que nenhuma pena, mesmo a de morte, não compensa a injustiça de
se matar alguém. Para quem tem dúvida, ficaria a indagação se, sabendo que o
bandido iria ser enforcado, aceitaria que ele lhe tirasse a vida.
Para crimes de lesões corporais, que deixassem seqüelas graves, como a
deficiência em algum membro do corpo, pena privativa de liberdade de, no
mínimo vinte anos. Para os duvidosos de sempre, ficaria a pergunta se
trocaria a perda de visão de um olho pelos vinte anos de prisão do bandido.
Ninguém aceitaria pela cristalina falta de sentido e de lógica. Todas essas
penas sem nenhuma progressão, sem nenhum benefício.
A lengalenga de que pena pressupõe recuperação de bandido é para gente de
má-fé, ou propensa a santo. Pena é punição mesmo pelo crime praticado. Ponto
final. A preocupação e as iniciativas têm que ser por medidas preventivas.
Nunca, jamais, agraciar bandido em detrimento do sofrimento alheio, gratuito
e pelo resto da vida. Quem mata uma pessoa, deixa vários mortos-vivos.
As políticas de esporte, lazer, entretenimento e aprendizado em geral de
qualidade deveriam ser conseqüência natural de governos normais. E para
todos, acompanhadas da certeza de que criminoso depende da formação e da
própria índole e não da condição social da pessoa. Fosse assim, Lula seria
chefe de tráfico e não da Nação.
As penas têm que ser longas, certas e os julgamentos rápidos. Associar
julgamento bem feito a prazo infinito é de uma infelicidade desastrosa e
inconseqüente. O resto serve de desculpa, inclusive para a indústria da
prescrição, que deveria ser banida, ou ela ou os que a deixam ocorrer.
E as pessoas devem ter vida pautada pela escolha entre ser um cidadão de
bem, livre; ou do mal, preso. Trata-se apenas do princípio bíblico do livre
arbítrio.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP


E então, que acharam? Comentem!! E, de preferência, não façam como
muitos, que esquecem o ocorrido…

Abração

Fernando

abr
19

Oi turma!!

Finalmente eu aqui denovo, pra falar uma coisa interessante.. Ou melhor:
Não sou eu que to falando não, sabem?
Explico:

Lembram de um post feito a umas semanas atrás chamado Religião justifica crime?
Pois se não lembram.. Leiam, e não voltem aqui antes disso,eeeee…
Mas, se lembram.. Pois bem.. Eu havia falado que tenho alguns amigos espíritas
que realmente conhecem o espiritismo, e que não concordariam com essa
palhaçada, né? Pois bem.. Mandei o texto do post pra uma dessas pessoas,
a Jobis, uma querida amiga de 8 anos e pouco, já…
Eu, como havia dito, não sou espírita, mas admiro muito o espiritismo;
Não concordo com algumas coisas, mas isso também não interessa agora.. O
que importa é que, como eu também havia dito, esses meus amigos que
conhecem bem o espiritismo (aqueles com quem eu já falei, é claro),
concordaram comigo que a coisa não é bem assim…
Acontece que a Jobis me mandou uma resposta, que, alias, eu iria postar
no comentário daquele post, mas acho que ela merece mais do que isso:
Merece a criação de um post novo só pra ela…
De qualquer forma, espero que leiam com atensão o que ela diz aqui, e,
quem quiser comentar, sinta-se a vontade…

Vamos ao texto da Jobis, então:


Respondendo no texto, eeeee.

***
Sabemos que o fato ocorrido com nosso irmãozinho João Hélio Fernandes,
já estava acertado em sua missão pela terra.

***
Sabemos? Quem disse? E, aliás, mesmo que tenham dito, supondo que
tenha sido por qualquer via mediúnica, a coisa tem que ter sido dita por
pessoas que não se conhecessem e com fortíssimo embasamento. Se,
portanto, houve isso em algum lugar, eu perdi a informação… Mas,
supondo-se que ela exista, sigamos:

****
O que devemos fazer agora, além de pedirmos luz em nossas orações,
(esse espírito, apesar de criança na matéria, já é um espírito de muitas
vivências anteriores), é deixa-lo caminhar em sua nova existência,

***
Ela estaria incinuando que, por ser um espírito com múltiplas
vivências, ele “tem culpa no cartório”? Bem, espero que tenha argumentos
realmente bons para sustentar isso. Quanto ao mais….

Ah, ele vai reencarnar???? Quem disse isso?????

***
amparado por amigos espirituais, mensageiros de Nosso Pai Maior.

Quanto mais ficarmos mencionando o seu nome, mais ainda
o iremos atrair para esse plano.

