Archive

Archive for the ‘Compartilhando pensamentos’ Category

jul
08

Olá caros leitores!
Para aqueles que aplaudem a atitude emocionada de nossa presidente Dilma sobre a lei 13.146, referente ao estatuto da pessoa com deficiência, resolvi publicar aqui o texto que me foi enviado pela presidência da Organização nacional de Cegos do Brasil sobre os itens que foram vetados e pelos quais lutamos a muitos anos. Deixo aqui que cada um tire sua própria conclusão, vamos ao texto:


Prezados amigos: Fiz uma análise atenta do texto publicado hoje pelo Planalto da Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira da Inclusão, Estatuto da Pessoa com Deficiência, sancionado ontem, em Brasília, pela Presidente Dilma.

Na condição de Conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência fui convidado a comparecer no Palácio do Planalto para presenciar a sanção dessa lei.

Foi uma cerimônia com todas as pompas e circunstâncias. Uma presença muito grande de pessoas com deficiência, Parlamentares, Deputados e Senadores, Ministros, e muitos órgãos de imprensa.

Num discurso solene e quase emocionado, a Presidente Dilma declarou ser prazeroso poder sancionar uma lei como essa. Com palavras evasivas, não informou ao público presente quanto aos dispositivos por ela vetados. Também não declarou estar mantendo a íntegra do texto aprovado na Câmara e no Senado, com a mais ampla participação das pessoas com deficiência.

Hoje, ao tomar conhecimento do texto da Lei 13.146, verifiquei diversos dispositivos vetados. Verdadeiramente me senti enganado. Num dia assisto a cerimônia pomposa e onerosa que assisti, no outro constato a verdadeira face desse Governo.

Direitos importantíssimos foram negados pela Presidente Dilma às pessoas com deficiência. Entre os direitos conquistados e aprovados pelo Congresso Nacional, que a Presidente Dilma vetou, ou seja, negou às pessoas com deficiência, estão os seguintes:

  • Cota de 10% nos cursos profissionalizante e nos cursos superiores;

  • Garantia de projetos arquitetônicos dos programas de moradia tendo por base o princípio de desenho universal;

  • Tramitação prioritária de processos em que pessoas com deficiência, tanto no judiciário quanto em outras esferas;

  • Obrigatoriedade de contratação de pelo menos um empregado com deficiência por empresas que possuem entre 50 e 99 empregados;

  • Isenção de IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência auditiva;

  • A obrigatoriedade dos CFCs com uma frota igual ou superior a 20 veículos, possuir no mínimo um veículo adaptado.

Apesar desses vetos incompreensíveis para mim, o Estatuto da Pessoa com Deficiência trouxe ao ordenamento jurídico brasileiro novos e importantes direitos para as pessoas com deficiência.

Quero aproveitar esta publicação para registrar meus agradecimentos aos Parlamentares que muito contribuíram para conquistarmos esse instrumento jurídico: Agradeço ao Senador Paulo Paim, proponente do projeto de lei há quinze anos. Agradeço à Deputada Federal Mara Gabrili, que relatou o PL na Câmara e ao Senador Romário que relatou o PL no Senado. Agradeço, por fim, aos diversos técnicos e juristas que tanto contribuíram com a elaboração do texto final da Lei 13.146, Lei Brasileira da Inclusão, Estatuto da Pessoa com Deficiência. Assina – Moises Bauer Luiz.


Coloco abaixo o texto original dos itens vetados.

Prezados amigos:

Li atentamente a Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, Estatuto da Pessoa com Deficiência ou Lei Brasileira da Inclusão, e relacionei abaixo todos os dispositivos vetados.

Lamento muito por cada um desses vetos.

Não consegui compreender a razão da maioria dos vetos.

Percebi apenas negativa de direitos pleiteados pelas pessoas com deficiência.

Analisem, reflitam, e se quiserem, divulguem.

Moisés Bauer – presidente da ONCB


Vetos do Estatuto da Pessoa com Deficiência:

Veto de todo o Art. 29):

Art. 29. As instituições de educação profissional e tecnológica, as de educação, ciência e tecnologia e as de educação superior, públicas federais e privadas, são obrigadas a reservar, em cada processo seletivo para ingresso nos respectivos cursos de formação inicial e continuada ou de qualificação profissional, de educação profissional técnica de nível médio, de educação profissional tecnológica e de graduação e pós-graduação, no mínimo, 10% (dez por cento) de suas vagas, por curso e turno, para estudantes com deficiência.

§ 1º No caso de não preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, as remanescentes devem ser disponibilizadas aos demais estudantes.

§ 2º Os cursos mencionados neste artigo não poderão excluir o acesso da pessoa com deficiência, sob quaisquer justificativas baseadas na deficiência.

§ 3º Quando não houver exigência de processo seletivo, é assegurado à pessoa com deficiência atendimento preferencial na ocupação de vagas nos cursos mencionados no caput deste artigo.

Veto do inciso II do Art. 32:

Art. 32. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, a pessoa com deficiência ou o seu responsável goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte:

II – definição de projetos e adoção de tipologias construtivas que considerem os princípios do desenho universal;

Veto de todo Art. 82:

Art. 82. É assegurada à pessoa com deficiência prioridade na tramitação processual, nos procedimentos judiciais e administrativos em que for parte, interveniente ou terceira interessada e no recebimento de precatórios, em qualquer instância.

§ 1º A prioridade a que se refere este artigo será obtida mediante requerimento acompanhado de prova da deficiência à autoridade judiciária ou administrativa competente para decidir o feito, que determinará as providências a serem cumpridas, anotando-se essa circunstância em local visível nos autos.

§ 2º A prioridade estende-se a processos e procedimentos em todos os órgãos e entidades da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no Poder Judiciário, no Ministério Público e na Defensoria Pública.

Art. 101 –

Veto do § 4º do Art. 77 da Lei 8.213:

§ 4º A parte individual da pensão do dependente com deficiência de que trata o inciso II do § 2º deste artigo que exerça atividade remunerada será reduzida em 30% (trinta por cento), devendo ser integralmente restabelecida em face da extinção da relação de trabalho ou da atividade empreendedora.

No mesmo Art. 101 do Estatuto, em que propõe modificações na Lei 8.213, Vetou o Art. 93, caput e incisos:

“Art. 93. As empresas com 50 (cinquenta) ou mais empregados são obrigadas a preencher seus cargos com pessoas com deficiência e com beneficiários reabilitados da Previdência Social, na seguinte proporção:

I – de 50 (cinquenta) a 99 (noventa e nove) empregados, 1 (um) empregado;

II – de 100 (cem) a 200 (duzentos) empregados, 2% (dois por cento) do total de empregados;

III – de 201 (duzentos e um) a 500 (quinhentos) empregados, 3% (três por cento) do total de empregados;

IV – de 501 (quinhentos e um) a 1.000 (mil) empregados, 4% (quatro por cento) do total de empregados;

V – mais de 1.000 (mil) empregados, 5% (cinco por cento) do total de empregados.

Ainda no Art. 101 do Estatuto, referente ao Art. 93 da 8.213, vetou o § 4º com a seguinte redação:

§ 4º O cumprimento da reserva de cargos nas empresas entre 50 (cinquenta) e 99 (noventa e nove) empregados passará a ser fiscalizado no prazo de 3 (três) anos. (NR)

(Veto do Art. 106 do Estatuto, refere-se à isenção do IPI na compra de veículos):

Art. 106. A Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, passa a vigorar com as seguintes alterações:

Art. 1: IV – pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou mental ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal;

Art. 2º A isenção do IPI de que trata o art. 1º desta Lei somente poderá ser utilizada uma vez, salvo se o veículo:

I – tiver sido adquirido há mais de 2 (dois) anos; ou

II – tiver sido roubado ou furtado ou sofrido sinistro que acarrete a perda total do bem.

