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Oi turma!!

Tudo bem??

Olhem só: Não tenho permissão pra dizer quem é o autor dessa crônica,
mas, naturalmente, a tenho para divulgá-la. Não vou fazer comentários
sobre ela, aqui, por que no texto ja diz tudo.
Vamos a ele, então?


Eu hoje fiquei triste. Não uma dessas tristezas passageiras que dá
no final de um dia de trabalho, quando o chefe foi grosseiro, os colegas
indiferentes. Mas uma tristeza que sei que não vai acabar, nem melhorar.
Só tende a piorar!
Ao corrigir algumas provas e trabalhos dos meus alunos constatei
que alguns deles, da sexta série, não sabem ler. Outros lêem mal e mal,
mas não sabem escrever. E o pior: quando copiam do quadro-verde ou do
livro, fazem-no errado.
Ah, mas sabem reclamar! Isso eles sabem muito bem! Reclamam dos
colegas, dos professores, das notas. Acho que foram os pais que lhes
ensinaram.
Lembro que houve uma fase em que tudo era culpa da mãe. Coitada!
Nem sei para quê “Dia das Mães”! se eu fosse neurótica, a culpa era
dela, se fosse gorda ou seca também!
Hoje em dia as mães ensinam os filhos a reclamar e pressionar os
professores. Ensinam-lhes a exercer o poder econômico, mesmo que com
mixaria. Só não estão dando valor ao conhecimento e, com isso, estão
colaborando para formar uma geração sem nenhum preparo para comandar,
nem para escolher quem comande, porque não sabem (e não querem saber)
nada de nada. Assim fica fácil para qualquer um se eleger.
A minha tristeza é do tamanho do mundo, porque eles “são o
futuro”. Que futuro? Do Brasil? Ou será do Brazil?
Pena que a mãe, aquela que o Freud disse que era a culpada de
tudo, tenha esquecido sua importância. Pena que ela tenha deixado de
educar e de dar bons exemplos de respeito para com os mais velhos, para
com os professores. Agora parece que os alunos pensam que os professores
são seus empregados. E na verdade são. Só que empregados a serviço da
educação, o que só acontece quando há respeito. Se eu posso pagar, eu
não valorizo; se eu conquisto com o meu esforço é diferente. Se eu não
valorizo, não respeito; se não respeito não aprendo. E os candidatos aos
“Mensalões” vão ganhando. Depois eles dão uma “Fome Zero” para aqueles
que os elegeram!
Eu acho que o Jeca sabia o que vinha depois dele!

(Célia Pescar)


E então?? Quantos de vocês já estiveram ou estão nessa situação? Tem
coragem de colocá-la nos comentários por aqui?? Se tem, fico aguardando
eles…

Abração!

Fernando

One Response to “A tristeza do Jeca”

  1. março 11th, 2008 at 18:02 | #1

    Lindo texto, mas, infelizmente verdadeiro.

    Já vi vários exemplos de abusos por parte dos estudantes, porém também vi que professores e Diretores estão conformados com isso. E até justificam. QUE ABSURDO!!!

    Chequei a perguntar ao diretor do cólegio onde estuda minha filha se era essa a educação que ela teria, pois só o que via era uma BANDO de adolescentes mal educados em todos os sentidos… Se precisassem passar por cima de uma criança, o fariam sem exitar.

    Disse o Diretor quer isso vinha de casa, e que o colégio fazia o melhor possível, inclusive colocando no pátio mais recepientes para lixo… mas ninguém os enxergava.

    Quem estraga os filhos, não exige que utilizem seu potencial, não valoriza o que fazem de bom e os recriminam quando agem mal é a família… Caráter se forma em casa e não na escola, ela é apenas um apoio e reforço.

    E como já disse à uma pessoa muito especial, tenho um grande amiguinho e alma gêmea que em uma tarde de sol disse o seguinte: A educação é o que resta depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu na escola(ALBERT EINSTEIN)

    Parabéns Célia e vamos mostrar o correto a cada aluno em particular se for necessário, mas jamais ignorar atitudes com as quais não concordamos.

    Grande abraço,

    Lu

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