***
Ah, mas se ele vai reencarnar, tem é que ser atraído para cá, mesmo,
não? OU ele vai reencarnar em outro plano? Em todo caso, você afirmou
que ele ia reencarnar e, nesse caso, será tocado pelo “véu do
esquecimento” e tanto vai fazer se falarmos nele ou não.

****
Sabemos que ele agora é pássaro liberto, que já cumpriu sua missão
aqui entre nós, e que nesse momento seu caminhar é livre e feliz.

***
Uau, soou poético!

***
Livre de todos os males, e feliz por regressar à Pátria Maior
com sua missão cumprida.

***
Pera aí…. Temos, aqui, duas informações que eu desconhecia, e veja
que ela fala todo o tempo em nós:
1 – Disseram que ele cumpriu uma missão. (Quem disse, quando disse e que
missão é, só Deus e talvez a autora saibam)
2 – Que ele vai reencarnar.

***
A prece silenciosa é o melhor bálsamo que um espírito pode receber.

***
Um, discutível. Diversos textos espíritas, de diversos médiuns -
portanto, o conceito não é da cabeça de uma pessoa só – dizem que a
prece é muito, muito boa, mas que deve ser, sempre que possível,
acompanhada de uma ação efetiva em benefício da pessoa. Mas, sigamos….

***
A doutrina nos explica, que apesar da dor, totalmente aceitável e
compreendida, tudo tem uma razão de ser, nada acontece por acaso.

***
OOoo, finalmente um fato que eu entendo e com o qual concordo. Mas,
sigamos…

***
Chegou o seu momento, e ele soube cumprir tudo aquilo que estava
programado nessa sua atual existência.

***
Quem? O assassino ou o menininho? Se é aí que ela quer chegar, deveria
dizer que os dois souberam cumprir com suas missões…. O assassino
soube matar muito bem – bem até demais – e o menino, decididamente,
morreu – não que ele tivesse escolha…

Sofisma, sofisma… De “tudo tem uma razão de ser”, não decorre que
qualquer um dos dois tenha encarnado para ser assassinado ou para ser
assassino.

***
Outras vidas virão, mas com certeza, livre dessas tristezas,
já superadas por ele.

***
Se já tá superada, tanto faz a gente falar ou não.

O texto acabou. Rigorosamente, não fala nada com nada. Nada claro e
objetivo e, sobretudo, nada com qualquer sustentação filosófica ou
doutrinária. É só a opinião de uma pessoa que se diz espírita.
Mas, longe das ironias, vamos analisar a coisa de um ponto de vista
doutrinário, já que ela presumiu falar em nome da Doutrina:

1 – Os espíritos encarnam com um “plano reencarnatório”, o qual,
aliás, *só é sabido pelos planejadores e pelo espírito, quando está
afastado do corpo*.
Portanto, é, no mínimo leviano qualquer um afirmar que a missão dos
outros era passar por isso ou por aquilo, a menos que isso lhe tenha
sido revelado, o que só acontece sob ocasiões muito, muito especiais.
Alguns exemplos: uma mãe perdeu seu filhinho e ficou desoladíssima.
Então, alguém confiável veio dizer que aquela criança precisava de
uma encarnação rápida para ajustar o perispírito, e que, agora, com tudo
resolvido, se os pais se permitissem uma nova gravidez, ela ficaria,
agora, em definitivo.
Grandes missionários de várias áreas vieram com a consciência do que
deveriam fazer aqui, e, até onde sabemos, desempenharam seu dever de
forma magistral. Ainda assim, repito, essa é uma informação que,
rigorosamente, não está a disposição de todos, nem mesmo dos
interessados.
2 – Supondo, porém, que, por algum método perfeitamente crível e
insofismável, tenhamos a informação de que João Hélio veio com a missão
de ter uma morte brutal, protagonizada por alguns bandidos ocasionais.
Se a missão dele foi especificamente esta, obrigatoriamente teremos:
A) Que os bandidos não deverão ser culpados pelos seus crimes, já que
cumpriam a vontade de Deus;
B) Entretanto, Deus mandou os seus “empregados” fazerem o trabalho sujo
para ele, justtamente em um mundo histérico como o nosso, que não entende
os divinos recursos; logo, essas pessoas serão julgadas e condenadas
pelos seus crimes, só porque fizeram a vontade de Deus.
C) Então…. Fazer a vontade de Deus dá cadeia? Se eu me descontrolar e
te matar, posso dizer tranqüilamente que fazia a vontade do Pai? Só que,
nesse caso, meu assassinado será um redimido, e eu serei um condenado?
Puxa… Esse Deus não ajuda nem quem faz a vontade dele!
Francamente, se o Espiritismo pregasse isso, eu seria a primeira a
ser totalmente contra sua divulgação, pois ele daria a desculpa mais
blásfema para a impunidade: cumprir a vontade de Deus.
O pior: se eu vim com a missão de ser assassinada cruelmente, dí
dá-se que alguém veio com a missão de me matar cruelmente? Ou pior:
chegou a minha hora e Deus afrouxou um parafuso na cabeça de quem não
tinha nada a ver com a hora do Brasil, só para “cumprir sua vontade” às
custas da liberdade e da dignidade de outro de seus filhos? Complicado,
complicado…