Parágrafo único. O prazo de que trata o inciso I do caput deste artigo aplica-se inclusive às aquisições realizadas antes de 22 de novembro de 2005.” (NR)

Art. 5º …………………………………………………

Parágrafo único. O imposto não incidirá sobre acessórios que, mesmo não sendo equipamentos originais do veículo adquirido, sejam utilizados para sua adaptação ao uso por pessoa com deficiência.” (NR)

No Art. 109 do Estatuto, referente às modificações do Código Nacional de Trânsito, vetou a proposta de acréscimo de parágrafos no Art. 154 do CNT:

Art. 154


§ 1º ………………………………………………………

§ 2º O Centro de Formação de Condutores (CFC) é obrigado, para cada conjunto de 20 (vinte) veículos de sua frota, a oferecer 1 (um) veículo adaptado para o aprendizado de pessoa com deficiência.

§ 3º O veículo adaptado deverá ter, no mínimo, câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem.” (NR)

jul
04

Olá caros leitores! Hoje trago mais um texto do Pedro Cardoso da Costa que, por estar de acordo completamente com minha forma de pensar e pelo tema estar em voga, é o primeiro a ser publicado no meu “retorno” ào blog, mesmo antes dos motivos da minha ausência, que acho não tanto relevantes. Acrescento aos que não defendem a alteração da maioridade penal que procurem entrevistar e mesmo conviver com as famílias das vítimas um pouco, isso valerá melhor que qualquer argumento dos opostos. Vamos ào texto:

Sem idade para crime


Quem assiste às sessões da Câmara dos Deputados tem todo direito de não acreditar na evolução deste país. É de doer perceber o despreparo de quase todos os representantes do povo para enfrentar determinadas matérias com serenidade e domínio. Está sendo assim com a diminuição da maioridade penal.

Na sociedade dois blocos se formaram; os favoráveis e os contrários. No Congresso são vários grupos, a maioria varia entre os quase contra e os quase a favor. É o muro funcionando.

Quem é a favor, basta apresentar o número de atrocidades praticadas por menores e a correlação com penas brandas, com no máximo três anos de internação, quase nunca cumpridos integralmente.

Os contrários têm uma vasta relação de justificativas, que podem ser incluídas no velho e batido clichê de que “quem quer resolver sempre arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa”.

Alegam, principalmente, que os menores vão para cadeias que são verdadeiras escolas do crime. Dentre estes, está o ministro da Justiça. Numa sociedade mais reativa, esse ministro não ficaria no cargo com um argumento desses.

Bastaria indagar-lhe de quem é a responsabilidade pela construção, pelos “alunos e professores” e funcionamento geral dessas escolas.

Uma prisão digna, com funcionamento adequado é pura e exclusivamente atribuição dos governos. As penitenciárias deveriam se limitar a manter as pessoas reclusas, sem permitir abusos, maus-tratos; onde prevaleça a ordem, que tenham projetos de inclusão social, assistência psicológica e, além de tudo, de segurança para todos. E se de lá saem piores não é pela vontade nem participação da sociedade, a principal prejudicada dessa história.

Quem faz essa defesa, é como se fizesse uma birra com a população. Ou escolhe ficar com um bandido que “só” mate alguns enquanto menor, ou um matador em série após a prisão.

A maioria dos argumentos é desfocada dos verdadeiros responsáveis e causas. Numa discriminação típica de quem tem o preconceito intrínseco, responsabiliza o meio social como o fator determinante de crimes como estupro, sequestro e outros. Essa não é só banal, é uma injusta discriminação social. Todo mundo sabe que a bandidagem mais perniciosa a todos não está nas “comunidades”.

Ainda que fosse isso, as medidas preventivas devem ser implementadas para evitar os crimes. Parece óbvio. Após os crimes, a discussão é se os autores devem ou não ser punidos.

Ainda que distorcido todo o debate, a Câmara dos Deputados aprovou a punição “como adultos” para maiores de 16 anos que cometam crimes hediondos e – olha isso! – assassinatos dolosos. Assassinato doloso não é hediondo? E deixaram como antes a permissão, por exemplo, para continuarem traficando. Parece deliberado para não prejudicar o ramo de atividade criminosa que, segundo eles mesmos e todos os especialistas, mais se utilizam de menores como porta de entrada para os demais crimes.

Esse Congresso é ou não é de doer?

Quem comete crime não deve ser punido “como adulto”; deve ser punido “como criminoso”.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP


E então? Aguardamos vocês nos comentários, inclusive os que são contra pois nossa moderação costuma ser imparcial. Só não somos quanto à ofenças pessoais e palavras de baixo calão, portanto, vamos discutir e cumprimentos a todos!

jun
22

Olá caros leitores..

Recebi ontem também esse texto do Pedro Cardoso da Costa que aborda muitas questões interessantes sobre os movimentos que estão acontecendo e, como sempre, resolvi divulgá-lo aqui pra vocês, meus leitores. Eu, de minha parte, pouco tenho a dizer além do muito que já falei no post anterior sobre a saúde Brasileira, a única questão que coloco e sempre gosto de deixar claro é: Nós, Brasileiros, podemos mudar o país e devemos seguir fazendo isso até que resulte nas melhorias que estamos a reivindicar; Contudo, vandalismo não é protesto e muito menos solução. Gera prejuízos milionários e, além de nada resolver, resulta negativamente a curto e médio prazo nas detenções que se tem que fazer, concertos e os respectivos gastos que acabam por piorar a situação quando se fala nos referidos danos a patrimônio público ou privado.

Leiam abaixo:


Primavera Brasileira

O movimento por um país mais administrativamente decente recebe crítica por sua principal virtude, o fato de não ter um dono. Ele não se originou de partidos, nem ONGs, nem grupos religiosos nem de radicais. Seus fundadores são estudantes, para não dizer do povo, de todos os brasileiros insatisfeitos. Se seguissem alguma instituição seriam tachados de alienados, quando não seguem são chamados de perdidos, sem foco e sem ideal. Os críticos não conseguem entender que a importância está no fato de a participação ser justa, seja iniciado espontaneamente ou por alguma organização.

Outra parte grandiosa critica o fato de os insurgentes não andarem de ônibus. Mesmo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo entrou na onda ao sugerir que esses deveriam pleitear passagem gratuita de avião. Por essa ótica eu nunca deveriam ter me manifestado contra a violência doméstica, especialmente o espancamento de mulheres pelos companheiros, já que eu nunca agredi minha esposa.

Antes da manifestação histórica do último dia 17 de junho, grande mídia chamava genericamente a todo o movimento de baderneiro, além da veemência dela e das autoridades na defesa da truculência policial, como condição inevitável. Sempre era a polícia quem reagia. Não levavam em conta a possibilidade de infiltração por quem tem interesse em desmoralizar e tirar a legitimidade do movimento.

Depois do ocorrido a miopia acabou e reconheceram que os baderneiros são uma minoria. Além disso, ninguém, absolutamente ninguém, disse que a responsabilidade de prendê-los é da polícia. E aí cabe reconhecer que não é fácil no meio daquela multidão e também tem que ter o apoio claro das lideranças, dos manifestantes de bem, inclusive com força suficiente para reprimirem os baderneiros, é necessário repetir que eles devem ser responsabilizados civil e penalmente pelos seus atos, uma redundância, mas que serve como reforço.

De forma nenhuma se justifica quebra-quebra. Mas só não é compreensível que uma agência bancária quebrada pelos oportunistas repercuta muito mais do que as centenas que voam aos ares todos os dias pelas dinamites da bandidagem. E, por maiores que sejam os prejuízos, é uma gota d’água no oceano da corrupção que, de tão arraigada na nossa cultura, as pessoas defendem a diminuição e não em acabar.

Nesse afã de criticar, a maioria se esquece de que o nome correto é criminoso para quem quebra ou danifica bens alheios, sejam públicos ou particulares, ou agride outras pessoas.

Outra crítica dissimulada é diminuir a importância do aumento da passagem. É caro qualquer valor cobrado por serviços de qualidade idêntica à dos transportes públicos no Brasil. Quem utiliza trem, metrô ou ônibus em horário de pico sabe que é indecente e desumano. Ainda que fosse gratuito teria que melhorar, pois como está ofende a dignidade da pessoa humana.

Todos já sabiam que qualquer fato poderia ser a gota d’água. Foram os 20 centavos. O movimento cresceu de centenas para milhares numa semana. É preciso definir uma data nacional de manifestações simultâneas em todas as capitais e grandes cidades. Daqui por diante, assim como nas greves, seria importante manter em estado de manifestação, até que se inicie um processo de melhorias nos serviços públicos e privados.

