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abr
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Tempo de leitura: 3 minutos

Oi turma!!!

Pois é.. Vocês lembram daquele texto sobre a redução da maioridade penal,
que eu postei aqui a alguns dias atrás?

Se não lembram, recomendo a leitura, mesmo assim.. Pois bem.. Trago,
agora, do mesmo autor, um comentário muito interessante sobre a situação
atual do futebol no Brasil…
Não vou fazer nenhum comentário, deixo isso para os entendidos, até por
que meus conhecimentos de futebol se limitam ao fato de que “acho que
pra jogar precisa-se de uma bola”… Portanto, pra quem não sabe, melhor
não falar que falar besteira, né?

Pois então, vamos ao texto:


DECADÊNCIA DO FUTEBOL


Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP

Já houve uma afirmação de que nada se constrói, tudo se transforma. O futebol brasileiro parece querer ferir essa lógica
com sua repetição exagerada em tudo, sem
nenhuma criatividade. Todos repetem. Dirigentes, treinadores, jogadores, comentaristas e até torcedores.
Os comentaristas mencionam sempre a sobra de jogadores para determinado time. Mesmo que os dois times estejam com os mesmos
onze de cada lado, sem expulsão, sem
contusão. Esquecem-se e não explicam que do outro lado tem jogador sobrando em algum canto do campo. A prevalência técnica
de sobra de um time sobre a do outro deveria
ser explicado; e não explicam. Outro argumento generalizado seria o gol só por falha da defesa. Por essa lógica, sem haver
sobreposição de um ataque sobre a defesa,
se não houvesse falha, todo jogo terminaria empatado sem gols.
Ouve-se que os técnicos estudaram ou conhecem tais e tais times e por isso levam vantagem. A questão é que os treinadores
brasileiros só saem dos times por deficiência
técnica. Neste caso, parece óbvio que o conhecimento desse treinador sobre o time de onde saiu demitido não traria nenhum
efeito positivo. Outra questão que precisa
ser igualitária seria a responsabilidade do treinador. Quando ganha é em função do seu “bom trabalho?, quando perde, é porque
os jogadores não correspondem ao que
o treinador pediu. A função técnica limita-se a pedir: então o treinador manda marcar Maradona e se o jogador não conseguir
não obedeceu ao que o treinador pediu!
Fácil assim!
Os jogadores repetem que erraram quando não podiam; nunca dizem quando poderiam errar! Além dessa, quando um time está fazendo
uma grande campanha, a colocação de
que todos querem ganhar da gente; não dizem quando e quais times não querem ganhar.
O pior é o péssimo nível técnico do futebol brasileiro. Os clubes brasileiros passaram a ser peneiras dos europeus de qualquer
divisão, não seguram nenhum atleta
quando este interessa a um time da terceira divisão da Itália, Alemanha, Espanha. As semifinais dos estaduais comprovam
isso. No último jogo entre Bragantino e Santos,
a quantidade de passes errados do Bragantino dá a mostra do nível dos demais estados, considerando que São Paulo seja o
melhor tecnicamente. Além disso, mesmo o
time precisando de determinado resultado para uma classificação, o atacante comete falta nos zagueiros e prejudicam o time.
Outra falta boba seria aquela que um
jogador vai receber a bola e outro por traz dá aquela chegada! São inúmeras faltas totalmente desnecessárias. E nisso os
brucutus da maioria dos treinadores têm
total responsabilidade. Alguém precisa dizer aos treinadores brasileiros que treinar nada tem a ver com aquele berreiro,
palavrões, gestos grosseiros e desrespeito
aos atletas. E estes deveriam se impor e não aceitar este tratamento grosseiro e mal-educado.
Não podem ser aceitos por todos outros erros cometidos por atletas profissionais, ao menos de forma reiterada como tem ocorrido:
bater escanteio que a bola passe
por detrás do gol; cobrar falta por cobertura que bata na barreira; passar a bola para colegas em impedimento; erros de
passes laterais ou um pouquinho “semiverticais?
e bem próximos (aceita-se nos lances em profundidade para o gol); aquele chuveirinho repetido e inócuo. No mínimo, 90% são
rebatidos pelos zagueiros. Finalizam alguns
erros banais a reposição de goleiro com chutões. Também só substitui bem quem escala mal. O resto é conversa fiada e puxa-saquismo.
Ah, colega que empurra os companheiros
para bajular somente o técnico demonstra falta de companheirismo e personalidade.
Mais de oitenta por cento das faltas marcadas por árbitros brasileiros não existem. Essas faltas não passam de trombadas,
escorregões, encontros, choques, acidentes
de trabalho. Deve ser banida a palavra acho dos comentaristas; eles têm que comentar o jogo e parar de fazer previsões.
Eles não são gurus nem têm conhecimento suficiente
para fazer prognósticos antecipados. São muito chatos com esses palpites e chutes. Já os comentaristas de arbitragem falam
tudo contrário ao que mostra a imagem.

Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito


E então, que acharam? Manifestem-se!! Aguardo vocês nos comentários por
aqui…

Abração!

Fernando

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