3 – A dor só vem se o amor não vier primeiro. Premissa básica do
Espiritismo. Só vem quando recusamos todas as formas de reajustes
possível, e não porque a dor, por si mesma, resgate qualquer coisa.
Digamos que, ao errar contra as leis de Deus, eu demonstre que preciso
entender algumas coisas… Eu posso entender essas coisas através da
educação, da religião, dos exemplos dos amigos, das pessoas que me amam,
das dificuldades dos meus próximos… Se nada disso funcionar e eu
realmente precisar entender essas coisas, sob pena de me prejudicar
ainda mais, então eu atrairei para mim o sofrimento, para ver se eu
entendo isso e continuo a crescer. Simples assim.
Mas veja que, por esse raciocínio, eu não preciso ferrar ninguém. Eu
não preciso ter uma morte brutal. Posso, por exemplo, ter uma doença (e
os cientistas já estão descobrindo que muitas doenças são conseqüências
de somatizações do espírito); posso sofrer com a convivência com pessoas
difíceis e também posso morrer com acidentes horrorosos, sem que nenhum
terceiro seja envolvido, e aqui todo mundo tem uma pá de acidentes
horríveis para contar, que tiveram até arremeço dos corpos e
arrastamentos.
Conclusão lógica: supondo-se que a missão do João Hélio fosse ter
uma “morte horrível sendo arrastado por quilômetros”, Deus não
precisaria ferrar a vida de outros, inclusive de menores, para conseguir
isso.

Seria interessante que as pessoas procurassem se informar mais,
antes de fazerem afirmações categóricas em nome de idéias às quais, em
essência, desconhecem. Com todo o respeito, isso é leviano.

Beijão,

Jo, que também leu a resposta do Fernando


E aí… Que acharam? Leiam! Comentem!!!

Abração!

Fernando

mar
02

Oi turma!

Tudo bom?

Pois é.. Quanto tempo longe, sem saber o que escrever nessa coisa
aqui…

Na verdade, eu assumo: Não é bem isso, por que quando agente quer,
sempre acha o que fazer… O problema é que esse negócio de escrever é
complicado, sabem? Ainda mais quando se quer fazer algo que preste…

Mas bem.. Chega de falar besteiras… Vou fazer uma pergunta, antes de
começar isso aqui:

Vocês sabiam que, pelo que parece, existe gente que justifica crimes,
(ou tenta, pelomenos), usando a religião pra isso?
Esse negócio de mição, carma, etc… E na maior cara de pau, com toda a
sutileza possível, pede ainda que agente esqueça o que aconteceu e pare
(ou evite) de falar no assunto?

Pois é.. O texto que coloco abaixo, me veio de uma usuária do orkut, a
qual nem nos meus contatos não está, portanto, nem sei como a coisa
chegou a mim…

Depois do texto, vou colocar a resposta que mandei por e-mail para a
mensagem dessa pessoa, da qual ainda não recebi retorno… (Adivinhem
por que)?

Bom, chega de conversa e vamos ao texto:


Querido(a) e Amado(a) Amigo(a)…

Sabemos que o fato ocorrido com nosso irmãozinho João Hélio Fernandes,
já estava acertado em sua missão pela terra.

O que devemos fazer agora, além de pedirmos luz em nossas orações,
(esse espírito, apesar de criança na matéria, já é um espírito de muitas
vivências anteriores), é deixa-lo caminhar em sua nova existência,
amparado por amigos espirituais, mensageiros de Nosso Pai Maior.

Quanto mais ficarmos mencionando o seu nome, mais ainda
o iremos atrair para esse plano.

Sabemos que ele agora é pássaro liberto, que já cumpriu sua missão
aqui entre nós, e que nesse momento seu caminhar é livre e feliz.

Livre de todos os males, e feliz por regressar à Pátria Maior
com sua missão cumprida.

A prece silenciosa é o melhor bálsamo que um espírito pode receber.