Ferrenhos analistas dizem que as autoridades não sabem como responder aos pleitos por não ter um foco. Em nenhuma hipótese essa ausência de metas é da responsabilidade dos manifestantes. Já que os governos não sabem, aqui vai uma sugestão: bastaria melhorar acima de mil por cento a qualidade do ensino público básico, a saúde, a segurança, os transportes coletivos, as estradas, o saneamento básico, a limpeza dos rios, o acesso à cultura. Só isso. O verdadeiro motivo de tamanha oposição é não saber conviver com reivindicações e isso é bem mais grave do que os baderneiros.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito


Cumprimentos e aguardo vocês nos comentários…

Fernando

jun
22

Olá caros leitores…

No curso das manifestações e protestos que correm por todo o Brasil, além de ignorante se torna absurdo o pronunciamento de nossa presidenta Dilma sobre importar médicos para melhorar a saúde Brasileira.

Eu mesmo, como todos sabem, moro em Pelotas, e recentemente operei a coluna com um excelente e muito bem conceituado cirurgião de lá, o João Ivan Lopes, o qual defendo com unhas e dentes bem como faço com quase todos os médicos que já consultei, como a DRA. Cristiane Magno Nunes, que cuida do meu glaucoma, a DRA. Terla de castro, que também já cuidou muito bem do meu olho e muitos outros. Falar que vai importar médicos pra melhorar a saúde brasileira ao invés de parar de investir bilhões de reais em copa e olimpíada pra começar a investir em remédios, equipamentos e estrutura melhor nos hospitais do SUS é o típico discurso hipócrita de quem, além de só querer bancar o grande apaziguador das maças que não sabem discernir direito como e o que acontece, ainda quer, claro, aparecer dizendo que está fazendo alguma coisa.

Como muitos leitores devem lembrar, até escrevi um artigo sobre a Cirurgia de artrodese lombar que fiz em janeiro e que, alias, teve um excelente resultado, embora eu ainda tenha outros problemas mas que não tem a ver diretamente com ela.

Mas resumindo, qual é a questão que então faz a diferença? O tipo de atendimento. Eu, por exemplo, tenho um bom convênio, e isso, claro, conta muito na hora do pronto-atendimento, bem como na hora de marcar um médico, uma cirurgia ou outro procedimento em particular.

O que tem de ser feito não é investir bilhões em copa e olimpíada e quebrar o país, fazendo com que o Brasileiro tenha a alegria de ser hospedeiro de tais eventos mas a tristeza de não virar o mês com seu salário por que a inflação, claro, delicadamente e quietamente está voltando. Também não se trata de importar médicos ou professores pra melhorar a saúde e educação, não, isso é discurso fraco de gente que, pra quem um dia foi militante do movimento contra a ditadura militar e parecia muito instruída, sinceramente, foi fraca e bem infeliz na sua fala. Temos excelentes professores e ótimos médicos no Brasil, o que não temos, claro, é alguém que administre bem os recursos ligados a isso pra que reflita no bom funcionamento tanto do quesito saúde quanto educação, bem como muitos outros que já podemos notar no país como a alta do dólar, volta da inflação e outros problemas pelos quais o nosso povo, claro, faz muito bem em protestar e reivindicar uma solução.
Pra terminar meu pequeno “pitaco” de hoje sobre esse absurdo, coloco o depoimento de uma médica chamada Juliana Mynssen, que, além de relatar um caso que fala bem nesse absurdo que está a saúde pública e no infeliz depoimento de nossa presidenta sobre a causa, ainda mostra a maneira em que, obrigada pela situação, foi obrigada a resolver a questão de um paciente que, a quase um dia inteiro, estava a esperar uma simples sutura. O link do referido artigo é: esse
Também, antes de finalizar, coloco um caso relatado pela minha mãe, no blog dela, quando eu, a mais ou menos um ano, precisei de atendimento no posto de saúde aqui de Novo Hamburgo e então pudemos ouvir de uma senhora que contou sobre seu marido que estava esperando um simples exame de sangue. Leiam: Aqui!.
Cumprimentos a todos e, só pra lembrar, o Brasil quem faz somos nós e não somente os governantes. Continuemos protestando, escrevendo e fazendo o possível para que isso não passe de uma simples febre generalizada de protestos e resulte nas melhorias que estamos reivindicando.
Fernando

jan
21

Oi turma!!

Tudo bem?

Aqui tudo… Pois, como podem ver… Depois de dois anos e tanto sem
postar nada aqui, cá estou eu de novo!!!
Mas talvez algum de vocês se pergunte: Qual a novidade que eu trago
hoje?
Tenho de responder: “Nenhuma e, ao mesmo tempo, tantas que não se pode
nem contar”…

Contudo eu não vou, aqui, enumerar as coisas grandes e pequenas, tristes
e alegres, complexas e simples que se sucederam nesses dois anos de
ausência em uma única postagem que provavelmente será lida por poucos, e
comentada por menos gente ainda… Já verifiquei, em várias experiências
anteriores (Inclusive com textos dessa coisa aqui), que esses “textos
gigantes” acabam, como mencionei acima, sendo os menos lidos e menos
ainda comentados…

Por isso, de maneira breve, hoje venho para dizer que “estou
voltando”… Mas, assim como eu não sou mais o mesmo (Me refiro a esses
dois anos de mudanças em minha vida), esse blog também não será mais o
mesmo: A partir de agora, publicarei aqui o que tiver vontade de
escrever, o que quer que venha a querer sair do meu coração para estas
páginas aqui… E por isso advirto: Nem todos os textos vão agradar a
todos, mas, qualquer um antes de vir me dizer “Por que tu publicou isso,
por que escreveu aquilo?” saiba que uma das coisas que aprendi nesses
dois anos foi a dar menos explicação… Portanto, sintam-se livres para
comentar, criticar, ETC, inclusive por que eu, diante dos comentários,
farei isso em resposta… Mas sintam-se livres para não ler mais meus
escritos nessa coisa aqui se a escolha for apenas perguntar por que
escrevi isso ou aquilo.

E bom, abaixo à formalidade, (Ou quase isso?), tenho de explicar que o
título dessa postagem não foi escolhido só por que esse blog está
“renascendo”, mas sim, por que diz respeito a diversos aspectos da minha
vida nesses últimos dois anos, e inclusive, à questões anteriores a
isso, que, com o tempo, irei discorrendo.

Outra coisa é o seguinte: Não colocarei “datas programadas” para postar
textos aqui: Irei postar quando tiver vontade e quando tiver o que
dizer, (Ou quando achar que tenho o que dizer), mas, doravante, não
abandonarei mais este espaço.

Bom, acho que era isso, “por enquanto”… Como digo, “me aguaaardem”, e
verão em breve muita coisa por aqui. Comentários sobre coisas que já
passaram, coisas que tão acontecendo comigo ou com o ambiente que me
rodeia (nas quais darei minha opinião é claro), em fim.. Coisas que eu
tiver vontade de publicar… E é claro que também não deixarei de vez em
quando de publicar algo na seção de humor ou “coisa do gênero”…

E bom, “agora chega”,aaaa… Como digo, “me aguardem”, em breve estou
aqui com mais novidades!!!

Abração!

Fernando

mar
10

“Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
– a pedra, depois de atirada;
– a palavra depois de proferida;
– a ocasião, depois de perdida e
– o tempo, depois de passado.” – Almodóvar


Oi turma!! Tudo bem??

