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Archive for junho, 2013

jun
22

Olá caros leitores..

Recebi ontem também esse texto do Pedro Cardoso da Costa que aborda muitas questões interessantes sobre os movimentos que estão acontecendo e, como sempre, resolvi divulgá-lo aqui pra vocês, meus leitores. Eu, de minha parte, pouco tenho a dizer além do muito que já falei no post anterior sobre a saúde Brasileira, a única questão que coloco e sempre gosto de deixar claro é: Nós, Brasileiros, podemos mudar o país e devemos seguir fazendo isso até que resulte nas melhorias que estamos a reivindicar; Contudo, vandalismo não é protesto e muito menos solução. Gera prejuízos milionários e, além de nada resolver, resulta negativamente a curto e médio prazo nas detenções que se tem que fazer, concertos e os respectivos gastos que acabam por piorar a situação quando se fala nos referidos danos a patrimônio público ou privado.

Leiam abaixo:


Primavera Brasileira

O movimento por um país mais administrativamente decente recebe crítica por sua principal virtude, o fato de não ter um dono. Ele não se originou de partidos, nem ONGs, nem grupos religiosos nem de radicais. Seus fundadores são estudantes, para não dizer do povo, de todos os brasileiros insatisfeitos. Se seguissem alguma instituição seriam tachados de alienados, quando não seguem são chamados de perdidos, sem foco e sem ideal. Os críticos não conseguem entender que a importância está no fato de a participação ser justa, seja iniciado espontaneamente ou por alguma organização.

Outra parte grandiosa critica o fato de os insurgentes não andarem de ônibus. Mesmo o jornalista Roberto Pompeu de Toledo entrou na onda ao sugerir que esses deveriam pleitear passagem gratuita de avião. Por essa ótica eu nunca deveriam ter me manifestado contra a violência doméstica, especialmente o espancamento de mulheres pelos companheiros, já que eu nunca agredi minha esposa.

Antes da manifestação histórica do último dia 17 de junho, grande mídia chamava genericamente a todo o movimento de baderneiro, além da veemência dela e das autoridades na defesa da truculência policial, como condição inevitável. Sempre era a polícia quem reagia. Não levavam em conta a possibilidade de infiltração por quem tem interesse em desmoralizar e tirar a legitimidade do movimento.

Depois do ocorrido a miopia acabou e reconheceram que os baderneiros são uma minoria. Além disso, ninguém, absolutamente ninguém, disse que a responsabilidade de prendê-los é da polícia. E aí cabe reconhecer que não é fácil no meio daquela multidão e também tem que ter o apoio claro das lideranças, dos manifestantes de bem, inclusive com força suficiente para reprimirem os baderneiros, é necessário repetir que eles devem ser responsabilizados civil e penalmente pelos seus atos, uma redundância, mas que serve como reforço.

De forma nenhuma se justifica quebra-quebra. Mas só não é compreensível que uma agência bancária quebrada pelos oportunistas repercuta muito mais do que as centenas que voam aos ares todos os dias pelas dinamites da bandidagem. E, por maiores que sejam os prejuízos, é uma gota d’água no oceano da corrupção que, de tão arraigada na nossa cultura, as pessoas defendem a diminuição e não em acabar.

Nesse afã de criticar, a maioria se esquece de que o nome correto é criminoso para quem quebra ou danifica bens alheios, sejam públicos ou particulares, ou agride outras pessoas.

Outra crítica dissimulada é diminuir a importância do aumento da passagem. É caro qualquer valor cobrado por serviços de qualidade idêntica à dos transportes públicos no Brasil. Quem utiliza trem, metrô ou ônibus em horário de pico sabe que é indecente e desumano. Ainda que fosse gratuito teria que melhorar, pois como está ofende a dignidade da pessoa humana.

Todos já sabiam que qualquer fato poderia ser a gota d’água. Foram os 20 centavos. O movimento cresceu de centenas para milhares numa semana. É preciso definir uma data nacional de manifestações simultâneas em todas as capitais e grandes cidades. Daqui por diante, assim como nas greves, seria importante manter em estado de manifestação, até que se inicie um processo de melhorias nos serviços públicos e privados.