A doutrina nos explica, que apesar da dor, totalmente aceitável e
compreendida, tudo tem uma razão de ser, nada acontece por acaso.

Chegou o seu momento, e ele soube cumprir tudo aquilo que estava
programado nessa sua atual existência.

Outras vidas virão, mas com certeza, livre dessas tristezas,
já superadas por ele.

Muita paz, amor e fraternidade…

Bjkas,

Solima.´.Miranda.´.


Muito bem.. Agora vamos à resposta que eu enviei a ela por e-mail, da
qual ainda não recebi retorno:


Então, com isso, você quer dizer que os assassinos que mataram ele
também “cumpriram sua mição”? Que eles não devem ser punidos por que..
Estava “escrito” que ele teria que passar por isso, e que é melhor
agente parar de mensionar o fato e esquecer pra não atraír ele pra esse
plano físico, sendo que o que estamos fazendo é justamente não esquecer
para que se faça algo pra diminuír esses absurdos que estão
acontecendo??

Sinceramente, não entendo.. E que conformismo é esse? Isso não é o
espiritismo que eu conheço… Não sou espírita, mas tenho amigos que
são, e vou dizer: Não estou acostumado a ver uma religião ser usada pra
justificar crimes bárbaros e absurdos como esse..

Abraço aguardando retorno pra compreender..

Fernando


A, e antes de terminar, gostaria de dizer uma coisa: Tenho amigos espiritas,
e sei que nenhum deles, que realmente conhecem o espiritismo,
concordariam com isso. Um crime jamais deve ser esquecido… Pelo
contrário: Tudo bem que agente tem que perdoar pra ser perdoado, odiar o
pecado mas amar o pecador, e tudo mais, isso eu concordo perfeitamente.
Mas não significa que agente simplesmente tenha que aceitar que estava
na missão de uma criança de 6 anos que ela iria morrer pelas mãos de
bandidos, da forma estúpida que foi. Até por que, se fosse assim, agente
simplesmente teria que aceitar a criminalidade, por que seria parte das
respectivas missões de assassinos e vítimas, matar e morrer?
Fica a pergunta aí então, pra quem quiser comentar nessa coisa,
responder…

E, claro, antes de terminar, quero colocar meu ponto de vista:
Eu também acho que agente deve perdoar quem quer ser perdoado,
ajudar quem quer ser ajudado, e compreender quem quer ser
compreendido
… Contudo, isso não significa que assassinato, roubo,
estupro, ou qualquer outro tipo de crime, não deva ser devidamente
punido.. Até por que pedir perdão, ajuda, compreenção, depois que fez
uma barbaridade qualquer, é muito fácil…

Abraços e aguardo os coments…

Fernando

jan
23

Gente! Alguma vez vocês já sentiram vontade de quebrar tudo? Ou,
até mesmo, de pegar o PC e explodir ele?

Pois eu já, inclusive agora…

Imaginem que eu estava escrevendo esse texto aqui, quando, derrepente,
simplesmente o PC resolve travar “indestravávelmente”? Vê, não dá
vontade de jogar ele longe?

Na verdade, a vontade que deu além dessa, foi a de desistir de escrever,
mas.. Estamos aqui, denovo, e viva a perseverança!

Gente, vocês sabem quando agente tá, ao ar livre, com um livro na mão, e
agente vira uma página, mas aquela brisa gostosa fica insistindo em
desvirar? Com certeza muitos que estão lendo já passaram por esse
problema.
Pois vocês imaginem então, quando agente vira uma página na própria
vida, as vezes até querendo virar, mas essa brisa chamada memória
fica insistindo em, pelo menos, se não pode desvirar, levantar a página
anterior pra mostrar o que de bom tinha por traz?
E é interessante que ela se esquece de mostrar os lados negativos, ou,
se não, tenta dar um mínimo de atenção a eles, colocando, por outro
lado, o mássimo de brilho possível aos positivos? Nem que pra isso se
precise pintá-los, limpá-los, etc…
E por falar em virar páginas, o que fazer quando agente, além de tudo,
estava doido pra virar essa página, e depois, aquela coisa chata
chamada saudade, vem querendo desvirar? É complicado..
No caso aqui, o título desse post é parte do que eu estou querendo
falar, e é até um bom exemplo: Quando agente se muda pra uma outra casa,
por exemplo, no início não está maluco pela novidade? E, as vezes, até
dando graças a Deus por deixar de lado aquela casa antiga? E é
interessante que daí, essa brisa chamada memória trabalha de
outra forma: Lutando pra empurrar de uma vez a virada da página, nem que
depois, só pra brincar com agente, ela tenha que tentar desvirar. E,
mais interessante ainda, é que, nessa ocasião, ela pinta os pontos
negativos da melhor maneira possível, nem que depois, pra brincar de
desvirar
ela tenha que pintar melhor os positivos pra ativar aquela
coisa chamada saudade.
Eu mesmo, passei por duas mudanças nos últimos 15 meses, e posso dizer
que a coisa é bem por aí: Estava numa casa a 15 anos, vivi desde meus 11
anos lá, e estava louco pra saír. Minha memória, nessa época, lutou pra
pintar o melhor possível aquilo de ruim que tinha acontecido por lá..
Depois, quando eu virei a página, essa mesma memória provocou um
ventão,tentando, por tudo, desvirar essa página que ela mesma tinha se
esforçado pra que eu aceitasse que fosse virada. O mesmo, aconteceu
depois: Fui pra uma casa que eu adorei, mas logo também fui obrigado a
virar essa página, também involuntariamente, e essa mesma memória vem,
desde lá, tentando provocar alguns ventos pra, pelo menos, tentar
mostrar como era bom, por exemplo, morar naquela casa da feitoria, com
todos aqueles sítios ao redor, aquele ar puro, e tudo mais..