Pois é.. Agora como vocês viram, comecei o post de uma forma
diferente… É que, na realidade, a gente as vezes fica perplexo com
algumas situações e mesmo tentando prever os acontecimentos de acordo
com a análise de fatos anteriores, tudo foge do controle e acontece de
forma absolutamente diferente do que a gente esperava…

Como por exemplo, eu aqui, 4 e 25 da manhã, cansado e com um monte de
coisas pra fazer; É de se supor que vou dormir, né? Mas.. Pois… Mesmo
estando cansado, e com coisas pra fazer amanhã, (ou seria hoje?), a
insônia me leva a vir nessa coisa aqui, escrever…

Pois… E o assunto desse post acho que já deu pra adivinhar, olhando
pelo início incomum que eu dei a ele, certo? Mas antes de “começar a
raciocinar”, e botar em prática a minha característica de “maluco-pensador”,
falando em perdas, ganhos, ETC… quero avisar pra a turma que gostava
e que andou me cobrando desde que sumiu, que o “som de fundo” e a foto,
que estavam nessa coisa, acabaram de voltar… Por incrível que pareça,
tive paciência pra criar de novo o código que não deixa o som da vinheta
de entrada tocar duas vezes, e já coloquei tudo lá… Só ainda não
coloquei os links pra download da MP3 da vinheta, e pra pular
diretamente às postagens. Se vocês, que tem a paciência pra ler essa
baboseira que eu escrevo por aqui, acharem necessário, coloco de novo…
Mas, em fim.. Falando em perdas, ganhos, ETC… Essa é uma das pequenas
coisas que eu havia perdido, e recuperei… (de uma forma ou de outra).

E é sobre isso que venho “tentar” falar, aqui nesse post. Esses dias
ainda, fui, como todos sabem, fazer uma viagem pra Gravatal. Lá, como
sabem também, tive a felicidade de conhecer muitas pessoas maravilhosas
e que me deram um incentivo muito grande, musicalmente falando. Com
certeza eu não gostaria de perder o contato de nenhuma delas; Mas,
obviamente, com algumas isso sempre acaba acontecendo. O importante é a
marca positiva que elas deixam em nossa vida…

Algumas dessas pessoas, obviamente, eu cuidei de pegar contatos: Nome,
telefone, endereço, planeta, ETC… O SR.David, por exemplo, que vocês
devem ter visto a crônica que escreveu sobre mim; E também algumas
outras pessoas, (inclusive, algumas delas muito especiais)…

O interessante é que as vezes, a mente da gente não age na velocidade
que deveria, e agente sempre acaba esquecendo de pegar o contato de
alguém que deveria ter pego. E, obviamente, as vezes também, mesmo que
por poucos momentos de convivência, a marca positiva que algumas dessas
pessoas deixaram na gente fazem com que o arrependimento venha e nos
traga uma tristeza bem chatinha, inclusive por pensar que “nunca mais
vamos encontrá-las”… E isso realmente aconteceu; Eu, que tenho a mania
“gravacional” que todo (ou quase todo) o cego tem, registrei alguns
desses ótimos momentos lá nas águas de Gravatal. E, obviamente, ouvi a
voz (bem no fim da gravação) de uma dessas pessoas que não havia pego o
contato mas havia dado a ela um cartão, com meu e-mail, telefone, ETC…
E, naturalmente, pensava que nunca mais iria encontrá-la, quando de
repente me aparece um e-mail esquisito adicionado no meu MSN… Eu
aceitei, é claro, (afinal se fosse alguém mais esquisito que o e-mail eu
poderia remover e bloquear depois), e, a surpresa veio quando era
exatamente essa pessoa que eu pensava que “nunca mais iria encontrar”…
Daí, claro, entra também em jogo o interesse dela em me procurar, (o que
agradeço por ela ter tido), mas o que realmente importa é: Por que não
fui eu que tomei a iniciativa, se podia ter feito isso? É óbvio que o
fato de ela ter pego meu cartão, e depois me procurado, (uma iniciativa
dupla), pode propiciar o reencontro; Mas mesmo assim… Por que deixar
para depois, algo que pode ser feito agora? E eu, sinceramente, tenho as
vezes essa mania. As vezes por timidez em excesso, as vezes por
comodismo mesmo, em fim.. Talvez até por outros fatores; Mas já por
diversas vezes senti na pele o quanto custa o “deixar para depois”… É
claro que, como diz o texto do cabeçalho desse post:
“Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
– a pedra, depois de atirada;
– a palavra depois de proferida;
– a ocasião, depois de perdida e
– o tempo, depois de passado.”… Contudo, mesmo que o resto se poça
recuperar, de uma forma ou de outra, sempre pode demorar mais do que
esperamos, ou até mesmo vir de forma diferente da qual desejamos;
Portanto, nada melhor que “agir, e agora”, ao invés de deixar as coisas
correrem por si e fazer com que o tempo decida as nossas vidas, e não
a gente interferir no tempo pra manipular nosso futuro de acordo com
nossos ideais. É claro que, (como pretendo comentar aqui em um outro
post), nossa vida não se faz somente de nossa vontade e de nossas
escolhas; Mas a parte que cabe somente a nós, não tem por que não
“assumir o controle”.

E eu já posso dizer que aprendi essa lição, (recentemente…). Por
exemplo, ainda falando no Gravatal e suas conseqüências: Mesmo com todas
as promessas e com todo o incentivo que recebi por lá, ao invés de
“parar e esperar que as coisas venham”, como costumava fazer, estou
“buscando-as”, e tomando providências pra que elas venham o quanto
antes…

E, falando em providências, como vocês viram, hoje não fiz muito rodeio,
(como é o costume) e deixei “campo aberto” pra criar diversos outros
assuntos no futuro, nessa coisa. Mas são exatamente 5 e 14 da madrugada,
e algo me diz que eu devo conversar com o travesseiro, mesmo que seja
por pouco tempo, (afinal, tenho coisas pra fazer “hoje” que não posso
empurrar pra depois). Creio que ele esteja querendo me falar algumas
coisas “sonhisticas”, e por isso, vou indo, e, como sempre, aguardo os
coments…

Abração e vejo vocês nos comentários!!!

Fernando

maio
06

Oi turma!!

Pois é.. Vocês lembram de um texto chamado A tristeza do Geca, que
eu publiquei na semana passada? Pois… Já que falamos em educação,
trago aqui mais um texto do Pedro Cardoso da Costa, muito interessante,
e que, mais uma vez, diz tudo… Na verdade, só coloco aqui um pequeno
comentário, que vale tanto pra questão da violência, quanto pra da
educação e mais muitas outras por aí:
O problema do Brasil é que “se discute muito, se chega a poucas
conclusões, e se resolve menos ainda!”…
Quando se passar a discutir menos, chegar a conclusões melhores e mais
rápido e também colocar mais em prática as soluções, aí as coisas vão
começar a mudar…

Bom, mas.. Agora chega, vamos ao texto:


FOLCLORE DA EDUCAÇÃO

Pedro Cardoso da Costa


Tomara que a discussão sobre educação não se esgote nela mesma. Costuma-se essa discussão ser recorrente, principalmente sobre problemas insolúveis. Há muito tempo
tem sido assim com a violência. Quanto mais se discute, mais ela tem crescido.
O erro começa por um debate superficial e não analítico. Todos vibram como se fosse numa partida de futebol. Nenhum especialista falou nada mais do que repasse de
verba. Eis o perigo, porque nossas autoridades nunca controlam as verbas repassadas. Um exemplo seria os livros distribuídos que a imprensa noticiou que, novinhos
e sem utilização, estavam servindo à reciclagem.
A análise de alunos iniciantes não passa de fumaça. O provão foi criado com a mesma espuma e não melhorou em nada a qualidade dos alunos nem das faculdades. Com
o Enem ocorreu o mesmo.
Primeiro, precisaria colocar em prática que todo professor fizesse um curso superior em sua área de atuação. Depois, que se fechassem efetivamente as instituições
com qualidade ruim.
Avaliações periódicas dos professores, retirando das salas aqueles sem qualificação seria outra medida imprescindível. Existem aos borbotões.
Seria necessário estabelecer metas no nível de conhecimento para as várias etapas do ensino. Por que o colégio particular ensina e o público não? Quem completasse
o ensino médio deveria adquirir conhecimento mínimo X. Os de nível médio deveriam saber Y. Todo mundo sabe quando o ensino não passa de faz-de-conta, principalmente
os responsáveis pelas crianças.
Outra medida salutar seria o trabalho permanente com a leitura de jornais, revistas. Estipular uma quantidade mínima de livros para alunos dos vários níveis. Só
como exemplo, quem concluísse o ensino fundamental teria que ter lido e trabalhado cinqüenta livros de escritores nacionais e cinco estrangeiros. Daria uma média
de cinco livros/ano.
Além dessas e de outras medidas, a criação de pelo menos uma biblioteca em toda vila deste país, ou em toda escola. Colocar mensagens oficiais e extra-oficiais na
mídia com incentivo ao acompanhamento dos pais e responsáveis aos alunos; aproximá-los de fato às escolas; incentivar a doação de livros. Incluir a prática de esportes
diversos nas escolas. Caso medidas efetivas não sejam colocadas em prática, este pomposo plano não passará disso: um plano, assim como foram os vários programas
para extinguir o analfabetismo. O Mobral já aniversariou três décadas e o índice de analfabetismo continua vergonhoso. E enquanto tocada a surtos esporádicos, a
educação nunca será um projeto de nação, mas renderá folclóricos pacotes ao país.

Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
Interlagos/SP
ESTE TEXTO PODE SER COMENTADO, PUBLICADO, CRITICADO E REPASSADO.


E então?? Digam o que acharam nos coments!!!

Fico aguardando eles…

Abração!

Fernando

abr
28

Oi turma!!!

Tudo bom?

Aqui, tudo…

Pois é… E, novamente, mechendo nos meus “arquivos velhos”, encontrei
esse texto, e resolvi compartilhar com vocês… Eu, particularmente,
diria que tem muito de mim nesse texto, e por isso que gostei tanto de
relê-lo. Resumindo, digamos que a “sétima torre” falada no texto,
poderia dizer que fecha 100% comigo… Quero só ver se um dia eu
encontro alguém que a compartilhe, como o carinha do texto encontrou,
né? Vamos a ele, então:


O Barbazul

Rubem Alves

Vivia num país, não me recordo se próximo ou distante, um
homem que todos conheciam pelo apelido Barbazul. Era um homem de rara
beleza. Do seu rosto o que mais impressionava eram os olhos, de um azul
profundo, dos quais saía uma luz azul que envolvia sua barba numa aura
azulada, razão do seu apelido.

Barbazul era um homem rico. Vivia num castelo. Numa das
extremidades do seu castelo havia uma torre de sete patamares, trancados
a sete chaves. Era uma torre misteriosa, interditada ao público, e
sobre o que havia nela circulavam as estórias mais escabrosas.

Barbazul era um homem solitário. Nunca se casara. Tão bonito,
tão rico: por que nunca se casara? – era a pergunta que todos faziam.

Muitas eram as mulheres, lindas mulheres, que por ele se
apaixonavam. E Barbazul não se esquivava. Aceitava as sugestões
contidas nos sorrisos… A princípio era um simples namorico, os dois
passeando pelos bosques… Mas sempre chegava o momento quando a jovem
lhe dizia:

“Gostaria de me casar com você…”

“Casamento é coisa muito séria”, dizia Barbazul. “Só devem
se casar pessoas que se conhecem profundamente. E só existe uma forma
de as pessoas se conhecerem: é preciso que vivam juntas. Você
viveria comigo, no meu castelo, mesmo sem nos casarmos? Eu no meu
quarto, você no seu… Até nos conhecermos?”

E assim acontecia. A jovem ia viver com Barbazul no seu castelo,
cada um no seu quarto. Comiam juntos, passeavam, conversavam… Barbazul
era um homem extremamente fino e delicado. Mas sempre acontecia a mesma
coisa: depois de um mês assim vivendo Barbazul se dirigia à jovem e
lhe dizia: “Vou fazer uma viagem de sete dias. Nesses dias você tem
permissão para visitar a ‘Torre dos Sete Patamares’. Aqui estão as
sete chaves… Durante a sua visita você deverá segurar a chave do
patamar que você estará visitando na sua mão esquerda, fechada com
bastante força. Isso é muito importante. Porque as chaves têm
propriedades mágicas…”

Com essas palavras ele partia e a jovem ficava só, com as sete
chaves na mão, e a Torre dos Sete Patamares a ser visitada…

Transcorridos sete dias Barbazul regressava e após o abraço do
reencontro perguntava:
“Visitou a Torre dos Sete Patamares?”
“Sim. Visitei todos os patamares…”, a jovem respondia
alegremente.
“Você gostou?”
“Eu os achei maravilhosos!”
Barbazul insistia:
“Todos eles?”
“Sim, todos eles…”
“Então”, concluía com um sorriso, “é hora de você me
devolver as sete chaves, aquelas que você apertou na mão esquerda, o
lado do coração. Como eu lhe disse, elas são mágicas… Elas
vão me contar o que você sentiu…”

Assentava-se então numa poltrona, fechava os olhos, e segurava
as chaves na sua mão esquerda, uma de cada vez. A magia das chaves
estava nisso: elas o faziam sentir, ao segurá-las, o mesmo que a jovem
havia sentido, na sua visita aos sete patamares da torre.

Só de olhar para o seu rosto era possível perceber os
sentimentos guardados na chave que segurava. Eram sentimentos os mais
variados, todos os que existem no leque que vai da alegria até a
tristeza. As jovens sempre se emocionavam ao visitar os patamares da
torre… Com uma exceção. Ao segurar a sétima chave o sorriso de
Barbazul desaparecia e, no seu lugar, aparecia enfado e tédio. Era
isso que a jovem havia sentido no sétimo patamar: enfado e tédio.

“Não”, dizia ele à jovem. “Não poderemos nos casar. Comigo
você será para sempre infeliz. O que há de mais fundo em mim, para
você é tédio e enfado.”

E sem outras explicações levava a jovem à casa de seus pais,
não sem antes enchê-la com os presentes que trouxera da viagem.

E era sempre assim.
Foi então que aconteceu…
Era o entardecer, o sol se pondo no horizonte. O mar estava
maravilhosamente azul. Barbazul caminhava na praia, como sempre fazia,
pés descalços… Viu, ao longe, uma jovem que caminhava sozinha,
molhando os seus pés na espuma do mar. Era uma cena linda, digna de
uma tela de Monet: uma jovem sozinha, vestes brancas na areia branca,
contra o azul do céu e o azul do mar… Ela caminhava na sua
direção, distraída. Mas parecia não vê-lo, tão absorta se
encontrava. Ela se assustou quando o viu…
“Eu a assustei?”, ele perguntou.
“Eu estava distraída”, ela disse, se desculpando.
“Qual é o seu nome?”
“O meu nome? Stella Maris…”
“Chamam-me de Barbazul, por causa da cor da minha barba…”
Eles riram.
Ela não era bonita. Mas a cena era bonita, bonitos eram seus
olhos, bonita era a sua voz…

Barbazul ouviu músicas no seu coração. E foi assim que
caminharam juntos de pés descalços ao sol poente, caminhadas que
vieram a se repetir a cada novo dia.

Até que, numa dessas caminhadas, Barbazul falou o que nunca
falara.
“Você não quer morar comigo no meu castelo?”
“Você está pedindo que eu me case com você?”, ela perguntou.

“Não. Estou pedindo que você venha morar comigo. Depois de
morar comigo, quem sabe, descobriremos que as nossas solidões
poderão caminhar juntas pela vida…”

E assim, ela foi morar no castelo do Barbazul. E aconteceu
exatamente como acontecia com todas as outras: passado um tempo Barbazul
anunciou uma viagem de sete dias e lhe deu as sete chaves com a mesma
recomendação. E partiu…

No primeiro dia Stella Maris tomou a primeira chave, abriu a porta
do primeiro patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um
enorme salão de festas cheio de gente. A orquestra tocava valsas
alegres e as pessoas dançavam e riam. Parecia que todos estavam leves
e felizes. Stella Maris dançou também e se sentiu leve e feliz.

No segundo dia Stella Maris tomou a segunda chave, abriu a porta
do segundo patamar e segurou firmemente a chave na sua mão. Era um
salão de banquetes onde se serviam as mais deliciosas comidas e se
bebiam os vinhos mais caros. Muitos eram os comensais, mas não tantos
quantos havia no salão de festas. Stella Maris juntou-se a eles,
assentou-se, comeu, bebeu e se alegrou.