Ferrenhos analistas dizem que as autoridades não sabem como responder aos pleitos por não ter um foco. Em nenhuma hipótese essa ausência de metas é da responsabilidade dos manifestantes. Já que os governos não sabem, aqui vai uma sugestão: bastaria melhorar acima de mil por cento a qualidade do ensino público básico, a saúde, a segurança, os transportes coletivos, as estradas, o saneamento básico, a limpeza dos rios, o acesso à cultura. Só isso. O verdadeiro motivo de tamanha oposição é não saber conviver com reivindicações e isso é bem mais grave do que os baderneiros.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Bacharel em direito


Cumprimentos e aguardo vocês nos comentários…

Fernando

jun
22

Olá caros leitores…

No curso das manifestações e protestos que correm por todo o Brasil, além de ignorante se torna absurdo o pronunciamento de nossa presidenta Dilma sobre importar médicos para melhorar a saúde Brasileira.

Eu mesmo, como todos sabem, moro em Pelotas, e recentemente operei a coluna com um excelente e muito bem conceituado cirurgião de lá, o João Ivan Lopes, o qual defendo com unhas e dentes bem como faço com quase todos os médicos que já consultei, como a DRA. Cristiane Magno Nunes, que cuida do meu glaucoma, a DRA. Terla de castro, que também já cuidou muito bem do meu olho e muitos outros. Falar que vai importar médicos pra melhorar a saúde brasileira ao invés de parar de investir bilhões de reais em copa e olimpíada pra começar a investir em remédios, equipamentos e estrutura melhor nos hospitais do SUS é o típico discurso hipócrita de quem, além de só querer bancar o grande apaziguador das maças que não sabem discernir direito como e o que acontece, ainda quer, claro, aparecer dizendo que está fazendo alguma coisa.

Como muitos leitores devem lembrar, até escrevi um artigo sobre a Cirurgia de artrodese lombar que fiz em janeiro e que, alias, teve um excelente resultado, embora eu ainda tenha outros problemas mas que não tem a ver diretamente com ela.

Mas resumindo, qual é a questão que então faz a diferença? O tipo de atendimento. Eu, por exemplo, tenho um bom convênio, e isso, claro, conta muito na hora do pronto-atendimento, bem como na hora de marcar um médico, uma cirurgia ou outro procedimento em particular.

O que tem de ser feito não é investir bilhões em copa e olimpíada e quebrar o país, fazendo com que o Brasileiro tenha a alegria de ser hospedeiro de tais eventos mas a tristeza de não virar o mês com seu salário por que a inflação, claro, delicadamente e quietamente está voltando. Também não se trata de importar médicos ou professores pra melhorar a saúde e educação, não, isso é discurso fraco de gente que, pra quem um dia foi militante do movimento contra a ditadura militar e parecia muito instruída, sinceramente, foi fraca e bem infeliz na sua fala. Temos excelentes professores e ótimos médicos no Brasil, o que não temos, claro, é alguém que administre bem os recursos ligados a isso pra que reflita no bom funcionamento tanto do quesito saúde quanto educação, bem como muitos outros que já podemos notar no país como a alta do dólar, volta da inflação e outros problemas pelos quais o nosso povo, claro, faz muito bem em protestar e reivindicar uma solução.
Pra terminar meu pequeno “pitaco” de hoje sobre esse absurdo, coloco o depoimento de uma médica chamada Juliana Mynssen, que, além de relatar um caso que fala bem nesse absurdo que está a saúde pública e no infeliz depoimento de nossa presidenta sobre a causa, ainda mostra a maneira em que, obrigada pela situação, foi obrigada a resolver a questão de um paciente que, a quase um dia inteiro, estava a esperar uma simples sutura. O link do referido artigo é: esse
Também, antes de finalizar, coloco um caso relatado pela minha mãe, no blog dela, quando eu, a mais ou menos um ano, precisei de atendimento no posto de saúde aqui de Novo Hamburgo e então pudemos ouvir de uma senhora que contou sobre seu marido que estava esperando um simples exame de sangue. Leiam: Aqui!.
Cumprimentos a todos e, só pra lembrar, o Brasil quem faz somos nós e não somente os governantes. Continuemos protestando, escrevendo e fazendo o possível para que isso não passe de uma simples febre generalizada de protestos e resulte nas melhorias que estamos reivindicando.
Fernando