E em fim, gente, o que agente faz com essa “coisa chamada memória”? Não
é como num computador, que agente aperta uma teclinha e tudo se
explode..
E, também, apagar por completo, também não seria nada bom, afinal, o
que seria de nós sem a nossa memoriazinha tentando trazer à tona as boas
lembranças? Mas.. Mesmo assim, devemos levar em conta que essas mesmas
boas lembranças podem nos prejudicar, trazendo a depressão, a angústia,
e outras coisas feias como essas.. E então, o que fazer?
Eu mesmo, quando troquei de blog pro wordpress, hoje tava olhando o
antigo e tive vontade de postar lá!! Contudo, essa não é uma página
impossível de desvirar, e aqui, estamos falando das impossíveis, né? Se
bem que falamos em casa, e um blog, agente poderia considerar a “casa”
das nossas ideias.. Afinal, é nos blogs que agente consegue “ser agente
mesmo”, né? Eu, pelo menos, me sinto assim, e mesmo no meu site pessoal,
não me senti a vontade pra colocar algumas coisas que, no blog,eu
coloquei..
Mas em fim.. Voltando à casa, às páginas e à memória:
Vocês sabem que, a característica mais chata de um sujeito que se diz
pensador, é justamente pensar? Explico: Aquele que pensa,
nunca resolve nada. E, se algum dia chega a resolver alguma
coisa, logo “desresolve”, com outra linha de pensamento.. Contudo, pra
não atrapalhar tanto vocês que estão me lendo aqui, não vou bancar
exclusivamente um pensador. Vou, novamente, dar algumas dicas que
acho úteis nesse tipo de situação como a das mudanças, que postei aqui:

1) Quando surge a possibilidade de uma mudança, seja ela qual for, na
nossa vida, tentar avaliar o mais friamente possível quais serão os
pontos positivos e negativos dela, colocar tudo isso numa balança, e
pesar… Vamos ver pra que lado ela vai pender, né? Isso depende de cada
um.

2) Existe uma coisa muito positiva chamada “visualisação mental”. Não
sei se o termo correto é esse, mas sei que existem até livros sobre o
assunto. Em fim: Se imagine depois da mudança, seja ela qual for, e veja
como vai ser a reação daquela “brisa chamada memória”.. Mas pra isso
funcionar, você tem que realmente se imaginar como se a mudança não
tivece mais volta.. Avalie as reações que as lembranças tentam provocar,
e, novamente, coloque isso na balança com tudo que já tinha
anteriormente.

E, claro, a partir daí, tome sua decisão. Se, claro, como aconteceu
comigo nas duas vezes, a decisão não depende de você, aí tenho mais uma
dica:

3) Procure, da forma que ficar mais fácil pra você, estabelecer uma
relação positiva com essas lembranças que vem; Isso evitará uma depressão
e algumas brigas desnecessárias com o travesseiro…

E, claro, falando em termos “gaúchos”, a mente é um potro xucro que
agente tem que domar… Ou seja: É melhor agente dominar a mente, antes
que ela nos domine…

Bom, turma, acho que vou ficando por aqui então, e “chega de falar
besteiras”, né? Se bem que alguns podem não achar besteira o que
escrevi nessa coisa aqui hoje..

De qualquer forma, leiam, comentem, me mandem pro invvvvvééérno se
necessário.

Abração e fico aguardando os coments!

Fernando