No terceiro dia Stella Maris tomou a terceira chave, abriu a porta
do terceiro patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um
parque cheio de crianças que brincavam dos mais variados brinquedos:
balanços, gangorras, pipas, piões, cabo-de-guerra, pau de sebo,
perna de pau, pula-corda, amarelinha, bolinhas de gude, bonecas,
casinha, cabra-cega, escorregador, sela… Todas riam. Todas estavam
felizes. Stella Maris se sentiu como criança e se juntou com elas, a
brincar.

No quarto dia Stella Maris tomou a quarta chave, abriu a porta do
quarto patamar e segurou a chave firmemente em sua mão. Era uma
biblioteca com prateleiras cheias de livros. Havia livros de todos os
tipos: livros de ciência, de história, de literatura, de poesia, de
filosofia, de humor, de mistério, de crime, de ficção
científica, de arte, de culinária, de sexo, de religião… Os
rostos daqueles que, assentados às mesas, liam livros em silêncio,
revelavam emoções que os livros continham: concentração,
excitação, curiosidade, alegria, tristeza, riso… Stella Maris
escolheu um livro de arte, pinturas de Monet. Vendo as ninféias de
Monet ela se sentiu leve e diáfana e desejou ver uma ninféia num
lago…

No quinto dia Stella Maris tomou a quinta chave, abriu a porta do
quinto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma
catedral gótica. A luz do sol se filtrava através dos vitrais
coloridos e no silêncio do espaço vazio se ouvia o Requiem, de
Fauré. E não eram muitas as pessoas que lá estavam. Havia rostos
de súplica, rostos de sofrimento, rostos de paz. Stella Maris foi
envolvida pelo silêncio, pelas cores dos vitrais, pela música… E a
sua alma orou, chorou, agradeceu e sentiu paz.

No sexto dia Stella Maris tomou a sexta chave, abriu a porta do
sexto patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era um jardim
japonês. Ouvia-se o barulho da água que caía na fonte onde nadavam
carpas coloridas em meio às ninféias. As cerejeiras estavam
floridas. Um velho hai-kai repentinamente floresceu: “Cerejeiras ao
anoitecer – Hoje também já é outrora…” (Issa). Poucas, muito
poucas eram as pessoas que andavam pelo jardim. Stella Maris se assentou
sob uma cerejeira florida e o seu pensamento parou. Não era
necessário pensar. A beleza era tanta que ocupava todo o lugar onde
moram os pensamentos. Experimentou o paraíso…

No sétimo dia Stella Maris tomou a sétima chave, abriu a porta
do sétimo patamar e segurou a chave firmemente na sua mão. Era uma
ampla sala vazia, na penumbra. Ninguém, somente ela. O silêncio era
absoluto. A solidão era absoluta. Dois móveis apenas, duas cadeiras.
A que se encontrava no centro da sala era iluminada pela luz das velas
de um candelabro que pendia do teto. Stella Maris assentou-se na cadeira
que estava num canto, nas sombras.

Foi então que um homem entrou por uma porta nos fundos. Vinha
abraçado com um violoncelo. Sem dizer uma única palavra ele se
assentou, arrumou o violoncelo entre as pernas, tomou o arco,
concentrou-se e pôs-se a tocar. A melodia, em meio ao silêncio
absoluto, sem nenhum ruído ou fala que a profanasse, era de tal pureza
e pungência que lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Stella
Maris.

Sentiu que o seu corpo estava possuído pela beleza. Era como se
ele, o seu corpo, fosse o instrumento de onde saía a música. Sim,
ela já a ouvira: a Suíte n. 1, em sol maior para violoncelo, de
Bach. Terminada a execução, o artista se levantou e se retirou sem
nada dizer. Stella Maris permaneceu assentada, em silêncio; não
queria que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse,
para sempre…

* * *

“Então”, disse Barbazul sorridente, “visitou a Torre dos Sete
Patamares?”
“Visitei”, respondeu Stella Maris, entregando-lhe as chaves.
Barbazul pediu para ficar sozinho e reclinando com os olhos fechados foi
apertando as chaves, sucessivamente, com a mão esquerda, a mão do
coração. No seu rosto se estampavam as emoções que Stella Maris
havia tido em cada um dos patamares: leveza, alegria, riso, beleza,
tristeza – até chegar ao último patamar, aquele que, ao segurar a
sua chave, sentira o tédio e o enfado que as outras mulheres haviam
sentido. O que é que Stella Maris teria sentido?

E, de repente, sentiu lágrimas rolando pelo seu rosto, as mesmas
lágrimas que haviam rolado pelo rosto de Stella Maris. Era como se o
seu corpo estivesse possuído pela beleza e fosse o instrumento do qual
a música saía…

Barbazul sorriu. Permaneceu assentado, em silêncio; não queria
que aquele momento terminasse. Queria que ele se prolongasse, para
sempre…

* * *

“Stella Maris, você quer se casar comigo”, ele perguntou.

“Casar? Mas eu pensei que…”

“Sim, casar. Você compreendeu o que é a Torre dos Sete
Patamares? É a minha alma. Cada patamar é um pedaço de mim. Lá
se encontram os prazeres e alegrias humanos. Homens, mulheres e
crianças se reúnem para compartilhar esses prazeres e alegrias. Mas,
ao final da torre, há um lugar de solidão absoluta onde só entra
uma pessoa de cada vez, eu permitindo. Aquele lugar é o fundo do meu
coração. Quem não amar aquele lugar jamais me amará. Poderá
até ser um companheiro de danças, de jantares, de discussões
literárias, de brinquedos… Muitos podem ser bons companheiros. Mas,
para me amar, é preciso amar a minha solidão. E aquela música é
a forma sonora da minha solidão. Você a achou bela. Você permitiu
que ela possuísse o seu corpo. E, por isso, eu a amo… Nossas
solidões são amigas… Você quer se casar comigo?”

– Estórias são parábolas. Não podem ser tomadas
literalmente. Eu usei uma figura masculina como figura central – o
Barbazul – porque estou reescrevendo e transformando a velhíssima
estória do Barba Azul, cheia de violências e assassinatos. Mas seria
possível escrever uma estória com a mesma trama tendo uma mulher
como a figura central.

– “O primeiro homem é o primeiro visionário de espíritos. A
ele tudo aparece como espírito. O que são as crianças, senão
primeiros homens? O fresco olhar da criança é mais transcendente que
o pressentimento do mais resoluto dos visionários.” (Novalis,
Pólen, 163).


E então? Que tal o texto?? Comentem!!! E depois agente conversa…

Abração!

Fernando

abr
27

Oi turma!!

Mais uma vez eu aqui…

E hoje, trago para vocês outra coisa de interesse geral, e que pouco é
falada, junto com outra que “já é falada até demais pra as poucas
providências até agora tomadas”…

Bom.. A questão é que.. Temos que cuidar do planeta… Ou em 20 anos
começaremos a não ter mais lugar pra viver.. E depois que começar, não
tem mais volta…

Vamos ao texto, então:


Global Dimming – Escurecimento Global
Autor: Mateus Fornazari – 2006-11-30

Poucos ouviram falar sobre isto, mas peço que leiam. O fim da humanidade pode estar próximo se nada fizermos. Um fenômeno

que os cientistas se recusavam
a acreditar
está acontecendo. É um paradoxo incrível, que envolve o aquecimento global e que somente agora os cientistas estão aceitando

discutir.
Sei que a leitura pode ser um pouco chata no começo, mas aguente até o fim, que você ficará surpreso!

As nuvens do céu. Cada vez mais poluídas e prejudiciais.

Todos se lembram do dia 11/9. Após este dia, todos os aviões dos EUA não decolaram nos 3 dias seguintes. Nestes 3 dias,

o clima em todo os EUA foi bom
e limpo. O
pesquisador David Travis, que trabalha com o rastros deixados pelos aviões no céu a muitos anos, não perdeu esta chance

única e registrou nestes 3 dias,
que além
de céu limpo, a temperatura em todo os EUA tinha subido 1º C. Pensem bem, a temperatura subiu 1º C em 3 dias!

Em 1950, em Israel, o pesquisador Gerry Stanhill, mediu a incidência de radiação solar no solo da recém-criada nação para

a construção de canais de irrigação.
Na
década de 90, ele resolveu medir novamente, para ver se seus números ainda estavam válidos. Para seu espanto, estava incidindo

22% menos radiação solar
em 1990 que
em 1950. Ele publicou seus trabalhos e eles foram ignorados pela comunidade científica. Como, com todo mundo discutindo

o aquecimento global, um cientista
afirma
que em Israel a radiação solar está 22% mais fraca? Israel teria que estar congelando se fosse verdade. Tinha que haver

algo errado.

Na Alemanha, a pesquisadora Beate Lieper, encontrou paralelamente ao pesquisador israelense, este mesmo problema. Ela mediu

a incidência de raios solares
nos Alpes
da Bavária e verificou que eles estavam mais fracos. Como era de esperar, seus resultados foram desprezados pela comunidade

científica.

Estava acontecendo na Alemanha e em Israel, os pesquisadores começaram a procurar sobre o assunto independentemente. Eles

encontram os mesmos dados: de
1950 a 1990,
o nível de radiação solar incidente sobre a Terra tinha caído: 9% na Antártica, 10% nos EUA, quase 30% na Rússia e 16% em

partes das ilhas Britânicas.
Era um verdadeiro
fenômeno global, e Gerry deu um nome acertado: Global Dimming ou Escurecimento Global. Ainda assim, a resposta dos outros

cientistas era a de não acreditar.

Havia um motivo para isto. Se estivesse tendo menos radiação solar incidindo sobre a Terra, o mundo deveria ficar mais frio.

Além disto, os cientistas
sabiam que
a Terra estava ficando mais quente, devido o aquecimento global. Estes cientistas estavam contradizendo o aquecimento global.

Mas na verdade, este não
era o único
fenômeno a contradizer o aquecimento global.

Na Austrália, os biólogos Michael Roderick e Graham Farqurar, que trabalham com a Taxa de Evaporação de Panela, que nada

mais é que a medição da quantidade
de água
que precisa-se colocar todos os dias em um local com água para ele voltar ao nível do dia anterior, verificaram que esta

taxa estava diminuindo. Os dados
que eles
utilizaram estão sendo coletados não a alguns anos, mas a 100 anos. Este é mais um paradoxo: como a taxa de evaporação da

água nas panelas diminuía se
a temperatura
dos planetas está subindo? A conclusão dos biólogos foi a seguinte: se a taxa está caindo, deve ser porque está incidindo

menos radiação no solo.

As medições da Taxa de Evaporação de Panela estavam ligadas ao Escurecimento Global? Neste momento entra em ação o destino

ou o que você preferir. Um dos
biólogos
tinha ido a biblioteca procurar um artigo e não o encontrou, mas achou por acaso, no local em que estava procurando, um

artigo com o titulo: “Evaporação
Perde Força”,
que reportava o declínio da TEP sobre a Rússia, EUA e Leste Europeu! O artigo fez a ligação dos dados dos que mediram a

diminuição da incidência da luz
solar com
a TEP. Não havia mais dúvida sobre a veracidade do Escurecimento Global.

Fazendeiro verificando a Taxa de Evaporação de Panela, que diminui apesar do nosso planeta estar aquecendo.

Mas o que está causando isto? O Sol não emitiu menos radiação, assim o culpado tem de estar na Terra. Na busca pela resposta,

um dos maiores climatologistas
do mundo,
Veerabhadran Ramanathan, da Universidade da Califórnia, foi procurar a resposta na Ilhas Maldivas, que são na verdade milhares

de ilhotas no oceano ?ndico.
Estas
ilhotas são desertas, mas na verdade, as do norte são atingidas por uma corrente de ar poluído (que tem 3 quilômetros de

altura) vinda da ?ndia, e as do
sul são
atingidas por uma corrente de ar puro e limpo, vinda da Antártica. Assim, a poluição poderia ser a responsável. Queimar

combustível não produz somente
a poluição
invisível, responsável pelo aquecimento global, mas também produz a radiação visível, pequenas partículas de fuligem e outros

compostos. Depois de quatro
anos de
pesquisas, os resultados foram publicados: As ilhas do norte, devido as nuvens de poluição de 3 Km de espessura, recebiam

10% menos energia que as do sul.
Os pesquisadores
esperavam um resultado de 0,5 a 1%, mas ele foi 10x maior! As nuvens estavam tornado-se espelhos gigantes que além de refletir

de volta os raios solares,
podiam
alterar o padrão de chuvas globais. Isto é realmente um desastre.

Muitos dos que estão lendo esta matéria, devem ficar chocados ao ver a foto abaixo e lembrar-se do desastre bíblico que

atingiu a planície de Sahel na
Etiópia, ocorrido
em 1984. O mundo ficou chocado. Hoje, existe reais evidências de que tudo foi causado pelo escurecimento global. Vamos entender

porquê. Durante a maior
parte do
tempo, Sahel é completamente seca, mas as monções trazem a vida, com chuvas abundantes ao local. Com as nuvens refletindo

a luz, as monções não ocorreram
ano após
ano, e o resultado foi a fome e a morte de milhares de pessoas. Na verdade eu simplifiquei bem a explicação. Quem quiser

saber em detalhes, recomendo que
vejam o
documentário. Este princípio da falta de monções é aplicado a uma região da ?sia que possuiu 3.6 bilhões de pessoas. Veja

bem, se as monções não chegarem
a ?sia,
3.6 BILHÕES de pessoas sofrerão e este sim, será um desastre global.

Milhares de pessoas morreram na Etiópia em 1984, devido a seca causada pelo escurecimento global.

Muitas crianças perderam a vida, secando até morrerem

Assim o que devemos fazer? Acabar com a poluição lançada ao ar, o que não é difícil de fazer, e na verdade já esta sendo

feito. Veja o protocolo de Kyoto,
a batalha
de Arnold Schwarzenegger, o governador da Califórnia, pelas causas ambientais (leiam a revista Superinteressante deste mês

que ela trás uma matéria legal
sobre este
assunto), e o uso de instrumentos catalisadores que na Europa já está sendo feito em larga escala. Estas medidas diminuiram

visivelmente a poluição visível.
Uma
boa notícia para o Sahel e os países das monções. Nos últimos anos as secas não tem sidos tão duras nestes locais…. mas

aqui começa o grande paradoxo.
Embora o
Escurecimento Global seja uma ameaça a humanidade, ele parece estar nos protegendo de outra ameaça, o aquecimento global!!!!

Meus leitores, leiam novamente
a frase
anterior e reflitam.

O pesquisador David Travis (aquele que falei no primeiro parágrafo, sobre o 11/9) foi o primeiro cientista a prever como

seria o mundo sem o escurecimento
global.
Durante 15 anos ele estudou as trilhas de fumaça deixadas por aviões a grandes altitudes. Uma sozinha não assusta, mas quando

elas se juntam, podem cobrir
o céu.
Existem fotos em que até 70% do céu da Califórnia esta encoberto por nuvens produzidas por aviões. Mas o que podemos esperar

destes resultados? Lembra
do 11/9, quando
durante 3 dias todas as aeronaves dos EUA ficaram no chão? Travis mediu que neste período o céu ficou ensolarado e a temperatura

subiu 1º C. Neste 3 dias,
o céu
dos EUA teve uma drástica queda no escurecimento global.

Exemplos de traços deixados por aviões e jatos. No sul da Califórnia, existem dias em que 70% das nuvens do céu são formadas

pela união de rastros de aeronaves.

Vamos pensar. Se a temperatura subiu em 3 dias 1ºC apenas porque os aviões dos EUA ficaram no chão, imagine o poder que

o escurecimento global tem. Vamos
supor que
ocorra isto no mundo todo e teremos uma resposta rápida no aumento da temperatura.

Este é o problema: RESOLVE-SE O PROBLEMA DO ESCURECIMENTO GLOBAL E O MUNDO PODE FICAR CONSIDERAVELMENTE MAIS QUENTE.

Milhares de toneladas de gases do efeito estufa são emitidas diariamente por fábricas.

Isto não é teoria, na verdade já está acontecendo. Nos países do oeste da Europa, os habitantes estão diminuindo a poluição

visível, o que causou uma melhor
qualidade
do ar que eles respiram, com a redução, mesmo que pequena, do escurecimento global. Mas o desastre ocorreu no verão de 2003,

numa onda de calor sem precedentes
no
continente. Milhares de pessoas morreram na França, incêndios devastaram Portugal e gelo glacial derreteu dos Alpes.

Em muitos carros do oeste europeu os escapamentos estão vindo com catalisadores. Esta é uma das medidas tomadas para diminuir

a poluição visível, mas a
fuligem continua
a sair e alimentar o escurecimento global, apesar de ser um valor menor.

Enquanto o efeito estufa tem aquecido o planeta, o escurecimento global o tem resfriado. (hipótese gaia?). Na verdade o

escurecimento global tem mascarado
a verdadeira
força do aquecimento global. A Terra pode ser bem mais vulnerável ao efeito estufa do que esperávamos. Até agora, as duas

forças estão equivalente, mas
daqui a pouco,
a curva do aquecimento global vai subir, e a do escurecimento global não vai conseguir acompanhá-la. Em 100 anos as temperaturas

subiram 0,6 ºC, assim
o aquecimento
global está vencendo o escurecimento.

Os pesquisadores utilizam modelos computadorizados para prever o aumento na temperatura ao longo dos anos. Estes modelos

prevêem um aumento de 5º C até
o final do
século, mas estes modelos podem estar errados e a temperatura pode subir 10ºC até 2100, com danos irreversível em apenas

25 anos!!!!!! No ano de 2030,
a temperatura
pode estar 2ºC mais alta e acredita-se que todo o gelo da Groenlândia vá começar a derreter, e uma vez que o processo inicia,

ele não tem mais volta. Irá
demorar,
mas no final, o nível dos oceanos de todo o mundo estará 7 ou 8 metros mais alto. Você faz idéia do que isto significa?

Pense.

Pensou? Pois bem, se nada for feito depois disto, vai ficar pior, porque a nossa floresta amazônica e outras florestas tropicais

do mundo começarão a secar
com o
calor. Em 2040 deve estar 4ºC mais quente e isto levaria a uma grande seca, particularmente na bacia do amazonas, que não

sustentará mais a floresta que
virará na
melhor das hipóteses uma savana, ou mesmo um deserto. Ela irá queimar e liberar o que no ar CO2, o gás do efeito estufa.

Hoje o Brasil esta na lista dos
maiores
poluidores mundiais, sabia? Mas é porque temos muitas indústrias e somos um país superdesenvolvido? Não, pelas queimadas

que ocorrem nas florestas do país.
Agora
imagine todas as florestas do mundo sendo queimadas, a quantidade de CO2 que será liberada na atmosfera será enorme. Todo

este cenário foi sugerido pelo
novo modelo
utilizado pelos climatologistas e não visto por profetas. O resultado foi visto por cientistas, o que é mais preocupante.

O derretimento do gelo da Groenlândia pode começar em 2030 e fará o nível do oceano subir de 7 a 8 metros. A seguir, em

2040, as florestas tropicais irão
queimar
e transformar-se em savanas ou desertos.

Vocês estão vendo que a situação está negra, mas lembre-se da Lei de Murphy, o que está ruim pode ficar ainda pior, e é

isto que vai acontecer. Um aumento
de 10ºC
pode ser o suficiente para dar inicio a queima de uma enorme, mas enorme reserva natural de gás, localiza no extremo norte

do planeta. O calor pode desestabilizar

o que se chama de hidratos de metano, que hoje estão congelados no fundo do oceano. São 10.000 bilhões de toneladas congeladas

e sabe-se que são desestabilizados

pelo calor. Neste momento, o que fizermos será muito tarde. O metano é um gas 8x mais potente para o efeito estufa que o

CO2. O clima no planeta estaria
verdadeiramente
fora de controle.

Reforço em dizer que isto não é uma previsão, é um aviso. É o que vai acontecer se limparmos a poluição e não fizermos nada

com os gases que causam o efeito
estufa.

Você agora se pergunta: Porque então não continuar poluindo e deixar o Escurecimento Global proteger o planeta? Porque é

suicídio! As partículas do escurecimento

causam doenças respiratórias e também influenciam no clima mundial, atuando nas monções, por exemplo.

Uma possível solução para acabar com ambos os problemas: acabar com a queima do carvão, óleo e do gás. São escolhas muito

difíceis, com certeza. Há 20
anos que tentam
fazer isto, mas até hoje na prática pouco foi feito. Pense nos seus filhos, no futuro da sua geração, veja o mundo que estávamos

deixando para eles e para
muitos
de nós. Lembre-se que em 2030 as coisas começarão a mudar, e muitos de vocês que estão lendo são jovens ainda que vão viver

muito, muito tempo….

O único modo de impedir este apocalipse é parar com a queima de combustíveis como petróleo, gás e carvão.

Tudo isto que escrevi foi baseado em um documentário da BBC feito em 2005 intitulado: Global Dimming – Tragic End of Humanity.

A BBC é a estatal britânica
que faz
os melhores documentários do mundo e este com certeza, foi um dos mais arrepiantes que ela já produziu. Aliás, ela foi pioneira

no assunto. Nada havia
sido produzido
sobre o Escurecimento Global até a produção deste verdadeiro apocalipse pelos ingleses.

“Somente depois da última árvore derrubada, depois do último animal extinto,e quando perceberem o último rio poluído,sem
peixe, o Homem irá ver que dinheiro não
se come.” (Provérbio indígena).


E então, que acharam??? Eu me assustei, um pouco, se querem saber… E
tem mais: A coisa parece ser céria, e não mais uma daquelas baboseiras
que correm por aí pela internet…

Bom, aguardo os comentários, então…

Abração!

Fernando

abr
26

Oi turma!!

Tudo bem??

Olhem só: Não tenho permissão pra dizer quem é o autor dessa crônica,
mas, naturalmente, a tenho para divulgá-la. Não vou fazer comentários
sobre ela, aqui, por que no texto ja diz tudo.
Vamos a ele, então?


Eu hoje fiquei triste. Não uma dessas tristezas passageiras que dá
no final de um dia de trabalho, quando o chefe foi grosseiro, os colegas
indiferentes. Mas uma tristeza que sei que não vai acabar, nem melhorar.
Só tende a piorar!
Ao corrigir algumas provas e trabalhos dos meus alunos constatei
que alguns deles, da sexta série, não sabem ler. Outros lêem mal e mal,
mas não sabem escrever. E o pior: quando copiam do quadro-verde ou do
livro, fazem-no errado.
Ah, mas sabem reclamar! Isso eles sabem muito bem! Reclamam dos
colegas, dos professores, das notas. Acho que foram os pais que lhes
ensinaram.
Lembro que houve uma fase em que tudo era culpa da mãe. Coitada!
Nem sei para quê “Dia das Mães”! se eu fosse neurótica, a culpa era
dela, se fosse gorda ou seca também!
Hoje em dia as mães ensinam os filhos a reclamar e pressionar os
professores. Ensinam-lhes a exercer o poder econômico, mesmo que com
mixaria. Só não estão dando valor ao conhecimento e, com isso, estão
colaborando para formar uma geração sem nenhum preparo para comandar,
nem para escolher quem comande, porque não sabem (e não querem saber)
nada de nada. Assim fica fácil para qualquer um se eleger.
A minha tristeza é do tamanho do mundo, porque eles “são o
futuro”. Que futuro? Do Brasil? Ou será do Brazil?
Pena que a mãe, aquela que o Freud disse que era a culpada de
tudo, tenha esquecido sua importância. Pena que ela tenha deixado de
educar e de dar bons exemplos de respeito para com os mais velhos, para
com os professores. Agora parece que os alunos pensam que os professores
são seus empregados. E na verdade são. Só que empregados a serviço da
educação, o que só acontece quando há respeito. Se eu posso pagar, eu
não valorizo; se eu conquisto com o meu esforço é diferente. Se eu não
valorizo, não respeito; se não respeito não aprendo. E os candidatos aos
“Mensalões” vão ganhando. Depois eles dão uma “Fome Zero” para aqueles
que os elegeram!
Eu acho que o Jeca sabia o que vinha depois dele!

(Célia Pescar)


E então?? Quantos de vocês já estiveram ou estão nessa situação? Tem
coragem de colocá-la nos comentários por aqui?? Se tem, fico aguardando
eles…

Abração!

Fernando